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Programa Intelligent Energy Europe vai apoiar 44 novos projectos de renováveis e eficiência energética
21-01-2011 Programa Intelligent Energy Europe vai apoiar 44 novos projectos de renováveis e eficiência energética

Das 349 propostas de projectos ao programa Intelligent Energy Europe (IEE) em 2010, 44 foram escolhidos e estão agora, e até Março, em fase de negociações para usufruírem dos apoios europeus. Ao todo, para 2010 estavam disponíveis 58 milhões de euros destinados a projectos que contribuíssem para um maior uso das energias renováveis e para aumentar os níveis de eficiência energética na Europa.

As propostas recebidas foram apresentadas por cerca de três mil organizações dos 27 Estados-Membros, mas também da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Croácia. Perto de metade das candidaturas foram apresentadas por pequenas e médias empresas, seguidas por um número substancial de autoridades públicas e organizações não governamentais. De entre os projectos seleccionados, nenhum com coordenação portuguesa foi escolhido.

O IEE tem como missão reforçar os esforços da União Europeia para cumprir com as suas metas energéticas de 2020 e garantir um fornecimento de energia seguro e competitivo ao nível económico enquanto combate as alterações climáticas. Seguindo estas temáticas principais, todos os anos são definidas áreas de actuação e lançadas candidaturas para novos projectos. O programa decorre desde 2007 e até 2013, dispondo de um orçamento total de 730 milhões de euros e cobrindo até 75% dos projectos escolhidos. De acordo com a Comissão Europeia, até hoje foram apoiados aproximadamente 450 projectos no âmbito do IEE.

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17-05-2012

Cortes nas tarifas remuneratórias para a cogeração e a revogação da garantia de potência por centros produtores eléctricos são as imposições das duas portaria publicadas em Diário da República pelo Governo na passada segunda-feira. Com isto, o Executivo pretende poupar 162 milhões de euros anuais e dá cumprimento àquilo que foi acordado no Memorando de Entendimento com a Troika.

A revogação do regime de prestação de serviços de garantia de potência dos centros electroprodutores ao Sistema Eléctrico Nacional e do respectivo mecanismo de remuneração é estabelecida na Portaria 139/2012 e deverá permitir uma poupança na ordem dos 62 milhões de Euros por ano. "O modo e as condições em que serão prestados serviços de garantia de potência por centros electroprodutores em regime ordinário, bem como a subsidiação a esta actividade, serão objecto de regulamentação, que deverá ser publicada no prazo de 45 dias" depois da entrada em vigor desta portaria.

No que respeita à cogeração, as poupanças para o sistema eléctrico podem chegar aos 100 milhões de euros anuais, disse o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, numa audição no Parlamento a 27 de Abril. Segundo a Cogen Portugal, os cortes efectuados às tarifas chegam aos 30% e deverão ter um impacto muito negativo no sector, "desferindo um duro golpe na competitividade de um vasto leque de sectores de actividade, com especial destaque para as indústrias fortemente exportadoras". A associação aponta ainda a existência de erros na redacção da Portaria, nomeadamente o "facto de o cálculo dos custos evitados evitados considerar como meios de produção evitados o ciclo combinado a gás natural e a eólica, na proporção de 50% para cada um,  em clara dissonância com o preconizado pela própria Directiva Europeia que este pacote legislativo pretende transpor. "Neste contexto regulamentar, a COGEN não vislumbra qualquer possibilidade de se vir a concretizar o potencial de desenvolvimento da cogeração de elevada eficiência identificado no estudo de 2010, do Ministério da Economia. No âmbito das obrigações que a própria Directiva de promoção da cogeração impunha aos Estados Membros, Portugal comunicou oficialmente à União Europeia esse potencial oportunamente quantificado.  Tendo em conta as consequências do Diploma Legal agora publicado, parece ter-se esquecido, de forma definitiva, que o potencial determinado e posteriormente comunicado era um objectivo a cumprir no futuro próximo. Sobra agora para o Governo português a responsabilidade de assumir o incumprimento desses objectivos que ainda recentemente subscreveu, também a nível internacional", referem em comunicado.

De acordo com a Portaria nº140/2012, às instalações que utilizem como combustível gás natural, gases de petróleo liquefeitos ou combustíveis líquidos passam a aplicar-se os seguintes valores de referência: 89,89 Euros/MWH para instalações iguais ou inferiores a 10MW; 80,44 Euros/MWh para instalações com mais de 10MW e iguais ou inferiores a 50MW; 70,33 Euros/MWh para instalações entre os 20MW e os 50MW e 63,95 Euros/MWh para instalações superiores a 50MW e inferiores ou iguais a 100MW. No caso de instalações que utilizem o fuelóleo, a tarifa de referência passa a ser de 89,12 Euros/MWh para capacidades até 10MW e de 79,96 Euros/MWh para aquelas entre os 10MW e os 100MW. Para a cogeração renovável, passa a aplicar-se a remuneração de 81,17Euros/MWh para instalações até 2MW e de 65,92Euros/MWh para instalações entre os 2MW e os 100MW.

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15-05-2012

No âmbito da 14ª edição da TEKTÓNICA, decorreu na passada quarta-feira, na FIL, a Gala de entrega de Prémios TEKTÓNICA 2012 na qual se distinguiram os produtos mais inovadores lançados recentemente no sector da construção, a promoção da internacionalização por parte dos mercados externos e a formação profissional promovida pelos expositores do salão.

Pela utilização de materiais reciclados, eficiência energética e desempenho acústico, a solução Placas de Borracha Reciclada, da APARTMAR Construções, foi considerada pelo júri a grande inovação da edição deste ano, ao passo que o Prémio Internacionalização Tektónica 2012 foi partilhado pelos mercados da Alemanha, Angola, Argélia, Brasil, Cabo Verde, França, Líbia, Marrocos e Moçambique. Na cerimónia foram ainda distinguidas as empresas que no decorrer desta edição do Salão Nacional de Construção e Obras Públicas promoveram acções de formação no Espaço Academia.

Prémio Inovação Tektónica 2012

Na edição deste ano foi distinguida com o Prémio Inovação Tektónica as Placas de Borracha Reciclada da empresa APARTMAR Construções Lda. A solução mereceu destaque quer pela incorporação de materiais reciclados, quer também pelo aumento de eficiência energética que proporciona e pela melhoria de desemprenho acústico dos edifícios.

Na mesma categoria receberam menções honrosas o sistema de revestimento de fachadas "Candiwall", da empresa CANDIGRÉS - Cerâmica de Grés da Candieira, Lda., pelas suas características funcionais e facilidade de aplicação, a Placa de Comando "SM 15", da empresa Oliveira & Irmão, S.A., como resultado de uma sinergia do design e indústria, o Deck Cerâmico "Deck Plus", da empresa Revigrés, Lda., pela inovação e esforço de expansão do produto a novas áreas funcionais, e, por último, a gama de argamassas pré-doseadas "EcoCORK", da empresa SECIL MARTINGANÇA - Aglomerados e Novos Materiais para Construção, Lda., pelo contributo para a melhoria das propriedades térmicas e acústicas da construção com materiais sustentáveis.

O Prémio Inovação TEKTÓNICA é anualmente promovido pela AIP - Feiras, Congressos e Eventos e tem como objectivo valorizar os produtos, serviços ou equipamentos inovadores e por consequência promover e distinguir as empresas que, num mercado em constante mutação, apostam no desenvolvimento de novos produtos. A inovação dos produtos premiados foi avaliada tendo em conta as suas inovações técnicas, funcionais e de estética.

Os produtos candidatos a este prémio foram avaliados por um júri composto por representantes da AECOPS, do IADE - Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing, do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, da Ordem dos Arquitectos, e da Ordem dos Engenheiros.

Os produtos premiados com o Prémio Inovação estão patentes até sábado, dia 12 de Maio, na FIL no Espaço Inovação, conjuntamente com outros produtos, serviços e equipamentos que se distinguem pela capacidade de superação e diferenciação, assumindo-se como motor de revitalização e crescimento do sector.

Prémio Internacionalização Tektónica 2012

No âmbito da iniciativa Portugal Constrói, integrada na 14ª edição da TEKTÓNICA, foram apresentados aos empresários e investidores portugueses mercados com forte potencial para a internacionalização das empresas nacionais que poderão desta forma promover o aumento da sua competitividade.

Pela importância que a projecção internacional tem neste momento para as empresas portuguesas a organização entregou o Prémio Internacionalização Tektónica 2012 aos mercados da Alemanha, Angola, Argélia, Brasil, Cabo Verde, França, Líbia, Marrocos e Moçambique.

Prémio Promotor Academia Tektónica 2012

Demonstrando que a formação é valorizada pelos profissionais do sector da construção, a Academia Tektónica, que se realiza este ano pelo segundo ano consecutivo, tem a decorrer na FIL 15 acções de formação promovidas por alguns dos expositores do salão e nas quais participam cerca de 400 profissionais.

AECOPS, Castanresin, Consentino, Donauer Solar Systems, IPAF, ISCTE, Mapei, Preceram e Umicore Portugal foram as entidades que nesta noite de entrega de Prémios receberam uma distinção por parte da organização da TEKTÓNICA 2012.

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15-05-2012

A Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) defende a criação de um Conselho das Profissões Liberais (CPL). Numa carta enviada a várias Associações Públicas Profissionais, o Bastonário da OET, Augusto Ferreira Guedes, convida as Ordens a juntarem-se a este projecto, cujo objectivo é a "promoção, dignificação e representação dos seus membros".

A iniciativa surge, segundo a OET, face à "posição ultrapassada, corporativa e de abusiva representatividade assumida pelo presidente da Comissão Executiva do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), em 31.01.2012, na Assembleia da República, perante a Comissão de Segurança Social e Trabalho e, bem assim, a demonstração da correspondente necessidade de ser criada uma alternativa associativa que aposte na promoção do exercício profissional nos espaços europeu e da CPLP, livre dos constrangimentos decorrentes da excessiva dependência de factores corporativos académicos, valorizando-se, fundamentalmente, o mérito e o reconhecimento profissional".

As críticas da OET referem-se em particular a declarações prestadas por Carlos Martins da CNOP na Assembleia da República, que, segundo os engenheiros técnicos, deram a entender que as Ordens Profissionais actualmente inscritas no CNOP já representam suficientemente as áreas em que os seus membros desenvolvem actividades, sendo desnecessária a admissão de restantes associações profissionais.

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14-05-2012

A Arábia Saudita, um dos maiores países produtores de petróleo, vai investir cerca de 100 mil milhões de dólares (mais de 77 mil milhões de euros) em projectos de energia solar durante as próximas duas décadas. O objectivo é instalar cerca de 41 Gigawatts (GW) de energia solar eléctrica, o que deverá corresponder a um terço do consumo eléctrico em 2032, de acordo com o gabinete de aconselhamento para o desenvolvimento sustentável saudita, King Abdullah City for Atomic and Renewable Energy (KA-CARE).

Segundo a mesma fonte, o país deverá instalar 16GW de capacidade solar fotovoltaica e 25 GW de solar concentrado (CSP) até 2032 e ainda 4GW de energia geotérmica e de transformação de resíduos para energia, refere a Reuters. O anúncio foi feito durante o Saudi Solar Energy Forum, que teve lugar a 8 de Maio em Riade. Os planos terão ainda de ser aprovados, devendo arrancar em princípios de 2013.

Com isto, pretende-se criar um sector de energia solar sustentável que ajude na estratégia de criação de uma nova indústria energética doméstica do país e reduza o consumo de petróleo. Ao concretizar-se a instalação de 41 GW, a Arábia Saudita não só fica entre os líderes mundiais no que respeita à energia solar eléctrica, como pode poupar cerca de 520 mil barris de petróleo por dia.

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14-05-2012

No passado mês de Março a Giacomini Portugal organizou uma viagem técnica à Catalunha com instaladores Portugueses.

Conjuntamente com o seu distribuidor Milei, a Giacomini proporcionou um curso de formação na nova escola da empresa (ExSite), situada na região de Barcelona, e facilitou visitas a obras de referência, com sistemas de tecto e pavimento radiante Giacomini, concluídas recentemente;

1) Junto ao estádio Olímpico de Barcelona, no Castelo de Montjuic, existe uma fortaleza símbolo da repressão e da abolição das liberdades Catalãs, tendo sido utilizado como prisão militar e que actualmente alberga o museu militar. Hoje é palco de várias exposições, realizadas em salas climatizadas com pavimento radiante. O sistema de gestão e controlo utilizado também foi o da Giacomini, que funciona sobre a plataforma Bus Giacoklima e, neste caso, com software modificado para permitir simultaneamente o controlo das UTA's.

2) O Hospital de Mollet, nos arredores de Barcelona, com cerca de 4500 m2 de tecto radiante em gesso-cartonado(GKC-S) foi uma das outras obras visitadas, desde a sala de comando e controlo, à central térmica e aos pisos técnicos onde se encontravam as UTA's e os quadros eléctricos com todos os equipamentos de termorregulação da Giacomini.

Nesta obra foram utilizadas cerca de 50 centralinas Giacoklima programadas especificamente para permitirem a gestão da climatização radiante e sistemas de renovação do ar, assim como, a interligação ao sistema de gestão técnica centralizada.

No final da viagem a satisfação foi total, sentindo-se um grande apreço pela componente prática verificada em todas as visitas e formações realizadas.

 

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11-05-2012

As alterações propostas em Conselho Europeu ao texto da Directiva para a Eficiência Energética reduzem para 38% o potencial de impacto das medidas inicialmente sugeridas, revela uma análise feita pelos serviços da Comissão Europeia. O documento não oficial foi apresentado durante uma reunião informal do Conselho europeu para a Energia que aconteceu nos dias 19 e 20 de Abril.

De acordo com a análise, a proposta original da Comissão Europeia, apresentada a 22 de Junho do ano passado, resultava numa poupança de energia primária de 151,5 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo), enquanto a versão do Conselho (4 de Abril) aponta para uma redução de apenas 58,1 Mtep.

Em causa está a diminuição significativa do impacto de várias medidas. Entre as mais polémicas está a obrigação de uma taxa anual de 3% de renovação dos edifícios públicos prevista pelo Art.4º da Directiva. Depois de várias divergências sobre o valor da taxa, o Conselho Europeu propõe que se mantenham os 3% mas que se contemplem apenas os edifícios que sejam propriedade e ocupados pelo governo central, o que reduz o âmbito de aplicação da medida, assim com o seu potencial de poupança (de 4,2 Mtep para 0,4 Mtep). Também o Art.6º, que obrigava as empresas de fornecimento de energia a alcançar juntos dos seus consumidores poupanças anuais de 1,5%, pode sofrer fortes alterações, sendo provável que a percentagem obrigatória baixe para 1 ou 1,25% e que, ao total de energia que serve de base de cálculo dos 1,5%, sejam retirados 40% da energia que é vendida de acordo com o Sistema de Comércio de Emissões (ETS) e ainda a energia vendida para fins de transporte. Para além disso, para compensar os países que contam já com um histórico na eficiência energética, as poupanças resultantes de medidas implementadas desde o início de 2009 podem vir a ser contabilizadas. Com estas alterações, esta medida deverá ajudar a poupar apenas 29,1 Mtep dos 74,9 inicialmente previstos.

A eficiência energética, em particular, esta Directiva, foi uma das questões que a presidência dinamarquesa da União Europeia (UE) assumiu como prioritárias para os seus seis meses de mandato, que terminam a 30 de Junho. No final da reunião informal de 20 de Abril, o Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, veio afirmar a sua convicção na conclusão de um acordo para a futura Directiva antes da presidência da UE passar para as mãos do Chipre.

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11-05-2012

A SMA Ibérica estará novamente presente na TEKTÓNICA de Lisboa, a maior feira portuguesa de Construção e Obras Públicas e na GENERA de Madrid, a feira internacional de energia e meio ambiente mais importante do sector.

Em ambas as feiras, a SMA Ibérica apresentará o Sunny Home Manager, um equipamento que permite aumentar significativamente a quota de autoconsumo e optimizar a energia de um ponto de vista ecológico. O Sunny Home Manager reconhece o padrão de consumo específico de uma determinada instalação e combina esta informação com o gerador fotovoltaico. Desta forma, antecipa o máximo rendimento da instalação e optimiza o seu consumo energético.

Apresentará também o microinversor Sunny Boy 240, especialmente indicado para pequenas instalações fotovoltaicas, instalações com condições de sombras complicadas e para uma produção fotovoltaica integrada em edifícios. Com este equipamento, minimizam-se as perdas em instalações de cobertura cuja arquitectura dos telhados é desfavorável. A grande fiabilidade e eficiência com um custo atractivo são os pontos fortes desta nova série. O inversor da SMA dispõe de um sistema de segurança inovador e de um detector inteligente de erros nos módulos e é de fácil instalação.

Na feira serão também apresentados os inversores SMA mais relevantes da família Sunny Boy, Sunny Mini Central e Sunny Central, desde o kW ao MW, tais como soluções de monitorização e dimensionamento de plantas fotovoltaicas. Em concreto, estarão presentes no stand os já mencionados Sunny Home Manager e o Sunny Boy 240, bem como os Sunny Tripower 8000TL-15000TL, o Sunny Tripower 20000TLEE, o Sunny Boy 3000TLST, o Sunny Boy 5000TL, o Sunny Island 2012, o Sunny WebBox e o Sunny SensorBox.

Datas dos Eventos:

Tektónica - 8 a 12 de Maio de 2012. Lisboa (Portugal). Pavilhão 2. Stand 2B32.

Genera - 23 a 25 de Maio de 2012. Madrid (Espanha). Pavilhão 8. Stand BD03

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10-05-2012

A ASHRAE - American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers - lançou um novo sítio online de terminologias, no sentido de ajudar na compreensão dos termos comuns utilizados nas normas ASHRAE e noutras publicações da entidade.

A página de livre acesso está disponível em www.ashraewiki.org e contém a explicação de mais de 6.000 termos relacionados com edifícios, com destaque para as áreas mecânica, da envolvente, projecto, eléctrica, iluminação, cálculo de cargas, uso de energia, medição, etc.. Por enquanto, o conteúdo está apenas disponível em inglês, mas a ASHRAE pretende alargá-lo a outros idiomas em breve.

"A terminologia comum utilizada em comunicações, e em particular nas normas, ajuda os utilizadores a compreendê-las e, logo, encoraja-os a adoptá-las e utilizá-las", refere Art Hallstrom, membro do Comité Técnico da ASHRAE 1.6, Terminologia. "O objectivo do ASHRAEwiki é melhorar a comunicação, encorajando o uso de definições terminológicas consistentes dentro da ASHRAEE e da indústria, em todo o mundo", acrescentou.

Neste sítio da Internet, podem ser criados relatórios personalizados de termos e definições principais que podem ajudar no desenvolvimento de normas, guias, manuais ou quaisquer outras publicações da ASHRAE. Espera-se que, com o tempo, este possa também ser usado por toda a indústria, aponta Hallstrom.

O ASHRAEwiki vem substituir uma proposta de norma ASHRAE - Standard 166P, Heating, Ventilating, Air-Conditioning and Refrigerating Terminology -, cujo objectivo passava por oferecer um terminologia para uso uniforme na indústria do AVAC-R.

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09-05-2012

As limitações económicas e de aplicação apresentadas pelas principais fontes de energia renovável, que nem sempre permitem um uso adequado, estão a levar a que se preste mais atenção ao desempenho de instalações que utilizam duas fontes de energia, especificamente aquelas que prevêm o uso de caldeiras e de bombas de calor ar-água.

De modo a tornar mais simples e fácil a realização destas instalações, o mercado propõe sistemas pré-montados adequados, que podem, contudo, apresentar aspectos negativos que não devem ser subestimados.

A Caleffi propõe um grupo híbrido pré-montado que permite ligar os circuitos hidráulicos das BC (bombas de calor), das caldeiras e dos terminais que servem a instalação, grupo este constituído por um kit de desvio com válvula desviadora e colectores, e por um regulador electrónico com comando dotado de sonda externa. A centralina de regulação deve assegurar o funcionamento automático alternado entre a BC e a caldeira.

Porquê instalar um grupo híbrido pré-montado Caleffi HYBRICAL®?

Relativamente aos "sistemas dois em um", os grupos híbridos pré-montados apresentam as seguintes características:

  • no caso de mau funcionamento de uma das duas fontes de calor não ocorre a interrupção total do aquecimento;
  • possibilitam transformar as instalações com caldeira existentes em instalações híbridas;
  • permitem a realização de instalações que não obrigam à escolha do mesmo fabricante quer para a caldeira, quer para a BC: produtos que tecnologicamente são muito diferentes;
  • torna mais fácil e simples o trabalho de realização e de gestão das instalações híbridas;
  • permite realizar a ligação entre as fontes de calor com soluções que se podem alojar em caixas de parede: muito importante em unidades habitacionais com dimensões reduzidas;
  • assegura a realização de instalações compactas, esteticamente válidas, fáceis de monitorizar, e que não requerem manutenção especializada: o utilizador pode recorrer ao instalador habitual;
  • a centralina de regulação permite programar a temperatura de comutação das duas fontes de energia com base no desempenho da bomba de calor e dos custos térmicos de energia eléctrica e de gás metano.

Para informações adicionais, consulte o site www.caleffi.pt

 

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09-05-2012

São vários os dossiers em cima da mesa de Artur Trindade e Filipe Vasconcelos. Estes novos protagonistas têm em mãos decisões vitais para o sector dos edifícios. Entre elas, a Regulamentação Térmica, que vai ser alvo de uma revisão profunda e avançar num formato simplificado. Conheça as pastas, os processos e o que está ainda por decidir na revista de Maio/Junho.

Aproveite também para visitar o nosso sítio online, com novas notícias todos os dias que pode acompanhar através da nossa página no Facebook, Twitter ou ainda subscrevendo a nossa nova newsletter!

 

Uma Associação para a eficiência energética

À frente da Associação Nacional de Peritos Qualificados (ANPQ) está Ernesto Peixeiro Ramos, que nos faz uma análise do actual Sistema de Certificação Energética. "Este momento é crucial e uma oportunidade para revermos uma série de questões e resolvermos alguns problemas que estão a criar sérias dificuldades a todo o processo".

"A Qualidade do Ar Interior na UE 2012"

Opinião, por Eduardo de Oliveira Fernandes: "Na Declaração de Parma, em Maio de 2010, os Ministros do Ambiente e da Saúde da OMS e da UE assumiram reforçar o compromisso de reduzir os principais factores de risco para a saúde relacionados com o ambiente com especial enfoque no ambiente interior implementando as guidelines da OMS para a qualidade do ar interior".

Solar Térmico: mercado alemão continua a crescer

Em 2008, a escalada dos preços do petróleo provocou um crescimento de mais de 120% do mercado alemão de solar térmico. Passados dois anos de contracção, a Alemanha parece estar novamente preocupada com a sua segurança energética, desta vez também face ao nuclear. Números do sector mostram que, em 2011, o solar térmico alemão já cresceu, mas o que pode o maior mercado europeu esperar em 2012?

Empresas & Tecnologia

Estamos mais perto das empresas! No novo dossier "Empresas & Tecnologia" apresentamos o que de mais inovador se está a fazer no mundo ao nível da tecnologia, equipamentos ou projectos. Contamos com as suas sugestões!

Nesta edição, conheça o projecto da instalação geotérmica numa antiga escombreira mineira da Sogener e as novidades da Giacomini em Portugal.

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08-05-2012

A OLI, líder ibérico na produção de autoclismos e mecanismos, apresentará uma nova placa de comando para autoclismos interiores desenhada por Souto de Moura na Tektónica, feira internacional de construção e obras públicas, que decorrerá entre os dias 8 e 12 de maio na Feira Internacional de Lisboa.

A placa de comando SM15 com as medidas de 147x147mm e um acabamento em vidro temperado branco de 5mm permite uma aplicação harmoniosa em paredes revestidas com o tradicional azulejo português. Inclui ainda dois botões redondos em acabamento cromado de acionamento da dupla descarga.

A nova placa de comando será aplicada na nova Pousada da Covilhã, um projeto de reabilitação do antigo sanatório da Serra da Estrela da autoria do arquiteto português Souto de Moura, galardoado com o Prémio Pritzker em 2011.

Para além da SM15, a OLI apresentará as mais recentes novidades na gama de produtos OLI e OLICLIMA numa área de exposição de 144m2, no stand 1E10, no Pavilhão 1.

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08-05-2012

CEN+NEM é a única equipa portuguesa entre as 20 equipas que competem este ano no Solar Decathlon Europe, um concurso internacional entre universidades que pretende promover a investigação no desenvolvimento de casas eficientes e que terá lugar em Madrid em Setembro.

A equipa da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, coordenada pelo arquitecto Manuel Lopes, desenvolveu o projecto e empresa "Casas em Movimento", que "assenta na capacidade de interagir com a envolvente e com as variações de luminosidade ao longo do dia", lê-se na descrição do projecto. Desta forma, as casas movimentam-se de acordo com a orientação solar, à semelhança dos girassóis, com o objectivo de conseguir uma maior transformação de energia através de tecnologias de energias renováveis e domótica, "sempre na perspectiva de conseguir um ganho térmico de forma a conseguir mais sombra durante o Verão e permitindo que o Sol incida mais na fachada durante o Inverno", explicou o responsável em entrevista recente à agência Lusa. Através do movimento, é assegurada uma "significativa eficiência energética, novos conceitos de habitar e de controlar todo o espaço em torno da habitação, sendo a casa acomodada aos seus habitantes".

Para além da eficiência energética, pretende-se ainda que estas casas não sejam apenas para as elites económicas. "É um projecto pensado para atingir uma vasta faixa de mercado, para se popularizar, ganhar dimensão social e assim contribuir positiva e amplamente na melhoria do espaço construído e o meio ambiente", refere o projecto.

A competição Solar Decathlon convida equipas apoiadas por universidades a projectar e construir casas com consumos de recursos naturais e produção de resíduos mínimos durante o seu ciclo de vida, visando em particular a redução do consumo energético e cobrindo as suas necessidades energéticas através do sol. Na fase final, as equipas devem apresentar as suas casas ao pública na Villa Solar, competindo em dez provas que decidirão qual o projecto vencedor.

 

(Imagem: © SDEurope/ Ricardo Santonja - Alberto Cubas)

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07-05-2012

Cerca de 30% das novas construções na China em 2020 vão ser projectos de edifícios com elevada eficiência energética, segundo um documento oficial publicado este Domingo pelos ministérios chineses das Finanças e da Habitação e Desenvolvimento Urbano e Rural. Esta é a primeira meta oficial do país no que se refere ao desenvolvimento de edifícios eficientes.

Segundo o documento, refere a agência noticiosa Xinhua, o governo vai adoptar um conjunto de medidas para o efeito, que incluem incentivos políticos, melhoria das normas para a indústria, promoção do progresso tecnológico e o desenvolvimento de indústrias relacionadas com o sector e que possam contribuir para alcançar esta meta. Pretende-se ainda que, em 2020, o rácio do consumo energético dos edifícios na China se aproxime dos dos países desenvolvidos.

A definição desta meta por parte do governo chinês é particularmente importante uma vez que é na China que se espera um aumento significativo da nova área edificada nos próximos dez anos. Um estudo recente da Pike Research mostra que o país vai registar um aumento anual de cerca de dois milhões de m2 de novas áreas residenciais e comerciais. Actualmente a maioria da população chinesa, com 1,3 mil milhões de pessoas, vive em zonas rurais, mas esse cenário deverá ser alterado e, em 2021, 52% da população, que, na altura, deverá ascender aos 1,4 mil milhões de pessoas, viverá em ambiente urbano, o que implicará a construção de novos edifícios nas cidades chinesas. Segundo a Pike Research, o parque edificado chinês, de 34,9 mil milhões de m2 em 2011, deverá aumentar para 57,7 mil milhões em 2021, registando uma taxa composta de crescimento anual de 4,8%.

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07-05-2012

Já está disponível o novo site da Viessmann Portugal em www.viessmann.pt.

Com o mesmo formato renovado das restantes páginas da Viessmann, Portugal estreia a sua página online, permitindo aos seus visitantes conhecer em pormenor o Grupo Viessmann e em português.

A navegação é bastante simples, o site está divido em três sectores principais: Habitações Unifamiliares, Habitações Multifamiliares e Indústria/Comércio/Edifícios Comunitário, facilitando assim a consulta mediante a área de interesse do visitante. Aqui vai encontrar informações sobre produtos, combustíveis, tecnologias de aquecimento e aplicações. Documentação de apoio está sempre presente para consulta mais detalhada.

É de realçar também a secção Sobre a Viessmann, onde entre outros, poderá encontrar mais informações sobre o Grupo, novidades, lançamento de newsletters, contactos dos nossos parceiros e Serviços de Assistência Técnica.

Brevemente apostaremos numa área reservada a clientes onde será disponibilizado um acesso mais personalizado.

Visite-nos já em www.viessmann.pt!

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04-05-2012

A Comissão Europeia decidiu referir o Estado italiano ao Tribunal Europeu de Justiça por incumprimento da Directiva europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (2002/91/EC). Em causa está o facto de a legislação italiana não estar em linha com as condições que a Directiva comunitária prevê para os certificados de desempenho energético. Para além disso, Bruxelas aponta ainda que as autoridades italianas não comunicaram quaisquer medidas para a inspecção regular de sistemas de ar condicionado, tal como refere a lei comunitária.

A EPBD exige que tanto os edifícios novos como os existentes - quando vendidos ou arrendados - tenham um certificado de desempenho energético que deverá ser disponibilizado ao proprietário (ou futuro) ou arrendatário. Em Itália, até aqui, o certificado não é obrigatório para todos os edifícios e incluí a determinação de excepções por um perito, o que não está previsto na Directiva europeia. A Comissão considera que o certificado energético é uma questão chave para os consumidores, uma vez que permite que tenham uma visão clara da qualidade do edifício em termos de poupanças energéticos e custos associados.

 

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03-05-2012

Portugal conseguiu, no ano passado, aumentar em 28,8% o seu saldo exportador de produtos energéticos, porém este valor não foi ainda suficiente para compensar o saldo importador, mostram dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGGE).

Em 2011, o saldo importador de produtos energéticos português aumentou 27,7%, comparativamente a 2010, cifrando-se nos 7.100 milhões de euros. "De qualquer forma, é curioso constatar que, em termos relativos, e face a 2010, os ganhos obtidos com a exportação foram proporcionais aos gastos despendidos com a importação (na ordem dos +28%)", lê-se no relatório.

As importações de produtos energéticos continuam a pesar fortemente na Balança de Mercadorias FOB, chegando aos 50% (+18,4% do que em 2011). O peso das importações de produtos energéticos no PIBpm agravou-se em +6,2%, em 2011, contra +4,8% em 2010 (+3,8% em 2009).

Como razões para a subida no saldo importador, a DGGE refere o aumento generalizado dos preços de importação de todos os produtos energéticos nos mercados internacionais (cerca de 30% face a 2010) e a desvalorização do Euro face ao dólar (5%).

"Em termos globais, o nosso saldo importador espelha o elevado peso do valor (em euros) de importação do petróleo bruto e refinados (+28,5%), bem como do gás natural (+18,7%), da energia eléctrica (+28,9%) e da hulha (+66,4%)", refere o documento. Em termos de exportação, destacam-se os refinados (+29,1%), os carvões (+46,3%), a energia eléctrica (+21,9%) e a biomassa (+20,7%).

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02-05-2012

A par de muitas outras novidades apresentadas durante a última Mostra Convegno, que teve lugar em Milão em finais de Março, a Lennox apresentou o Neosys Evolution, um novo conceito para chillers.

Com este novo produto, que estará em produção apenas em 2013, a Lennox pretende demonstrar as suas capacidades na área dos chillers de condensação.

O Neosys Evolution 800kW é um conceito de uma nova gama de chillers de arrefecimento por condensação a ar de elevada eficiência, equipados com grandes compressores multiscroll R410A (novos compressores de scroll ZP725 Copeland). Esta unidade inclui ventiladores eDrive e bomba de água eDrive VSD (variação de caudal de água no primário), válvulas de expansão electrónica que permitem uma redução de consumo energético, especialmente na operação em carga parcial.

Com esta nova gama, a Lennox pretende reforçar a sua presença nas aplicações comerciais e de retalho, oferecendo soluções com o melhor custo total durante o ciclo de vida do produto/sistema.

Durante a feira de Milão, a Lennox apresentou ainda outras novidades, como as novas gamas de ventiloconvectores Allegra LS e Aria, unidades rooftop Flexy II EC e Baltic III, chillers Ecolean e unidades de recuperação de calor compactas (ar-ar) Miniair+, e deu a conhecer a sua nova assinatura. "Think far*" é agora o slogan da marca que expressa a sua ambição em se tornar uma (p)referência nos mercados em que se insere.  Entre outros, "Think Far*" significa edifícios com maior longevidade,mais sustentáveis e relações comerciais de confiança proporcionando soluções fiáveis e económicas, baseadas no custo total de ciclo de vida do edifício.

Como mensagem, a Lennox EMEA compromete-se a trabalhar próximo dos seus clientes, nos seus projectos, tornando o amanhã um dia melhor.

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02-05-2012

A ADENE - Agência para a Energia e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, chegam hoje a Maputo, Moçambique, para uma missão empresarial no sector da energia, em particular as áreas da eficiência energética, energias renováveis e infra-estruturas energéticas.

O responsável da Secretaria de Estado da Energia (SEE) tem já marcados encontros com o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e com o vice-ministro dos Recursos Minerais e Geológicos, Abdul Razack, e fará visitas a empreendimentos relevantes da economia do país que contam com intervenção portuguesa. A agenda da missão conta também com a realização de uma conferência com o tema "Portugal Moçambique - Parceiros para a Energia".

A acompanhar a ADENE e a SEE estão ainda um conjunto de empresas portuguesas, entre elas a Galp Energia, a Efacec, a Self Energy, a REN, a EDP Internacional, a Janz, a Gesto Energia, a Martifer Solar e a Visabeira.

Esta missão faz parte de um projecto da ADENE, aprovado pelo QREN -  Quadro de Referência Estratégico Nacional e apoiado pelos fundos comunitários, que se propõe a apoiar e dinamizar as relações das empresas portuguesas do sector da energia em mercados chave, como o mexicano, o moçambicano, o chinês, o brasileiro, o angolano e o sul-africano e no qual a Agência para a Energia conta com a parceria do ENERGYIN - Polo de Competitividade e Tecnologia da Energia de Portugal.

A ADENE - Agência para a Energia e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, chegam hoje a Maputo, Moçambique, para uma missão empresarial no sector da energia, em particular as áreas da eficiência energética, energias renováveis e infra-estruturas energéticas.

O responsável da Secretaria de Estado da Energia (SEE) tem já marcados encontros com o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e com o vice-ministro dos Recursos Minerais e Geológicos, Abdul Razack, e fará visitas a empreendimentos relevantes da economia do país que contam com intervenção portuguesa. A agenda da missão conta também com a realização de uma conferência com o tema "Portugal Moçambique - Parceiros para a Energia".

A acompanhar a ADENE e a SEE estão ainda um conjunto de empresas portuguesas, entre elas a Galp Energia, a Efacec, a Self Energy, a REN, a EDP Internacional, a Janz, a Gesto Energia, a Martifer Solar e a Visabeira.

Esta missão faz parte de um projecto da ADENE, aprovado pelo QREN -  Quadro de Referência Estratégico Nacional e apoiado pelos fundos comunitários, que se propõe a apoiar e dinamizar as relações das empresas portuguesas do sector da energia em mercados chave, como o mexicano, o moçambicano, o chinês, o brasileiro, o angolano e o sul-africano e no qual a Agência para a Energia conta com a parceria do ENERGYIN - Polo de Competitividade e Tecnologia da Energia de Portugal.

A ADENE - Agência para a Energia e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, chegam hoje a Maputo, Moçambique, para uma missão empresarial no sector da energia, em particular as áreas da eficiência energética, energias renováveis e infra-estruturas energéticas.

O responsável da Secretaria de Estado da Energia (SEE) tem já marcados encontros com o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e com o vice-ministro dos Recursos Minerais e Geológicos, Abdul Razack, e fará visitas a empreendimentos relevantes da economia do país que contam com intervenção portuguesa. A agenda da missão conta também com a realização de uma conferência com o tema "Portugal Moçambique - Parceiros para a Energia".

A acompanhar a ADENE e a SEE estão ainda um conjunto de empresas portuguesas, entre elas a Galp Energia, a Efacec, a Self Energy, a REN, a EDP Internacional, a Janz, a Gesto Energia, a Martifer Solar e a Visabeira.

Esta missão faz parte de um projecto da ADENE, aprovado pelo QREN -  Quadro de Referência Estratégico Nacional e apoiado pelos fundos comunitários, que se propõe a apoiar e dinamizar as relações das empresas portuguesas do sector da energia em mercados chave, como o mexicano, o moçambicano, o chinês, o brasileiro, o angolano e o sul-africano e no qual a Agência para a Energia conta com a parceria do ENERGYIN - Polo de Competitividade e Tecnologia da Energia de Portugal.

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30-04-2012

O ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou que o governo de Angola quer investir em cerca de 130 projectos de energia solar em zonas rurais, nomeadamente em escolas, centros de saúde, bombeamento de água, iluminação, etc., refere a Agência AngolaPress. O anúncio foi feito durante o VI Fórum Germano Africano de Energia, que teve lugar em Hamburgo, Alemanha, entre os dias 22 e 25 de Abril.

Segundo o responsável angolano, para avançar com os projectos terão de se criar formas de incentivo, como por exemplo "facilidades fiscais para os fornecedores de equipamentos, na aprovação e acompanhamento de um plano nacional de electrificação rural com metas bem definidas e financiamento", cita a mesma fonte.

De acordo com o ministro angolano, o secretário de Estado da Economia alemão, Stefan Lafaferer, ""mostrou interesse em aumentar a participação dos empresários alemães nos projectos ligados a Águas e Energia". Durante o encontro, a delegação reuniu também com o Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger que, segundo Baptista Borges, "disponibilizou as competências da União Europeia para ajudar a estruturar os sectores de água e electricidade, e também criar modelos consentâneos com os objectivos".

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30-04-2012

A Comissão Europeia pode estar a preparar um "Pacto de Crescimento" no valor de 200 mil milhões de euros a ser apresentado em Junho, avança o jornal espanhol El País. Este plano, uma espécie de plano Marshall, deverá servir para investimentos em infra-estruturas, energias renováveis e tecnologias avançadas, contando com o envolvimento do sector privado. O objectivo, refere o El País, é conseguir políticas de crescimento sem aumentar a dívida dos países do Euro.

A preparação deste Pacto de Crescimento foi também confirmada pela chanceler alemã, Angela Merkel, numa entrevista na semana passada ao diário Leipziger Volkszeitung. Merkel afirmou estar a ser preparada uma "Agenda para o Crescimento", que será apresentada em Junho no encontro de chefes de Estado da União Europeia.

Para já sabe-se também que este Pacto acolhe uma das ideias do socialista francês François Hollande: recorrer ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) como alavanca para investimentos, criação de empregos e crescimento. Segundo o jornal espanhol, após as eleições francesas, durante o próximo encontro da UE, em Junho, a Comissão vai apresentar várias opções para a capitalização do BEI ou recorrer à engenharia financeira para levar a cabo projectos no valor de 200 mil milhões de Euros através de instrumentos financeiros, como os Eurobonds para financiar investimentos ou até a criação de uma agência de infra-estruturas europeia.

 

(Foto: Bundesregierung/Denzel)

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27-04-2012

Realiza-se entre o dia 09 e 11 de Maio, no âmbito da iniciativa Academia Tektónica da FIL, a Academia Solar 2012. Serão abrangidos temas, tais como, a energia solar térmica para condomínios, integração arquitectónica de painéis solares, proteções elétricas, sistemas isolados fotovoltaicos e futuras aplicações como "smart home grid" e "auto-consumo".

A abrangência temática permite ao participante escolher o tema de acordo com o seu interesse em cada área. O encontro técnico conta com a participação de diversas marcas internacionais, de renome no setor das energias solares, como a Bosch, Donauer, SMA, Nexpower e LG.

Os workshops decorrem na sala 2.3 no 1º piso do pavilhão 2 da FIL. Os interessados deverão registar-se gratuitamente em: www.tektonica.fil.pt

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27-04-2012

A pensar nas excelentes condições solares, que se fazem sentir durante todo o ano em Portugal e que tem maior incidência nos meses de verão, a Vulcano, marca líder em soluções de água quente e solar térmico, aposta no lançamento de uma campanha de comunicação para divulgação das soluções solares térmicas.

 

Com o slogan "Nesta altura, é bom viver num país cheio de sol", destinado ao consumidor final, o objetivo passa por sensibilizar para os benefícios da adoção da energia solar térmica para aquecimento de águas, nomeadamente a redução significativa do consumo energético, permitindo a poupança, e ainda a diminuição da emissão de gases nocivos para a atmosfera, garantindo a preservação do meio ambiente.

 

Para os profissionais do setor, o slogan "Nesta altura, é bom contar com a Vulcano", pretende reforçar a imagem da Vulcano de especialista no segmento do solar térmico, fortalecendo a sua posição de marca de confiança e fonte de inovação, credibilidade e qualidade.

 

Através da divulgação da gama de soluções solares térmicas completas e versáteis, bem como dos serviços de apoio ao nível do dimensionamento e instalação (através de profissionais certificados), a marca portuguesa pretende, assim, garantir os seus valores-chave de poupança, preservação ambiental e conforto.

 

A campanha multi-meios marcará presença em rádio, imprensa generalista e profissional e meios on-line, até ao final do mês de maio.

 

O conceito criativo é assinado pela agência de publicidade Tux&Gill e o planeamento de meios ficou a cargo da OMD.

A pensar nas excelentes condições solares, que se fazem sentir durante todo o ano em Portugal e que tem maior incidência nos meses de verão, a Vulcano, marca líder em soluções de água quente e solar térmico, aposta no lançamento de uma campanha de comunicação para divulgação das soluções solares térmicas.

Com o slogan "Nesta altura, é bom viver num país cheio de sol", destinado ao consumidor final, o objetivo passa por sensibilizar para os benefícios da adoção da energia solar térmica para aquecimento de águas, nomeadamente a redução significativa do consumo energético, permitindo a poupança, e ainda a diminuição da emissão de gases nocivos para a atmosfera, garantindo a preservação do meio ambiente.

Para os profissionais do setor, o slogan "Nesta altura, é bom contar com a Vulcano", pretende reforçar a imagem da Vulcano de especialista no segmento do solar térmico, fortalecendo a sua posição de marca de confiança e fonte de inovação, credibilidade e qualidade.

Através da divulgação da gama de soluções solares térmicas completas e versáteis, bem como dos serviços de apoio ao nível do dimensionamento e instalação (através de profissionais certificados), a marca portuguesa pretende, assim, garantir os seus valores-chave de poupança, preservação ambiental e conforto.

A campanha multi-meios marcará presença em rádio, imprensa generalista e profissional e meios on-line, até ao final do mês de maio.

O conceito criativo é assinado pela agência de publicidade Tux&Gill e o planeamento de meios ficou a cargo da OMD.

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26-04-2012

O Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, acredita que é possível, ainda durante a presidência dinamarquesa da União Europeia (UE), chegar a um acordo para alcançar a meta de 20% de eficiência energética em 2020. O político falava aos jornalistas depois de um encontro informal do Conselho para a Energia, a 20 de Abril, durante o qual se voltou a debater o texto para a futura Directiva para a Eficiência Energética.

A proposta de lei comunitária está actualmente a ser discutida pela Comissão Europeia, Estados-Membros e Parlamento Europeu e, até aqui, estima-se que as alterações feitas tenham reduzido o seu impacto para apenas 38% do que foi inicialmente proposto por Bruxelas.

"Acredito realisticamente que é possível uma solução durante a presidência dinamarquesa", disse Oëttinger. "A minha esperança é que possamos ter uma solução em Junho de forma ambiciosa que consigamos concretizar a meta de 20%".

Depois de ter definido a eficiência energética, em particular esta Directiva, como uma das prioridades para o seu mandado, a presidência dinamarquesa está debaixo de grande pressão para conseguir um acordo entre as partes até 1 de Julho, altura em que passa a pasta para o Chipre.

O Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, acredita que é possível, ainda durante a presidência dinamarquesa da União Europeia (UE), chegar a um acordo para alcançar a meta de 20% de eficiência energética em 2020. O político falava aos jornalistas depois de um encontro informal do Conselho para a Energia, a 20 de Abril, durante o qual se voltou a debater o texto para a futura Directiva para a Eficiência Energética.

A proposta de lei comunitária está actualmente a ser discutida pela Comissão Europeia, Estados-Membros e Parlamento Europeu e, até aqui, estima-se que as alterações feitas tenham reduzido o seu impacto para apenas 38% do que foi inicialmente proposto por Bruxelas.

"Acredito realisticamente que é possível uma solução durante a presidência dinamarquesa", disse Oëttinger. "A minha esperança é que possamos ter uma solução em Junho de forma ambiciosa que consigamos concretizar a meta de 20%".

Depois de ter definido a eficiência energética, em particular esta Directiva, como uma das prioridades para o seu mandado, a presidência dinamarquesa está debaixo de grande pressão para conseguir um acordo entre as partes até 1 de Julho, altura em que passa a pasta para o Chipre.

 

(Foto: European Commission)

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24-04-2012

A associação da indústria solar portuguesa, APISOLAR, solicitou uma audiência à Secretaria de Estado da Energia (SEE) para esclarecimentos sobre a proposta de revisão dos Planos Nacionais de Acção para a Eficiência Energética e para as Energias Renováveis (PNAEE e PNAER), actualmente em consulta pública.

Maria João Rodrigues, presidente da APISOLAR, explica que "não considera que o documento seja minimamente explícito em relação a estas áreas, particularmente quanto à microgeração e ao solar térmico. Por isso, estamos a tentar marcar uma audiência com o ministério da Economia para tentar clarificar as medidas propostas". No comunicado desta associação representante dos distribuidores, fabricantes e instaladores do sector solar, pode ler-se que o pedido de audiência com SEE tem como objectivo "esclarecer a abordagem estratégica ao regime da microprodução e às disposições relativas à energia solar térmica".

De forma a poder tomar uma posição final face ao proposto, "a APISOLAR pretende em particular esclarecer qual o enquadramento das medidas lançadas no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver em conjunto com as restantes associações do sector, com a SEE e Direcção Geral de Energia e Geologia", refere a associação em comunicado".

A revisão do PNAEE e PNAER está em consulta pública até 18 de Maio no sítio oficial da DGEG.

 

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23-04-2012

O mercado mundial do ar condicionado valia, em Abril do ano passado, 88,2 mil milhões de dólares (cerca de 66,7 mil milhões de euros), mais 13% relativamente ao mesmo período do ano anterior (78 mil milhões de dólares - perto de 59 mil milhões de euros). Os dados, publicados em Abril pela britânica BSRIA, comprovam que o mercado do ar condicionado continua a recuperar terreno depois da recessão de 2009.

O maior mercado do mundo continua a ser o da região da Ásia-Pacífico, registando 48,2 mil milhões de vendas (36,4 mil milhões de euros) em 2011, o que representa 55% do mercado mundial. Dentro da região, a China e o Japão são os maiores mercados, com 83% de valor de mercado. De acordo com a BSRIA, a Ásia destaca-se não só nas vendas, mas também na produção de equipamentos: os dados mostram que, em 2011, cerca de 70% dos equipamentos de ar condicionado do mundo foram produzidos na China.

Não perca o desenvolvimento desta notícia na edição de Maio/Junho da Climatização!

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20-04-2012

O mercado alemão da energia solar térmica manteve a sua tendência crescente no primeiro trimestre deste ano, revelou à Climatização Jörg Mayer, director da associação da indústria solar alemã, BSW-Solar. "Não temos ainda dados exactos, mas temos indicações de que um crescimento entre os 5 a 10% continua também neste primeiro trimestre", afirma.

Desde o início do ano, estão a ser aplicados novos valores nos incentivos ao solar térmico, o que provocou, em Dezembro, um aumento acentuado da procura. Graças a esse factor, o mercado registou um crescimento de 10% em 2011, registando uma nova área instalada de 1,27 milhões de m2.

Em entrevista à Climatização, Jörg Mayer explicou o que levou o maior mercado europeu a tombar por dois anos consecutivos, 2009 e 2010, e fala sobre o roteiro estratégico para a indústria solar térmica alemã que a BSW-Solar vai apresentar em Junho.

Não perca o desenvolvimento desta notícia na edição de Maio/Junho da Climatização!

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20-04-2012

A Pinto&Cruz foi a empresa escolhida para realizar o projecto e a instalação de novos ascensores ecoeficientes no Hotel Turismo de Braga, no âmbito das obras de renovação do hotel que passará a integrar a cadeia Mercure, sob a designação Hotel Mercure Braga Centro.

Os trabalhos adjudicados arrancaram em Janeiro de 2012 e referem-se à substituição integral dos ascensores de clientes existentes e à colocação de novos equipamentos, num total de duas unidades,  com características muito específicas que promovem a ecoeficiência e proporcionam inúmeras vantagens. A saber: as melhorias na gestão de tráfego, redução do consumo de energia - prevista de 35% - e o aumento de cerca de 10 anos do tempo útil dos equipamentos, graças a comandos microprocessadores, com controlo multivelocidades.

Um dos grandes desafios desta intervenção consiste no facto da mesma decorrer estando o hotel em pleno funcionamento. Na verdade, a Pinto&Cruz, "compromete--se a manter sempre um ascensor operacional, de forma a evitar qualquer inconveniente para os hóspedes do hotel", afirma Eng. Carlos Schurmann, administrador da Pinto&Cruz, S.A.

O crescimento do mercado da reabilitação, no contexto da actual conjuntura do sector, é visto com uma alternativa à ausência de obra nova. Nesse sentido, a Pinto&Cruz está atenta às solicitações do mercado, disponibilizando uma vasta gama de serviços na área dos ascensores, com o "objectivo de oferecer a melhor solução do projecto e satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes, procurando oferecer soluções inovadoras que maximizem a relação preço/qualidade", sublinha Luís Pinto, director-geral da empresa Pinto&Cruz.

De referir que o portfólio da Pinto&Cruz integra obras emblemáticas na área da hotelaria, nomeadamente Hotel Vidago Palace, Hotel Rural Vale do Rio, em Oliveira de Azeméis, e o Sheraton Algarve Hotel, entre outras.

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19-04-2012

A Homegrid e a Armacell estabeleceram uma parceria com o objectivo de aumentar a eficiência energética nas primeiras Passive House em Portugal, através do isolamento das redes de água fria e água quente.

A rede de água quente foi isolada com coquilhas SH/Armaflex de 19 mm de espessura. A rede de água fria foi isolada com coquilhas SH/Armaflex de 10 mm de espessura.

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18-04-2012

O Hotel Excelsior, o maior de Hong Kong, acaba de adoptar o contrato de performance energética da Siemens para financiar as soluções de eficiência energética a implementar na unidade hoteleira, com o objectivo de atingir uma maior sustentabilidade ambiental e económica.

O Grupo Mandarin Oriental, do qual este hotel faz parte, está constantemente a analisar e a detectar soluções para melhorar a gestão energética e diminuir os custos nas suas 41 unidades hoteleiras distribuídas por 26 países a nível mundial. Enquanto um dos ex-libris do Grupo, o Excelsior foi submetido a uma auditoria aos sistemas existentes nos quais foram identificadas várias áreas onde era possível fazer melhorias.

Face ao diagnóstico, o contrato de performance energética da Siemens foi a solução escolhida pelo Grupo Mandarin Oriental para este projecto, uma vez que permite que as novas tecnologias introduzidas no hotel sejam financiadas com as poupanças energéticas alcançadas. Ao aderir a esta solução, o custo do projecto foi dividido pelas poupanças anuais garantidas, o que permitiu determinar a abrangência do contrato. Já os pagamentos do empréstimo foram determinados através dos aumentos de eficiência que resultaram da intervenção da Siemens.

No âmbito deste contrato, a Siemens realizou melhorias nos sistemas de arrefecimento do hotel, para aumentar a sua eficiência, e nas bombas de água arrefecida e de água condensada, de forma a alcançar uma carga de arrefecimento optimizada. A central de arrefecimento foi também melhorada através da adopção de sistemas de automação de edifícios e da introdução de um sistema de monitorização de energia, com o objectivo de fornecer métodos de medição e verificação importantes das poupanças alcançadas, através da adopção destas novas tecnologias.

A importância de minimizar os impactos das intervenções na operação diária das instalações é cada vez maior, nomeadamente no sector hoteleiro. No caso do Excelsior, a principal preocupação dos responsáveis do hotel prendia-se com a interrupção do funcionamento diário do mesmo, por exemplo, aquando da substituição do sistema de arrefecimento, que exigia a suspensão do fornecimento de electricidade e água. Com o planeamento adequado levado a cabo pela Siemens, que dividiu o projecto para ser implementado em várias fases, o hotel pode manter-se em funcionamento sem interrupções.

Outra área de grande interesse para os responsáveis pelo hotel consistia em perceber qual a performance energética actual do hotel de forma a poderem estabelecer um benchmark, a partir do qual iriam fazer as melhorias. Para corresponder a esta preocupação, são actualmente feitas auditorias energéticas regulares no edifício.

Depois de instalados os novos sistemas, e de forma a retirar todo o potencial de um sistema de poupança de energia, é fundamental assegurar uma monitorização constante da performance dos mesmos. Isto porque as poupanças alcançadas no Verão não são idênticas às do Inverno, e vice-versa. Para alcançar poupanças significativas, os primeiros 12 meses do projecto são fundamentais uma vez que é o período durante o qual são conduzidas várias revisões. Graças a esta metodologia de trabalho; ao recurso à tecnologia; aos produtos e aos serviços da Siemens foi possível introduzir melhorias significativas no sistema durante esse período.

Depois da implementação deste projecto, e através da partilha de experiências e avaliação contínua do mesmo, o Grupo Mandarin Oriental está a analisar a possibilidade de adoptar uma abordagem semelhante para outros hotéis da sua rede

O Hotel Excelsior, do grupo Mandarin Oriental, está localizado em frente ao porto Hong Kong's Victoria, do lado oposto ao Royal Hong Kong Yacht Club e do famoso Noonday Gun. Sendo o maior hotel da ilha de Hong Kong, o Excelsior tem 886 quartos e suites, sete restaurantes e bares, um centro de negócios e várias infra-estruturas para reuniões e conferências.

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18-04-2012

O governo britânico assinou, em princípios de Abril, um acordo com 22 organizações para que estas sejam as primeiras fornecedoras do programa de reabilitação energética "Green Deal". O programa, a ser lançado em Outubro deste ano, pretende providenciar pacotes de medidas de eficiência energética ao sector residencial, sem custos de investimento inicial e que serão fornecidos por organizações que se inscrevam como fornecedoras. O pagamento será feito através das poupanças energéticas alcançadas.

Entre as 22 entidades que fazem já parte desta iniciativa, incluem-se grandes empresas, empresas de serviços de energia, pequenas e médias empresas e um grupo comunitário. Para o governo britânico, este acordo vai também ajudar a encontrar as melhores formas de desenvolver o programa.

"Este compromisso destaca a oportunidade que as organizações vêem no Green Deal, desde grupos comunitários e PME a grandes empresas, o que é um bom presságio para o sucesso futuro do programa", afirmou Greg Barker, ministro britânico para a Energia e Alterações Climáticas.

As primeiras 22 entidades a fazerem parte do Green Deal são: Ampere GDP, Anglian Home Improvements, BritishEco, British Gas, CarbonLow Group, Carillion, Empower Community, Enact Energy, E.ON, Gentoo Group, Grafton Group, Insta Group, Keepmoat, Kingfisher, Mark Group, ReEnergise Finance, SIG plc, SSE, Stroma, Toriga Energy, Willmott Dixon Energy Services, Yorkshire Energy Services.

 

(Foto: DECC)

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18-04-2012

A revisão dos Plano Nacionais de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER) está em consulta pública na página da Internet da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG). Os interessados têm até 18 de Maio para dar os seus contributos.

A revisão destes planos enquadra-se na nova orientação política para o sector energético que o actual Executivo pretende levar a cabo. Segundo o documento em análise, a revisão do PNAEE pretende fazer uma análise das medidas existentes e ponto de situação sobre a sua implementação, tendo em conta o respectivo custo-benefício, estabelecer prioridades, quantificar medidas, acções associadas, metodologias de cálculo e monitorização de resultados, projectar impactos para 2020 no consumo de energia primária em linha com a nova proposta de Directiva e rever as questões de natureza metodológica e ajustar os indicadores de medida de acordo com as recomendações da UE.

De acordo com o Governo, o PNAEE apresenta actualmente uma taxa de execução de 36%. As principais linhas de revisão vão assentar na actualização dos dados do sector dos Transportes, a eliminação de medidas sem impacto em energia final, como a Escola Microprodutora ou a Microprodução, e a correcção na dupla contagem do Solar Térmico nos Comportamentos. Prevê-se que, até 2016, a meta de redução passe a ser de 9%, tal como é exigido pela Directiva europeia relativa à Eficiência na Utilização final de Energia (2006/32/CE), em vez dos mais ambiciosos 9,8% a que Portugal se propôs inicialmente.

Para alcançar essa poupança, a revisão prevê o reforços de medidas anteriores e ainda o lançamento de novas medidas a partir das já existentes e em sectores que não estão abrangidos, de medidas que tenham por base novas Directivas comunitárias e o estudo de melhores práticas europeias. Já para 2020, o documento estabelece para 2020 a meta da redução de 25% do consumo de energia primária.

Relativamente ao Plano para as Renováveis, a revisão requer uma redução no pacote de medidas, com base num reajustamento da oferta à procura. Fica suspensa até 2014/2015 a atribuição de novas licenças, aguardando-se a implementação dos 1,6GW já atribuídos ou licenciados.

O documento para consulta pode ser analisado aqui e os contributos devem ser enviados até 18 de Maio para o email consultapublica2012@dgge.pt

A revisão dos Plano Nacionais de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER) está em consulta pública na página da Internet da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG). Os interessados têm até 18 de Maio para dar os seus contributos.

A revisão destes planos enquadra-se na nova orientação política para o sector energético que o actual Executivo pretende levar a cabo. Segundo o documento em análise, a revisão do PNAEE pretende fazer uma análise das medidas existentes e ponto de situação sobre a sua implementação, tendo em conta o respectivo custo-benefício, estabelecer prioridades, quantificar medidas, acções associadas, metodologias de cálculo e monitorização de resultados, projectar impactos para 2020 no consumo de energia primária em linha com a nova proposta de Directiva e rever as questões de natureza metodológica e ajustar os indicadores de medida de acordo com as recomendações da UE.

De acordo com o Governo, o PNAEE apresenta actualmente uma taxa de execução de 36%. As principais linhas de revisão vão assentar na actualização dos dados do sector dos Transportes, a eliminação de medidas sem impacto em energia final, como a Escola Microprodutora ou a Microprodução, e a correcção na dupla contagem do Solar Térmico nos Comportamentos. Prevê-se que, até 2016, a meta de redução passe a ser de 9%, tal como é exigido pela Directiva europeia relativa à Eficiência na Utilização final de Energia (2006/32/CE), em vez dos mais ambiciosos 9,8% a que Portugal se propôs inicialmente.

Para alcançar essa poupança, a revisão prevê o reforços de medidas anteriores e ainda o lançamento de novas medidas a partir das já existentes e em sectores que não estão abrangidos, de medidas que tenham por base novas Directivas comunitárias e o estudo de melhores práticas europeias. Já para 2020, o documento estabelece para 2020 a meta da redução de 25% do consumo de energia primária.

Relativamente ao Plano para as Renováveis, a revisão requer uma redução no pacote de medidas, com base num reajustamento da oferta à procura. Fica suspensa até 2014/2015 a atribuição de novas licenças, aguardando-se a implementação dos 1,6GW já atribuídos ou licenciados.

O documento para consulta pode ser analisado aqui e os contributos devem ser enviados até 18 de Maio para o email consultapublica2012@dgge.pt

A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai publicar durante esta semana na sua página da Internet os documentos de apoio à revisão dos Plano Nacionais de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER) para consulta pública. De acordo com comunicado da ADENE - Agência para a Energia, os documentos deverão estar disponíveis online ainda hoje (18 de Abril), terminando o período de consulta a 18 Maio.

A revisão destes planos enquadra-se na nova orientação política para o sector energético que o actual Executivo pretende levar a cabo. Segundo adiantou em Março o director-geral de Energia, José Escada da Costa, a revisão do PNAEE pretende fazer uma análise das medidas e ponto de situação e estabelecer prioridades, tendo como base uma redefinição do objectivo de redução de consumo energético para 2020 para 25% (anteriormente 20%). Prevê-se que, até 2016, a meta de redução passe a ser de 9%, em vez dos 9,8%, tal como é exigido pela Directiva europeia relativa à Eficiência na Utilização final de Energia (2006/32/CE).

Relativamente ao Plano para as Renováveis, fica suspensa até 2014/2015 a atribuição de novas licenças, aguardando-se a implementação dos 1,6GW já atribuídos ou licenciados.

Notícia em actualização

A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai publicar durante esta semana na sua página da Internet os documentos de apoio à revisão dos Plano Nacionais de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER) para consulta pública. De acordo com comunicado da ADENE - Agência para a Energia, os documentos deverão estar disponíveis online ainda hoje (18 de Abril), terminando o período de consulta a 18 Maio.

A revisão destes planos enquadra-se na nova orientação política para o sector energético que o actual Executivo pretende levar a cabo. Segundo adiantou em Março o director-geral de Energia, José Escada da Costa, a revisão do PNAEE pretende fazer uma análise das medidas e ponto de situação e estabelecer prioridades, tendo como base uma redefinição do objectivo de redução de consumo energético para 2020 para 25% (anteriormente 20%). Prevê-se que, até 2016, a meta de redução passe a ser de 9%, em vez dos 9,8%, tal como é exigido pela Directiva europeia relativa à Eficiência na Utilização final de Energia (2006/32/CE).

Relativamente ao Plano para as Renováveis, fica suspensa até 2014/2015 a atribuição de novas licenças, aguardando-se a implementação dos 1,6GW já atribuídos ou licenciados.

Os documentos vão estar disponíveis em www.dgge.pt

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17-04-2012

O júri da associação Industrie Forum Design e.V, com sede em Hannover, premiou o novo colector solar Logasol SKN 4.0 da Buderus, marca pertencente à divisão Bosch Termotecnologia do Grupo Bosch, com o "if product design award 2012" como reconhecimento pelo seu atractivo design. O colector foi apresentado, pela primeira vez, na feira ISH 2011 em Frankfurt. "Este prémio para o colector solar Logasol SKN 4.0 demonstra que a nossa ideia de produção industrial não se preocupa apenas com a tecnologia, mas também com o design dos produtos, tendo para nós um papel cada vez mais importante", disse Luc Geerink, responsável de marketing da Buderus Alemanha.

O Logasol SKN 4.0 representa a última geração de colectores solares térmicos para instalações de energia solar térmica. A evolução das matérias-primas permite-nos fabricar um colector de elevada qualidade no que respeita a melhorias construtivas e técnicas. Absorvedor de uma única lâmina de alumínio/cobre com revestimento em PVD, que fornece um bom rendimento e um aspecto mais elegante. A sua grelha de 11 tubos soldada por ultra-sons à lâmina absorvedora reduz consideravelmente o risco de corrosão. Para além disso, a sua estrutura é fabricada numa única peça de plástico, reforçada com fibra de vidro, baseada na tecnologia SMC (Sheet-Moulding Compound), garantindo uma maior robustez, e - segundo os membros do júri - atribui ao colector um aspecto particularmente elegante.

O vidro solar de segurança faz com que o conjunto do colector seja especialmente robusto, à prova de água e resistente às intempéries. Por último, o peso foi reduzido até aos 40 kg e para facilitar a sua manipulação e transporte, foram incluídas umas alças na estrutura.

O novo colector solar térmico Logasol SKN 4.0 da Buderus está disponível para colocação sobre telhados inclinados, integrados na fachada ou em telhados planos. A instalação dos painéis é também um factor crucial, deste modo, a Buderus melhorou vários aspectos relacionados com as estruturas de montagem, especialmente para a sua instalação no telhado. Os ganchos de fixação lateral do painel à estrutura foram modificados de forma a que o instalador tenha maior acessibilidade ao parafuso de ajuste e que o gancho não seja visível da parte frontal do painel. Quando se realiza a instalação de vários painéis na mesma fila, é necessária a colocação de um gancho central ao qual foram incorporados uns dispositivos de segurança com indicadores em cor verde, para garantir a correcta instalação dos colectores. Sem dúvida, o novo colector solar Logasol SKN 4.0 evolui com o mercado, oferecendo desta forma a melhor solução às grandes exigências do Mercado actual.

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17-04-2012

Em 2011, os Estados Unidos da América (EUA) ultrapassaram, pela primeira vez desde 2009, a China em termos de investimentos em energia limpa, de acordo com o novo relatório da The Pew Charitable Trust. Em termos globais, foi investido o montante recorde de 263 mil milhões de dólares (cerca de 199 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 6,5% relativamente ao ano de 2010.

Com investimentos na ordem dos 48 mil milhões de dólares (perto de 36,5 mil milhões de euros), os EUA assumem a primeira posição entre os países do G-20 que mais investem em energias limpas, seguidos pela China com 45,5 mil milhões de dólares (cerca de 34,6 mil milhões de euros) e pela Alemanha com 30,6 mil milhões de dólares (aproximadamente 23,2 mil milhões de euros). Itália, Reino Unido e Índia também estão entre os países que mais investimento registaram no sector.

"O investimento em energia limpa, excluindo pesquisa e desenvolvimento, cresceu 600% desde 2004, tendo como base políticas nacionais eficazes que geraram segurança no mercado", refere Phyllis Cuttino, director do Programa Clean Energy do Pew. "Este aumento deve-se ao número de países que implementaram políticas de apoio ao mercado da energia limpa efectivas", aponta.

Neste cenário, a capacidade instalada de renováveis atingiu os 83,5 GW, com 30 GW de novas instalações solares e 43 GW de energia eólica. Entre as tecnologias de energias renováveis, o solar foi aquela que gerou um maior investimento, crescendo 44% e atraindo 128 mil milhões de dólares. Nos países da G-20, mais de metade do investimento feito em energias limpas foi direccionado para o solar. A impulsionar esta situação esteve a queda acentuada nos preços, em particular dos módulos solares fotovoltaicos.

O novo estudo da Pew, "Who's Winning the Clean Energy Race?", confirma os dados avançados em Janeiro pela sua parceira de pesquisa Bloomberg New Energy Finance. Mais recentemente, a Bloomberg New Energy Finance anunciou que a incerteza perante os incentivos políticos às energias limpas estão a provocar uma diminuição dos investimentos no sector. Uma conclusão que surge face aos números do primeiro trimestre deste ano: o investimento feito caiu para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros), menos 28% relativamente últimos meses de 2011 e 22% abaixo dos dados do mesmo período do ano passado.

Em 2011, os Estados Unidos da América (EUA) ultrapassaram, pela primeira vez desde 2009, a China em termos de investimentos em energia limpa, de acordo com o novo relatório da The Pew Charitable Trust. Em termos globais, foi investido o montante recorde de 263 mil milhões de dólares (cerca de 199 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 6,5% relativamente ao ano de 2010.

Com investimentos na ordem dos 48 mil milhões de dólares (perto de 36,5 mil milhões de euros), os EUA assumem a primeira posição entre os países do G-20 que mais investem em energias limpas, seguidos pela China com 45,5 mil milhões de dólares (cerca de 34,6 mil milhões de euros) e pela Alemanha com 30,6 mil milhões de dólares (aproximadamente 23,2 mil milhões de euros). Itália, Reino Unido e Índia também estão entre os países que mais investimento registaram no sector.

"O investimento em energia limpa, excluindo pesquisa e desenvolvimento, cresceu 600% desde 2004, tendo como base políticas nacionais eficazes que geraram segurança no mercado", refere Phyllis Cuttino, director do Programa Clean Energy do Pew. "Este aumento deve-se ao número de países que implementaram políticas de apoio ao mercado da energia limpa efectivas", aponta.

Neste cenário, a capacidade instalada de renováveis atingiu os 83,5 GW, com 30 GW de novas instalações solares e 43 GW de energia eólica. Entre as tecnologias de energias renováveis, o solar foi aquela que gerou um maior investimento, crescendo 44% e atraindo 128 mil milhões de dólares. Nos países da G-20, mais de metade do investimento feito em energias limpas foi direccionado para o solar. A impulsionar esta situação esteve a queda acentuada nos preços, em particular dos módulos solares fotovoltaicos.

O novo estudo da Pew, "Who's Winning the Clean Energy Race?", confirma os dados avançados em Janeiro pela sua parceira de pesquisa Bloomberg New Energy Finance. Mais recentemente, a Bloomberg New Energy Finance anunciou que a incerteza perante os incentivos políticos às energias limpas estão a provocar uma diminuição dos investimentos no sector. Uma conclusão que surge face aos números do primeiro trimestre deste ano: o investimento feito caiu para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros), menos 28% relativamente últimos meses de 2011 e 22% abaixo dos dados do mesmo período do ano passado.

 

 

(Foto: Dupont)

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16-04-2012

"HVAC in Sustainable Office Buildings - a bridge between owners and engineers" é o título do mais recente manual da REHVA, a Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado. Com a nova publicação pretende-se aproximar as comunidades dos proprietários de imóveis e da Engenharia, abordando os desafios da avaliação imobiliária com base em informação real e explicando como as tecnologias de AVAC e a sustentabilidade podem representar aqui uma mais-valia. Para além disso, espera-se ainda que a publicação ajude no levantamento de questões pertinentes durante o ciclo de vida dos edifícios, no âmbito da comunicação entre os proprietários e os engenheiros.

O novo manual é da autoria de Maija Virta, Frank Hovorka, Andrei Litiu e Jarek Kurnitski e junta referências às tecnologias mais recentes na área do AVAC e não só utilizadas em edifícios sustentáveis, apresentando casos práticos como exemplo.

"O AVAC e outros sistemas mecânicos têm um impacto na qualidade do ambiente interior, mas também no consumo energético e na necessidade de manutenção. A saúde e o conforto das pessoas são fortemente influenciados pela qualidade do ambiente interior, por isso a estratégia de selecção e controlo dos parâmetros do ambiente interior são umas das questões centrais na concepção de edifícios sustentáveis", refere a REHVA na apresentação do guia.

"HVAC in Sustainable Office Buildings - a bridge between owners and engineers" é o manual nº16 da REHVA e, por enquanto, está apenas disponível em inglês.

"HVAC in Sustainable Office Buildings - a bridge between owners and engineers" é o título do mais recente manual da REHVA, a Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado. Com a nova publicação pretende-se aproximar as comunidades dos proprietários de imóveis e da Engenharia, abordando os desafios da avaliação imobiliária com base em informação real e explicando como as tecnologias de AVAC e a sustentabilidade podem representar aqui uma mais-valia. Para além disso, espera-se ainda que a publicação ajude no levantamento de questões pertinentes durante o ciclo de vida dos edifícios, no âmbito da comunicação entre os proprietários e os engenheiros.

O novo manual é da autoria de Maija Virta, Frank Hovorka, Andrei Litiu e Jarek Kurnitski e junta referências às tecnologias mais recentes na área do AVAC e não só utilizadas em edifícios sustentáveis, apresentando casos práticos como exemplo.

"AVAC e outros sistemas mecânicos têm um impacto na qualidade do ambiente interior, mas também no consumo energético e na necessidade de manutenção. A saúde e o conforto das pessoas são fortemente influenciados pela qualidade do ambiente interior, por isso a estratégia de selecção e controlo dos parâmetros do ambiente interior são umas das questões centrais na concepção de edifícios sustentáveis", refere a REHVA na apresentação do guia.

"HVAC in Sustainable Office Buildings - a bridge between owners and engineers" é o manual nº16 da REHVA e, por enquanto, está apenas disponível em inglês.

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13-04-2012

A incerteza perante os incentivos políticos às energias limpas estão a provocar uma diminuição dos investimentos no sector. A conclusão da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) surge face aos números do primeiro trimestre deste ano: o investimento feito caiu para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros), menos 28% relativamente últimos meses de 2011 e 22% abaixo dos dados do mesmo período do ano passado.

Depois de um valor recorde em 2011 (263 mil milhões de dólares - cerca de 199 mil milhões de euros), este é o mais baixo registado desde 2009, o auge da crise financeira, numa altura em que os investimentos feitos no primeiro trimestre do ano atingiram os 20 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros).

O relatório mostra que, desde o início do ano, o investimento do sector público na área das energias limpas foi de 601 milhões de dólares (à volta de 456 milhões de dólares), caindo 87% relativamente ao mesmo período de 2011 e 12% comparativamente ao último trimestre do mesmo ano.

De acordo com a BNEF, este valor "fraco reflecte uma incerteza destabilizante sobre o futuro dos incentivos à energia limpa, tanto na União Europeia - motivada pela crise financeira - como nos Estados Unidos da América - provocada pelo término de programas de incentivo e pelo ciclo eleitoral". Para os próximos 12 meses, não se espera uma viragem rápida em nenhuma destas regiões, aponta Michael Liebreich, presidente executivo da BNEF. "As tecnologias de energia limpa, em particular as solares fotovoltaicas e eólicas onshore, vão continuar a cair em termos de preços e a ter uma abordagem mais competitiva com os combustíveis fósseis - mas, em muitos países, os políticos parecem estar a evitar as decisões que garantiriam ao sector a sua trajectória de crescimento. Nalguns mercados secundários por todo o mundo, vemos que há crescimento, mas estes terão uma tarefa árdua em substituir a procura enfraquecida no mundo desenvolvido", considera.

 

(Foto: Siemens)

A incerteza perante os incentivos políticos às energias limpas estão a provocar uma diminuição nos investimentos no sector. A conclusão da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) surge face aos números do primeiro trimestre deste ano: o investimento feito caiu para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros), menos 28% relativamente últimos meses de 2011 e 22% abaixo dos dados do mesmo período do ano passado.

Depois de um valor recorde em 2011 (263 mil milhões de dólares - cerca de 199 mil milhões de euros), este é o mais baixo registado desde 2009, o auge da crise financeira, numa altura em que os investimentos feitos no primeiro trimestre do ano atingiram os 20 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros).

O relatório mostra que, desde o início do ano, o investimento do sector público na área das energias limpas foi de 601 milhões de dólares (à volta de 456 milhões de dólares), caindo 87% relativamente ao mesmo período de 2011 e 12% comparativamente ao último trimestre do mesmo ano.

De acordo com a BNEF, este valor "fraco reflecte uma incerteza destabilizante sobre o futuro dos incentivos à energia limpa, tanto na União Europeia - motivada pela crise financeira - como nos Estados Unidos da América - provocada pelo término de programas de incentivo e pelo ciclo eleitoral". Para os próximos 12 meses, não se espera uma viragem rápida em nenhuma destas regiões, aponta Michael Liebreich, presidente executivo da BNEF. "As tecnologias de energia limpa, em particular as solares fotovoltaicas e eólicas onshore, vão continuar a cair em termos de preços e a ter uma abordagem mais competitiva com os combustíveis fósseis - mas, em muitos países, os políticos parecem estar a evitar as decisões que garantiriam ao sector a sua trajectória de crescimento. Nalguns mercados secundários por todo o mundo, vemos que há crescimento, mas estes terão uma tarefa árdua em substituir a procura enfraquecida no mundo desenvolvido", considera.

 

(Foto: Siemens)

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12-04-2012

Apesar da actual crise na área da construção, a área global de edifícios residenciais e de serviços deverá continuar a crescer de forma estável, alcançando os 182,5 mil milhões de metros quadrados em 2021. O número representa um aumento de 25% face à área actual (145,1 mil milhões de m2) e uma taxa composta de crescimento anual de 2,3%. A previsão consta do relatório "Global Building Stock Database", recentemente publicado pela agência de pesquisa de mercado Pike Research.

Perante estes dados e com os edifícios a serem actualmente responsáveis por 49% do consumo energético global e 47% das emissões de gases com efeitos de estufa, a preocupação com uma nova construção mais sustentável e eficiente do ponto de vista energético surge como uma oportunidade a não perder para a redução desses valores.

A área edificada em regiões como a América do Norte ou a Europa Ocidental deverá aumentar, mas, de acordo com o relatório, será na China que esse crescimento será mais forte, com cerca de dois mil milhões de m2 de áreas residenciais e comerciais novos anualmente. Actualmente a maioria da população chinesa, com 1,3 mil milhões de pessoas, vive em zonas rurais, mas esse cenário deverá ser alterado e, em 2021, 52% da população, que, na altura, deverá ascender aos 1,4 mil milhões de pessoas, viverá em ambiente urbano, o que implicará a construção de novos edifícios nas cidades chinesas. Segundo a Pike Research, o parque edificado chinês, de 34,9 mil milhões de m2 em 2011, deverá aumentar para 57,7 mil milhões em 2021, registando uma taxa composta de crescimento anual de 4,8%.

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12-04-2012

A Mapei, empresa líder mundial no sector dos adesivos, mantém a sua aposta estratégica na formação e, nesse sentido, organiza amanhã, dia 13, na Pousada do Porto, Freixo Palace Hotel, um seminário técnico dedicado ao tema do isolamento térmico pelo exterior dos edifícios. Na sessão serão revistos alguns conceitos básicos do isolamento térmico  pelo exterior dos edifícios, bem como a correcta execução em obra do Sistema Mapetherm da Mapei e as suas principais vantagens. Este Sistema prevê desde os produtos para a fixação e o barramento dos painéis de poliestireno até aos produtos para a decoração e a protecção final da superfície. Quanto aos seus principais benefícios estes reflectem-se em termos da redução dos consumos energéticos sejam estivais ou invernais (avaliável na ordem dos 30‐35%), no aumenta do conforto habitacional proporcionado pela manutenção da temperatura ideal no interior da habitação durante todo o ano e na eliminação da condensação intersticial do vapor de água entre as paredes do edifício. Ademais, devido à sua capacidade protectora isola as fachadas tornando-as mais resistentes às agressões  atmosféricas externas, como o gelo e o sol.

Esta é também a ocasião para os participantes ficarem a conhecer o novo caderno técnico sobre o Sistema de Isolamento Térmico da Mapei - Mapetherm System -, entretanto disponibilizado no site www.mapei.pt.

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11-04-2012

O documento revisão da Regulamentação Térmica (RT) e do Sistema de Certificação Energética (SCE) já devia ter circulado pelas várias instâncias antes de Dezembro do ano passado de forma a podermos cumprir o prazo de 30 de Junho imposto pela União Europeia. Neste momento e com a demissão de Alexandre Fernandes do cargo de director-geral da Agência para a Energia, é previsível que o atraso se prolongue. É que o documento desenvolvido pela ADENE aguarda parecer da Secretaria de Estado da Energia.

Com a saída do responsável, o futuro da gestão da ADENE é incerto, não se sabendo ainda quem vai estar à frente da Agência para a Energia e se o seu modelo de gestão se mantém. Até aqui a ADENE gozava de alguma autonomia, mas o  novo conselho de administração, presidido pelo director-geral de Energia, José Escada da Costa, já admitiu querer ter uma intervenção mais directa na gestão da ADENE. Para substituir Alexandre Fernandes, o nome mais falado tem sido o de Filipe Vasconcelos, assessor do anterior secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes.

Para além da revisão da RT e do SCE, Artur Trindade, actual secretário de Estado da Energia, tem, assim, em mãos dossiers fundamentais para o sector: a revisão do Plano Nacional de Acção de Energias Renováveis (PNAER), a Estratégia Nacional da Energia 2020 (ENE 2020) e o Plano Nacional de Eficiência Energética (PNAEE). Espera-se ainda a revisão em alta da meta da microgeração e a operacionalização do fundo de eficiência energética. Para as associações do sector (APREN e Apisolar) é urgente e crucial a resolução e apresentação das novas medidas para discussão para que se torne clara a orientação do Governo em matéria de política energética. Para Maria João Rodrigues, presidente da Apisolar, a regulamentação das Empresas de Serviços Energéticos é outro assunto que urge definir. Sá da Costa da APREN destaca outras questões, como o licenciamento de projectos, nomeadamente o balcão único, construção de linhas eléctricas e o IMI cobrado aos projectos de energias renováveis que, diz, "a seu tempo serão abordadas".

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11-04-2012

A OLICLIMA apresenta o novo esquentador ventilado/estanque de 12 litros compatível com aquecimento solar de águas quentes sanitárias (AQS), de dimensões reduzidas (apenas 14 cm de profundidade) e com um painel led que permite a selecção e a visualização da temperatura desejada.

A nova solução pode ser aplicada de forma fácil em instalações novas ou já existentes, devido às suas ligações normalizadas.

A possibilidade de instalação como estanque (C13) ou ventilado (B23) torna este esquentador ideal para aplicar em compartimentos com uma baixa renovação de ar ou com uma deficiente exaustão dos fumos através de tiragem natural.

Este novo equipamento integra o mais recente catálogo da OLICLIMA que apresenta uma gama de soluções de energia solar térmica, caldeiras de aquecimento, acumuladores e termoacumuladores, radiadores toalheiros, vasos de expansão e válvulas de regulação de caudal dinâmicas.

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10-04-2012

A capital espanhola recebe, entre os próximos dias 23 e 25 de Maio, a 15º edição da Genera, feira internacional da Energia e Meio Ambiente. O certame é já considerado um ponto de encontro importante do sector e conta com um programa de sessões e jornadas técnicas organizadas por entidades e associações da indústria das áreas das energias renováveis e eficiência energética.

Do programa constam três sessões dedicadas à Cogeração, Biocombustíveis e Geotermia e apresentações no âmbito da Bioenergia e Tratamento Energético de Resíduos. Edifícios com necessidades de energia quase nulas é o tema da jornada técnica a ter lugar a 24 de Maio. Nesse dia, decorrem ainda o VI Congresso de Energia Solar Térmica, a conferência "O Papel da Eólica no Auto-consumo" e a sessão "O Financiamento e as Alterações Climáticas no Âmbito Internacional". A feira encerra a 25 de Maio com o debate sobre o presente e futuro dos serviços energéticos ao nível local.

Durante a feira de Madrid, é possível ainda conhecer as novidades da indústria no espaço Galeria da Inovação, uma mostra a área da Investigação, Desenvolvimento e Inovação.

A Genera é organizada pela IFEMA, com o apoio do Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energia (IDAE).

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10-04-2012

Nova certificação permite à ADENE dar uma maior garantia aos formandos deste tipo de cursos de formação profissional de que o serviço prestado está organizado em função da norma de referência, aumentando assim a informação fornecida aos formandos, bem como o seu grau de satisfação.



CERTIF continues to develop its activity on the scope of solar collectors and solar thermal systems and also its position as certification body for "Solar Keymark".

With clients in more than fifteen countries, CERTIF, which works closely with LNEG (ex - INETI) laboratory, has been working also with four other European laboratories.

With the growth of clients CERTIF has just extended that partnership to two more foreigner laboratories, ANTL, in Australia and Demokritos, in Greece.

A CERTIF concedeu pela primeira vez a marca CERTIF Serviço Certificado, a um Serviço de Formação Profissional de acordo com as normas francesas NF X 50-760:1995 e NF X 50-761:1998, que definem os requisitos da informação relativa à oferta e relativos ao serviço e prestação do serviço.

A ADENE - Agência para a Energia foi a primeira empresa a obter esta certificação para o seu Serviço de Formação em eficiência energética no âmbito dos edifícios e indústria, com base na medição do seu desempenho resultante da avaliação do sistema da qualidade implementado, através de uma auditoria, dos indicadores da qualidade do serviço e da avaliação presencial dos formadores e dos meios disponibilizados para a realização da formação, bem como na medição da satisfação dos seus clientes.

A ADENE - Agência para a Energia tem por missão promover e realizar atividades de interesse público no domínio da política energética e dos serviços públicos concessionados ou licenciados no sector da energia. A ADENE desenvolve a sua atividade junto dos diferentes sectores económicos e dos consumidores, visando a racionalização dos comportamentos energéticos, a aplicação de novos métodos de gestão de energia, a utilização de novas tecnologias e formação de técnicos especializados na área da eficiência energética em edifícios e na indústria.

A Certif-Associação para a Certificação, é líder de mercado em Portugal (com mais de 90 por cento de quota) na área da certificação de produto e serviço

Nova certificação permite à ADENE dar uma maior garantia aos formandos deste tipo de cursos de formação profissional de que o serviço prestado está organizado em função da norma de referência, aumentando assim a informação fornecida aos formandos, bem como o seu grau de satisfação.

A CERTIF concedeu pela primeira vez a marca CERTIF Serviço Certificado, a um Serviço de Formação Profissional de acordo com as normas francesas NF X 50-760:1995 e NF X 50-761:1998, que definem os requisitos da informação relativa à oferta e relativos ao serviço e prestação do serviço.

A ADENE - Agência para a Energia foi a primeira empresa a obter esta certificação para o seu Serviço de Formação em eficiência energética no âmbito dos edifícios e indústria, com base na medição do seu desempenho resultante da avaliação do sistema da qualidade implementado, através de uma auditoria, dos indicadores da qualidade do serviço e da avaliação presencial dos formadores e dos meios disponibilizados para a realização da formação, bem como na medição da satisfação dos seus clientes.

A ADENE - Agência para a Energia tem por missão promover e realizar atividades de interesse público no domínio da política energética e dos serviços públicos concessionados ou licenciados no sector da energia. A ADENE desenvolve a sua atividade junto dos diferentes sectores económicos e dos consumidores, visando a racionalização dos comportamentos energéticos, a aplicação de novos métodos de gestão de energia, a utilização de novas tecnologias e formação de técnicos especializados na área da eficiência energética em edifícios e na indústria.

A Certif-Associação para a Certificação, é líder de mercado em Portugal (com mais de 90 por cento de quota) na área da certificação de produto e serviço.

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09-04-2012

A cidade norte-americana de Los Angeles (LA), na Califórnia, vai pôr em prática um programa piloto de tarifas remuneratórias (feed-in) para a energia solar fotovoltaica. O projecto, com o nome "CLEAN LA Solar Program", prevê a instalação de 150 MW de potência, dos quais os primeiros 75 MW deverão ser concretizados este ano e os restantes até 2016.

O programa vai dar a possibilidade aos sectores residencial e de serviços de venderem ao Department of Water and Power a electricidade que gerarem a partir de painéis fotovoltaicos. Este será o primeiro programa do género a ter lugar numa cidade grande dos Estados Unidos.

A ideia para o "CLEAN LA Solar Program" surgiu em 2008, com o mayor da cidade Antonio Villaraigosa. De acordo com o Los Angeles Business Council, o programa tem o potencial de  contribuir para a criação de 4500 postos de trabalho, a geração de 500 milhões de dólares em actividade económica e evitar a emissão de 2,25 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2016. Ao todo, a electricidade gerada será equivalente à potência necessária ao fornecimento de 34.000 casas em LA. Para além disso, a iniciativa deverá ainda contribuir para alcançar o objectivo da Califórnia de ter 33% do seu consumo eléctrico com origem em fontes de energia renováveis.

A cidade norte-americana de Los Angeles (LA), na Califórnia, vai pôr em prática um programa piloto de tarifas remuneratórias (feed-in) para a energia solar fotovoltaica. O projecto, com o nome "CLEAN LA Solar Program", prevê a instalação de 150 MW de potência, dos quais os primeiros 75 MW deverão ser concretizados este ano e os restantes até 2016.

O programa vai dar a possibilidade aos sectores residencial e de serviços de venderem ao Department of Water and Power a electricidade que gerarem a partir de painéis fotovoltaicos. Este será o primeiro programa do género a ter lugar numa cidade grande dos Estados Unidos.

A ideia para o "CLEAN LA Solar Program" surgiu em 2008, com o mayor da cidade Antonio Villaraigosa. De acordo com o Los Angeles Business Council, o programa tem o potencial de  contribuir para a criação de 4.500 postos de trabalho, a geração de 500 milhões de dólares em actividade económica e evitar a emissão de 2,25 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2016. Ao todo, a electricidade gerada será equivalente à potência necessária ao fornecimento de 34.000 casas em LA. Para além disso, a iniciativa deverá ainda contribuir para alcançar o objectivo da Califórnia de ter 33% do seu consumo eléctrico com origem em fontes de energia renováveis.

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05-04-2012

Alexandre Fernandes demitiu-se do cargo de director-geral da ADENE- Agência para a Energia, antecipando assim o fim do seu mandato, que terminava em Julho. A notícia é avançada hoje pelo Diário Económico, que atribui a saída de Alexandre Fernandes a divergências políticas.

O jornal cita ainda o director-geral de Energia, José Alves Escada da Costa, que preside ao conselho de administração responsável pela ADENE: "Alexandre Fernandes manifestou a vontade em sair, pois achou que tinha terminado este ciclo, e chegámos a mútuo acordo". Face a esta baixa, o responsável pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) indica que o modelo de governance da ADENE vai ser repensado, já que o novo conselho de administração "quer ter uma intervenção mais directa na gestão da Agência", sendo por isso possível avançar para um modelo em que haverá um órgão executivo saído do conselho de administração.

Por agora, não se sabe ainda quem substituirá Alexandre Fernandes, que estava à frente da ADENE desde 2006, mas um dos nomes falados é o de Filipe Vasconcelos, um dos assessores do ex secretário de Estado da energia, Henrique Gomes. Escada da Costa não confirmou nem desmentiu essa possibilidade.

 

(Notícia em actualização)

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04-04-2012

A Grundfos nunca vendeu tantas bombas como em 2011. O fabricante dinamarquês conseguiu apresentar assim no ano passado um resultado bastante sólido, com crescimento razoável e lucros satisfatórios.

As vendas alcançadas foram precisamente as previstas, registando um crescimento de 8%. Uma das razões pelas quais o Grupo Grundfos é capaz de apresentar um crescimento nas vendas, mesmo em tempos de crise económica, prende-se com o facto de ter sido bem sucedido na aposta que fez em soluções sustentáveis e com menor impacto ambiental. Além disso, o resultado de 2011 foi também fruto de um grande esforço de dedicação em todas as companhias do Grupo, afirmou o presidente do Grupo Grundfos, Carsten Bjerg.

Neste momento, um grande número de mercados na Europa Ocidental encontra-se em estagnação, pelo que a Grundfos tem expandido o seu volume de negócios noutros mercados. "Prevemos um nível de crescimento inferior para o mercado europeu nos próximos anos. O nosso desafio é precisamente criar crescimento nesta região sem a ajuda dos mercados emergentes. Não temos receio de fazer isto e iremos efectuar investimentos nesse sentido. Estamos também satisfeitos por termos conseguido globalizar o nosso negócio a tempo e reforçado a nossa posição em partes do mundo onde o crescimento económico irá se concentrar nos próximos anos, como os países BRIC, mas também a Turquia, Ucrânia, Tailândia, Vietname e África do Sul, bem como os países do Médio Oriente", explica Carsten Bjerg.

O volume de negócios em 2011 foi de 2.9 biliões Euros, enquanto em 2010 foi de 2.6 biliões Euros, o que representa um crescimento de 8%. Os custos com Pesquisa & Desenvolvimento, bem como custos administrativos e de vendas, aumentaram 13%. Estes valores reflectem o facto de a estrutura de propriedade da Grundfos permitir efectuar investimentos a longo prazo reforçando o poder competitivo.

"Os resultados realizados e a solidez económica permitem-nos aumentar a nossa ambição. Estamos a investir em mais recursos nas nossas áreas de desenvolvimento; os investimentos da Grundfos em novas linhas de produção e fábricas irão registar níveis históricos em 2012. Além disso, iremos concentrar também os nossos investimentos na expansão do negócio em Tratamento de Água, refere o presidente do Grupo. As ambições em termos de produção também não diminuíram, acrescenta. Apresentámos recentemente novos circuladores mais eficientes do ponto de vista energético, os quais esperamos que contribuam para aumentar a quota de mercado."

Por exemplo, em 2011 a Grundfos criou um centro de competências global nas áreas de Abastecimento de Água e Águas Residuais com o objectivo de aumentar o crescimento nestes segmentos, e novas companhias de vendas foram criadas na América do Sul e foram construídas novas fábricas em Singapura, Sérvia e Hungria.

Em 2008, a Grundfos definiu um objectivo ambicioso referente às emissões de carbono. Independentemente do crescimento do negócio, a Grundfos decidiu que não ultrapassaria o nível de emissões de carbono registado em 2008. Este objectivo tem sido atingido ano após ano. E também em 2011. De facto, desde 2008 que a Grundfos reduziu as emissões de carbono em 10.5%, apesar de as vendas terem aumentado mais de 10% nesse período.

A Grundfos emprega actualmente cerca de 17 mil colaboradores em todo o mundo, sendo que quase 5 mil trabalham na companhia dinamarquesa.

 

 

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04-04-2012

O regulamento para o quadro metodológico comparativo para o cálculo dos níveis óptimos de rentabilidade dos requisitos mínimos de desempenho energético dos edifícios e dos seus componentes foi finalmente publicado em Jornal Oficial da União Europeia. A publicação do documento está prevista na revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) e pretende ajudar os Estados-Membros no estabelecimento de requisitos mínimos de desempenho energético de forma a atingirem níveis óptimos de rentabilidade, ou seja, considerando o ciclo de vida do edifício ao nível dos custos relacionados com a energia e não só o seu investimento inicial.

"O quadro de metodologia especifica as regras para a comparação de medidas de eficiência energética, de medidas que recorrem a fontes de energia renováveis e de conjuntos e variantes dessas medidas, com base no desempenho energético primário e no custo atribuído à sua implementação" e "estabelece também a forma de aplicar essas regras aos edifícios de referência seleccionados, com o objectivo de definir níveis óptimos de rentabilidade dos requisitos mínimos de desempenho energético", refere o documento.

Os níveis óptimos de rentabilidade devem ser calculados nas perspectivas macroeconómica e financeira, podendo os Estados-Membros determinar qual destes modos de cálculo produzirá o padrão de referência nacional. Feito isto, os Estados-Membros deverão compará-los com os requisitos que têm em vigor e reportar as conclusões à Comissão Europeia e, no caso de se verificar que os requisitos em vigor são significativamente menos eficientes, deve ser incluída uma justificação.

A revisão da EPBD definia 30 de Junho de 2011 como a data limite para a publicação deste quadro, no entanto o documento só foi finalizado pela Comissão a 16 de Janeiro deste ano. O regulamento, publicado a 21 de Março, entrará em vigor 20 dias após a sua publicação, e é, na maioria dos seus artigos, aplicável a partir de 9 de Janeiro de 2013 aos edifícios ocupados por autoridades públicas e a partir de 9 de Julho de 2013 aos restantes edifícios. Pode ser consultado aqui.

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03-04-2012

Há mais de 20 anos no mercado, a Canalcentro SA, estabeleceu no final do ano de 2011, um protocolo de importação exclusiva com o fabricante Italiano de Caldeiras e Queimadores - Lamborghini, e por esta via lançou-se no desafio de apresentar ao mercado português a vasta gama de produtos de climatização de reconhecida qualidade a nível mundial.

Neste cenário, o esforço conjunto da Canalcentro SA e do seu parceiro Lamborghini, vem de encontro aos melhores parâmetros em termos de qualidade de fabrico bem como na elevada rentabilidade que a marca apresenta, levando, não só o instalador como também o consumidor final, a uma escolha consciente por uma solução que, não sendo das mais baratas, acaba por se reflectir numa opção vantajosa, a curto, médio e longo prazo, tendo em conta a relação qualidade/ preço.

Com base nestes pressupostos, a Canalcentro SA, tem como objectivo, promover a marca, não só através de publicidade directa, em Outdoors; Flyers; Cartazes; Mailings e Web, como também pela divulgação na Imprensa, onde procura chegar principalmente aos profissionais e conhecedores da área, usando para isso veículos como revistas especializadas do sector da climatização, como também pela presença em Feiras Nacionais da especialidade, e eventos relacionados com a temática: CLIMATIZAÇÃO, e ainda uma aposta na sensibilização através de acções de apresentação, divulgação e formação, apresentações de produto, alargando deste modo, o universo de conhecedores. A estratégia passa também pela aproximação a empresas instaladoras e gabinetes de projecto, aproveitando para isso, modernas e sofisticadas instalações de apoio à formação, especialmente concebidas com vista a apresentar a Canalcentro SA, como uma opção credível no mercado nacional.

Conscientes da necessidade de sustentabilidade e crescimento da marca - Lamborghini em Portugal, a Canalcentro SA, conta com um gabinete técnico e de orçamentação, bem como um serviço de assistência Pós-venda, sempre disponíveis a responder às necessidades do mercado.

O épico Lamborghini começou em 1946, estabelecendo gradualmente metas em muitas actividades respeitadas em todo o mundo (carros, tratores, queimadores e caldeiras, entre outros).

Cav. Eng. Ferruccio Lamborghini foi o lendário criador de tal negócio.

Desde 1970, a sede da Lamborghini Calor estabeleceu-se em Dosso na estrada tronco Ferrara-Modena. A infraestrutura e edifícios fazem de um impressionante complexo que ocupa uma área total de 52.000 m², dos quais 25.000 são construídos. O complexo engloba fábricas, escritórios, bem como o "Ferruccio Lamborghini" Centro de Exposições.

Graças a Ferruccio Lamborghini, o homem que sabia como "olhar para o futuro", em 1959 é criada a empresa para fabrico de queimadores e caldeiras Lamborghini. A empresa destacou-se pela criação de alguns sistemas e equipamentos inovadores, e, em poucos anos, chegou às posições de liderança no mercado italiano. A criação mais original e trunfo, foi a utilização do novo sistema de atomização mecânica de combustível, o "gravador de baixo nível de ruído".

A Lamborghini Calor sempre se propôs a ser fiel aos seus princípios tradicionais, a fim de oferecer a sua experiência em harmonia com os objectivos e expectativas dos vários parceiros que trabalham na área, sejam eles instaladores, técnicos ou homens de manutenção.

A Lamborghini Calor é capaz de evoluir e direccionar suas energias para a tecnologia do futuro, graças à pesquisa exaustiva, a fim de testar a eficácia da produção. É uma empresa líder no mercado italiano, em parte, através da sua vasta gama de produtos e de trabalho com base no rigoroso controle de qualidade. A empresa obtém a segurança de nível superior e desempenho garantido a longo prazo pelos sistemáticos testes funcionais e finais, em conformidade com as mais severas normas internacionais.

A estratégia, os processos de produção e distribuição do serviço são e serão planeadas de modo a que a Lamborghini Calor seja o melhor parceiro possível para clientes, fornecedores e colaboradores graças à sua experiência e knowhow.

A Lamborghini Calor está presente na Itália e em 48 países em todo o mundo com uma rede de 400 agentes, certificando-se que o produto está sempre disponível no mercado.

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03-04-2012

A Agência Internacional de Energia (AIE) quer edifícios mais eficientes. O apelo foi feito durante um workshop em Paris, a 16 de Março, durante o qual a AIE assinou um Memorando de Entendimento com a World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

A AIE e a WBCSD acordaram formalmente fortalecer a sua colaboração numa ampla gama de áreas relacionadas com políticas e tecnologias para a energia sustentável, incluindo medidas nos sectores dos edifícios, transportes e energias renováveis, e ainda outras que visem as alterações climáticas. As duas entidades dispõem-se, assim, a trabalhar em conjunto na revisão e análise de politicas e questões energéticas e a trocar informações. O Memorando de Entendimento foi assinado pela directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, e o presidente do WBCSD, Peter Bakker.

No encontro, a AIE lançou também a base de dados  "Building Energy Efficiency Policies" (BEEP), uma plataforma desenvolvida pela própria agência e que funcionará como catálogo das várias políticas para a eficiência energética nos edifícios que estão a ser implementadas em vários pontos do mundo.

Os edifícios são actualmente responsáveis por cerca de 40% do consumo de energia primária na maioria dos países que fazem parte da AIE. De acordo com a responsável pela AIE, reduzir o consumo energético dos edifícios em todo o mundo representará um passo significativo no fortalecimento da segurança energética e do combate às alterações climáticas.

"A AIE acredita que é crucial reduzir a procura energética no sector dos edifícios tornando-os muito mais eficientes ao nível energético", apontou van der Hoeven. "As políticas de eficiência energética para edifícios devem ser baseadas numa estratégia a longo prazo com metas ambiciosas para a redução de consumos tanto nos edifícios novos como nos existentes", diz.

A Agência Internacional de Energia (AIE) quer edifícios mais eficientes. O apelo foi feito durante um workshop em Paris, a 16 de Março, durante o qual a AIE assinou um Memorando de Entendimento com a World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

A AIE e a WBCSD acordaram formalmente fortalecer a sua colaboração numa ampla gama de áreas relacionadas com políticas e tecnologias para a energia sustentável, incluindo medidas nos sectores dos edifícios, transportes e energias renováveis, e ainda outras que visem as alterações climáticas. As duas entidades dispõem-se, assim, a trabalhar em conjunto na revisão e análise de politicas e questões energéticas e a trocar informações. O Memorando de Entendimento foi assinado pela directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, e o presidente do WBCSD, Peter Bakker.

No encontro, a AIE lançou também a base de dados  "Building Energy Efficiency Policies" (BEEP), uma plataforma desenvolvida pela própria agência e que funcionará como catálogo das várias políticas para a eficiência energética nos edifícios que estão a ser implementadas em vários pontos do mundo.

Os edifícios são actualmente responsáveis por cerca de 40% do consumo de energia primária na maioria dos países que fazem parte da AIE. De acordo com a responsável pela AIE, reduzir o consumo energético dos edifícios em todo o mundo representará um passo significativo no fortalecimento da segurança energética e do combate às alterações climáticas.

"A AIE acredita que é crucial reduzir a procura energética no sector dos edifícios tornando-os muito mais eficientes ao nível energético", apontou van der Hoeven. "As políticas de eficiência energética para edifícios devem ser baseadas numa estratégia a longo prazo com metas ambiciosas para a redução de consumos tanto nos edifícios novos como nos existentes", diz.

A Agência Internacional de Energia (AIE) quer edifícios mais eficientes. O apelo foi feito durante um workshop em Paris, a 16 de Março, durante o qual a AIE assinou um Memorando de Entendimento com a World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

A AIE e a WBCSD acordaram formalmente fortalecer a sua colaboração numa ampla gama de áreas relacionadas com políticas e tecnologias de energia sustentável, incluindo medidas nos sectores dos edifícios, transportes e energias renováveis, e ainda outras que visem as alterações climáticas. As duas entidades dispõem-se, assim, a trabalhar em conjunto na revisão e análise de politicas e questões energéticas e a trocar informações. O Memorando de Entendimento foi assinado pela directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, e o presidente do WBCSD, Peter Bakker,.

No encontro, a AIE lançou também a base de dados  "Building Energy Efficiency Policies" (BEEP), uma plataforma desenvolvida pela própria agência e que funcionará como catálogo das várias políticas para a eficiência energética nos edifícios que estão a ser implementadas em vários pontos do mundo.

Os edifícios são actualmente responsáveis por cerca de 40% do consumo de energia primária na maioria dos países que fazem parte da AIE. Para tal, a agencia internacional lançou um conjunto de novas iniciativas no âmbito das políticas e tecnologias de energia sustentável no sector dos edifícios. De acordo com a responsável pela AIE, reduzir o consumo energético dos edifícios em todo o mundo representará um passo significativo no fortalecimento da segurança energética e do combate às alterações climáticas.

"A AIE acredita que é crucial reduzir a procura energética no sector dos edifícios tornando-os muito mais eficientes ao nível energético", apontou van der Hoeven. "As políticas de eficiência energética para edifícios devem ser baseadas numa estratégia a longo prazo com metas ambiciosas para a redução de consumos tanto nos edifícios novos como nos existentes", diz.

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02-04-2012

A reorganização societária do Grupo Pinto & Cruz acontece numa "altura de embate" confessa Luís Pinto, o director-geral da empresa Pinto & Cruz, SA que já conta com 77 anos de experiência no mercado. Com um volume de facturação na ordem dos 52M€, em 2011, as novas empresas vão permitir "a reorganização dos negócios", adianta.

As decisões anunciadas para a tomada desta decisão prendem-se com questões de ordem estratégica e operacional, ou seja, por um lado "importa clarificar a posição de Pinto & Cruz nas quatro áreas de mercado em que actua" e, por outro, "ganhar mais agilidade e eliminar ineficiências de dimensão". Com esta criação de sociedades vocacionadas para os negócios considerou-se também oportuna a criação de novas sociedades viradas para os serviços partilhados, a Pinto & Cruz Gestão Pinto & Cruz Internacional, evitando riscos de duplicação de estruturas e apostando na eficiência nessas operações".

A facturação das quatro áreas de negócios será naturalmente diversa, apesar de haver forte sustentabilidade de todas elas. As actividades que mais contribuem são as áreas de Elevadores e Instalações Electromecânicas e a área de Tubagens e Sistemas - que representam "mais de 80% do volume de negócios do Grupo mas importa referir, nomeadamente, que há boas expectativas em torno de Pinto & Cruz Motores e Equipamentos, pelo seu posicionamento forte na área de equipamentos na área da energia e para a floresta e jardim" esclarece Luís Pinto. Por último, a Pinto & Cruz Serviços de Manutenção, apesar de representar a área com a menor facturação, na ordem dos 5M euros, é uma empresa de elevado potencial fruto da sua forte implantação a nível nacional e pelo reconhecimento da capacidade técnica da equipa, que tem permitido obter crescimento considerável ano após ano.

Na verdade, a diversificação de sectores - elevadores e instalações; tubagens e sistemas; motores e equipamentos; serviços de manutenção, e a aposta internacional levada a cabo há alguns anos atrás - aliada ao fato de ser uma empresa de cariz familiar na 3ª geração em termos de gestão e com accionistas da 4ª geração - afiguram-se aspectos essenciais e diferenciadores do Grupo que conta com mais de 400 colaboradores.

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02-04-2012

A partir do próximo ano, os aparelhos de ar condicionado e ventiladores (ventoinhas) disponíveis no mercado vão ter de estar em conformidade com as novas regras de ecodesign (ou concepção ecológica), publicadas em Jornal Oficial da União Europeia a 10 de Março. A serem cumpridos, os novos requisitos vão evitar a emissão de 24 milhões de toneladas de CO2 e permitirão uma poupança energética de 46TWh/ano na União Europeia, aponta a Parceria Europeia para a Energia e Ambiente (EPEE).

O regulamento "estabelece requisitos de concepção ecológica para a colocação no mercado de aparelhos de ar condicionado alimentados a partir da rede eléctrica com capacidade nominal ≤ 12 kW para arrefecimento (ou para aquecimento, se o produto não tiver função de arrefecimento) e de ventiladores com potência eléctrica absorvida ≤ 125 W".

As novas regras incluem requisitos ao nível da eficiência energética, níveis sonoros e de utilização de energia nos modos "de espera" e "desligado". Um primeiro conjunto de regras entrará em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2013 e um segundo e 1 de Janeiro de 2014.

O documento agora publicado surge no âmbito da Directiva europeia 2009/125/CE, relativa à criação de um quadro para definir os requisitos de concepção ecológica dos produtos relacionados com o consumo de energia.

A partir do próximo ano, os aparelhos de ar condicionado e ventiladores disponíveis no mercado vão ter de estar em conformidade com as novas regras de ecodesign (ou concepção ecológica), publicadas em Jornal Oficial da União Europeia a 10 de Março. A serem cumpridos, os novos requisitos vão evitar a emissão de 24 milhões de toneladas de CO2 e permitirão uma poupança energética de 46TWh/ano na União Europeia, aponta a Parceria Europeia para a Energia e Ambiente (EPEE).

O regulamento "estabelece requisitos de concepção ecológica para a colocação no mercado de aparelhos de ar condicionado alimentados a partir da rede eléctrica com capacidade nominal ≤ 12 kW para arrefecimento (ou para aquecimento, se o produto não tiver função de arrefecimento) e de ventiladores com potência eléctrica absorvida ≤ 125 W".

As novas regras incluem requisitos ao nível da eficiência energética, níveis sonoros e de utilização de energia nos modos "de espera" e "desligado". Um primeiro conjunto de regras entrará em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2013 e um segundo e 1 de Janeiro de 2014.

O documento agora publicado surge no âmbito da Directiva europeia 2009/125/CE, relativa à criação de um quadro para definir os requisitos de concepção ecológica dos produtos relacionados com o consumo de energia.

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30-03-2012

A potência anual instalada de micro-produção atribuída para este ano vai contar com 2,5 MW adicionais, para além dos 10 MW previstos inicialmente, segundo despacho da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) publicado ontem no sítio online "Renováveis na Hora". Este extra resulta de um saldo que não foi atribuído em 2011.

"Veio a verificar-se que a potência atribuída em 2011, no total de 29,6 MW, não foi total e efectivamente utilizada em virtude do cancelamento de alguns registos por falta de execução das respectivas instalações de microprodução", refere o despacho. Os 2,5 MW ficam disponíveis para o corrente ano e serão alocados em sessões mensais, a realizar no último dia útil de cada mês, juntamente com as potências a atribuir por conta da quota de 2012, estabelece o documento. Dessa forma, nos meses de Março, Abril, Maio e Junho serão atribuídos 2 MW e no mês de Julho 1,5 MW, sendo que a potência eventualmente não atribuída numa das sessões mensais transita para a seguinte do mesmo ano, acumulando-se à potência disponível para essa sessão. Nos meses de Janeiro e Fevereiro, foram já atribuídos 3MW.

Para 2012, estavam atribuídos 10 MW, que, de acordo com comunicado da DGEG a 20 de Fevereiro, tinham sido entretanto esgotados pelos novos registos.

O despacho pode ser consultado aqui.

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29-03-2012

A Comissão Europeia aprovou formalmente, a 16 de Março, a Iniciativa para a Preparação de Projectos do Plano Solar Mediterrânico (MSP-PPI), no âmbito da Facilidade de Investimento no quadro da Política de Vizinhança (FIPV). A iniciativa pretende apoiar, através de Assistência Técnica (AT), projectos de investimento em preparação avançada que contribuam para alcançar os objectivos do MSP: promover a transformação de 20GW de energia a partir de fontes de energia renováveis e alcançar poupanças energéticas significativas na zona do Mediterrâneo em 2020.

Desta forma, pretende-se estabelecer um conjunto robusto de projectos do MSP (transformação de energia renovável, eficiência energética e projectos de ligação de rede), de forma a acelerar a sua implementação e financiamento e a coordenar a acção de instituições financeiras da Comissão Europeia e do secretariado da União para o Mediterrâneo (UfM).

O apoio que será dado no âmbito da MSP-PPI cobre 100% dos custos associados com a AT para a preparação de projectos de investimento em energia sustentável em nove países parceiros do Mediterrâneo: Argélia, Egipto, Israel, Jordânia, Líbano, Marrocos, Síria, Tunísia, Cisjordânia e Gaza. A AT pretende apoiar projectos de investimento que se encontrem já num estado avançado de preparação e que tenham uma forte probabilidade de ser financiados e implementados num espaço de tempo razoável.

Os projectos elegíveis serão seleccionados por um comité de direcção, composto por representantes da Comissão Europeia, de cada uma das instituições financeiras participantes na iniciativa, e do secretariado da UfM, que privilegia de um estatuto de observador.

A FIPV centra-se nas necessidades de investimento dos países vizinhos da União Europeia em domínios como o transporte, a energia, o ambiente e as questões sociais, e apoia também o sector privado, em particular através de operações de capital de risco destinadas às pequenas e médias empresas. Entre 2007-20132, o orçamento disponível para a facilidade é de 745 milhões de euros, sendo que, até aqui, esta contribuiu já com 417,7 milhões de euros para projectos privados e de infra-estruturas, alavancando um investimento total superior a 14 mil milhões de euros.

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27-03-2012

Terminou, neste domingo, a primeira edição da EnergyLiveExpo, uma feira dedicada à energia e que incluiu exposições, conferências, apresentações comerciais, espaço Inovação/Livetech, assim como a atribuição de prémios e outras distinções a empresas e personalidades do sector. O evento, que teve início a 22 de Março, decorreu em paralelo com a feira AcquaLiveExpo, cujo tema central foi a água, no Centro de Congressos de Lisboa, debaixo da organização da AIP.

Nestes cinco dias, a energia esteve em especial destaque a 23 de Março, com a realização da conferência "Energia na Economia - Oportunidades de Desenvolvimento Económico", cujo programa procurou reflectir os temas pertinentes no sector mas também responder às preocupações das pessoas relativamente à energia. Para isso, o encontro contou com vários oradores, entre os quais o director-geral de Energia, José Escada da Costa, o director-geral da ADENE, Alexandre Fernandes, Nuno Ribeiro da Silva (presidente da Comissão Organizadora da EnergyLiveExpo) e Jorge Rocha de Matos (presidente do Conselho de Administração da Fundação AIP). Recursos, energia e economia foram os temas fortes da manhã, com destaque para a valorização do potencial energético, em particular o mar, a geologia e a floresta.

A conferência abordou ainda a relação entre as pessoas e a utilização de energia, com várias empresas a apresentarem as suas soluções em termos construtivos e de mobilidade. Este painel pode ainda contar com os contributos de peso da euro-deputada Maria da Graça Carvalho e do professor da Universidade do Porto Eduardo de Oliveira Fernandes.

(Foto: Santos Almeida)

Terminou, neste domingo, a primeira edição da EnergyLiveExpo, uma feira dedicada à energia e que incluiu exposições, conferências, apresentações comerciais, espaço Inovação/Livetech, assim como a atribuição de prémios e outras distinções a empresas e personalidades do sector. O evento, que teve início a 22 de Março, decorreu em paralelo com a feira AcquaLiveExpo, cujo tema central foi a água, no Centro de Congressos de Lisboa, debaixo da organização da AIP.

Nestes cinco dias, a energia esteve em especial destaque a 23 de Março, com a realização da conferência "Energia na Economia - Oportunidades de Desenvolvimento Económico", cujo programa procurou reflectir os temas pertinentes no sector mas também responder às preocupações das pessoas relativamente à energia. Para isso, o encontro contou com vários oradores, entre os quais o director-geral de Energia, José Escada da Costa, o director-geral da ADENE, Alexandre Fernandes, Nuno Ribeiro da Silva (presidente da Comissão Organizadora da EnergyLiveExpo) e Jorge Rocha de Matos (presidente do Conselho de Administração da Fundação AIP). Recursos, energia e economia foram os temas fortes da manhã, com destaque para a valorização do potencial energético, em particular o mar, a geologia e a floresta.

A conferência abordou ainda a relação entre as pessoas e a utilização de energia, com várias empresas a apresentarem as suas soluções em termos construtivos e de mobilidade. Este painel pode ainda contar com os contributos de peso da euro-deputada Maria da Graça Carvalho e do professor catedrático Eduardo de Oliveira Fernandes.

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27-03-2012

A Junkers, marca especializada em termotecnologia e sobejamente conhecida por fazer das nossas casas, casas mais inteligentes e confortáveis, acaba de renovar por completo o seu site.

A partir de agora, www.junkers.pt  é o endereço a seguir sempre que tiver qualquer dúvida ou questão relacionada com o aquecimento de água e climatização da sua casa.

Neste novo site, muito simples e agradável de consultar, encontra informação detalhada sobre todos os produtos Junkers - desde esquentadores e caldeiras, a bombas de calor, sistemas solares e aparelhos de ar condicionado - conselhos para escolher os produtos que melhor se adaptam às suas necessidades, informações diversas sobre a marca, e o acesso imediato ao Serviço Pós-Venda. Mas não é tudo ...

Preocupada com o seu bem estar mas, também, com o do planeta, a Junkers criou uma parte exclusivamente dedicada ao Meio Ambiente. Aí  encontra, não só, informação muito útil e interessante sobre as fontes de energia e o seu impacto, como curiosidades surpreendentes e divertidas sobre o nosso amigo sol.

Espreite www.junkers.pt hoje mesmo, e entre no mundo de conforto Junkers!

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Neste novo site, muito simples e agradável de consultar, encontra informação detalhada sobre todos os produtos Junkers - desde esquentadores e caldeiras, a bombas de calor, sistemas solares e aparelhos de ar condicionado - conselhos para escolher os produtos que melhor se adaptam às suas necessidades, informações diversas sobre a marca, e o acesso imediato ao Serviço Pós-Venda. Mas não é tudo ...

 

Preocupada com o seu bem estar mas, também, com o do planeta, a

Junkers criou uma parte exclusivamente dedicada ao Meio Ambiente. Aí  encontra, não só, informação muito útil e interessante sobre as fontes de energia e o seu impacto, como curiosidades surpreendentes e divertidas sobre o nosso amigo sol.

 

Espreite www.junkers.pt hoje mesmo, e entre no mundo de conforto Junkers!

A Junkers, marca especializada em termotecnologia e sobejamente conhecida por fazer das nossas casas, casas mais inteligentes e confortáveis, acaba de renovar por completo o seu site.

A partir de agora, www.junkers.pt  é o endereço a seguir sempre que tiver qualquer dúvida ou questão relacionada com o aquecimento de água e climatização da sua casa.

Neste novo site, muito simples e agradável de consultar, encontra informação detalhada sobre todos os produtos Junkers - desde esquentadores e caldeiras, a bombas de calor, sistemas solares e aparelhos de ar condicionado - conselhos para escolher os produtos que melhor se adaptam às suas necessidades, informações diversas sobre a marca, e o acesso imediato ao Serviço Pós-Venda. Mas não é tudo ...

Preocupada com o seu bem estar mas, também, com o do planeta, a Junkers criou uma parte exclusivamente dedicada ao Meio Ambiente. Aí  encontra, não só, informação muito útil e interessante sobre as fontes de energia e o seu impacto, como curiosidades surpreendentes e divertidas sobre o nosso amigo sol.

Espreite www.junkers.pt hoje mesmo, e entre no mundo de conforto Junkers!

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27-03-2012

Na sequência da parceria que se tem vindo a estabelecer entre as duas entidades, a Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, associa-se mais uma vez à Adene - Agência para a Energia, para a realização do curso de "Energia em Edifícios de Serviços".

Esta formação realizar-se-á nas Instalações da Schneider Electric - Auditório - Piso 0 | Av. Marechal Craveiro Lopes, nº 6 | 1749-111, em Lisboa, entre os dias 7 e 11 de Maio e destina-se a todos os agentes envolvidos na gestão de edifícios de serviços, gestores de energia, técnicos de manutenção, projetistas e técnicos.

O objetivo desta ação é proporcionar aos formandos a aquisição e atualização de conhecimentos na área da Gestão de Energia, em Edifícios de Serviços e na ótica da aplicação do RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização de Edifícios).

O programa desta formação, conta com a abordagem das seguintes temáticas:

  • AVAC;
  • Sistemas de Iluminação Eficiente;
  • Manutenção de Edifícios;
  • Energias Renováveis;
  • Simulação Dinâmica;
  • Auditorias à QAI (Qualidade do ar interior)
  • Auditorias Energéticas;
  • Sistemas de Gestão de Energia em Edifícios de Serviços;
  • Medição e Verificação de consumos (M&V);
  • Eficiência nas redes de transporte de Fluídos.

O curso de "Energia em Edifícios de Serviços" tem a duração de 35 horas e, após a sua conclusão, será entregue o respetivo certificado de participação a cada formando.

Para mais informação, consultar a página: http://www.schneiderelectric.pt/sites/portugal/pt/produtos-servicos/formacao/cursos_schneider_electric_adene.page

Na sequência da parceria que se tem vindo a estabelecer entre as duas entidades, a Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, associa-se mais uma vez à Adene - Agência para a Energia, para a realização do curso de "Energia em Edifícios de Serviços".

 

Esta formação realizar-se-á nas Instalações da Schneider Electric - Auditório - Piso 0 | Av. Marechal Craveiro Lopes, nº 6 | 1749-111, em Lisboa, entre os dias 7 e 11 de Maio e destina-se a todos os agentes envolvidos na gestão de edifícios de serviços, gestores de energia, técnicos de manutenção, projetistas e técnicos.

 

O objetivo desta ação é proporcionar aos formandos a aquisição e atualização de conhecimentos na área da Gestão de Energia, em Edifícios de Serviços e na ótica da aplicação do RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização de Edifícios).

 

O programa desta formação, conta com a abordagem das seguintes temáticas:

  • AVAC;
  • Sistemas de Iluminação Eficiente;
  • Manutenção de Edifícios;
  • Energias Renováveis;
  • Simulação Dinâmica;
  • Auditorias à QAI (Qualidade do ar interior)
  • Auditorias Energéticas;
  • Sistemas de Gestão de Energia em Edifícios de Serviços;
  • Medição e Verificação de consumos (M&V);
  • Eficiência nas redes de transporte de Fluídos.

 

O curso de "Energia em Edifícios de Serviços" tem a duração de 35 horas e, após a sua conclusão, será entregue o respetivo certificado de participação a cada formando.

 

Para mais informação, consultar a página: http://www.schneiderelectric.pt/sites/portugal/pt/produtos-servicos/formacao/cursos_schneider_electric_adene.page

Na sequência da parceria que se tem vindo a estabelecer entre as duas entidades, a Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, associa-se mais uma vez à Adene - Agência para a Energia, para a realização do curso de "Energia em Edifícios de Serviços".

Esta formação realizar-se-á nas Instalações da Schneider Electric - Auditório - Piso 0 | Av. Marechal Craveiro Lopes, nº 6 | 1749-111, em Lisboa, entre os dias 7 e 11 de Maio e destina-se a todos os agentes envolvidos na gestão de edifícios de serviços, gestores de energia, técnicos de manutenção, projetistas e técnicos.

O objetivo desta ação é proporcionar aos formandos a aquisição e atualização de conhecimentos na área da Gestão de Energia, em Edifícios de Serviços e na ótica da aplicação do RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização de Edifícios).

O programa desta formação, conta com a abordagem das seguintes temáticas:

  • AVAC;
  • Sistemas de Iluminação Eficiente;
  • Manutenção de Edifícios;
  • Energias Renováveis;
  • Simulação Dinâmica;
  • Auditorias à QAI (Qualidade do ar interior)
  • Auditorias Energéticas;
  • Sistemas de Gestão de Energia em Edifícios de Serviços;
  • Medição e Verificação de consumos (M&V);
  • Eficiência nas redes de transporte de Fluídos.

O curso de "Energia em Edifícios de Serviços" tem a duração de 35 horas e, após a sua conclusão, será entregue o respetivo certificado de participação a cada formando.

Para mais informação, consultar a página: http://www.schneiderelectric.pt/sites/portugal/pt/produtos-servicos/formacao/cursos_schneider_electric_adene.page

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26-03-2012

O Departamento para a Energia e Alterações Climáticas (DECC) britânico anunciou o lançamento da segunda fase do "Renewable Heat Premium Payments" (RHPP), que disponibilizará 25 milhões de libras (cerca de 29.960 milhões de euros) para a instalação de equipamentos de aquecimento renovável, tais como sistemas solares térmicos, caldeiras a biomassa ou bombas de calor (geotérmicas e a água). A segunda fase arranca a 2 de Abril.

Esta nova fase do RHPP dispõe de mais 10 milhões de libras (cerca de 11 milhões de euros) do que a primeira. Do orçamento total, oito milhões de libras (perto de 9,6 milhões de euros) destinam-se a um programa para incentivar a instalação de tecnologias de aquecimento renovável nas comunidades e dez milhões para habitação social. Os restantes sete milhões estarão disponíveis para o sector residencial. Neste último caso, os pré-registos têm início a 2 de Abril e as candidaturas a 1 de Maio.

Os valores dos vouchers de incentivo por tecnologia mantêm-se iguais aos da primeira fase: para bombas de calor geotérmicas e caldeiras biomassa, estão abrangidas habitações sem aquecimento central a gás e o programa prevê um incentivo de 1250 libras (perto de 1500 euros) e 950 libras (1137 euros), respectivamente; já quem optar pelo solar térmico poderá usufruir de 300 libras (cerca de 359 euros), independentemente do tipo de aquecimento que tenha.

Até 20 de Março, os números da primeira fase do RHPP mostram que foram emitidos 6412 vouchers com a alocação de 4,5 milhões de libras e registados 37 programas de habitação social para o concurso de 1100 instalações (4,2 milhões de libras).

O RHPP é um complemento ao Renewable Heat Incentive (RHI), em vigor desde Novembro passado e que disponibiliza 860 milhões de libras (mais de 991 milhões de euros) para a atribuição de tarifas remuneratórias ao calor gerado a partir de tecnologias de energias renováveis.

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26-03-2012

A Armacell, fabricante de espumas técnicas e líder mundial do mercado de materiais de isolamento técnico flexíveis, lançou recentemente a sua presença na Internet totalmente renovada, um novo site de fácil navegação, muito intuitivo e centrado na informação sobre os serviços, produtos e conteúdos de interesse para o sector do isolamento, dado que a Internet também se converteu em uma das fontes de informação mais importantes para a indústria da construção. A nova estrutura de www.armacell.com obedece a esta necessidade, para além de mostrar a companhia duma forma que dá resposta a todos os países onde a Armacell está presente. Também se pode aceder directamente à página portuguesa através do domínio local: www.armacell.pt

Por um lado, o novo site apresenta a variedade de produtos da companhia, segundo o interesse do utilizador, uma vez que a informação referida se pode encontrar, facilmente, por grupos de produtos ou directamente de acordo com as áreas de aplicação.

Por outro lado, interessa destacar a vontade da Armacell em utilizar o novo site como meio para transferir o seu conhecimento e experiência técnica para o sector do isolamento, materializando, assim, o seu espírito de cooperação. Na nova secção do ArmaPlus serviço, os prescritores, distribuidores e instaladores, podem encontrar toda a informação imprescindível sobre o uso e instalação dos produtos da Armacell. O site oferece um amplo leque de informação de interesse para o sector do isolamento: manuais de aplicação, vídeos de instalação, conselhos de especialistas, o programa de cálculo ArmWin, certificações e ensaios, bem como artigos e informações sobre projectos e muito mais.

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26-03-2012

Financiar projectos de instalação de sistemas solares térmicos e vãos envidraçados eficientes em edifícios multi-familiares existentes é o objectivo do Aviso "Condomínio.E", o primeiro do Fundo para a Eficiência Energética (FEE), anunciado na sexta-feira pela ADENE - Agência para a Energia. Com uma dotação total de cinco milhões de euros, a candidatura ao subsídio deverá ser feita através de Empresas de Serviços Energéticos (ESE) ou empresas que representem condomínios ou condóminos.

Os projectos elegíveis deverão incluir obrigatoriamente a instalação de sistemas solares térmicos, podendo o financiamento chegar aos 50%, explicou o director-geral da ADENE, Alexandre Fernandes. As candidaturas vão ser abertas brevemente e poderão ser feitas a partir do portal www.fee.adene.pt e decorrem até 1 de Junho. Este aviso apoia as medidas do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), enquadradas na área "Residencial e Serviços", nomeadamente as medidas "Janela eficiente" e "Microprodução térmica", e cujo objectivo é alcançar 20% de casas A e A+.

A criação do FEE estava prevista no PNAEE (2008) e concretizou-se através do Decreto-Lei n.º 50/2010, com o objectivo de financiar os programas e medidas previstas no PNAEE, incentivar a eficiência energética, por parte dos cidadãos e das empresas, apoiar projectos de eficiência energética e promover a alteração de comportamentos, neste domínio.

 

(notícia em actualização)

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23-03-2012

O director-geral de Energia, José Alves Escada da Costa, reafirmou hoje a continuação da aposta do Governo na eficiência energética e nas energias renováveis "sem hesitação" desde que "num mix energético economicamente equilibrado". O responsável pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) falava durante a conferência "Energia na Economia - Oportunidades de desenvolvimento económico", que decorre hoje no Centro de Congressos de Lisboa, no âmbito da feira EnergyLiveExpo.

O Governo mantém a "vontade de prosseguir o caminho que tem sido feito em direcção à sustentabilidade", mas tendo em conta "um equilíbrio económico", afirmou, apontando o reforço da eficiência energética e o ajustamento maior das renováveis, uma vez que há um "desequilíbrio entre a oferta e a procura", como linhas gerais do plano a seguir.

Escada da Costa confirmou ainda os cinco eixos base da estratégia para a Energia do actual Executivo: a) energia ao serviço da economia e das famílias, garantindo sustentabilidade de preços; b) maior eficiência energética na economia, com destaque para a meta de redução de 25% do consumo energético nacional até 2020; c) cumprimento das metas europeias 20-20-20 ao menor custo para a economia; d) segurança de abastecimento e menor dependência energética; e) mercado energéticos liberalizados, competitivos e sustentáveis. Estes eixos constavam também do discurso que o ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, não chegou a fazer, dias antes da sua demissão.

 

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22-03-2012

A abertura do 1º aviso do Fundo de Eficiência Energética (FEE), com uma dotação de cinco milhões de euros, vai ser apresentada publicamente amanhã pela ADENE - Agência para a Energia. Para já, sabe-se que os cinco milhões de euros destinam-se a financiar investimentos em edifícios de habitação multifamiliar, integrados em condomínios, que promovam o aumento do desempenho energético, em particular a instalação de sistemas solares térmicos e vãos envidraçados eficientes.

O FEE pretende apoiar projectos que contribuam para a redução do consumo de energia em áreas, como os transportes, edifícios, prestação de serviços, indústria e serviços públicos.

A criação do FEE foi prevista pelo Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), na Resolução de Conselho de Ministros nº80/2008. Em Maio de 2010, o decreto-lei nº50/2010 definiu a sua criação, com uma dotação inicial de 1,5 milhões de euros.

A apresentação do FEE vai ser feita pelo director-geral da ADENE, Alexandre Fernandes, e vai acontecer durante a conferência "Energia na Economia - Oportunidade de Desenvolvimento Económico", a ter lugar amanhã no Centro de Congressos de Lisboa. A conferência está integrada na feira ACQUA LIVE EXPO/ENERGY LIVE EXPO.

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22-03-2012

Os novos testo 885 e testo 890 são a nova geração profissional da Testo e são destinados ao utilizador mais exigente. "Com os testo 885 e 890, a Testo apresenta um exemplo perfeito da capacidade da engenharia alemã. As câmaras termográficas com qualidade megapixel, a possibilidade de analisar processos térmicos detalhadamente ao longo do tempo, e um funcionamento intuitivo são, nesta combinação, uma nova referência no mercado mundial para câmaras termográficas portáteis", refere Sabine Hinkel - Product Manager Testo AG.

A combinação da ótica de primeira classe com uma lente de ângulo largo ou lente teleobjetiva, detetor de 320 x 240 pixels (testo 885) ou 640 x 480 pixels (testo 890), sensibilidade térmica < 30 mK (testo 885)  ou < 40 mK (testo 890) e componentes mais modernos, significa uma focagem mais nítida e imagens térmicas com um detalhe superior. Graças à Tecnologia de Super Resolução (upgrade opcional) pode ser alcançada uma resolução da imagem térmica quatro vezes superior.

Se a representação do objeto de medição não é possível com uma imagem individual, as novas câmaras termográficas Testo oferecem o novo assistente de imagem panorâmica: cria uma imagem total a partir de várias imagens individuais - com atenção ao detalhe e com uma visão geral. A tecnologia de Reconhecimento Local permite que as inspeções periódicas sejam realizadas de forma eficiente. Utilizando esta tecnologia, é feito o reconhecimento automático de locais de medição e o armazenamento e administração das imagens térmicas resultantes.

Utilizando a medição radiométrica completa de vídeo, os processos térmicos podem ser registados em tempo real e podem ser realizadas, num PC, análises essenciais para Investigação e Desenvolvimento.

A possibilidade de realizar medições em gamas de temperatura até 1,200°C permite que estas câmaras termográficas disponham de uma gama de medição ideal para todas as aplicações.

 

 

 

 

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22-03-2012

A energia solar é a solução ideal tanto para os edifícios novos como para os modernizados, uma vez que o sol fornece energia gratuita. Esta energia pode ser eficazmente utilizada por exemplo para a produção de água quente sanitária e no apoio ao aquecimento central, não só reduz os custos de operação de aquecimento e de produção de água quente, como preserva o meio ambiente.

O programa completo de produtos da Viessmann, com sistemas de aquecimento para todo o tipo de aplicação e combustível, inclui também uma vasta gama de colectores planos ou de tubos de vácuo de elevada qualidade, acumuladores de água quente sanitária bivalentes, depósitos de inércia e unidades de controlo solar. Quando combinadas as diversas fontes de calor Viessmann e a tecnologia para sistemas de aquecimento, podem ser atingidas soluções de sistemas eficientes para aquecimento de água quente sanitária, apoio ao aquecimento central e refrigeração solar para habitações unifamiliares, edifícios residenciais, comércio e indústria.

O novo colector de tubos de vácuo Vitosol 200-T une as vantagens do princípio heatpipe, i.e. elevada segurança de funcionamento em caso de estagnação e a fácil substituição dos tubos mesmo com o sistema cheio, com os benefícios do seu antecessor, nomeadamente a possibilidade de ser instalado em qualquer posição.

No Vitosol 200-T, o fluido de evaporação dos tubos de calor, evapora-se quando exposto à radiação solar. O fluido liberta este vapor para o permutador de calor do sistema solar, condensa-se e subsequentemente regressa aos tubos de calor. Se não houver transferência de calor (estagnação), por exemplo durante as férias de Verão, o fluido de evaporação não é condensado durante a exposição solar e permanece sob forma de gás sem libertar vapor para o sistema de aquecimento solar. Isto significa que o fluido de transferência de calor não é termicamente afectado, garantindo a segurança operacional do sistema.

Ao contrário dos colectores convencionais com tubos de calor, o novo Vitosol 200-T não requer uma inclinação mínima. O tubo de calor está construído de forma a que mesmo numa posição quase plana, o fluido de evaporação circula livremente e transfere o seu vapor para o permutador de calor.

Isto significa que o novo Vitosol 200-T pode ser instalado em qualquer superfície - plana, inclinada ou vertical.

As superfícies de absorção dos tubos do Vitosol 200-T são constituídas por um revestimento altamente selectivo e são extremamente eficientes na captação da energia solar. Os tubos de vácuo permanentes permitem obter um rendimento excepcional do colector e transformam pequenas quantidades de radiação solar incidente em aquecimento útil. O novo colector de tubos de vácuo da Viessmann é particularmente indicado para produção de água quente sanitária, apoio ao aquecimento solar e em processos de aquecimento.

Os tubos do Vitosol 200-T podem ser orientados de modo a obter um alinhamento solar óptimo e maximizar o seu rendimento. Além disso, a união "seca" dos tubos de calor permite uma montagem rápida, acessível e substituição dos tubos individuais, sem necessidade de escoar todo o sistema. O novo Vitosol 200-T é fornecido com 2 ou 3 m2 de superfícies de absorção.

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21-03-2012

O governo espanhol está a preparar uma reforma no sector da energia, no sentido de definir o sistema energético para os próximos dez anos, e que passa pelo aumento significativo nas receitas, diminuição dos custos e pela aplicação das medidas de eficiência para a racionalização do consumo, revelou José Manuel Soria, ministro da Indústria, Energia e Turismo espanhol. Para esse efeito, e segundo a mesma fonte, o governo espanhol está a estudar uma "Lei de Eficiência Energética".

De acordo com o governante, algumas das medidas actualmente em preparação deverão ser conhecidas antes de Abril. A intervenção de José Soria foi feita a 13 de Março, durante o encontro "Apuntes de Actualidad", organizado pelo Grupo Intereconomia, noticia o Portal de Eficiencia y Servicios Energéticos.

No panorama espanhol, o défice tarifário é o principal desafio do governo na área da energia, ultrapassando actualmente os 24 mil milhões de euros (o défice tarifário português é de cerca de 3 mil milhões). O combate ao défice vai, de acordo com o ministro, exigir um "modelo estável e que transmita credibilidade e confiança nos próximos anos". Tal não significa o desaparecimento das energias renováveis no mix energético, diz Soria, embora deva afectar o modelo que tem estado em vigor até aqui e que, de acordo com o ministro, é uma das razões pela qual o défice tarifário espanhol "disparou".

Para o político, o défice tarifário não é um problema do sector eléctrico mas da "economia no seu conjunto". O governo "não será passivo nem tolerante" na sua resolução e está disposto a tomar medidas que não serão "simples nem fáceis". Soria garantiu ainda que, nesta reforma, o governo não vai "sub-utilizar qualquer tipo de energia primária", enfatizando a necessidade de manter o parque nuclear como "um luxo do qual não se podem permitir" abdicar. O político confirmou a continuação das ajudas ao carvão, o que se deve, entre outras razões, a "conotações em algumas zonas para lá do estritamente económico".

 

(Foto: MITYC)

O governo espanhol está a preparar uma reforma no sector da energia, no sentido de definir o sistema energético para os próximos dez anos, e que passa pelo aumento significativo nas receitas, diminuição dos custos e pela aplicação das medidas de eficiência para a racionalização do consumo, revelou José Manuel Soria, ministro da Indústria, Energia e Turismo espanhol. Para esse efeito, e segundo a mesma fonte, o governo espanhol está a estudar uma "Lei de Eficiência Energética".

De acordo com o governante, algumas das medidas actualmente em preparação deverão ser conhecidas antes de Abril. A intervenção de José Soria foi feita a 13 de Março, durante o encontro "Apuntes de Actualidad", organizado pelo Grupo Intereconomia, noticia o Portal de Eficiencia y Servicios Energéticos.

No panorama espanhol, o défice tarifário é o principal desafio do governo na área da energia, ultrapassando actualmente os 24 mil milhões de euros (o défice tarifário português é de cerca de 3 mil milhões). O combate ao défice vai, de acordo com o ministro, exigir um "modelo estável e que transmita credibilidade e confiança nos próximos anos". Tal não significa o desaparecimento das energias renováveis no mix energético, diz Soria, embora deva afectar o modelo que tem estado em vigor até aqui e que, de acordo com o ministro, é uma das razões pela qual o défice tarifário espanhol "disparou".

Para o político, o défice tarifário não é um problema do sector eléctrico mas da "economia no seu conjunto". O governo "não será passivo nem tolerante" na sua resolução e está disposto a tomar medidas que não serão "simples nem fáceis". Soria garantiu ainda que, nesta reforma, o governo não vai "sub-utilizar qualquer tipo de energia primária", enfatizando a necessidade de manter o parque nuclear como "um luxo que não podemos permitir" abdicar. O político confirmou a continuação das ajudas ao carvão, o que se deve, entre outras razões, a "conotações em algumas zonas para lá do estritamente económico".

 

(Foto: MITYC)

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20-03-2012

O Parlamento Europeu (PE) é a favor da estratégia para a descarbonização da economia europeia até 2050, apresentada pela Comissão Europeia em Dezembro. Numa resolução não obrigatória aprovada em plenário a 15 de Março, o PE manifestou o seu apoio ao "Roteiro para uma Economia de Baixo Carbono em 2050", que define o enquadramento político para que a União Europeia (UE) consiga reduzir 80-95% das suas emissões de CO2 em 2050. Até lá, o Roteiro estabelece objectivos intermédios, como a redução de pelo menos 40% de emissões em 2030, 60% em 2040 e 80% em 2050, e metas intermédias específicas para cada sector como a base para apresentação de propostas legislativas e outras iniciativas nas políticas económicas ou ambientais.

No texto, pede-se uma "maior consistência entre os programas e políticas comunitárias, de forma a alcançar os objectivos do Roteiro e a garantir que as suas prioridades são completamente integradas no novo Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020".

Alcançar a meta de 20% de eficiência energética permitiria à UE reduzir a suas emissões domésticas de CO2 em 25% ou mais em 2020, e "esta redução seria um caminho rentável face à meta de longo prazo de 2050", defende o documento. "Segundo o Roteiro, uma abordagem menos ambiciosa iria resultar em custos significativamente mais elevados ao longo de todo o período", continua, "no entanto, a rentabilidade dos investimentos deve sempre se medida à luz dos orçamentos dos Estados-Membros". Para além disso, o PE acredita ainda que, "passar para um economia de baixo carbono teria um potencial significativo na criação de emprego adicional, enquanto assegurava o crescimento da economia e dava uma vantagem competitiva à indústria europeia".

Anteriormente, o Parlamento já tinha apelado para o aumento da meta de 20% da redução de emissões para 2020. Com esta resolução, o PE alerta que a actual meta de curto prazo não está num "caminho rentável" para cortes mais profundos que precisam de ser feitos no âmbito das alterações climáticas. "Quanto mais fazemos agora mais fácil será no futuro. Ou tomamos a liderança na promoção de uma economia de baixo carbono ou somos deixados para trás. Esta é uma oportunidade para promover o investimento e estimular a inovação tecnológica. Vai deixar  a Europa mais forte, não mais fraca", apontou o euro-deputado Chris Davies (ALDE, RU), depois da proposta que orientou ter sido adoptada com 398 votos a favor, 132 contra e 104 abstenções.

 

(Foto © European Union - European Parliament, Audiovisual Unit)

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20-03-2012

A Logica, empresa líder em serviços de tecnologia e gestão, irá marcar presença como patrocinador e orador na EnergyLiveExpo 2012, que decorre de 22 a 25 de Março no Centro de Congressos de Lisboa. A EnergyLiveExpo é um espaço de negócios direccionado para os sectores da eficiência energética, energias renováveis e mobilidade eléctrica.

Dia 23 de Março, pelas 14h30, José Antunes, Responsável de Smart Grids Renováveis da Logica, irá participar no painel "Utilização da Energia", enquadrado no tema "A energia e as pessoas".

A Logica é um dos principais players no sector da Energia e Utilities em Portugal. Esta área enfrenta actualmente desafios fundamentais para o seu futuro, como a energia renovável, a eficiência energética ou a introdução das redes inteligentes, que irão seguramente alterar a forma como as empresas do sector se posicionam.

A área de intervenção da Logica - ao nível da gestão e manutenção de soluções para o sector da energia (electricidade, gás) e águas - cobre todo o ciclo de actividade, das áreas técnicas de gestão de rede aos processos de gestão de clientes, facturação e cobranças, e é suportada por um leque variado de serviços e modelos de serviço, englobando consultoria de negócio, alojamento de sistemas aplicacionais, gestão das infra-estruturas, impressão, envelopagem, expedição e arquivo de documentos, e outsourcing de processos de negócio.

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19-03-2012

Implementar o conceito de "smart community" numa cidade portuguesa é um dos objectivos do protocolo de cooperação assinado, a 16 de Março, entre o Ministério da Economia e do Emprego (MEE) e a agência governamental japonesa NEDO (Organização para o Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologias Industriais). Esta parceria inclui uma ampla gama de tecnologias na área da energia e pretende desenvolver-se através da troca de informações relacionadas com energias renováveis, eficiência energética e "smart communities".

O conceito de "smart community" ilustra uma cidade que funciona de forma integrada e sustentável ao nível energético e está já a ser implementado em algumas cidades nipónicas. Segundo noticia o jornal Expresso, Lisboa foi considerada pelos japoneses como uma forte candidata para a implementação do plano. Para além da aplicação do conceito numa cidade-alvo e da troca de informações, espera-se ainda que esta parceria resulte na realização de seminários e na promoção de normas internacionais.

Na área das energias renováveis, o protocolo prevê a exploração do amplo potencial de desenvolvimento tecnológico nas tecnologias eólica e de armazenamento por bombagem, fotovoltaico, sistemas solares térmicos; no campo da eficiência energética, a atenção recairá nos "zero energy buildings" (edifícios com balanço de energia zero) e edifícios de energia positiva; e na área da "smart community" nas redes inteligentes e sistemas de gestão de utilização de energia.

Para a NEDO, este protocolo é um importante passo na cooperação mútua com o MEE, e a agência japonesa está comprometida em contribuir para a resolução de questões energéticas comuns aos dois países. Citado pelo jornal Expresso, o secretário de Estado da Inovação, Carlos Oliveira, mostrou a sua satisfação pela "dinamização das relações com o Japão na área da inovação e novas tecnologias".

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19-03-2012

A EWEN desenvolveu e fabrica uma solução para isolamento de válvulas em redes de fluidos quentes até 550ºC - "Isolamento Flexível de Válvulas". Concebido para reduzir as perdas térmicas em mais de 95%.

Montagem e desmontagem simples para um rápido acesso às válvulas. Retorno do investimento de 6 a 24 meses. Produto fabricado segundo elevados padrões de qualidade, que assegura a sua fiabilidade, eficácia e durabilidade.

Para mais informações consulte o site: www.ewen-energy.com, ou através do e-mail: info@ewen-energy.com.

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16-03-2012

A secção regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OASRS) vai organizar a 31 de Março, em Lisboa, uma formação no domínio da Integração de Energia Fotovoltaica em Edifícios. As inscrições estão abertas até 27 de Março.

A formação destina-se a arquitectos e propõe "estabelecer pontes entre o aproveitamento da energia fotovoltaica e da arquitectura, fornecendo os conceitos básicos, abordando tecnologias existentes e mostrando que o aproveitamento energético nos edifícios deve ser visto como um objectivo comum a engenheiros e arquitectos, e que estes dois mundos podem e devem complementar-se".

Para mais informações visite http://oasrs.org/formacao-lista/integracao-de-energia-fotovoltaica-em-edificios

 

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16-03-2012

"Política Energética Nacional 2020 - A energia ao serviço do país" é o nome do plano para a energia deste Governo, segundo o discurso que o ex-secretário de Estado, Henrique Gomes, foi impedido de fazer no ISEG antes da sua demissão. A meta é a redução de 25% no consumo energético de energia primária do país em 2020, sendo objectivo de 30% para a Administração Pública.

O discurso, que foi revelado ontem na íntegra pela TVI, antecipava as linhas gerais desta estratégia para a política energética do actual Governo que deverá ser aprovada e publicada em breve, apontava Henrique Gomes. A redução de 25% do consumo de energia em 2020 permitirá dar "cumprimento aos objectivos de renováveis no sector eléctrico com recurso apenas a tecnologias maduras (como a hídrica e eólica) e a recursos renováveis e endógenos com impactes positivos também noutros sectores, como o ambiente, a agricultura, a pecuária e o ordenamento do território (biomassa e ao biogás), promovendo a optimização possível do respectivo mix e, portanto, maximizando a redução de custos para o sistema". No documento pode ler-se que "as medidas de eficiência energética necessárias ao cumprimento do objectivo do Governo na redução de 25% do consumo de energia em 2020 correspondem à solução de custo mínimo, dado que apresentam relação custo benefício mais favorável do que a das soluções do lado da oferta".

Segundo o discurso, a estratégia para a energia deverá assentar em cinco eixos centrais: a) energia ao serviço da economia e das famílias, garantindo sustentabilidade de preços; b) maior eficiência energética na economia; c) cumprimento das metas europeias 20-20-20 ao menor custo para a economia; d) segurança de abastecimento e menor dependência energética; e) mercado energéticos liberalizados, competitivos e sustentáveis.

Relativamente ao cumprimento das metas europeias (reduzir em 20% a emissão de CO2, alcançar uma quota de renováveis de 20% no consumo energético e alcançar 20% de eficiência energética em 2020), pretende-se que seja cumprido "ao menor custo para a economia", de forma a permitir que em 2020, "31% do consumo de energia final e 55% da electricidade produzida tenham origem renovável e ainda que, nos transportes, 10% da energia utilizada provenha de fontes renováveis".

A revisão dos PNAEE (Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética) e PNAER (Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis) são ferramentas para a "minimização de sobrecustos futuros", estando a ser "desenvolvida pela primeira vez de uma forma integrada, com a preocupação de optimizar do ponto de vista económico os recursos disponíveis. Isto porque "o problema actualmente não se encontra na vertente da sustentabilidade ambiental (cujas metas cumpriremos com facilidade), mas está nas vertentes da sustentabilidade económica e social".

De acordo com o documento, para a concretização do PNAEE será necessário "implementar um sistema de actuação em três eixos (Acção, Monitorização e Governação), devendo, para o efeito, ser criada uma Divisão com dedicação exclusiva ao Plano e com responsabilidades adicionais de desenvolvimento do mercado para os serviços energéticos (ESE's), auditorias energéticas e reforço do papel do Estado na eficiência energética".

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15-03-2012

Chegam a Portugal os novos equipamentos de Ar Condicionado Samsung - a Série P+. De design elegante e minimalista, de fácil enquadramento em qualquer decoração de interior, estes equipamentos de ar condicionado tipo Mural são uma solução mais eficiente a nível energético, de forma a melhor responder às necessidades dos consumidores actuais.

A Série P+ da Samsung foi concebida a pensar na eficiência energética e na comodidade do consumidor. Por isto os equipamentos da nova gama de Ar Condicionado têm incorporado um display digital que marca a temperatura interior da divisão, permitindo um fácil controlo da mesma. Para além disso, estes Murais vêm equipados com um filtro de alta densidade Full HD 90, que melhora a qualidade do ar interior assegurando que a divisão se mantém sempre fresca e limpa. Este filtro permite, assim, uma filtragem melhorada, retendo até as partículas de pó microscópicas mais pequenas. Paralelamente,  dispõe de um revestimento para prevenção de alergias, eliminando não só bactérias, como também alergénios.

E como em 2012 a palavra de ordem para a Samsung é 'Tecnologia Smart', também as novidades na gama da Ar Condicionado surgem mais 'inteligentes'. A Série P+ vem, assim, dotada da tecnologia Smart Inverter, elemento essencial na eficiência energética dos equipamentos de Ar Condicionado que permite poupar energia quando o equipamento está ligado e desligado. Quando o Mural se encontra em modo On, esta tecnologia de controlo optimizado mantém temperaturas ideais, sem ligar e desligar o compressor constantemente e reduzindo, assim, os níveis de desperdício de energia. Por sua vez, quando o equipamento se encontra em comando Off (Stand-by), a placa electrónica melhorada utiliza uma potência energética reduzida, permitindo uma poupança de energia de 90% face aos equipamentos convencionais.

Esta eficiência energética foi o factor a ter em consideração aquando da produção da nova Série P+ que apresenta níveis de eficiência energética na ordem dos 4.3/4.1 (para a unidade de 9k Btus).

De destacar, ainda, a inclusão do modo Good'sleep nestes novos equipamentos, o que completa o conforto do consumidor. Esta funcionalidade permite obter temperaturas ideais para que o utilizador possa adormecer rapidamente, mantendo um ambiente de sono confortável, para um despertar refrescante. O modo Good'sleep permite, ainda, uma redução de 36% do consumo energético (quando comparado em modo de arrefecimento).

Os novos equipamentos de Ar Condicionado tipo Mural da Série P+ podem ser encontrados no mercado português a partir de meados do mês de Março.

 

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15-03-2012

O director-geral de Energia, José Escada da Costa, anunciou ontem a realização para breve de 36 auditorias a centrais de cogeração, o que ajudará a apurar a existência ou não das ditas "falsas" cogerações. Para o presidente da Cogen Portugal, Álvaro Brandão, estas "têm suportado campanhas contra o sector", e, se elas realmente existem, "então as auditorias já as deviam ter identificado".

De acordo com Escada da Costa, as auditorias vão abranger as instalações que transitam para o novo regime regulatório, definido pelo Decreto-lei nº23/2010, que estabelece a disciplina da actividade da cogeração e transpõe a Directiva Europeia 2004/8/CE, assumindo assim um critério de "antiguidade". Os auditores serão seleccionados por concurso. O responsável da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) falava no âmbito da 14ª Conferência Anual da Cogen Portugal, que teve lugar no Porto.

Sobre o sector, o director-geral de Energia adiantou ainda o estabelecimento do regime remuneratório, em revisão. "A cogeração deve ser sempre usada quando o processo necessita de energia térmica e electricidade, desde que economicamente optimizado", sublinhou. "Os tempos são de oportunidade para a cogeração e para as Empresas de Serviços Energéticos (ESE)", disse.

A 14ªConferência da Cogen Portugal foi dedicada ao tema "O Momento da Eficiência" e, devido ao actual momento político na área da Energia, em particular a demissão de Henrique Gomes da secretaria de Estado, acabou por ser marcada pela discussão sobre a sustentabilidade do mercado eléctrico nacional. Para além disso, o encontro contou com a presença da directora da Cogen Europe, Fiona Riddoch, cuja apresentação teve como base a actual e futura legislação europeia para a cogeração.

 

(Foto: UNH Photographic Services)

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14-03-2012

José Escada da Costa, director-geral de Energia (DGGE), acaba de anunciar, na conferência anual da Cogen que se realiza neste momento no Porto, a publicação das linhas gerais da revisão do PNAEE e PNAER para os próximos dias. Finalmente a estratégia energética deste Governo vai ser tornada pública brevemente com a definição das áreas prioritárias, bem como as possiveis alterações no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e no PNAER - Plano nacional de Acção para as Energias Renováveis.

Este notícia surge durante a conferência anual da Cogen que decorre esta terça-feira no Porto e que tem como tema, "o momento da eficiência". Uma altura especialmente crítica para o sector com o afastamento do Secretário de Estado da Energia e onde se espera com alguma ansiedade uma tomada de posição do Governo sobre a questão do défice energético, das renováveis e a estratégia para a eficiência energética nos edifícios.

 


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13-03-2012

Já reparou que a revista Climatização está diferente: tem uma nova imagem, novos conteúdos, formatos e canais multimédia. A Climatização está ainda mais actual e cada vez mais perto de si e da sua empresa. O nosso sítio online tem novas notícias todos os dias que pode acompanhar através da nossa página no Facebook, Twitter ou ainda subscrevendo a nossa nova newsletter! Aproveite a edição de Março/Abril para ver de perto todas as novidades!

Eco.AP - A oportunidade que faltava?

O Eco.AP vai avançar ainda com alguns problemas para resolver, este programa significa mais do que a redução da factura energética nos edifícios do Estado: pode ser a alavanca da actividade das Empresas de Serviços Energéticos no nosso país e uma ajuda preciosa ao mercado da climatização.

"Já temos uma cultura virada para o solar"

Com a subida dos preços da energia, o solar térmico continua a ser um bom investimento mesmo com a subida do IVA. Numa conversa com Victor Júlio da APISOLAR e Rafael Ribas, nosso consultor, fazemos um balanço desta área de negócio e apontamos expectativas.

"Energy Performance Contracting" num hotel de cinco estrelas

O Corinthia Hotel Lisbon quer ser mais eficiente e diminuir a sua dependência energética. A Galp Soluções de Energia e o ISQ Energia responderam com a implementação de um contrato de desempenho energético e convidaram a nossa revista a seguir o processo.

Empresas & Tecnologia

Estamos mais perto das empresas! No novo dossier "Empresas & Tecnologia" apresentamos o que de mais inovador se está a fazer no mundo ao nível da tecnologia, equipamentos ou projectos. Neste espaço, pode encontrar obras de referência pela sua dimensão ou soluções inovadoras, conhecer empresas que se destaquem e conhecer os equipamentos, tecnologias, produtos e soluções mais recentes. Contamos com as suas sugestões!

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12-03-2012

No último trimestre de 2011, o mercado de solar térmico português assistiu a um pico repentino de vendas, permitindo que a nova área instalada anual superasse os 125.000 m2. De acordo com as estimativas da APISOLAR, o ano foi fechado com 127.198 m2 de nova área instalada, dos quais 56.439 m2 foram instalados só no último trimestre. Segundo o vice-presidente da APISOLAR e responsável pela área da energia solar térmica, Victor Júlio, "a razão desta eventual reacção é a subida do IVA, ou melhor, a perda do IVA reduzido, que passou de 13% para 23%. Tenho a certeza de que os milhares de famílias que compraram solar térmico em Dezembro, se não fosse pelo aumento de 10% na taxa do IVA, não o teriam feito", explica.

Estes números superam até as melhores expectativas da APISOLAR para 2011, que, no início do ano, apontavam para 120.000 m2, número que foi, entretanto, revisto em baixa para os 90.000 m2. "Na APISOLAR, fazemos inquéritos sobre a evolução do mercado trimestralmente e a meio do ano apontávamos para os 120.000 m2 para o final do ano, porém no terceiro trimestre a expectativa era já muito baixa e obtivemos uma estimativa mais próxima dos 90.000 m2", refere o responsável. No entanto, face a um "dado novo, inclusive num período de contenção", relata Victor Júlio,"as famílias reagiram e anteciparam a subida do IVA e o aumento da energia para investirem no solar térmico".

Os números da APISOLAR mostram que no primeiro trimestre de 2011 foram instalados 25.143 m2, no segundo 38.646 m2, no terceiro 6.970 m2 e, finalmente, no quarto trimestre 56.439 m2. Ao todo, a nova área instalada foi de 127.198 m2 (89.039 kWth/ano) e, em termos de área acumulada, atingiram-se os 875.874 m2 (613.112 kWth).

 

(Foto: BSW-Solar/Citrin Solar)

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12-03-2012

A Sotecnisol, empresa portuguesa que opera nos sectores da construção, ambiente e energia, anuncia a nomeação de Luís Carvalho como novo director-geral da Sotecnisol Revestimentos.

Luís Carvalho, formado em Arquitectura com mestrado em Reabilitação da Arquitectura e Núcleos Urbanos pela FAUTL, assume as funções de director-geral da Sotecnisol Revestimentos, ficando responsável pela dinamização da área de revestimentos, tendo como principais objectivos acelerar o seu crescimento e aumentar o volume de negócios.

Com 17 anos de experiência no sector, o novo director-geral iniciou o seu percurso na Sotecnisol em 2002 como director da delegação do Porto na área de Coberturas & Fachadas. Em 2008, foi convidado a exercer funções de director-geral dessa área de negócio. Fruto do reconhecimento do seu empenho e dedicação, é nomeado em Janeiro de 2012 director-geral da Sotecnisol Revestimentos, função que exerce actualmente na empresa.

A Área de Revestimentos, que representa cerca de 7% da facturação total da empresa, foi criada em 2005 para se dedicar à execução de fachadas ventiladas em painéis de resinas fenólicas. Posteriormente, diversificou a sua actividade, passando a incluir a execução de fachadas em compósito de alumínio, naturocimento, cerâmicos e vidro agrafado, entre outros tipos de intervenções. Actualmente, esta unidade da Sotecnisol dedica-se também às coberturas deck com diversos tipos de chapa perfilada de suporte, isolamentos térmicos e sistemas de impermeabilização de elevado desempenho.

Das últimas obras realizadas nesta área, a empresa destaca a empreitada de revestimento de fachadas do Polidesportivo Navalcarbon las Rozas, em Madrid, pela capacidade de mobilização e concretização de obras fora do território nacional, e a empreitada de subestrutura de apoio e revestimento de fachadas do Pavilhão Multiusos B2 em Moscavide, pelo exemplo de competência técnica na realização de revestimentos metálicos de elevado valor estético.

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12-03-2012

A BaxiRoca, empresa líder em soluções de aquecimento, apresenta a Bomba de Calor para aquecimento de AQS (água quente sanitária).

O sistema incorpora um acumulador de 270 l, ficando localizada a bomba de calor de 1,5 kW na parte superior do equipamento. Inclui ainda uma resistência eléctrica para ser utilizada em picos de consumo. Existem dois modelos, a BC AQS 300 IN e a BC ACS 300 1E. Esta última incorpora uma serpentina para transferência de calor, que pode ser usada tanto por um sistema solar, como por uma caldeira, para apoiar a bomba de calor na produção de AQS.

- Coeficiente de rendimento COP até 3,7 no modo calor: por cada 1 kWh de electricidade consumida, obtêm-se até 3,7 kWh térmicos.

- Redução de até 70% na fatura da eletricidade, comparado com um cilindro elétricos.

- A água sanitária pode aquecer-se até aos 65ºC.

- Máxima proteção anti corrosão. Dispõe de ânodo eletrónico permanente que protege o acumulador perante águas mais agressivas e que possam provocar corrosão, o que permite alargar o tempo de vida do acumulador.

 

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09-03-2012

Um ano após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, "muito pouco mudou" em relação ao papel do nuclear nas políticas energéticas nacionais. Esta é a conclusão do relatório "World Energy Perspective: Nuclear Energy One Year After Fukushima", publicado hoje pelo World Energy Council (WEC).

O estudo analisa o impacto do acidente nuclear nas políticas e estratégias nacionais para a energia nuclear em todo o mundo e conclui que:

- muito pouco mudou no que diz respeito à utilização futura do nuclear no mix energético, em particular nos países que não pertencem à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico);

- muito pouco mudou no que se refere a uma melhoria da governância global do sector nuclear, evidenciando uma necessidade de agir;

-há uma necessidade crítica de informar o público sobre as questões relacionadas com as tecnologias nuclear, segurança, custos, benefícios e riscos.

"Este relatório demonstra que o acidente de Fukushima não levou, por enquanto, a uma retracção significativa dos programas de energia nucleares nos países fora da Europa, à excepção do próprio Japão", lê-se. "Na Europa, só a Alemanha, Suíça e Itália fizeram alterações nas suas políticas nucleares. Muitos programas nacionais nucleares, em particular em países fora da OCDE, foram adiados, mas não há indicação de que o seu interesse na energia nuclear tenha diminuído em resposta a Fukushima", aponta-se.

Segundo o relatório, cerca de 50 países estão, actualmente, a operar, construir ou a considerar a energia nuclear como parte do seu mix energético, sendo que cerca de metade destes países são novos na utilização do nuclear. Mais de 60 centrais nucleares estão a ser construídas, maioritariamente na China, Rússia, Índia e Coreia do Sul.

O aumento da utilização do nuclear é particularmente impulsionado por países que não fazem parte da OCDE, já que muitos deles estão a assistir a uma procura energética crescente. 39 das 63 centrais nuclear que estão actualmente a ser construídas em todo o mundo situam-se nesses países (26 na China, 10 na Rússia e 7 na Índia).

Nos casos em que os governos nacionais alteraram os seus planos para o nuclear, como a Alemanha, o relatório destaca o papel que a opinião pública desempenhou na mudança das decisões governamentais.

O relatório da WEC pode ser consultado na íntegra aqui.

 

(Foto: Tepco)

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08-03-2012

A ADENE vai organizar, durante este mês, um Curso de Gestão de Energia em Edifícios de Serviços (CGEES). A iniciativa vai decorrer em Faro, nos dias 9, 10, 16 e 17 de Março, e em Coimbra, de 26 a 30 de Março, com o objectivo de transmitir e aprofundar conhecimentos específicos na área da gestão da energia nos edifícios de serviços, no âmbito da aplicação do RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização dos Edifícios).

O curso destina-se a gestores de energia de edifícios de serviços, responsáveis pela construção e manutenção de edifícios, projectistas e técnicos que pretendam adquirir conhecimentos na área do RSECE. Entre os temas do programa estão AVAC, sistemas de iluminação, manutenção de edifícios, energias renováveis, simulação dinâmica, auditorias à QAI (qualidade do ar interior), auditorias energéticas, sistemas de gestão de energia, medição e verificação, eficiência nas redes de transportes de fluidos.

Para a realização do CGEES, a ADENE conta com a colaboração do Centro Tecnológico da Cerâmica e Vidro (CTCV).

Os interessados deverão consultar o portal de formação da ADENE ou enviar um email para formar@adene.pt.

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08-03-2012

No âmbito do projecto Portugal - Innovating Energy Solutions está aberto o período de candidaturas à Missão Empresarial a Moçambique, podendo as empresas fazer já a sua inscrição.

Todas as empresas da área das novas energias e eficiência energética poderão inscrever-se em www.portugalenergysolutions.com. O projecto de internacionalização da ADENE - agência para a Energia visa promover as novas tecnologias e soluções de energias geradoras de oportunidades de exportação tecnológica de Pequenas e Médias Empresas com potencial neste mercado.

 

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07-03-2012

O mercado alemão de solar térmico retomou o crescimento em 2011, registando1,27 milhões de m2 de nova área instalada. Os números são da associação da indústria solar alemã, a BSW-Solar, e representam um crescimento de 10%, relativamente ao ano de 2010.

De acordo com o sítio de notícias online www.solarthermalworld.org, apesar deste crescimento, o ano que passou não foi fácil para as empresas alemãs e os números só se revelaram positivos no final do ano, com as estatísticas de vendas no mês de Julho a estarem ainda 2% abaixo das registadas no mesmo período do ano passado. Entre as razões para esta reviravolta, aponta a mesma fonte, está a redução dos incentivos federais que entrou em vigor no início do ano - de 120 para 90 euros/m2 -, que levou a uma pico de procura por sistemas solares térmicos no mês de Dezembro.

A Alemanha é, segundo a ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) o maior mercado europeu. Tanto em 2009, como em 2010, registaram-se quedas consecutivas de 26%, com a nova área instalada a descer de 2,10 milhões de m2 em 2008 para 1,55 milhões em 2009 e para 1,15 milhões de m2 em 2010. Em termos de área acumulada, em 2011, a Alemanha alcançou os 15,3 milhões de m2.

 

 

(Foto: Conergy AG/Estif)

 


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06-03-2012

A ZANTIA, marca líder em soluções de climatização, foi a marca seleccionada para a instalação de uma caldeira Industrial de Biomassa no AGRACLUB da MAIA. Este centro conta com uma caldeira Osaka Industrial de 180kW para aquecimento de águas sanitárias, aquecimento de Piscinas interior e apoio à climatização do edifício.

As caldeiras automáticas da série Osaka foram desenhadas para a produção de água quente mediante a utilização de pellets de madeira de pinho como combustível, contudo podem ainda utilizar outros combustíveis sólidos como casca de amêndoa, caroço de azeitona e bagaço de azeitona, estilha de madeira.

Esta caldeira tem um corpo em aço com três passagens de fumo, tem um funcionamento automático com quadro eléctrico integrado, limpeza automática da câmara tubular, rendimentos médios de 89%, sistema de extracção automático de cinzas para um depósito exterior e baixas emissões de CO2 com mínimo impacto ambiental.

A escolha de uma caldeira que utiliza um combustível com origem no aproveitamento de restos florestais, originou uma poupança com os custos de energia de aproximadamente 50%.

"A instalação desta solução exigiu um estudo pormenorizado do sistema já existente e verificação da compatibilização dos dois sistemas, o que nos permitiram maximizar a eficiência energética do edifício e concluir este projecto com elevado êxito", refere o Eng. Faria da empresa KW - Alternativa em Energia, Lda responsável pela execução do projecto.

Agraclub disponibiliza serviços de cabeleireiro, estética, massagens, condição física, mais propriamente avaliação física e Personal Training Sedeada na Zona Industrial de Mundão, Viseu, a ZANTIA está no mercado para proporcionar as melhores soluções na área da Climatização.

Fundada em Julho de 1999 sob a designação Jorge Manuel Fonseca Aguiar esta designação foi sofrendo alterações até a actual, esta empresa faz parte do Grupo ZANTIA SGPS.

Constituída por uma equipa técnica dinâmica e em evolução contínua, acompanhando as mais avançadas tecnologias, a ZANTIA garante o rigor nas soluções que aliam a inovação à simplicidade não dissociando o design com uma preocupação ambiental sempre presente.

A empresa KW Alternativas em energia Lda., presta serviços na área da eficiência energética, energias renováveis e climatização áreas onde dispõem de projectos de referência. Dispõe de uma equipa técnica pluridisciplinar capaz de encontrar a melhor solução, salvaguardando o interesse técnico económico seus clientes. Dispõe ainda de uma equipa de instaladores altamente qualificados que garantem a correcta execução de todos os trabalhos.

Nota existem mais Caldeiras Industriais Osaka em funcionamento, exemplo disso mesmo é a Escola Primária e Jardim de Infância da Zebreira situado em Idanha-a-Nova, cuja instalação ficou a cargo da empresa Indualbi.

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06-03-2012

A estabilização da energia eléctrica no país é uma prioridade do novo ministro da Energia e Águas angolano, João Baptista Borges.  Um objectivo que o executivo de Luanda prevê ser concretizado até 2016 com o investimento na criação de várias centrais eléctricas, barragens e uma aposta em melhores tecnologias e energias renováveis. Até 2025, o ministro aponta para 15% da matriz energética ser preenchida pela hidroelectricidade. Segundo este dirigente em entrevista à revista Rumo, "actualmente o peso da electricidade é muito baixo na matriz energética nacional: cerca de 3%, sendo que grande parte da energia consumida no país provém da utilização da biomassa florestal e tem um peso que ronda os 80%. Depois temos o petróleo, por último, a electricidade".

Num país onde a capital representa 70% do consumo nacional e apenas 35% da população dispõe de luz eléctrica, está quase tudo por fazer onde a distribuição é um problema estruturante que tem que ser resolvido. O projecto Aldeia Solar visa essencialmente dar resposta a esta dificuldade que é a de levar a electricidade a zonas do país com pouco consumo. A energia solar será promovida localmente de forma a tornar localmente auto-suficientes as escolas, edifícios administrativos e outros... 18 aldeias já estão equipadas com este programa.

Os Estados Unidos da América (EUA) são um parceiro decisivo nesta revolução energética que está a começar em Angola. O petróleo angolano dá resposta a 10% das necessidades energéticas dos EUA e neste momento existem um conjunto de acordos e financiamentos entre estes dois países com o objectivo de os EUA intervirem no domínio das eólicas. Para João baptista Borges, "a promoção da utilização das energias limpas tem muito a ver com a sustentabilidade ambiental. É necessário que, até por uma questão de sobrevivência e de garantia de bem-estar das futuras gerações, se encontrem soluções energéticas mais sustentáveis  e essa procura por energias limpas é uma questão que tem a ver com a sobrevivência da nossa região".

 

(Foto: Portal do Governo Angolano)

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05-03-2012

O potencial biomássico para fins energéticos da região do Alto Alentejo é "vasto", revela um estudo feito pela Agência de Energia do Alto Alentejo - AREANATejo. O mapeamento biomássico da região foi realizado com o objectivo de demonstrar a oportunidade de valorização energética da biomassa através de uma central biotermoeléctrica na região ou para alavancar novos negócios em torno da valorização da biomassa como combustível para soluções de aquecimento e climatização. Esta iniciativa faz parte do projecto ALTERCEXA - Medidas de Adaptação e Mitigação das Alterações Climáticas, aprovado pelo POCTEP (Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Portugal - Espanha 2007-2013).

O Mapeamento refere-se aos nove concelhos do Alto Alentejo - Alter do Chão, Arronches, Avis, Castelo de Vide, Crato, Marvão, Monforte, Portalegre e Sousel. "As estimativas obtidas apontam para um potencial de produção de resíduos agrícolas e florestais de 4.000 tonelada/ano e de 40.000 tonelada/ano, respectivamente, com o total anual a corresponder a cerca de 44.000 tonelada/ano de resíduos passíveis de serem explorados e utilizados para fins energéticos. A título de exemplo realçamos o potencial de produção de energia eléctrica, constituindo a biomassa um importante recurso estimado em cerca de 44.000 MWh/ano, valor equivalente ao consumo de energia eléctrica dos Municípios de Alter do Chão, Crato e Sousel em 2010", refere a AREANATejo.

Avis é o concelho com maior potencial de produção de resíduos, podendo produzir 9.700 toneladas de biomassa por ano, seguido por Portalegre (7.300t/ano) e Crato (7.100t/ano), o que, ao ser utilizado numa central biotermoeléctrica, representa um potencial energético de 9.600, 7.500 e 7.200 MWH/ano, respectivamente.

Estes resultados podem ser consultados na "Plataforma ALTERCEXA" (http://altercexa.irradiare.com) e brevemente estarão também disponíveis na Matriz Energética Dinâmica do Norte Alentejo (http://www.areanatejo.pt/index.asp) e no GEOPortal do Alto Alentejo (http://www.cimaa.pt/).

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02-03-2012

A Sotecnisol acaba de lançar a Reabilitação sustentável. Trata-se de um novo serviço apoiado pelo QREN que tem como objectivo intervir na reabilitação promovendo um melhor desempenho energético nos edifícios existentes. Na prática, a Sotecnisol propõe-se actuar e tornar realidade as medidas de melhoria energética nos edifícios e nossas habitações.

Segundo os responsáveis da empresa, a Reabilitação Sustentável vem trazer ao mercado uma oferta inovadora em duas áreas de negocio: reabilitação de edifícios e sistemas de renovação sustentáveis. Com um vasto leque de obras de reabilitação, a Sotecnisol associa agora a componente energética como uma mais valia no sentido da poupança e maior conforto para os ocupantes do edifícios. Para José Luís Castro, administrador da Sotecnisol, "reabilitar não é resolver problemas temporariamente" e acrescenta: "num ano assumidamente marcado pela cris, esta solução pretende ajudar os portugueses a melhorar a sua qualidade de vida e a aumentar as poupanças. Esta solução vai servir todas as pessoas que não terão condições de comprar uma casa nova ou construir de raiz, mas pretendem melhorar as condições de habitação em que vivem actualmente".

A Sotecnisol é uma empresa fundada em 1970, com 160 pessoas, delegações no Porto, Algarve, Coimbra, Madeira e conta com presenças em Espanha e Angola. Hoje a empresa está organizada por centros de competência e especialização (materiais, coberturas&fachadas, energia, ambiente, novas técnicas na construção, engenharia e revestimentos).

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02-03-2012

Até 31 de Maio, estão abertas as candidaturas aos Green Project Awards (GPA). Em 2012, os GPA Portugal vão centrar-se no público jovem, consumo sustentável, gestão da sustentabilidade e agricultura, mar e turismo.

Esta é a quinta edição da iniciativa, que tem como objectivo o reconhecimento de boas práticas em projectos que promovam o desenvolvimento sustentável.

Os prémios pretendem distinguir projectos em sete categorias, três das quais novas: Gestão - Eficiência e Recursos; Agricultura, Mar e Turismo; Information Technology; Produto e Serviço; Investigação & Desenvolvimento; e Campanhas de Mobilização.

Terminado o período de apresentação de candidaturas, estas serão sujeiras ao escrutínio de um júri e os resultados serão auditados pela KPMG, à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores.

Os GPA Portugal são promovidos pela Agência Portuguesa do Ambiente, Quercus e GCI, contando, este ano pela primeira vez, com o alto patrocínio da Presidência da República.

Para mais informações visite www.greenprojectawards.pt .

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02-03-2012

A Decflex vai organizar, nos próximos dia 21 de Março no Porto e 22 de Março em Lisboa, um seminário com o tema "Eficiência Energética e Unidades de Recuperação de Energia". O encontro vai ter lugar na Exponor e no Hotel Sana Malhoa, respectivamente.

Entre os oradores presentes vão estar Pedro Marques (ADENE), Manuel Gameiro da Silva (Universidade de Coimbra), Celestino Ruivo (Universidade do Algarve), Albert Heras (SODECA),  Miguel Ferreira (Decflex), Pedro Pessoa (Decflex), entre outros.

A participação no seminário é gratuita mas a inscrição e respectiva aceitação são obrigatórias. Dada a dimensão da sala o número de inscrições é limitado pelo que as confirmações de aceitação serão feitas por ordem de chegada.

A intenção de inscrição online  pode ser feita aqui ou através do email para:seminarios@decflex.com.

Consulte o programa.

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01-03-2012

O Comité para a Indústria, Pesquisa e Energia do Parlamento Europeu deu esta semana luz verde à proposta para a nova Directiva para a Eficiência Energética, apresentada pela Comissão Europeia a 22 de Junho. O texto conseguiu 31 votos a favor, 22 contra, o que vai acelerar negociações em Conselho Europeu.

Apesar deste resultado, a proposta da Directiva, que será votada em plenário a 28 de Março, não reunia consenso entre os membros do Parlamento e, desde a sua publicação pela Comissão, o texto sofreu já várias alterações. Entre os principais temas em discussão está a proposta de tornar obrigatória a meta de 20% de eficiência energética em 2020, sendo que, em troca, os Estados-Membros terão a flexibilidade para adoptar uma série de medidas obrigatórias para alcançar a meta global. Polémica é também a introdução de uma taxa de renovação anual obrigatória dos edifícios públicos, inicialmente de 3% e que é agora de 2,5%. Para além disso, os Estados-Membros deverão definir um roteiro com o objectivo de reduzir 80% do consumo energético dos edifícios em 2050, implementar requisitos para que as empresas de energia alcancem 1,5% de poupanças energéticas anuais, instrumentos financeiros obrigatórios e uma melhor informação para o consumidor.

"Esta votação é um sinal forte de que o Parlamento, com a maioria a incluir maior parte dos partidos políticos, leva os custos energéticos e a pobreza energética de forma muito séria. A eficiência energética oferece possibilidades para a criação de empregos, em particular no sector da construção. Agora os governos têm uma escolha a fazer: proteger os cidadãos contra a pobreza energética e criar muitas oportunidades de emprego ou permitir que as grandes empresas energéticas tenham lucros cada vez maiores", declarou o euro-deputado Claude Turmer de Os Verdes.

 

(Foto: Parlamento Europeu)

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27-02-2012

A Eurovent Certification Company e o instituto norte-americano Cooling Technology (CTI) uniram-se para desenvolver o primeiro programa de certificação para o desempenho térmico das torres de arrefecimento.

O âmbito do programa inclui linhas de modelo estandardizadas para torres de arrefecimento de circuito aberto que são geralmente montadas em fábrica. Estas linhas são compostas por modelos individuais aos quais é exigida a publicação da classificação de capacidades térmicas aos níveis de potência consumida pelo ventilador correspondentes.

A certificação do desempenho térmico através deste programa oferece ao comprador da torre de arrefecimento a garantia de que a capacidade publicada para o produto foi confirmada por testes de desempenho de acordo com os requisitos do programa (CTI STD-201). Para além disso, será ainda possível garantir aos gestores dos consumos energéticos relacionados com torres de arrefecimento que a sua capacidade é válida. Normas mínimas de eficiência energética, tais com a ASHRAE 90.1, que exige a validação da eficiência energética da torre de arrefecimento através do processo de certificação CTI, são usadas por autoridades governamentais e programas de certificação para a construção sustentável, tais como o LEED™.

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24-02-2012

A OLICLIMA apresenta as suas novas soluções para a produção de AQS com o recurso a colectores solares térmicos. Os novos kits OLICLIMA PLUS (AQS) e PRO estão agora disponíveis com estrutura de suporte dos colectores solares térmicos em alumínio anodizado e acumulador em aço inox 316L.

As novas estruturas de suporte em alumínio anodizado para colectores solares térmicos OLI, com uma instalação simples e prática, são a resposta ideal para as instalações em ambientes agressivos (em zonas costeiras). Fabricadas em perfil de alumínio extrudido com elevada robustez, conferem uma maior segurança na instalação dos colectores solares térmicos. Esta estrutura permite, no caso de montagem em coberturas planas, o ajuste da inclinação entre 30 a 60º, com ajuste de 5 em 5º, cobrindo deste modo as inclinação ideais consoante a utilização a dar às águas aquecidas pelo sistema solar térmico (AQS, aquecimento).

Disponível para os colectores solares térmicos OLI de 2,0 m2 e 2,5 m2 e aplicação em coberturas planas (terraços) ou inclinadas (telha).

Os novos acumuladores de aço inox 316L de serpentina simples e dupla, são produzidos utilizando tecnologias que garantem a máxima qualidade e durabilidade como é o caso da soldadura pelo método "Tig" e "Plasma". Disponível nas capacidades desde 120 a 1000 litros.

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24-02-2012

A APISOLAR - Associação Portuguesa da Indústria Solar vai ser a responsável em Portugal pela coordenação dos Dias Europeus do Sol, que se assinalam entre 1 e 6 de Maio. Esta é a quinta vez que a APISOLAR colabora neste projecto, que visa sensibilizar e promover a utilização da energia solar junto em cada Estado-Membro da União Europeia. A iniciativa é comparticipada pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Energia Inteligente Europa (EIE) e conta, ao nível europeu, com a organização da European Solar Thermal Industry Federation (ESTIF) e European Photovoltaic Industry Association (EPIA).

Durante os Dias Europeus do Sol, a APISOLAR quer envolver o maior número de entidades em mais de 130 eventos a realizar por todo o país. Qualquer organização poderá promover um evento solar, tendo de inscrevê-lo junto da APISOLAR, que fará a promoção do evento e da instituição no website www.diaseuropeusdosol.apisolar.pt e a disponibilizará de kits de comunicação para a realização do mesmo.

Em 2011, a quarta edição dos Dias Europeus do Sol decorreu entre 1 e 15 de Maio e contou com a participação de cerca de 500 mil pessoas presentes em iniciativas por toda a Europa. Ao todo, de acordo com os organizadores europeus, realizaram-se mais de oito mil eventos, em 18 países, com o objectivo de demonstrar que a energia solar é uma fonte energética alternativa viável.

 

 

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22-02-2012

Em Portugal, 28% da população não tem capacidade financeira para manter a sua casa devidamente aquecida, mostra um estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). O principal grupo de risco são os idosos (com idades superiores a 65 anos), com 44% desta faixa da população a ser afectada pelo problema.

O estudo analisa as desigualdades sociais e económicas nos factores de risco para a saúde em 15 países da União Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda,  Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido  e Suécia) e 12 da Europa de Leste (Bulgária, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Rep.Checa, Roménia).

O estudo da OMS conclui que a incapacidade para manter a casa quente é um problema significante em grande parte dos países europeus e que existe também um grande nível de desigualdade. Na Europa, entre 50 a 125 milhões de pessoas vivem em pobreza energética e estima-se que este número aumente devido aos crescentes preços da energia. De entre os UE15, Portugal é o país em que a incapacidade de manter a casa quente é mais prevalente e Luxemburgo o menor (0,3%). Entre os países da Europa de Leste (NMS12), a Bulgária é o país com piores resultados (64,2%) enquanto a Estónia é o melhor (1,7%).

Os grupos demográficos mais expostos a este problema variam nos vários países europeus. Um ponto comum é que as famílias com crianças são menos afectadas pelo problema do que as famílias com pelo menos um idoso ou as famílias monoparentais. A análise mostra ainda que, por contraste, as casas de famílias monoparentais dos EU15 têm maior dificuldade em manter a casa quente do que as dos NMS12, onde a prevalência é maior para famílias com um idoso. Portugal é o único país dos EU15 que é excepção neste aspecto, com a prevalência da incapacidade de manter a casa quente a revelar-se muito mais elevada nas casas com um idoso (44%) do que em casas de famílias mono-parentais (31%).

A OMS reforça que é importante reconhecer que a incapacidade de manter a casa quente tem impactos sérios na saúde e que pode causar mortes prematuras.

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22-02-2012

"Conforto ou Poupança: porquê escolher?" é o nome da nova campanha publicitária da Vulcano, marca líder em soluções de água quente e solar térmico. O objetivo é alertar para a tecnologia termoestática da gama de esquentadores Sensor, que permite total controlo da temperatura, garantindo uma maior poupança energética e contribuindo para um maior conforto e bem estar.

A campanha multi-meios marcará presença em rádio, imprensa generalista, em meios on-line e painéis digitais até final do mês de Março. Simples de utilizar, os novos esquentadores termoestáticos da Gama Sensor permitem seleccionar grau a grau a temperatura desejada da água, com apenas duas teclas, no aparelho ou no controlo remoto opcional.

Esta inovação electrónica garante uma total estabilidade da temperatura assegurando uma redução significativa nos consumos de água e de gás. Ao emitirem menos CO2, estes aparelhos perfeitamente compatíveis com instalações solares e com capacidades até 27 l/min, são também mais ecológicos.

Nunca a tecnologia da Vulcano foi tão longe em termos de respeito pelo ambiente, de economia, de conforto e de segurança para as famílias. Invista em soluções para o futuro. Consulte o seu especialista de sempre.

O conceito criativo é assinado pela agência de publicidade Tux&Gill e o planeamento de meios ficou a cargo da OMD.

Soluções completas, tecnologias inovadoras, serviço de apoio especializado e preservação do meio ambiente são os principais argumentos que permitem à Vulcano responder com eficácia às exigências de cada projeto e das novas tendências da construção sustentável. Porque para a Vulcano, o futuro é mais eficiente.

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20-02-2012

A Direcção Geral para a Energia (DG-Ener) da Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre "Apoios Financeiros à Eficiência Energética nos Edifícios".

A decorrer até 18 de Maio, o objectivo desta consulta é obter a visão dos stakeholders sobre como se pode melhorar o apoio financeiro às medidas de eficiência energética que visam um melhor desempenho dos edifícios, não só numa perspectiva europeia, mas também nacional, regional e local.

O apelo é dirigido a autoridades públicas, autoridades dos Estados-Membros, organizações privadas, associações industriais, pequenas e médias empresas, cidadãos, organizações de consumo, organizações não governamentais, ou outras entidades relevantes de dentro ou fora da União Europeia. O documento de consulta pode ser consultado aqui. Para mais informações, consulte o sítio na Internet da DG-Ener.

 

(Foto: European Commission)

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20-02-2012

O desenvolvimento pela Siemens da turbina a gás que detém o recorde mundial de eficiência energética - com 60,75% em produção de ciclo combinado - acaba de ser galardoado com o Prémio de Inovação da Indústria Alemã, na categoria de grandes empresas. A turbina a gás SGT5-8000H foi desenvolvida pela multinacional durante cerca de uma década e envolveu um investimento de aproximadamente 500 mil milhões de euros, no qual se inclui a operação da central protótipo em Irsching, na Bavaria.

Com esta inovação, a Siemens contribuiu para a história da engenharia uma vez que uma única turbina a gás deste tipo, a funcionar em modo de ciclo combinado, é suficiente para fornecer electricidade amiga do ambiente a uma metrópole como Berlim. Por outro lado, a nova central eléctrica de ciclo combinado gasta aproximadamente um terço de combustível menos por kilowatt-hora (kWh) comparado com a média de consumo das centrais termoeléctricas com turbinas alimentadas a gás de todo o mundo.

O aumento de eficiência alcançado oferece não só um significativo potencial de redução de custos de combustível como também, graças a uma importante redução de emissões de CO2, contribui para o fornecimento de energia sustentável e, desta forma, para a protecção do clima.

Estes resultados ao nível da eficiência energética foram decisivos para que durante os dez anos investidos pela Siemens no desenvolvimento da turbina a empresa fosse distinguida com inúmeros prémios ao nível da inovação em tecnologia e conseguisse mesmo inscrever este equipamento no Guinness Book of World Records.

A distinção agora recebida resulta do investimento que a Siemens tem feito desde a sua génese na inovação dos seus produtos e equipamentos. A título de exemplo, durante o exercício de 2011, a Siemens aumentou em 10% o número das suas invenções anuais para cerca de 8.600, o que se traduz numa média de 40 invenções por dia. Esta evolução positiva levou a que pela primeira vez na sua história, a Siemens ocupe o primeiro lugar no ranking europeu de pedidos de patentes, com um total de 2.135 patentes pendentes.

Estes resultados derivam do investimento de 3,9 mil milhões de euros em I&D que a empresa realizou no último ano. A investigação foi desenvolvida através de um milhar de parcerias com universidades e institutos de pesquisa e do trabalho levado a cabo por quase 28 mil investigadores em cerca de 160 centros de I&D em todo o mundo.

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17-02-2012

Nos próximos dias 23 e 24 de Fevereiro, os principais actores do mercado solar italiano vão reunir-se em Roma para a Conferenza dell'Industria Solare - Italia 2012 (CIS-IT 2012). O sector solar térmico vai estar em destaque, na sequência da publicação do decreto-lei 28/2011, em Março do ano passado, que define a criação de um incentivo ao calor renovável.

O encontro, organizado pela Solarpraxis em colaboração com a Ambiente Italia, vai centrar-se em três tópicos: incentivos; regulamentação regionais e a implementação do decreto-lei 28/2011; e o uso da energia solar térmica em redes de aquecimento urbano.

Segundo dados da European Solar Thermal Industry Federation (ESTIF), em 2010, o mercado italiano para o solar térmico assegurou a sua posição como segundo maior na Europa, alcançando os 490.000 m2 de nova área instalada (343.000MWth). Porém, em 2011, de acordo com a indústria, as vendas deverão ter registado uma descida entre os 5 e os 15%.

Para consultar o programa da conferência ou obter outras mais informações, visite http://www.solarpraxis.de/en/conferences/cis-it-2012/general-information/ .

 

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15-02-2012

O sector das energias renováveis empregou mais de 1,14 milhões de pessoas na União Europeia (UE) em 2010, mais 25% do que em 2009, revelam dados recentes do EurObserv'ER. Nos 27 Estados-Membros, a actividade económica ligada às energias renováveis está avaliada em mais de 127 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 15% relativamente aos valores de 2009.

De acordo com o relatório "The State of Renewable Energies in Europe", entre as tecnologias, a biomassa sólida é aquela que mais empregos gerou, mais de 273.000, seguida pelo solar fotovoltaico (268.110) e pela energia eólica (253.145). Durante o último ano, o sector fotovoltaico registou um aumento de 50% no número de postos de trabalho e em alguns países, como a Alemanha, França e Itália, esse crescimento chegou mesmo aos 70%. A Alemanha continua a ser o país que mais empregos tem na área das energias renováveis, com o dobro dos da França e mais do triplo dos da Itália. Em Portugal, o EurObserv'ER contou 17.425 postos de trabalho ligados às renováveis: 3.700 no sector da biomassa,  3.500 no fotovoltaico, 4.450 na eólica, 3.000 nos biocombustíveis, 1.875 no solar térmico, 100 nas bombas de calor, 300 nos resíduos, 400 nas pequenas hidráulicas e 100 na geotermia.

Em termos de receitas, o fotovoltaico foi o sector que registou um melhor desempenho em 2010, com vendas de 45.564 milhões de euros, seguido pelos da energia eólica e da biomassa. O solar térmico alcançou, no total, receitas de 3.864 milhões de euros.

Tal como no número de postos de trabalho, também nas receitas a Alemanha lidera o ranking dos 27, com 36.860 milhões de euros. Portugal está na 14ª posição, com um total de 1.606 milhões de euros, dos quais 180 milhões se referem ao fotovoltaico, 700 à eólica e 157 ao solar térmico.

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15-02-2012

A APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis reelegeu a Direcção presidida por António Sá da Costa. Com 92% de associados representados, a Direcção foi reeleita em Assembleia Geral, para o triénio de 2012-2014, durante o qual quer "reforçar a promoção do uso de recursos renováveis ​​para a produção de electricidade como base para o desenvolvimento sustentável, divulgando as mais-valias da aposta nestas tecnologias e a importância do sector na economia nacional".

Para além de Sá da Costa, a Direcção mantém Álvaro Campos de Carvalho (EDF-EN), António Lobo Gonçalves (EDP Renováveis), António Gellweiler (Iberwind), Hélder Serranho (Generg), José Ricardo Rodrigues (Portucel) e Jorge Viegas (RP Global Portugal) como vogais. Hugo Costa da ENEOP2 e António Gaivão da GDF Suez foram eleitos novos membros.

Na presidência da Assembleia Geral continua António Eira Leitão, em representação da Hidroerg, com Fernando Campos, da EHATB, como vice-presidente, e Luís Villa de Brito, da E.ON, como secretário. Alda Delgado, da Tecneira, como presidente, e com Carlos Almeida Carvalho, da EDP Gestão de Produção, e Rui Neves da Finerge, como vogais, compõem o Conselho Fiscal.

Entre as prioridades da Direcção da APREN estão a continuação do diálogo com o Governo, organismos da tutela e outros stakeholders, acompanhamento do processo de adequação do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER) à realidade nacional do sector e defesa da inclusão da APREN nos conselhos consultivo e tarifário da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos). A Associação pretende ainda avançar com a realização de estudos técnicos, que considera uma das vias para promover a análise e evolução na área das energias renováveis, prosseguir com as actividades na esfera europeia, "finalizando os projectos em curso e participando em novos que impulsionem o desenvolvimento do sector, respondendo às consultas públicas sobre aspectos técnicos e definição da política energética futura da União Europeia, assim como manter o diálogo e cooperação com as congéneres europeias".

A APREN é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1988. No final de 2011, representava 87% de toda a potência renovável instalada (excepto grande hídrica e microgeração).

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13-02-2012

O Porto foi distinguido como a 12ª cidade mais "verde" da Europa, entre 31 analisadas, pelo estudo European Green City Index (EGCI). Os resultados mostram que a segunda maior cidade portuguesa se destaca particularmente em termos de sustentabilidade ambiental na categoria dos "Edifícios", na qual obteve a pontuação máxima.

O trabalho, levado a cabo pelo Economist Intelligence Unit (EIU), analisou a sustentabilidade ambiental de 31 cidades europeias, entre elas Amesterdão, Berlim, Bruxelas, Lisboa ou Zurique, nas áreas da "Energia", "CO2", "Edifícios", "Transportes", "Resíduos e Utilização de Solo", "Água", "Qualidade do Ar" e "Governance Ambiental".

Segundo o EIU, o bom desempenho da cidade do Porto na categoria dos "Edifícios" deve-se ao facto da conservação de energia ter sido uma prioridade para a autarquia, com o empenho das autoridades locais na implementação dos regulamentos em vigor a conduzir a um menor consumo energético no sector residencial. Os edifícios residenciais do Porto consomem 642 megajoules por m2, enquanto a média das restantes cidades analisadas é de 900 megajoules/m2.

O Porto distinguiu-se ainda nas categorias "Energia" e "Qualidade do Ar", alcançando as sétima e oitava posições, respectivamente. No que respeita às emissões de CO2, o Porto classificou-se na 14º posição, sendo de realçar a meta definida pela autarquia local de reduzir, até 2020, 45% das emissões. Nas restantes categorias, a cidade ocupou lugares a meio do Índice, com os maiores desafios a situarem-se nas categorias "Transportes" (29º) e "Resíduos e Ordenamento" (21º).

O trabalho foi comissionado pela Siemens Portugal. O Green City Index é um estudo feito pelos analistas do The Economist e pretende examinar o desempenho ambiental de cidades de todo o mundo, tendo como base oito categorias. Este trabalho foi feito pela primeira vez na Europa em 2009, sendo posteriormente alargado às cidades da América Latina. No ano passado, realizaram-se também na Ásia, Estados Unidos, Canadá e África, que foi apresentado durante a Conferência para as Alterações Climáticas das Nações Unidas, em Durban, África do Sul.

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13-02-2012

A Mitsubishi Electric acaba de divulgar o Programa de Formação 2012, contendo as actividades previstas para este ano, no seu Centro de Formação.

Instituído no ano passado, com o objectivo de optimizar competências e conhecimentos, o Centro de Formação Mitsubishi Electric organizou - só nos primeiros 9 meses da sua actividade - um total de 37 cursos, que contaram com mais de 360 participantes, em representação de 240 empresas.

Atendendo a estes resultados, demonstrativos do interesse e da boa adesão dos clientes da Mitsubishi Electric, a oferta do Centro de Formação foi reforçada para este ano, de modo a poder proporcionar formação técnica e comercial a um maior número de participantes.

O Programa de Formação 2012 abrange toda a vasta gama de sistemas de climatização da Mitsubishi Electric, destinando-se a técnicos de ar condicionado, técnicos comerciais e orçamentistas, projectistas e engenheiros e, ainda, a outros profissionais do sector do ar condicionado, AQS e solar térmico.

Este Programa está estruturado em 4 áreas distintas, sendo 3 temáticas - Gama Doméstica e Comercial, Gama Ecodan e Gama City Multi - e uma última reservada a Sessões Técnicas. Desta forma, assegura-se uma maior especificidade na selecção dos conteúdos da formação, garantindo aos formandos uma melhor especialização.

As actividades do Programa de Formação Mitsubishi Electric iniciam-se já em Março e prolongam-se até ao final de Novembro, repartindo-se em igual proporção pelos Pólos de Lisboa e Porto, de modo a assegurar iguais oportunidades de participação a todos os agentes do mercado da climatização e AQS, de Norte a Sul de Portugal.

No Catálogo, lançado esta semana, encontra-se toda a informação acerca deste Programa de Formação 2012, incluindo a apresentação dos cursos, calendário e ficha de inscrição. Os interessados poderão solicitar mais informações através do e-mail: centro.formacao@pt.mee.com

 

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13-02-2012

A nova geração de caldeiras murais Platinum Compact da BAXIROCA, empresa líder em soluções de aquecimento e AQS, é o passo rumo a um novo conceito de condensação em Portugal e Espanha.

Trata-se de uma gama composta por dois modelos mistos instantâneos com potências máximas de 24 e 28 kW, respectivamente. Além disso, as suas reduzidas dimensões (altura: 700 mm, largura: 400 mm e profundidade: 299 mm) convertem-na numa caldeira ideal para instalar em locais de espaço limitado.

O quadro de controlo digital da caldeira Platinum Compact permite um simples e intuitivo manejo para qualquer utilizador. Além disso, o ecrã retro iluminado que a integra fornece as principais informações de funcionamento e ajuste.

Mas o que realmente converte estas caldeiras numa proposta excepcional não é visível a olho nu. As caldeiras Platinum Compact são soluções de grande eficiência, inclusive superior a outras caldeiras de condensação. Este aspecto diferencial é dado pela tecnologia GAS INVERTER.

O GAS INVERTER permite reduzir a potência mínima até valores muito baixos, conseguindo assim um amplo rácio de modulação. Graças a tal, o utilizador dispõe de um maior conforto em aquecimento e em AQS, com menos arranques e paragens do aparelho. Por tanto, as novas caldeiras Platinum Compact da BAXIROCA resultam mais eficientes, silenciosas e menos contaminantes.

A ampla gama de reguladores climáticos especialmente desenvolvida para estas caldeiras inclui versões via rádio e optimiza o seu funcionamento. Desta forma conseguiu-se melhorar ainda mais as suas prestações para assegurar o máximo conforto acompanhado de uma maior eficiência.

Entre outras inovações que incorpora esta nova gama, também convém destacar a sua capacidade de ajustar-se ao tipo de gás adequado sem necessidade de trocar peças ou realizar ajustes manuais na válvula de gás. Outra característica inovadora e, de grande interesse para o profissional instalador, é a de purga automática.

Em suma, as novas caldeiras Platinum Compact da BAXIROCA proporcionam melhoras significativas quanto a facilidade de instalação e eficiência energética, que pela sua importância as tornam revolucionárias no Sector do Aquecimento.

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03-02-2012

A Donauer Solar Systems vai construir, a partir de março, uma central de quatro megawatts no Pinhal Novo. Com este projeto, a filial portuguesa do grupo alemão pretende criar um produto de referência, instituindo-se como parceiro também para grandes e médios projetos de energia solar. Até agora a Donauer, que detém uma taxa de mercado de 25 por cento, tem operado sobretudo na área da micro geração. O início da produção da central, que irá fornecer energia para 2400 habitações, está previsto já para setembro. O investimento total ronda os 10 milhões de euros.

A nova central fotovoltaica será montada numa área de oito hectares que a Donauer adquiriu para esse fim. No terreno, que se encontra numa zona rural perto do Pinhal Novo, vão ser instalados 18 mil painéis poli cristalinos, cada um com uma potência de 240 watts. Os painéis serão assegurados por estruturas específicas da marca Intersol e equipados com um total de 12 inversores centrais para transformar a energia solar em energia elétrica contínua.

«Centrais fotovoltaicas de qualidade como esta são um investimento seguro, já que o estado português garante a tarifa de injeção durante 20 anos, salvaguardando a inflação», informa a diretora-geral da Donauer Solar Systems, Ana Cristina Arnedo. «É um investimento num produto sólido, de futuro e amigo do ambiente. Com uma produção de 1500 kWh/kWp por ano e uma compensação de 0,257 euros por kWh, esta central é altamente rentável, conseguindo rendimentos de 19,2 por cento sobre o capital próprio.»

A Donauer tem uma taxa de mercado de 25 por cento na energia solar, proveniente sobretudo da micro geração, que abrange projetos até 5 kW. Na míni geração, ou seja, projetos até 250 kW, a empresa visa conquistar a mesma taxa já em 2012.

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03-02-2012

A Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, foi distinguida com o Prémio Zayed Future Energy Prize (ZFEP 2012) na categoria de "Maiores Empresas" devido aos esforços conducentes em torno das energias renováveis e sustentabilidade. O General Sheikh Mohamad Bin Zayed Al Nahyan, Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi e o Vice-Comandante Supremo das Forças ArmadasUAE entregaram o prémio a Jean-Pascal Tricoire.

A quarta edição do Prémio foi realizada à margem da Cimeira Mundial da Energia do Futuro (WFES 2012) no Emigrates Palace Hotel, em Abu-Dhabi. O ZFEP galardoou, igualmente, personalidades na categoria de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) & Organizações Não Governamentais, bem como Lifetime Achievements para pessoas particulares que receberam um fundo total de prémio de 4 milhões de dólares que inclui uma recompensa de 500 mil dólares que serão doados a escolas secundárias em 2013.

Durante a ocasião, Jean-Pascal Tricoire afirmou que " Estamos muito satisfeitos  por termos ganho o prémio ZFEP na categoria de Maiores Empresas. Este prémio é a prova do nosso compromisso para com o desenvolvimento sustentável e reafirma o facto de estarmos a avançar na direcção correta. Esperamos continuar a liderar o esforço na resolução do desafio da energia global através de soluções inovadoras e eficientes que permitam reduzir o desperdício de energia, promover uma geração limpa e influenciar hábitos de consumo que respeitem e ajudem a renovar o ambiente".

A Schneider Electric foi distinguida pelo seu trabalho no âmbito de projectos de energia limpa, que vão além do negócio principal da empresa. Iniciativas como  o BipBop, o primeiro programa de Responsabilidade Social Corporativa da empresa baseado no conceito de "Negócio, Inovação, e Pessoas na Base da Pirâmide", foram um dos principais motivos por este reconhecimento. Esta iniciativa pretende desenvolver o acesso à energia segura, barata e limpa a países sub desenvolvidos com acesso limitado ou inexistente à electricidade.

Enquanto não está sujeita a quotas de CO2, a Schneider Electric publica os seus relatórios de desempenho através do Carbon Disclosure Project (CDP). Para este programa, a empresa foca-se em três fontes de emissão: o consumo de energia em sites corporativos, a redução de gás SF6, e o controlo eficaz de mercadorias. Paralelamente, a Schneider Electric oferece soluções industriais líderes de mercado, tais como, o EcoStruxure, que otimiza a gestão de energia, combinando distribuição eléctrica, serviços de energia e refrigeração crítica, automação e controlo, bem como sistemas de gestão de edifícios. A Schneider Electric, contribuiu adicionalmente para a Estação "Princess Elisabeth", na Antártica - uma estação de pesquisa científica que não emite gás carbónico.

Os membros do jurí do Prémio Zayed Future Energy presentes na cerimónia, incluíram: Sua Excelência Olafur Ragnar Grimsson, Presidente da Islândia; Ahmed Al Sayegh, Presidente da Masdar; Cherie Blair, Criador da Fundação Cherie Blair; e Timothy Wirth, Presidente da Fundação das Nações Unidas e da Fundação Better World. O ator e ambientalista Leonardo DiCaprio, o embaixador da educação, Campeão do torneio Grand Slam de Ténis André Agassi, e a Dra. Susan Hockfield, Presidente do Massachusetts Institute of Technology (MIT) foram alguns dos oradores que não puderam estar presents no evento.

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03-02-2012

Os novos testo 885 e testo 890 são a nova geração profissional da Testo e são destinados ao utilizador mais exigente. "Com os testo 885 e 890, a Testo apresenta um exemplo perfeito da capacidade da engenharia alemã. As câmaras termográficas com qualidade megapixel, a possibilidade de analisar processos térmicos detalhadamente ao longo do tempo, e um funcionamento intuitivo são, nesta combinação, uma nova referência no mercado mundial para câmaras termográficas portáteis." Sabine Hinkel - Product Manager Testo AG.

A combinação da ótica de primeira classe com uma lente de ângulo largo ou lente teleobjetiva, detetor de 320 x 240 pixels (testo 885) ou 640 x 480 pixels (testo 890), sensibilidade térmica < 30 mK (testo 885)  ou < 40 mK (testo 890) e componentes mais modernos, significa uma focagem mais nítida e imagens térmicas mais detalhadas. Graças à Tecnologia de Super Resolução pode ser alcançada uma resolução da imagem térmica quatro vezes superior.

Se a representação do objeto de medição não é possível com uma imagem individual, as novas câmaras termográficas Testo oferecem o novo assistente de imagem panorâmica: cria uma imagem total a partir de várias imagens individuais - com atenção ao detalhe e com uma visão geral. A tecnologia de Reconhecimento Local permite que as inspeções periódicas sejam realizadas de forma eficiente. Utilizando esta tecnologia, é feito o reconhecimento automático de locais de medição e o armazenamento e administração das imagens térmicas resultantes.

Para a análise do desenvolvimento térmico em componentes microeletrónicos, a resolução de estruturas até 115 µm é possível a uma distância de foco de apenas 10 cm, com o testo 890. Utilizando a medição radiométrica completa de vídeo, os processos térmicos podem ser registados em tempo real e podem ser realizadas, num PC, análises essenciais para Investigação e Desenvolvimento.

A possibilidade de realizar medições em gamas de temperatura até 1,200°C permite que estas câmaras termográficas disponham de uma gama de medição ideal para todas as aplicações.

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03-02-2012

A Unidade Hospitalar, detentora do Prémio "Greenbuilding", é um exemplo de projeto em que o compromisso ecológico e ambiental é assumido como prioritário. Vulcano foi a marca selecionada para a instalação de 60 coletores FKC para aquecimento de águas na mais recente unidade de saúde do Norte do país.

A Vulcano, marca líder em soluções de água quente e solar térmico, foi a marca selecionada para a instalação de soluções solares térmicas no Hospital Privado de Braga. O empreendimento hospitalar está localizado na cidade de Braga (a Sul), e foi distinguido com o galardão edifício Green Building, pelo seu compromisso com a sustentabilidade que permitirá poupar 38,3% de energia primária, por ano.

A nova unidade de saúde do Norte conta com 60 Soluções Solares Térmicas Vulcano para aquecimento de águas sanitárias. A otimização do sistema de aproveitamento solar nos sistemas de produção de água quente sanitária (AQS) originou uma redução do consumo energético em 64,5% dessas mesmas necessidades. Destinadas sobretudo para apoio aos serviços de lavandaria, balneários e cozinha, as soluções solares térmicas desempenham ainda um importante papel na Medicina Física e Reabilitação, cafetaria, restaurantes e blocos operatórios.

Na instalação dos coletores foi tida em consideração a otimização da qualidade e do lay-out de disposição dos mesmos, bem como a otimização do aproveitamento da energia produzida pelo sistema solar térmico para aquecimento das águas quentes sanitárias, piscina e fisioterapia. Para uma maximização da poupança energética, foi ainda melhorado o isolamento térmico dos reservatórios de acumulação de águas quentes e da rede de distribuição. "A instalação desta solução exigiu um estudo pormenorizado de toda a Unidade Hospitalar, bem como dos equipamentos Vulcano, que nos permitiram maximizar a eficiência energética e concluir este projeto com êxito", refere Fernando Martins da Silva, diretor de produção da empresa Mota da Silva, Lda, responsável pela instalação no Hospital Privado de Braga.

O Hospital Privado de Braga é um Project Finance da empresa Britalar, responsável não só pela construção mas também pela conceção do projeto e respetivo desenvolvimento de estudos para maximização da eficiência energética do edifício. A preocupação com a promoção da certificação energética do projeto valeu à Britalar a distinção de Parceiro do Programa Europeu Greenbuilding.

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01-02-2012

A Comissão Europeia adoptou, a 16 de Janeiro, o documento que define o quadro para a metodologia comparativa de cálculo dos níveis óptimos de rentabilidade para edifícios e os seus elementos, previsto pela revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).

O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu dispõem agora de um período de dois meses - que pode ser prolongado por mais dois meses - para apresentarem objecções à proposta, sendo que, se tal não acontecer, o documento será publicado em Jornal Oficial. O quadro para a metodologia chega com um atraso de seis meses, já que a revisão da EPBD definia como data limite para a sua apresentação pela Comissão o dia 30 de Junho de 2011.

Segundo a lei comunitária, os Estados-Membros devem definir os seus requisitos de desempenho energético mínimos de forma a atingirem níveis óptimos de rentabilidade, passando, desta forma, a considerar todo o ciclo de vida do edifício ao nível dos custos relacionados com a energia e não só o investimento inicial. O objectivo é que os Estados-Membros utilizem este quadro de metodologia comparativa para calcular os níveis óptimos de rentabilidade para os requisitos mínimos de desempenho para edifícios novos e existentes e também para os seus elementos. Segundo o documento, não se pretende uma harmonização dos requisitos mínimos, mas "garantir que o nível de ambição de cada Estado-Membro, de acordo com o seu contexto, é semelhante".

A metodologia especifica regras para a comparação de medidas de eficiência energética, medidas de incorporação de fontes de energia renováveis, assim como conjuntos e variantes destas medidas, tendo como base o desempenho ao nível da energia primária e o custo atribuído à sua implementação. No documento agora proposto pela Comissão, define-se ainda como devem ser aplicadas estas regras aos edifícios de referência, "com o objectivo de identificar os níveis óptimos de rentabilidade dos requisitos mínimos de desempenho energético".

Assim que estiver em vigor, os Estados-Membros deverão complementar esta regulamentação com informações particulares e específicas de cada um, nomeadamente a definição de edifícios de referência e de pacotes de medidas de eficiência energética, de forma a conseguir calcular os níveis óptimos de rentabilidade para os requisitos mínimos de desempenho energético. Nessa altura, os países da União Europeia deverão comparar os resultados que obtiverem com aqueles que têm em vigor e reportar as conclusões à Comissão até Junho de 2012, acompanhados de toda a informação incluída e das avaliações feitas. A partir daí, os países terão de entregar relatórios à Comissão em intervalos regulares de um máximo de cinco anos. No caso de se verificarem discrepâncias significativas, isto é, superiores a 15%, entre os níveis óptimos de rentabilidade calculados para os requisitos mínimos de desempenho energético e aqueles em vigor, os Estados-Membros deverão justificar essa diferença ou prever medidas adequadas para a sua redução.

 


(Foto: European Commission)

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30-01-2012

Em 2011, 46,8% do consumo eléctrico feito em Portugal continental teve origem em fontes de energia renovável, revela o último balanço à produção de electricidade feito pela APREN (Associação Portuguesa para as Energias Renováveis).

O balanço aponta que, graças à produção de electricidade renovável, foi possível poupar, no total, 825 milhões de euros, mais 195 milhões do que em 2010. Desses, 721 milhões de euros dizem respeito à importação de combustíveis fósseis e 104 milhões a licenças de emissões de CO2. Em termos da quantidade de emissões evitada, o total é de 8 milhões de toneladas de CO2, o que corresponde a mais de 10% do valor total de emissões definido para Portugal.

Em 2011, a produção de electricidade de origem renovável em regime especial (PRE-FER) foi responsável por 25,1% da electricidade consumida em Portugal, sendo 17,6 % provenientes da energia eólica. Tal significa que, em cada hora de consumo de electricidade em 2011, quinze minutos tiveram origem em centrais renováveis (excluindo a grande hídrica) e, desses, onze minutos foram produzidos pela energia eólica.

Tendo por base a aplicação da correcção da hidraulicidade, que tem em conta o facto de 2011 ter sido menos húmido que o ano médio, a incorporação de electricidade renovável no consumo nacional atingiu os 48,9% em 2011, o que representa um aumento face aos 45,1% registados em 2010.

"O aumento do preço dos combustíveis vai reafirmar a importância dos benefícios que o sector traz para o desenvolvimento do país, uma vez que o preço da electricidade renovável é totalmente independente. Este é um factor que contribuí para aumentar a segurança de abastecimento e a independência energética, aspectos fundamentais para o relançamento da economia portuguesa", afirma o  presidente da APREN, António Sá da Costa.

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26-01-2012

Os primeiros concursos no âmbito do programa de eficiência energética no Estado, ECO.AP, devem ser lançados ainda durante o primeiro semestre deste ano, disse o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes. Na fase piloto do programa, que agora arranca, prevê-se avançar com a melhoria da eficiência energética de 20 edifícios públicos, o equivalente a uma poupança de 50GWH de energia e a 5 milhões de euros de factura energética. Até 2015, serão 300 os edifícios públicos abrangidos pelo programa, permitindo uma poupança anual de 750GWh de energia e uma factura energética anual de 75 milhões de euros.

O Programa ECO.AP foi lançado através da Resolução do Conselho de Ministros n.º2/2011 e tem a ambição de promover a eficiência energética na Administração Pública, nomeadamente através da criação de um Barómetro de Eficiência Energética para os edifícios do Estado e da contratação de empresas de serviços energéticos, estimulando a economia através da actividade destas empresas ao abrigo de Contratos de Serviços Energéticos, regulados pelo Decreto-Lei n.º29/2011.

O anúncio do arranque do programa foi feito durante uma sessão organizada pelo Ministério da Economia e do Emprego e pela ADENE- Agência para a Energia, a 24 de Janeiro, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com o objectivo de colocar à discussão pública as linhas gerais do modelo ECO.AP. Henrique Gomes reforçou a eficiência energética como uma prioridade e adiantou ainda que o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), actualmente em revisão, deverá ser "reestruturado, corrigindo ou eliminando o que não está correcto". A estratégia deverá ser "revista de acordo com as prioridades", disse.

Durante a sessão, foram também anunciados os últimos desenvolvimentos no enquadramento legal das ESE no âmbito deste programa. Segundo João Bernardo, da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), actualmente, está a ser finalizado o sistema de qualificação destas empresas, que deverá assentar em dois níveis, de acordo com os consumos dos projectos, compreendendo determinados requisitos técnicos e financeiros. O sistema vai permitir a qualificação em agrupamentos, "potenciando as parcerias entre empresas especializadas em diferentes áreas de actuação", podendo o parceiro financeiro ser distinto do parceiro técnico.

A ADENE apresentou também os primeiros resultados do piloto do Barómetro de Eficiência Energética para os edifícios do Estado, que contou com a análise de 28 entidades públicas. Este instrumento permitirá saber quanto e como se gasta, por forma a actuar de um modo mais enfocado em cada área, permitindo uma competição saudável entre entidades. Com base nestes resultados, a ADENE criou o primeiro Índice Ranking ECO.AP, "uma base de trabalho para melhorar e refinar".

(Foto: ADENE)

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25-01-2012

Desde o início deste ano, todos os produtos de construção, revestimento de paredes ou pisos, tintas, vernizes e outros produtos de decoração disponíveis no mercado francês terão de ser rotulados com informação sobre a sua emissão de compostos orgânicos voláteis (COV). O decreto-lei foi aprovado em Março de 2011, entrando em vigor em Janeiro deste ano. Para além disso, a lei francesa aprovou, já em 2012, o decreto nº2012-14 que define as condições para a realização da inspecção periódica à qualidade do ar interior (QAI) em estabelecimentos de acolhimento colectivo de crianças com menos de seis anos, de lazer, ensino e formação profissional de primeiro e segundo graus, públicos e privados. Com estes dois decretos, a França reforça as regras para a QAI, de acordo com aquilo que é exigido nas leis Grenelle I e II.

O decreto para o controlo dos níveis de QAI nestes espaços especifica a natureza das avaliações dos meios de ventilação dos edifícios, o conteúdo dos relatórios a transmitir pelo organismo encarregue de avaliar ao proprietário ou a quem explora o local; a lista dos poluentes a medir, a estratégia de amostragem, os métodos de amostra, medição e análise. Ficam também definidos os valores a partir dos quais se devem conduzir novas investigações, a fim de identificar as causas das presenças dos poluentes e as medidas para a correcção do problema. As novas regras entrarão em vigor a 1 de Julho de 2012.

Com a obrigatoriedade da rotulagem nos produtos já em vigor, será possível informar os consumidores sobre os níveis de toxicidade que os produtos emitem, sensibilizando-os para os efeitos que a sua inalação pode ter. Segundo explicaram à Climatização as especialistas do Instituto Ricardo Jorge Manuela Cano e Maria do Carmo Proença, uma má qualidade do ar interior pode provocar efeitos agudos e efeitos crónicos. "De entre os efeitos agudos, podemos destacar a irritação das vias respiratórias, que pode ter origem na exposição a COV totais, ao formaldeído e a partículas (poeiras em suspensão no ar), ou as infecções provocadas por exposição a microrganismos (bactérias, vírus e fungos). Os efeitos crónicos resultam de exposições repetidas a diversos dos agentes químicos e microbiológicos presentes no ar e podem ir de reacções de hipersensibilidade (alergias), a casos mais graves de asma ou cancro no caso de exposições a agentes carcinogénicos como é o caso do formaldeído", referem.

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24-01-2012

The Early Bird Registration is running till 30 Jan!Take advantage of the unique opportunity to meet investors, managers, experts, municipality and NGO representatives from South-East Europe, attending the Forum. More than 80 top-level speakers from 14 countries will give their perspectives on the financial, technological and trade opportunities in the green economy and engage delegates in stimulating discussions.

EE & RES Congress Program: EE & RES Financing, Biomass Resources, Bioenergy, 1st PV Discussion Forum 'Photovoltaics'

The event format is enriched by many parallel initiatives: Round Table with municipality representatives; Best Eco Municipality Competition in 3 categories - EE, RES and waste management and a Workshop 'Austrian experience in EE implementation in industry - results'.

The Exhibitions

Over 50 % of the area is covered by foreign exhibitors from Austria, Belgium, China, Cyprus, Czech Republic, Greece, Denmark, France, Germany, Italy, Poland, Romania, Serbia, Spain, Sweden, Switzerland, UK, etc. The exhibitors working in the entire spectrum of renewables will be able to create close ties with new partners - over 7 000 professionals are expected to visit the event.

Brochure

Organizer: Via Expo

 

 

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18-01-2012

A contagem decrescente já começou! A plataforma europeia líder para os profissionais da gestão energética está a menos de três semanas...

ESCO Europe 2012 junta mais de 200 profissionais da área da eficiência energética e proprietários de edifícios da região que pretendem implementar projectos de eficiência energética rentáveis. Esta é a sua oportunidade para:

  • conhecer os shapers de mercado: ligar-se aos decisores políticos da Comissão Europeia, aos líderes britânicos do Department of Energy and Climate Change (DECC) e da Greater London Authority, que estão a delinear os planos para criar uma economia de baixo carbono europeia;
  • conhecer os melhores projectos: mais de 20 casos de estudo apresentados em dois dias, escutar os melhores modelos de negócios, identificar mercados emergentes e oportunidades e compreender como maximizar a eficácia do seu próximo projecto de eficiência energética;
  • conhecer os proprietários de edifícios que procuram a implementação de serviços energéticos: ligar-se a representantes da cidade de Helsinquía, NHS, Greater London Authority, DECC e de um número de autoridades municipais e localidades britânicas dispostas a implementar projectos de poupança energética no seu parque edificado.

Entre os últimos oradores confirmados estão:

Greg Barker, ministro do Estado, DECC, vai definir os compromissos do Reino Unido para lidar com as alterações climáticas e o papel que as empresas de serviços energéticos (ESE) podem desempenhar;

Timothée Noël da Comissão Europeia vai apresentar o "New Project Funding Opportunities for Energy Services", apoiado pelo programa Energia Inteligente Europa (EIE) e compreender as novas prioridades de financiamento do EIE para impulsionar o mercado de serviços energéticos e para torná-los acessíveis para os pequenos consumidores finais;

Marc Ringel, Director-geral para a Eficiência Energética e Energia Inteligente, Comissão Europeia, vai destacar o papel das ESE em alcançar as metas 20/20 e disseminar a Directiva para a Eficiência Energética, actualizações políticas e oportunidades para criar ESE.

Faça download do programa final da conferência agora.

Não perca o especial sobre o evento na próxima edição da Climatização, dedicada ao tema do mercado da Energia!

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16-01-2012

A ExpoSalão - Centro de Exposições decidiu adiar a realização da quarta edição da SINERCLIMA - Salão Internacional de Climatização, Refrigeração, Energia e Ambiente para o próximo mês de Outubro.

Segundo a organização, esta alteração prende-se essencialmente com as actuais circunstâncias conjunturais. "Ouvida a opinião dos principais players do sector, tomamos esta decisão, convictos de que no segundo semestre conseguiremos apresentar uma feira mais forte e coesa o que beneficiará os expositores e visitantes e consequentemente o sector", explica José Frazão, director geral da ExpoSalão. A feira, que se realiza de dois em dois anos no centro de exposições da Batalha, estava inicialmente agendada para entre os dias 29 de Fevereiro a 3 de Março. A revista Climatização é um dos media partners da SINERCLIMA.

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10-01-2012

O futuro do solar térmico

A regulamentação europeia para os edifícios é clara e o solar térmico faz parte da solução mas pelo caminho há ainda vários problemas a resolver. A nossa revista esteve na mais importante conferência europeia do sector e dá a conhecer as dificuldades e estratégias para o futuro. Destaque para as casas solares activas.

Entrevista - "Queremos ser facilitadores de mercado"

Ricardo Gonçalves Pereira e José Bessa fazem um balanço da Medida Solar Térmico 2009, do mercado e das dificuldades que hoje existem. A Yunit Renováveis surge na continuidade do modelo da MST e gerido pela ex- pmelink.pt.

Eficiência&Energia Europa - Meta europeia para a reabilitação energética em risco

Os Estados-Membros têm discutido a proposta para a nova Directiva para Eficiência Energética. A renovação anual de 3% do parque edificado público não reúne consenso e poderá ser alterada.

Solar Térmico - Incentivos ao calor renovável arrancam no Reino Unido

O sistema de incentivos ao calor renovável britânico entrou finalmente em vigor a 28 de Novembro do ano passado. Por enquanto, o sector doméstico ainda não pode beneficiar desta remuneração, mas espera-se que, até ao final deste ano, o programa seja alargado também ao residencial.

 

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04-01-2012

A União Europeia (UE) alcançou uma quota de 12,4% de renováveis no consumo de energia final em 2010, revelam números do barómetro EurObserv'ER. Este valor representa uma subida de 0,9% comparativamente ao registado em 2009.

Portugal é o quinto país com uma maior quota de renováveis, com 24,7% (igual a 2009), com uma meta de 31% definida para 2020. À sua frente, estão a Suécia (46,9%), Letónia (34,3%), Finlândia (33,6%) e Áustria (30,7%), que ocupam as posições cimeiras, enquanto o Reino Unido (3,3%), Luxemburgo (2,6%) e Malta (0,3%) estão no fim da lista.

Os dados constam do relatório "The state of renewable energy in Europe", que deverá ser publicado pelo EurObserv'ER durante este mês. Segundo a fonte, este crescimento está relacionado com um maior consumo bruto de energia final com origem em fontes de energia renováveis: 145 Mtep (milhões de toneladas equivalentes de petróleo) num consumo bruto de energia final total de 1.170,7Mtep (em 2009, as renováveis correspondiam a 131,6Mtep). Neste sentido, entre 2009 e 2010, a fatia do consumo bruto de energia final com origem em fontes renováveis cresceu 10,2% (+13,4Mtep), face a um aumento de 2,1% (+24,4Mtep) no consumo bruto total de energia final. Com base nestes resultados, os Estados-Membros têm de gerar mais uma centena de Mtep de energia final com origem renovável  - o equivalente a uma média anual de 10Mtep por ano - para alcançar a meta europeia definida para 2020 (uma quota de 20% de renováveis).

O relatório mostra ainda que a percentagem de renováveis no consumo de electricidade subiu de 18,2% em 2009 para 19,8% em 2010. Também no consumo doméstico de energia foi registado um aumento da quota de renováveis de 9,1% para 9,9%, respectivamente.

O barómetro EurObserv'er é um projecto apoiado pela Comissão Europeia, em particular pelo programa Energia Inteligente Europa. O relatório "The state of renewable energy in Europe" poderá ser consultado em www.eurobserv-er.org.

(Foto: SMA Solar Technology AG)

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26-12-2011

A Comissão Europeia apresentou, a 15 de Dezembro, em Bruxelas o "Roteiro para a Energia 2050", que define a estratégia para alcançar um sector energético seguro, competitivo e hipocarbónico. Com a meta de reduzir mais de 80% das emissões de carbono até 2050, o documento indica qual o caminho a seguir sem que o aprovisionamento energético e a competitividade sejam prejudicados.

O Roteiro para a Energia analisa vários cenários, nos quais são exploradas as consequências de um sistema energético isento de carbono, assim como o quadro de políticas necessário para esse efeito. Bruxelas pretende que este seja um guia de orientação para Estados-Membros na tomada de decisões no âmbito da energia e no sentido de estes conseguirem criar um clima empresarial estável para o investimento privado, especialmente até 2030.

O comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, explicou, durante a apresentação do documento, que esta "análise se baseia em cenários ilustrativos, resultantes da combinação, sob diversas formas, das quatro principais vias de descarbonização (eficiência energética, energias renováveis, energia nuclear e captação e fixação do carbono). Nenhum dos cenários é passível de se materializar, mas todos indicam claramente, para os próximos anos, um conjunto de opções que 'não comprometem'".

O Roteiro para a Energia 2050 defende que a descarbonização do sistema energético é técnica e economicamente viável, destacando o papel crucial da eficiência energética, das energias renováveis e de uma abordagem europeia comum que inclui um mercado comum da energia. De acordo com a estratégia, investimentos precoces podem evitar custos mais dispendiosos  nos próximos vinte anos. É também necessário conter a subida dos preços. "Os investimentos feitos hoje abrirão caminho aos melhores preços no futuro", refere a Comissão. "Os preços da electricidade deverão subir até 2030, mas poderão baixar em seguida, graças à diminuição do custo do aprovisionamento, a políticas de poupança e ao aperfeiçoamento das tecnologias. Os custos serão contrabalançados pelo nível elevado de investimento sustentável injectado na economia europeia, pela correspondente criação de emprego local e por uma menor dependência em relação às importações. Todos os cenários chegam à descarbonização sem grandes diferenças em termos de custos globais ou de implicações no respeitante à segurança do aprovisionamento", explica.

A este Roteiro, de acordo com a Comissão Europeia, seguir-se-ão outras iniciativas durante os próximos anos para domínios específicos de política energética, começando com propostas sobre o mercado interno, as energias renováveis e a segurança nuclear já em 2012.

(Foto: European Commission)

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14-12-2011

O adiamento de um acordo global para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa, desta vez, para 2020, foi o resultado da Cimeira deste ano da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC). Depois de duas semanas de intensas negociações, os países participantes concordaram na decisão de um novo acordo global em 2015, mas que só deverá entrar em vigor em 2020. O encontro, COP 17 (Conference of the Parties), que teve lugar na cidade sul-africana de Durban, terminou no passado domingo, reunindo representantes de 195 nações.

Apesar de esta promessa de acordo conseguir, por fim, comprometer todos os países, incluindo os maiores emissores, como a China, os Estados Unidos da América ou a Índia, na redução das emissões de gases com efeitos de estufa, o facto de este só entrar em vigor na próxima década pode prejudicar seriamente o objectivo de limitar a 2ºC o aumento da temperatura do planeta. Entre os maiores críticos está a Greenpeace, que considera que o encontro foi "um fracasso" e que os grandes vencedores foram os "poluidores".

De acordo com o que ficou acordado, durante o próximo ano, os países deverão começar a trabalhar nesse novo tratado legal obrigatório. O processo foi apelidado de "Plataforma de Durban para Acção Reforçada" e terá como missão "desenvolver um novo protocolo, outro instrumento legal ou um outro resultado acordado com força legal" que será aplicável no âmbito da convenção climática da ONU.

No seguimento da discussão para o prolongamento do protocolo de Quioto, que expira em 2012, representantes governamentais, incluindo de 35 países industrializados, entre eles a União Europeia, aceitaram um segundo período de compromisso para o protocolo, a partir de Janeiro de 2013.  Estes países deverão definir os seus objectivos de redução ou limites de emissões e apresentá-los para revisão até Maio de 2012. Canadá, Japão e Rússia optaram por revogar o tratado.

A implementação total do pacote de apoio às nações em desenvolvimento que tinha sido definido em 2010 em Cancún, México, ficou também decidida em Durban. "Isto significa que o apoio urgente para o mundo em desenvolvimento, em particular para os mais pobres e mais vulneráveis à adaptação às alterações climáticas, será lançado a tempo", referiu a secretária geral da UNFCCC, Christiana Figueres. O pacto inclui o Fundo Climático Verde, um Comité de Adaptação concebido para melhorar a coordenação das acções de adaptação a uma escala global, e um Mecanismo Tecnológico, que entrarão em funcionamento em 2012. Para além disso, foi ainda acordado um enquadramento avançado para a comunicação da redução de emissões tanto para os países desenvolvidos como para aqueles em vias de desenvolvimento, tendo em conta as responsabilidades comuns mas diferenciadas dos vários países.

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07-12-2011

A procura de equipamentos de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) nos Estados Unidos da América (EUA) deverá registar um crescimento de 5,1% ao ano até 2015. Nessa altura, o mercado deverá atingir os 16,8 mil milhões de dólares (cerca de 12,5 mil milhões de euros), segundo aponta o estudo "HVAC Equipment", publicado em Novembro pela empresa de pesquisa de mercado norte-americana The Freedonia Group, Inc..

De acordo com o documento, o crescimento dos gastos com a construção no sector residencial e também em vários tipos não residenciais serão o principal estímulo aos avanços no mercado de AVAC. O aumento do interesse em sistemas de AVAC mais eficientes será também um factor importante, que será desencadeado por mudanças nas regulamentações.

Paralelamente a isso, o estudo destaca ainda que, cada vez mais, os incentivos públicos e privados vão encorajar os proprietários a substituírem os seus equipamentos para modelos mais eficientes de nível equivalente ou mesmo superior ao ENERGY STAR.

Do lado do arrefecimento, o maior segmento de mercado diz respeito aos splits, representando quase três quartos do total em 2010. Já na procura de aquecimento, as bombas de calor detém a maior quota em termos de valor de procura de mercado, tendo ganho vantagem junto dos equipamentos menos eficientes e que fornecem apenas aquecimento. Até 2015, espera-se que esta tendência se mantenha, o que se deve à capacidade das bombas de calor de providenciar aquecimento e arrefecimento nos climas moderados de forma eficiente e pelo crescente interesse em versões geotérmicas.

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30-11-2011

A Comissão Europeia vai levar a Espanha ao Tribunal Europeu de Justiça por falta de cumprimento da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios - EPBD (2002/91/EC).

Em causa está o facto de, na lei espanhola, tanto a metodologia de cálculo do desempenho energético dos edifícios adoptada, como o processo de certificação energética apenas se aplicar à nova construção e a edifícios que tenham sofrido uma grande renovação. Em contrapartida, a lei comunitária define que estes dois procedimentos se devem aplicar a todos os edifícios. Para além disso, a Comissão considera também que as autoridades espanholas não tomaram ainda as medidas necessárias para definir um regime de inspecções regulares para caldeiras.

Em Novembro de 2010, Bruxelas tinha já chamado à atenção a Espanha para a necessidade de cumprir com a Directiva, mas, desde então, não houve medidas nesse sentido.

Para a Comissão Europeia, a aplicação da certificação a todos os edifícios é uma questão chave na legislação uma vez que o certificado de desempenho energético proporciona uma visão clara da qualidade do edifício em termos de poupanças energéticas e dos custos a isso associados. O certificado é também um importante instrumento no processo de compra e arrendamento de imóveis, dando informação aos cidadãos sobre o seu desempenho energético. De acordo com Bruxelas, há já inquéritos que mostram que os compradores/arrendatários estão dispostos a pagar mais por edifícios eficientes.

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28-11-2011

Green energy is among the main priority sectors in the 'Roadmap to a Resource Efficient Europe' which was set recently out by the European Commission. Its aim is to transform Europe's economy into a sustainable one by 2050.  The improving energy efficiency and increase use  of renewables will reduce considerable the resource inputs, encourage lower impacts on the environment, as well as open up new markets and jobs. The power engineering in South-East Europe needs to accelerate implementation of new green technologies and this makes it an attractive investment destination. Market trends and good business opportunities in this part of Europe will be outlined at the forthcoming Congress and Exhibition on Energy Efficiency and Renewable Energy, which will be held in the period 28-30 March 2012 in Sofia, Bulgaria. The excellent solar irradiation indicators on the Balkans and the interest of leading companies in the sector led to the launching of the parallel South-East European Solar Exhibition. The events will gather investors seeking to explore the fast-growing green energy sector and interested to enter the local market.

Over  300 leading companies will showcase  a diversity of solar, bio-, wind and geothermal energy systems and energy saving technologies.  Alukönigstahl, Canadian Solar,  Fronius International GmbH, Global Wind Power, juwi Solar GmbH, Vestas - that is a part of the exhibitors list. One of traditional participants Fronius will put on display its Fronius CL central inverter series which provides maximum earnings along with the highest system stability due to the combination of high-yield power  electronics with a unique modular system design using the Fronius MIXTM concept. As the first and only Polish producer, Hewalex will demonstate the latest technology of laser welding in the production of their collector. SolarMax inverters will be presented by Swiss Sputnik Engineering which has 20 years experiece of developing and producing suitable solutions for system monitoring.

High-level speakers from over 20 countries will participate in the program of the parallel 3-day Congress.  Hot topics like financing of EE & RE projects, energy efficiency, biomass resources and bionergy will be included in the agenda.

A parallel event is 'Save the Planet' - Conference and Exhibition on Waste Management, Recycling and Environment.

For more info: www.viaexpo.com

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23-11-2011

"Ainda há tempo para agir, mas a janela de oportunidade está a fechar-se" - foi o alerta deixado pela Agência Internacional de Energia (AIE), com o lançamento da edição de 2011 do "World Energy Outlook" (WEO). De acordo com a AIE, sem uma clara mudança da direcção das políticas, o mundo dificilmente vai conseguir sair de um sistema energético inseguro, ineficiente e de elevado carbono, comprometendo seriamente as metas definidas para o aquecimento global.

"Crescimento, prosperidade e aumento populacional vão inevitavelmente aumentar as necessidades energéticas durante as próximas décadas. Mas nós não podemos continuar a confiar nos usos de energia inseguros e ambientalmente insustentáveis", afirmou a directora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, durante a apresentação do WEO, a 9 de Novembro em Londres. "Os governos precisam de introduzir medidas fortes para direccionar os investimentos em tecnologias eficientes e de baixo carbono. O acidente nuclear em Fukushima, as agitações no Médio Oriente e Norte de África e o ligeiro crescimento da procura de energia em 2010 que levou as emissões de CO2 para níveis recorde reforçam a urgência e a escala deste desafio".

Para cumprir o acordo de limitar em 2ºC o aumento da temperatura global, o WEO apresenta o Cenário 450. Quatro quintos das emissões de CO2 permitidas em 2035 referentes ao consumo de energia estão já ligados ao capital existente, incluindo centrais eléctricas, edifícios e fábricas. Se não forem tomadas medidas, em 2017 as infra-estruturas relacionadas com a energia que estarão activas vão gerar o total de emissões de CO2 permitidas no Cenário 450 até 2035. "Retardar a acção é economia falsa: por cada dólar de investimento em tecnologias mais limpas que é evitado no sector da electricidade até 2020, será necessário gastar 4,30 dólares adicionais posteriormente para compensar o aumento de emissões", refere a AIE.

No documento é também apresentado um Cenário para Novas Políticas, no qual se assume que os compromissos governamentais recentes são implementados de forma cautelosa. Nesse cenário, a previsão é que consumo de energia primária aumente por um terço entre 2010 e 2035, com 90% do crescimento a ter lugar nos países fora da OCDE. A China consolida a sua posição como o maior consumidor energético mundial, utilizando quase 70% mais energia do que os EUA em 2035. Porém, mesmo assim, nessa altura, o consumo per capita na China será menos de metade do que o dos EUA.

Ainda nessa perspectiva, a quota de combustíveis fósseis no consumo de energia primária global deverá cair dos cerca de 81% actuais para 75% em 2035. As renováveis devem subir de 13 para 18%, sendo que este crescimento deverá ser alavancado por subsídios que aumentam de 64 mil milhões de dólares em 2010 para 250 mil milhões em 2035.

Neste cenário, as emissões cumulativas de CO2 durante os próximos 25 anos devem totalizar três quartos do total emitido nos últimos 110 anos, levando a um aumento da temperatura a longo prazo de 3,5ºC. "Caso as novas políticas não sejam implementadas, estamos num caminho ainda mais perigoso, para um aumento de 6ºC", alerta a AIE.

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22-11-2011

As instalações solares fotovoltaicas globais devem atingir os 24 GW de nova capacidade instalada em 2011, de acordo com um novo relatório da IMS Research. O relatório mostra que, apesar de um arranque do ano relativamente fraco, a potência instalada acabou por crescer 24% em 2011 e alcançou os 24GW, comparativamente aos 19GW registados em 2010. A Europa não acompanhou este ritmo de crescimento e registou um aumento de apenas 3% na nova capacidade instalada.

Entre os dez maiores mercados do mundo estão apenas quatro mercados europeus, com a Itália a estrear-se na primeira posição, ultrapassando a Alemanha. Estados Unidos da América, China, Japão, França, Austrália, Reino Unido, Índia e Canadá fazem também parte da lista.

De acordo com o relatório, a Alemanha perde o lugar de maior mercado mundial para a Itália. O fraco desempenho europeu deve-se essencialmente às quebras nos mercados alemão e checo, mas também aos abrandamentos que se foram sentido um pouco por todo o continente. Estima-se que a Itália se assuma, pela primeira vez, como o maior mercado mundial de fotovoltaico em 2011 e instale 6,8 GW de nova capacidade. "A subida do número de instalações na Itália não vai ser suficiente para contrapor as quedas na Alemanha e na República Checa e a quota de instalações globais da Europa vai descer de 82% em 2010 para 68% em 2011", apontou Ash Sharma, responsável pela secção de Pesquisa para o Fotovoltaico do IMS.

O relatório mostra que o tamanho do mercado global em 2011 está ainda em aberto, dependendo do que se considera ser o mercado italiano em 2010. Isto porque, actualmente, são utilizados vários métodos para esse cálculo, com base em ligações, registos ou aprovações, que conduzem a diversos tamanhos para o mercado italiano. A IMS Research calcula a procura de fotovoltaico quando um sistema é instalado.

Em forte crescimento estão as regiões americanas e asiáticas, refere o relatório. Juntas, estas regiões deverão representar 85% do crescimento global de instalações em 2011. Ao que apurou a IMS Research, esta é uma tendência para continuar em 2012, altura em que o número de novas instalações na Europa deverá cair 50%. "O mercado fotovoltaico continua a diversificar em 2011; isto vai criar um sofrimento a curto prazo para os fornecedores que não podem apostar apenas num mercado para crescerem, mas cria estabilidade a longo prazo para a indústria, ajudando a equilibrar os efeitos das políticas de incentivo num só país e a reduzir as grandes variações na oferta e procura. Esta diversificação continua claramente a acontecer e nós identificámos 20 mercados que vão instalar mais de 100MW em 2011, dos 14 do último ano", comentou a responsável.

O crescimento das instalações não significa que tenha havido uma subida da procura para componentes de fotovoltaico, o que se deve aos elevados níveis de inventário. "Apesar de as instalações terem quase duplicado no segundo semestre do ano, maior parte dos fornecedores não vêem nenhuma subida considerável nas encomendas. Isto é apenas do resultado de níveis de inventário elevados nos canais, com os clientes a instalarem módulos e inverters que foram previamente comprados", explica Sharma.

 

(Foto: SMA Solar Technology AG)

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17-11-2011

O governo espanhol aprovou, a 11 de Novembro, a Planificação Energética Indicativa e o Plano de Energias Renováveis (PER) até 2020, que estabelecem os caminhos para que o país alcance uma quota de 20,8% de energias renováveis no consumo final de energia, superando, ainda que por pouco, o objectivo definido pela União Europeia de 20%.

O documento para a Planificação Energética Indicativa, elaborado pelo ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MITYC), define o panorama energético de todo o sistema para 2020, enquanto o PER tem como objectivo garantir, tal como é exigido pela lei comunitária, que Espanha alcança a quota de pelo menos 20% de energias renováveis nesse mesmo ano.

Em 2010, Espanha tinha 13,2% do seu consumo energético de origem renovável. De acordo com os documentos, em 2020, as renováveis vão registar uma subida de 30% da sua quota na produção eléctrica, em 57% nos usos térmicos e em 125% no sector dos transportes. A electricidade renovável vai representar 61% do objectivo definido pelo PER. Com a aplicação do Plano, prevê-se ainda que seja evitada a emissão de 171 milhões de toneladas de CO2.

Para além dos benefícios ambientais, estima-se que o PER traga também vantagens económicas de 29.000 milhões de euros, graças à redução de importação de combustíveis fósseis.

Entre as acções propostas pelo novo PER está a introdução de um sistema de retribuição para a energia transformada, "baseado em incentivos ao calor renovável (ICAREN), a promoção da penetração da energia solar térmica no modelos de venda de energia através das empresas de serviços energéticos (ESCO) e o fortalecimento da Investigação & Desenvolvimento no sector".

Paralelamente à acção para as energias renováveis, em Agosto, o governo espanhol aprovou também um novo Plano de Acção para a Eficiência Energética, que estabelece a redução de 20% do consumo energético no país até 2020. Com os dois documentos, as metas espanholas para a eficiência energética e para as energias renováveis alinham-se com as europeias dos 20/20/20.

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14-11-2011

Estamos em contagem decrescente

A nova directiva para os edifícios está ai à porta, a revisão da nova Regulamentação Térmica está na recta final. Várias decisões fundamentais estão a ser tomadas numa altura em que o mercado está estagnado. Importa olhar para o projecto da Parque Escolar, ouvir as pessoas e corrigir os processos.

Entrevista - "Houve uma série de factores que não ajudaram"

Fraga Carneiro, projectista e actual director das Instalações Especiais e Manutenção da Parque Escolar, em conversa informal com a Climatização, vem esclarecer uma série de pontos fundamentais e explicar o que correu menos bem.

Solar Térmico - ESTEC 2011 - Indústria procura estratégias para maior competitividade

Como tornar a indústria térmica mais competitiva foi um dos pontos centrais da quinta edição da Conferência Europeia para a Indústria Solar Térmica, ESTEC 2011, que teve lugar em meados de Outubro em Marselha. Debaixo de um clima mais realista, sob a perspectiva de um ano de estagnação, os principais actores do mercado europeu sabem que é preciso agir e estão já a delinear estratégias para recuperar o mercado.

Fotovoltaico - Uma década para ser competitivo

Com a significativa descida do preço da tecnologia fotovoltaica nos últimos anos e o contínuo aumento do preço da energia eléctrica em toda a Europa, os mercados vão-se aproximando cada vez mais da chamada paridade de rede. Um percurso que, segundo a Associação Europeia da Indústria Fotovoltaica, será até 2020, sendo que uns países atingirão primeiro do que outros, dependendo dos níveis de radiação e dos custos de energia

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09-11-2011

Por cada euro que foi investido para promover a construção e reabilitação energeticamente eficientes, em 2010, na Alemanha, o Estado alemão obteve entre quatro a cinco euros de retorno, mostra um relatório recentemente publicado pelo Centro de Pesquisa de Jülich que compara a despesa do banco alemão KfW com as receitas geradas e os baixos custos orçamentais em diferentes cenários.

Em 2010, o governo federal, através do ministério para os Transportes, Construção e Desenvolvimento Urbano, disponibilizou 1,4 mil milhões de euros em fundos ao KfW no âmbito do programa de "Reabilitação de Edifícios CO2". Este programa deu a oportunidade  aos construtores de obter empréstimos com taxas de juros reduzidas ou bónus de investimento para a construção ou transformação de casas ou apartamentos em casas com boa eficiência energética.

Comparando as despesas dos fundos federais com as receitas orçamentais adicionais e a redução de custos resultantes dos investimentos positivos e dos impactos no mercado de trabalho na economia e do Estado alemães, o estudo conclui que os empréstimos promocionais do KfW, no total de 8,9 mil milhões de euros conduziram a investimentos de 21,5 mil milhões de euros. Desse facto beneficiaram, primeiramente, os comerciantes regionais e os promotores a quem os contratos de construção e de renovação são normalmente atribuídos. Como resultado, estas empresas criaram e salvaguardaram cerca de 340.000 empregos durante um ano.

Segundo o relatório, os investimentos na construção e os efeitos ao nível dos postos de trabalho criados tiveram um duplo impacto nos orçamentos públicos. Do lado das receitas, as contribuições e os impostos adicionais que foram pagos ao Estado alemão pelas empresas e pelos empregados somaram 5,4 mil milhões de euros. As novas contratações também reduziram a despesa pública com o desemprego e benefícios sociais. As poupanças, em resultado da diminuição do desemprego, renderam às autoridades públicas alemãs fundos adicionais de até 1,8 mil milhões de euros. No total, a receita adicional e as poupanças somaram 7,2 mil milhões de euros de receitas para as contas públicas.

"O estudo do Centro de Pesquisa de Jülich prova que promover medidas de construção eficiente do ponto de vista energético compensa não só a nível ambiental e para o clima. Também fortalece a economia e o mercado de trabalho, beneficiando o Estado sob a forma de receitas fiscais adicionais e contribuições para a segurança social e com a redução de custos com o desemprego", afirma o director economista do KfW Bankengruppe, Norbert Irsch.

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03-11-2011

Em 2011, o mercado de solar térmico em Espanha deverá registar uma queda de 28%, de acordo com as previsões do secretário-geral da Asociación Solar de la Industria Térmica (ASIT), Pascual Polo. A indústria teme que a nova área instalada no país durante este ano chegue apenas aos 250.000m2. Os números foram avançados durante a Conferência Europeia para a Indústria Solar Térmica, ESTEC 2011, que teve lugar nos dias 20 e 21 de Outubro em Marselha, França.

Actualmente, a indústria aguarda a aprovação do Plan de Energías Renovables 2011-2020, que prevê a introdução de "sistema de retribuição da energia produzida, com base em incentivos ao calor renovável, chamado ICAREN, o favorecimento da penetração da energia solar térmica nos modelos de venda de energia através das ESCO (empresas de serviços energéticos) e o fortalecimento da Investigação & Desenvolvimento no sector".

O mercado de solar térmico espanhol tem sido fortemente atingido pela crise no sector da construção desde 2009, em particular pela queda abrupta do número de novas construções. À semelhança do que acontece em Portugal, também em Espanha, é obrigatória a instalação de colectores solares térmicos para aquecimento de águas nos edifícios novos através do Código Técnico de la Edificación (CTE), sendo que, em 2010, 83% da nova área instalada referiu-se a essa obrigatoriedade.

A comprovarem-se estas previsões, este será o terceiro ano consecutivo em que o mercado se contrai: tanto em 2009, como em 2010, registaram-se quedas de 14% em cada ano. No início de 2011, as previsões da ASIT foram, à partida, preocupantes, uma vez que se esperava a construção de apenas 150.000 novas casas, contra as 560.000 construídas em 2008. Recorde-se que, desde 2005 e até 2008, o mercado solar térmico espanhol teve um crescimento médio anual de 63%.

 

Saiba mais sobre esta e outras notícias na edição de Dezembro/Novembro da revista Climatização!

(Foto: BSW-Solar/Citrin Solar)

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27-10-2011

No final de Setembro, a Comissão Europeia chamou à atenção da Itália para a necessidade de cumprir com as exigências da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).

Segundo a lei comunitária, a certificação energética deverá ser feita por um profissional qualificado e credenciado para o efeito, no entanto, em Itália, a lei permite que os proprietários dos edifícios possam apresentar uma auto-declaração sobre o seu desempenho energético, se assumirem que este detém a classificação mais baixa possível  (G) e que os custos energéticos para os possíveis inquilinos ou compradores são muito elevados. De acordo com a Comissão, na prática, com esta declaração, os inquilinos ou novos proprietários não recebem qualquer tipo de informação ou recomendações sobre como melhorar o desempenho energético do seu edifícios de uma forma rentável, o que vai contra o propósito original do certificado energético.

Em Itália, o certificado é apenas obrigatório para novos edifícios, sendo que, no caso de edifícios existentes que ainda não disponham do documento aquando da conclusão do contrato de arrendamento, este é apenas voluntário. Para além das questões que envolvem a certificação energética, Roma não avançou ainda com quaisquer medidas que assegurem a inspecção regular de sistemas de ar condicionado. No âmbito da Directiva, estas inspecções ajudam a garantir o desempenho óptimo destes sistemas e devem incluir possíveis melhorias ou soluções alternativas.

Em Novembro de 2010, a Comissão Europeia tinha já informado o país que não estava a cumprir com a lei comunitária, repetindo agora novamente o aviso. Caso a Itália não transponha as medidas em falta de forma adequada, a Comissão pode decidir levar o país ao Tribunal Europeu de Justiça nos próximos dois meses.

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20-10-2011

A proposta de Orçamento de Estado para 2012 confirma a subida para o escalão máximo da taxa de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) a aplicar na venda de equipamentos de captação e aproveitamentos de energias renováveis, em particular energia solar, eólica e geotérmica. Até aqui, estes equipamentos eram taxados à taxa reduzida intermédia, ou seja, 13%, agravando-se agora para os 23%. No pacote, incluem-se, entre outros, os sistemas solares térmicos, solares fotovoltaicos e bombas de calor.

Para além destes, a proposta do Executivo revoga também a aplicação da taxa de 13% a  aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados à "b) captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia; c) produção de energia a partir de incineração ou transformação de detritos, lixo e outros resíduos; d) prospecção e pesquisa de petróleo e ou desenvolvimento da descoberta de petróleo e gás natural; e) medição e controlo para evitar ou reduzir diversas formas de poluição".

Apesar de esperada, esta alteração vem abalar o sector das energias renováveis. Segundo a Associação Portuguesa da Indústria Solar, esta subida "consubstancia um real aumento do preço ao consumidor final". Juntamente com as dificuldades no acesso ao crédito e enfraquecimento do poder de compra, em resultado das medidas de austeridade, em particular  para a classe média, o acréscimo de mais 10% no valor destes equipamentos deverá provocar um decréscimo acentuado do investimento no sector.

Para além da subida de escalão da taxa do IVA, a proposta de Orçamento para 2012 retira também os benefícios fiscais para os equipamentos de renováveis. Neste ano, a aquisição deste tipo de equipamentos usufruiu de benefício fiscal, cujos tectos são reduzidos, diminuindo o benefício para o contribuinte. Já em 2010, foi possível deduzir à colecta 30% das despesas com estes equipamentos, com um limite de 803 euros.

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13-10-2011

Meio trilião de dólares foi quanto foi gasto no último ano em subsídios para apoiar a produção e o consumo de combustíveis fósseis, segundo uma análise da Agência Internacional de Energia (AIE) e da OCDE (Organização para a Cooperação Económica e  Desenvolvimento Económico). Remover subsídios ineficientes iria aumentar os lucros nacionais e reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, apontam as mesmas fontes.

Acabar progressivamente com os subsídios aos combustíveis fósseis irá também proporcionar um ímpeto para o investimento, crescimento e emprego nas energias renováveis e na eficiência energética. Apesar dos muitos benefícios de acabar com este tipo de subsídios, os esforços para uma reforma têm sido barrados pela falta de informação sobre as medidas de apoio em vigor, nomeadamente nos países da OCDE.

 

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12-10-2011

The event will run from 28-th to 30-th March 2012 in Sofia, Bulgaria. It's aim is to encourage the know-how transfer and stimulate the investments in green energy sector in the South-East European market with huge potential. The participation is a great opportunity for establishment of new partnerships on a global scale between governmental and local policy makers, municipality experts, investors, executives, representatives of branch associations, etc.

The organizer Via Expo has invited high-level speakers from over 20 countries. They will discuss hot topics on Financing of EE & RES Projects, Energy Efficiency, RES Electricity, Bio Energy, Smart Grids, etc. Leading companies reserved will present cutting edge products: energy efficiency solutions, bio-, wind- and hydro energy systems, e-mobility and environmental services. The parallel SEE Solar Exhibition will focus on the solar PV and thermal technologies and their application.

'Save the Planet' (Conference and Exhibition on Waste Management, Recycling and Environment) will be held for a third consecutive year as a parallel green event.

For more info: www.eeandres.viaexpo.com/en

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04-10-2011

O Governo aprovou em Conselho de Ministros, na passada semana, uma proposta de lei que visa facilitar e dinamizar o mercado da reabilitação urbana. O documento, que terá ainda de passar no Parlamento, pretende "eliminar os constrangimentos que têm obstado à implementação de uma efectiva política de reabilitação urbana, imprimindo maior celeridade à realização das iniciativas de reabilitação e promovendo o investimento dos particulares".

Com este novo pacote legislativo, prevê-se a "intervenção em três domínios fundamentais": flexibilização e simplificação do procedimento de criação de áreas de reabilitação urbana; criação de um procedimento simplificado de controlo prévio de operações urbanísticas; inclusão "no conceito de reabilitação urbana determinadas operações urbanísticas «isoladas» que tenham por objecto edifícios ou fracções, ainda que localizados fora de áreas de reabilitação urbana, cuja construção tenha sido concluída há pelo menos 30 anos e que, em virtude da sua insuficiência, degradação ou obsolescência, justifiquem uma intervenção de reabilitação destinada a conferir adequadas características de desempenho e de segurança".

Até ao final do ano, esta iniciativa vai ser ainda complementada por um outro pacote legislativo, desta feita para o mercado do arrendamento, assegurou a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas. Em termos de recursos financeiros, "o Estado está empenhado em dar mais visibilidade à reabilitação urbana, no âmbito da reorganização do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)", garantiu a ministra, referindo ainda o recurso à Iniciativa europeia JESSICA, que deverá ser apresentado em breve.

As declarações da ministra foram feitas no âmbito da conferência nacional dedicada ao tema "Sustentabilidade na Reabilitação Urbana: o novo paradigma do mercado da construção", organizada pela delegação portuguesa da Iniciativa Internacional para a Sustentabilidade do Ambiente Construído (iiSBE) nos dias 29 e 30 de Setembro.

Perante a actual crise da indústria da construção, a reabilitação urbana representa uma oportunidade de retoma para o sector, significando um enorme potencial também no âmbito da reabilitação energética. A necessidade de aliar a reabilitação energética à reabilitação urbana foi uma das conclusões do encontro da iiSBE, reforçada pelas imposições da revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).Recorde-se que a lei comunitária obriga a que a partir de 2020 todos os novos edifícios tenham necessidades quase nulas de energia e exige aos Estados-Membros o desenvolvimento de políticas e a tomada de medidas para incentivar a transformação de todos os edifícios remodelados em edifícios com necessidades quase nulas de energia.

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29-09-2011

O mercado europeu dos sistemas de automação e controlo de edifícios começa a mostrar sinais de recuperação e entre os principais impulsionadores do mercado estão os requisitos para a eficiência energética e as regulamentações europeias, avança uma análise recente da Frost&Sullivan. O mercado precisa ainda de estabilizar e expandir as suas oportunidades de crescimento nas regiões emergentes e nos segmentos do utilizador final, mas, segundo a mesma fonte, a procura por uma maior eficiência energética apresenta-se já como a principal alavanca do mercado.

"A eficiência energética é o principal motor de mercado para os sistemas de automação e controlo em edifícios", refere a analista da Frost & Sullivan Neetha Jayanth. "A gestão de energia é o segmento funcional que vai ajudar ao crescimento deste mercado, especialmente no seguimento da implementação de Directivas europeias, tais como a Directiva para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD)", acrescenta.

O relatório - "European Building Automation Systems Market"- analisa as funções automáticas em edifícios de sistemas de AVAC e sanitário, gestão de energia e iluminação, segurança contra incêndios e vida, segurança e alarmes e sistemas estruturais. A análise feita estima que, no ano passado, este mercado teve lucros na ordem dos 1,311.8 milhões de euros e deverá atingir os 1,574.3 milhões em 2017.

As soluções de gestão de energia e iluminação são as que mais provavelmente vão liderar o sector, sendo que as de gestão de sistemas de AVAC deverão continuar a desempenhar um papel importante. No que respeita aos utilizadores-alvo, o estudo considera que os fabricantes deverão continuar a direccionar-se principalmente para os complexos de escritórios, estando, no entanto, atentos aos segmentos emergentes, em particular os edifícios públicos e os centros de educação.

Até aqui, uma das principais barreiras ao mercado dos sistemas de automação de edifícios tem sido os elevados investimentos necessários, nomeadamente para a aplicação em edifícios existentes, o que se deve à "necessidade de substituir os sistemas e dispositivos existentes, onde estes não são compatíveis, e de actualizar a tecnologia de comunicação entre os dispositivos", explica Jayanth.

Segundo a análise da Frost&Sullivan, a adopção de sistemas abertos e a perspectiva de poupança nas facturas energéticas serão importantes para ultrapassar a barreira do valor inicial. "Despertar o interesse através de um sistema eficiente que pode render lucros no investimento num curto período, especialmente com o aumento dos preços energéticos, é o caminho em frente", refere a Frost&Sullivan.

 

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27-09-2011

Nos próximos cinco anos, o governo chinês vai investir 2 triliões de yuans (mais de 230 mil milhões de euros), nas áreas da economia verde e do desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono.

Desta forma, segundo noticia o jornal China Daily, o país espera conseguir reduzir em 16% a sua intensidade energética, comparativamente a 2010. O plano inclui a criação de programas de baixo carbono em cinco províncias e oito cidades chinesas e ainda a criação de 100 centros de utilização de recursos, de acordo com Xie Zhenhua.

"Durante este período (2011-2015), o governo chinês vai impulsionar o desenvolvimento de baixo carbono em dez perspectivas", afirmou o vice-ministro da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma, Xie Zhenhua, durante a segunda edição do China International Eco-City Forum.

Para além do investimento no baixo carbono e de acordo com uma investigação feita recentemente pelo The Pew Charitable Trust, a China é também, hoje, o país líder mundial no investimento em energia "limpa", tendo atingido os 40 mil milhões de euros em 2010, o que representou um crescimento de 39% em relação ao ano de 2009. Ao todo, segundo o relatório, o investimento total global feito em energia "limpa" ultrapassou os 180 mil milhões de euros.

(Foto: www.ebeijing.gov.cn)

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21-09-2011

O governo espanhol aprovou, no mês passado, um novo Plano de Acção para a Eficiência Energética (PAEE), que estará em vigor até 2020 e que estabelece como objectivo para a próxima década a redução de 20% do consumo energético do país.

Segundo o Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energia (IDAE), o plano vai evitar a importação de 965 milhões de barris de petróleo (1,3 vezes o consumo energético de toda a Espanha), o equivalente a uma factura de 78.687 milhões de euros, e contribuirá para a redução de 400 milhões de toneladas de emissões de CO2. De acordo com a IDAE, a entrada em acção das medidas previstas no PAEE 2011-2020 funcionará também como incentivo à economia espanhola, pois "mobilizará investimentos no valor de 45.985 milhões de euros, o que contribuirá significativamente para a criação de emprego", em particular no sector da eficiência energética - "um sector que representa actualmente em Espanha 1,8% do PIB e que previsivelmente alcançará os 3,9% em 2020, ocupando nesse ano mais de 750.000 trabalhadores", aponta a IDAE.

A estratégia integra medidas de actuação em sete áreas: indústria, transporte, edifícios, equipamentos, serviços públicos, agricultura e pesca e cogeração. No que toca aos edifícios, estão previstas medidas para a reabilitação energética da envolvente térmica dos edifícios existentes, a melhoria da eficiência energética das instalações térmicas e das instalações de iluminação interior nos edifícios existentes, a construção de novos edifícios e reabilitação integral do parque edificado com alta classificação energética e construção ou reabilitação de edifícios com necessidades quase nulas de energia. No total, espera-se que, em 2020, estas medidas tenham contribuído para uma poupança de cerca de 2.772 ktep de energia final e evitado aproximadamente 11.648 ktCO2.

O PAEE 2011-2020 espanhol dá continuidade ao plano anterior, cujo horizonte era 2010 e que permitiu poupar cerca de 450 milhões de barris de petróleo, reduzindo 62% do consumo de energia final de Espanha em 2010. Tanto o novo documento, como o seu antecessor resultam da imposição da Directiva europeia relativa à Eficiência na Utilização Final de Energia e aos Serviços Energéticos (2006/32/CE). Com a definição do objectivo de reduzir em 20% o seu consumo energético, a Espanha acompanha, assim, a Europa na persecução da meta comunitária para a eficiência energética em 2020.

(Foto: European Commission)

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13-09-2011

Passivhaus - As novas casas passivas

O tradicional conceito das casas passivas evoluiu e foi na Alemanha que ganhou força. Actualmente, é já uma norma obrigatória em algumas regiões europeias, apontada como uma solução para os edifícios em 2020. Fomos ao Passivhaus Institut conhecer este trabalho e perceber como está a ser aplicado no nosso país.

 

Opinião - "A relevância energética da regulamentação dos edifícios, agora e aqui", por Eduardo de Oliveira Fernandes

"A revisão dos regulamentos, actualmente em curso, tem que sair da 'casa de bonecas' em que foi encurralada sob a liderança da ADENE, e ser encarada de forma política, contextualizada numa política nacional de eficiência energética séria, que é urgente e imperioso definir, à luz do novos enquadramentos de custos da electricidade e do gás e sem esquecer, claro, a Directiva EPBD".

 

Solar Térmico - Balanço do mercado português e os novos incentivos na Europa

Sem rumo nem politica energética por parte do Governo, o mercado do solar térmico vai-se de novo ajustando e adaptando a outras áreas de negócio, nomeadamente o fotovoltaico. Já na Europa, a urgência de avançar com os apoios ao solar térmico começa a evidenciar-se e Espanha e Itália preparam-se para introduzir uma tarifa remuneratória para o calor gerado.

 

Casos de Estudo - O mesmo princípio em diferentes realidades

O conceito Passivhaus tem ganho adeptos um pouco por todo o mundo e vão surgindo cada vez mais projectos certificados. Espanha e Japão são apenas dois exemplos onde já existem casas deste tipo.

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07-09-2011

O Plano de Acção para a Energia Sustentável da Cidade do Porto (PAES-P) é um dos cinco planos - e o único português - que foram já validados pela Comissão Europeia. Bruxelas aprovou também os Planos de Acção de Génova (Itália), Vitória-Gasteiz (Espanha), Nitra (Eslováquia) e Växjö (Suécia).

Até agora, ao todo, foram submetidos para apreciação 749 planos de diversas cidades europeias que integram o Pacto dos Autarcas. Entre estas, para além da cidade do Porto, contam-se 13 portuguesas, cujos planos aguardam agora a validação por parte da Comissão. São elas Águeda, Almada, Boticas, Cabeceiras de Basto, Cascais, Esposende, Lagoa (Algarve), Lisboa, Nazaré, Oeiras, Pinhel, Santiago do Cacém e Vila Nova de Gaia.

Os Planos de Acção para a Energia Sustentável apresentam as iniciativas e medidas que as cidades pretendem levar a cabo para alcançar as metas de reduções de emissões a que se propuseram ao subscreverem o Pacto dos Autarcas.

O PAES-P, aprovado pela Câmara Municipal do Porto em Outubro passado, foi elaborado pela Agência de Energia do Porto na sequência das responsabilidades assumidas pelo município com a assinatura, em Fevereiro de 2009. O Plano define as áreas prioritárias de intervenção e apresenta as medidas que permitirão reduzir em 45% as emissões de CO2 na cidade, sendo que "cerca de metade deste valor é directamente imputável às iniciativas locais, sejam da autarquia ou de outros stakeholders na cidade, e o restante expressão das políticas energéticas nacionais de electricidade mais verde e de biocombustíveis", explica a AdEPorto. O PAES-P prevê acções para a redução de energia quer do lado da oferta, quer do lado da procura, sendo que esta último apresenta um maior campo de intervenção, representando cerca de 88% dos valores de redução final de energia. Os edifícios e os transportes são os sectores onde se revela maior potencial de poupança, de 67% e 16% respectivamente. No âmbito da oferta, estão previstas acções em três áreas: mudança de vector energético (1); o aproveitamento do potencial energético endógeno, em particular a energia solar e alguma biomassa, para fins de calor (2) e também para a produção de electricidade (3).

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31-08-2011

A 27 de Julho, o governo espanhol publicou uma versão preliminar daquele que será o Plan de Energías Renovables 2011-2020, que prevê a introdução de um "sistema de retribuição da energia produzida, com base em incentivos ao calor renovável (ICAREN), o favorecimento da penetração da energia solar térmica nos modelos de venda de energia através das ESCO (empresas de serviços energéticos) e o fortalecimento da Investigação & Desenvolvimento no sector".

O sistema de incentivos previsto no documento tem o nome de ICAREN e pretende ser um "apoio directo à produção, incompatível com a percepção de ajudas ao investimento e específico para projectos desenvolvidos através de ESCO", o que implica a existência de "um produtor que transmita a energia a um consumidor, realizando uma actividade económica". Este mecanismo vai fazer com que "a iniciativa privada seja mais importante do que as ajudas públicas, sendo uma regulação que sustenta o sector, não sujeita a conjecturas económicas nem a ajudas", de acordo com a associação da indústria solar térmica espanhola, ASIT.

A introdução de um quadro retributivo para o sector tem sido uma reivindicação da ASIT, que se viu confrontada com uma forte contracção do mercado nos últimos anos. "As empresas que fazem parte da ASIT estão a tentar tornar realidade algo que estamos a planear desde 2005: alterar a filosofia das ajudas ao m2 para incentivar a eficiência da instalação, e rentabilizá-la graças à sua produção energética, fomentando a redução das emissões de CO2, gerando a confiança no investidor pela sua estabilidade e segurança, criando um quadro estável e a longo prazo para grandes utilizadores, produtores e promotores de energia térmica, instaladores e fabricantes de solar térmico, entidades bancárias e a Administração, aponta o secretário-geral, Pascual Polo.

Recorde-se que o mercado e a indústria solar térmica espanhola foram, na Europa, dos que mais sofreram com a crise económica, tendo sido fortemente castigados pela queda no sector da nova construção. De acordo com as estatísticas anuais da associação, em 2010 foram instalados 243,6 MWth, o equivalente a 348.000 m2. Desses, 83% dizem respeito a instalações no âmbito do CTE, 15% são instalações promovidas pelos programas de ajudas das Comunidades Autónomas, 1% para aplicações industriais e outro 1% para outras aplicações. No total, o mercado espanhol compreende agora 2.460.000m2, o que representa menos de 50% do objectivo definido no Plan de Energías Renovables (PER) 2005-2010, que apontava para 4,9 milhões de m2 acumulados em 2010. Recorde-se que, entre 2005 e 2008, o mercado espanhol assistiu a um crescimento exponencial na ordem dos 63%, alcançando os 465.000m2 de nova área instalada e os 1,7 milhões m2 acumulados.

Saiba mais sobre esta e outras notícias na edição de Setembro/Outubro da revista Climatização!

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23-08-2011

O primeiro projecto piloto de utilização de energia solar térmica para processos industriais em Espanha, no âmbito do projecto europeu SO-PRO, já está em funcionamento. A instalação está localizada em Jerez de los Caballeros, servindo a empresa de indústria alimentar Montesano. A iniciativa europeia Solar Process Heat (SO-PRO) tem como objectivo promover o uso do solar térmico para calor de processo.

Segundo Francisco Puente Salve, o chefe de projectos da entidade responsável pelo SO-PRO em Espanha, a Escan S.A.,  a instalação conta com 120 colectores solares térmicos, com uma área total de 252 m2, dispondo de dois depósitos de 15.000 litros cada, 30.000 no total, que "se fabricaram in situ". O sistema produz água quente industrial que é utilizada principalmente para limpeza e lavagem dos produtos de carne, mas também das embalagens plásticas, chãos, etc..

O projecto em Jerez de los Caballeros implicou um investimento de 175.000 euros, tendo beneficiado de um subsídio de 61.250 euros, aponta a Escan S.A.. Em termos de poupança, espera-se que o sistema permita poupar 13.760 euros por ano, resultando num período de retorno de 8,3 anos.

Actualmente cerca de 30% do consumo total de calor no sector da indústria é feito a baixas temperaturas, as quais podem muito bem ser alcançadas com os colectores solares térmicos convencionais e que estão disponíveis actualmente no mercado. Foi nesse sentido que surgiu, em Novembro de 2009, o projecto Solar Process Heat. "A aplicação de energia solar térmica para fornecimento do calor de processo é especialmente adequada para empresas que requerem calor de processo a baixas temperaturas (abaixo dos 100ºC, melhor ainda se forem abaixo dos 50ºC) em especial durante os meses de Verão", refere Christine Öehlinger, coordenadora do projecto (Agência de Energia da Alta Áustria - O.O. Energiesparverband). O projecto decorre até Outubro deste ano.

 

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18-08-2011

A partir do próximo ano, as instalações de sistemas solares térmicos em Itália poderão beneficiar de um novo incentivo que deverá funcionar como tarifa remuneratória. A medida está prevista no decreto 28/2011, publicado em Março passado e transpondo a Directiva Europeia para as Energias Renováveis (2009/28/CE) na lei italiana.

De acordo com o documento, o governo deverá publicar, até 28 de Setembro, os termos em que o incentivo será aplicado. Por enquanto, sabe-se apenas que este "é concebido para garantir um retorno justo dos custos de investimento e de operação e é proporcional à produção de energia térmica a partir de fontes renováveis, ou em que haja poupança energética gerada pela intervenção".

Para além do incentivo, a nova lei estabeleceu ainda a obrigatoriedade da instalação de equipamentos de energias renováveis em edifícios novos e em grandes renovações. O art.11º da nova lei estabelece a obrigatoriedade do uso de fontes de energia renováveis para cobrir 50% do consumo previsto para águas quentes sanitárias e uma percentagem progressiva, inicialmente de 20% (entre 31 de Maio de 2012 e 31 de Dezembro de 2013), para o total de consumo energético previsto para aquecimento, arrefecimento e produção de águas quentes sanitárias. A partir de 1 de Janeiro de 2014 e até 31 de Dezembro de 2016, essa percentagem sobe para os 35% e, a partir de 1 de Janeiro de 2017, a contribuição das renováveis para esses fins terá de ser de 50%. O decreto esclarece ainda que esta percentagem não pode ser conseguida através de fontes de energia renováveis que só produzam electricidade.

No ano que passou, o mercado italiano para o solar térmico assegurou a sua posição como segundo maior na Europa, alcançando os 490.000 m2 de nova área instalada (343.000MWth). Até 2020, os objectivos do país para esta tecnologia são ambiciosos: o PNAER italiano fixa para o solar térmica um objectivo de 1,6Mtep em 2020, o que corresponde a 26 milhões de m2 instalados (18.2GWth).

(Foto: Conergy AG/Estif)

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16-08-2011

A Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET) passou, desde 27 de Julho, a denominar-se Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET), segundo foi estabelecido pela Lei nº47/2011, publicada em Diário da República a 27 de Junho. Esta alteração de estatuto era há muito reivindicada pelos Engenheiros Técnicos, que assinalam a data como "histórica".

No seguimento da criação da OET, o Conselho Directivo Nacional convocou eleições, que terão lugar a 7 de Outubro deste ano e que servirão para eleger, entre outros órgãos, o bastonário e vice-presidentes da recém-criada Ordem.

"Os órgãos dirigentes, nacionais e regionais, da ANET e, bem assim, os colaboradores congratulam-se com este acontecimento e formulam votos que a OET continue como referência de unidade de todos os engenheiros técnicos, na diversidade de opiniões e respeito mútuo", refere em comunicado.

Segundo a OET, um "Engenheiro Técnico é um membro efectivo da ANET/OET que, nos termos de múltiplos diplomas legais e regulamentares, nos quais avultam a Lei nº 31/2009, de 3 de Julho e a Portaria nº 1379/2009, de 30 de Outubro, se encontra habilitado a praticar um vasto e diversificado conjunto de actos de engenharia da sua especialidade, tais como os relacionados com a elaboração, execução, fiscalização e direcção técnica de estudos e projectos. Sendo possuidor de uma sólida formação de base (matemática, física…) e de competência para aplicar as ciências da engenharia, a sua capacidade de concepção de soluções, de gerir, planear, executar e fiscalizar, também o habilitam a desempenhar uma acção relevante de interface com outras especialidades profissionais envolvidas na concepção e execução de projectos".

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27-07-2011

O governo britânico anunciou, a 21 de Julho, o lançamento do programa de incentivo "Renewable Heat Premium Payment" (RHPP), disponibilizando 15 milhões de libras (cerca de 17 milhões de euros) para apoiar instalações de sistemas de aquecimento que utilizem fontes de energia renováveis. O incentivo vai entrar em vigor na próxima semana, a 1 de Agosto, e prevê-se que, até Março de 2012, apoie 25.000 instalações de caldeiras a biomassa, bombas de calor ar/geotérmicas e colectores solares térmicos.

O programa deverá destinar-se a cerca de quatro milhões de casas na Grã-Bretanha que não são aquecidos a gás e que têm que confiar em formas de aquecimento mais carbónicas, tais como os aquecedores eléctricos. Segundo o Department of Energy and Climate Change (DECC), o valor dos incentivos atribuídos vai variar entre as 300 libras (cerca de 339 euros) para a instalação de sistemas solares térmicos em todos os tipos de casa, independentemente do sistema de aquecimento utilizado, e as 1.250 (pouco mais de 1.413 euros) no caso das bombas de calor geotérmicas para casas sem aquecimento a gás.

"Hoje começa uma nova era no aquecimento residencial, porque estamos a torná-lo mais económico para as pessoas se tornarem mais verdes, disponibilizando descontos sobre o custo dos eco-aquecedores", anunciou o ministro para as Alterações Climáticas britânico, Greg Barker. De acordo com o político, o programa não só ajudará a reduzir emissões, como "também vai ajudar a criar um mercado de desenvolvimento, venda e instalação" de colectores solares térmicos ou de bombas de calor.

O RHPP surgiu em complemento ao "Renewable Heat Incentive" (RHI), disponível este ano apenas para o sector não-residencial e que funcionará com o pagamento de uma tarifa pelo calor renovável gerado (kWh). As candidaturas ao RHI vão abrir a 30 de Setembro.

(Foto:©Morley von Sternberg)

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20-07-2011

O quadro para a metodologia comparativa de cálculo dos níveis óptimos de rentabilidade, previsto pela revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios - EPBD (2010/31/CE), só deverá ser adoptado depois do Verão, segundo revelou à Climatização Michaela Holl, da Direcção Geral de Energia (DG Ener) da Comissão Europeia. A responsável confirmou que o documento está ainda a ser discutido pela Comissão, que não cumpre assim o prazo de 30 Junho para a sua entrega, conforme ficou estabelecido na Directiva comunitária.

A revisão da EPBD estabelece que os Estados-Membros devem definir os seus requisitos de desempenho energético mínimos de forma a atingirem níveis óptimos de rentabilidade, passando, desta forma, a considerar todo o ciclo de vida do edifício ao nível dos custos relacionados com a energia e não só o investimento inicial. O objectivo é que os Estados-Membros utilizem este quadro de metodologia comparativa para calcular os níveis óptimos de rentabilidade para os requisitos mínimos de desempenho para edifícios novos e existentes e também para os seus elementos.

Quando a Comissão adoptar o quadro para a metodologia comparativa, os Estados-Membros deverão complementá-la com informações particulares e específicas de cada um, nomeadamente a definição de edifícios de referência e de pacotes de medidas de eficiência energética, de forma a conseguir calcular os níveis óptimos de rentabilidade para os requisitos mínimos de desempenho energético. Nessa altura, os países da União Europeia deverão comparar os resultados que obtiverem com aqueles que têm em vigor e reportar as conclusões à Comissão até Junho de 2012, acompanhados de toda a informação incluída e das avaliações feitas. A partir daí, os países terão de entregar relatórios à Comissão em intervalos regulares de um máximo de cinco anos. No caso de se verificarem discrepâncias significativas, isto é, superiores a 15%, entre os níveis óptimos de rentabilidade calculados para os requisitos mínimos de desempenho energético e aqueles em vigor, os Estados-Membros deverão justificar essa diferença ou prever medidas adequadas para a sua redução.

 

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14-07-2011

Renováveis, um alvo a abater?

Parece que as renováveis, a anterior marca de Sócrates, são um alvo a abater neste novo Governo. O mercado está em estado de choque na actual ausência de uma politica energética esclarecedora. A eficiência energética é a tónica no Programa do Governo. Mas todas as políticas europeias apontam para a descentralização energética, recurso às renováveis e eficiência energética como um modelo integrado e necessário rumo à sustentabilidade dos nossos edifícios. E agora?

Entrevista - "Já temos 150 mil produtores térmicos e eléctricos"

Alexandre Fernandes, director-geral da Agência para a Energia, fala-nos do actual contexto, da importância das renováveis no modelo da produção descentralizada e eficiência energética e destaca o crescimento e vantagens do solar térmico onde os resultados são muito mais imediatos.

Solar Térmico - O mercado em Portugal

Depois de um crescimento exponencial motivado por directrizes europeias mas também por medidas e incentivos nacionais, a energia solar e em concreto o solar térmico vê agora tempos de incerteza.

E&E Europa - Europa tenta recuperar caminho com proposta para nova Directiva

Com a proposta para a nova Directiva para a Eficiência Energética, as medidas do Plano de Acção europeu vão ganhar força legal. Eficiência energética nas compras públicas, taxa de renovação anual de 3% dos edifícios públicos, garantia de acesso a informação sobre consumos, novas imposições para as empresas e critérios de obrigatoriedade do recurso à cogeração e às redes de aquecime­­nto e arrefecimento fazem parte da proposta.

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06-07-2011

A Comissão Europeia lançou, na semana passada, o novo Fundo Europeu para a Eficiência Energética (F-EEE), que disponibilizará, inicialmente, 265 milhões de euros para apoiar, até 31 de Março de 2014, projectos de eficiência energética e fontes de energias renováveis, com vista a alcançar pelo menos 20% de poupança energética ou a redução de 20% das emissões de CO2. Para além disto, vão estar também disponíveis cerca de 20 milhões de euros da União Europeia (UE) destinados a serviços de desenvolvimento de projectos (assistência técnica) relacionados com a preparação técnica e financeira e cerca de um milhão de euros para actividades de divulgação e aumento de conhecimento na área da energia sustentável.

O novo Fundo contará com cerca de 146 milhões de euros, como contribuição da UE, provenientes do Programa Europeu Energético para o Relançamento (PEER) - um montante que representa 3,7% do total deste programa. Desses 146 milhões, 125 milhões entrarão como capital de risco no Fundo para alavancar investimentos públicos e privados. O Banco Europeu de Investimento contribui com mais 75 milhões de euros, o italiano Cassa Depositi e Prestiti SpA (CDP Itália) com 60 milhões e o Deutsche Bank, gestor de investimentos designado, contribuirá com cinco milhões de euros. Para além destas entidades, foram também convidadas outras instituições financeiras ao nível dos Estados-Membros, que poderão juntar-se ao fundo mais tarde, pretendendo-se também que os investidores do sector privado alavanquem as contribuições do lado do sector público. O montante final do Fundo dependerá de investidores adicionais, públicos ou privados, e do eventual portefólio de investimentos.

O novo Fundo pretende oferecer uma vasta gama de produtos financeiros, tais como empréstimos privilegiados e subordinados, garantias e participação equitativa a autoridades locais, regionais e nacionais públicas para promover investimentos em energia sustentável. Entre os possíveis beneficiários do Fundo estão as autoridades públicas, ao nível local e regional, empresas públicas e privadas, que actuem em nome dessas autoridades públicas, tais como empresas de utilities locais, empresas de serviços energéticos (ESCO), empresas de redes de aquecimento ligadas a centrais de cogeração ou empresas públicas de serviços de transportes.

O montante cedido pela UE - 146 milhões de euros - resulta de fundos que foram mobilizados para o PEER em 2009 e que não puderam ser imediatamente alocados para projectos nos sectores das infra-estruturas, eólico offshore e soluções de captura e armazenamento de carbono. A criação deste fundo surge de um acordo feito em Dezembro de 2010 entre o Conselho de Ministros e o Parlamento Europeu em resultado de uma proposta da Comissão Europeia.

(Foto: European Commission)

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05-07-2011

A Comissão Europeia lançou oficialmente, a 21 de Junho, a Iniciativa "Smart Cities and Communities", um programa que disponibilizará 80 milhões de euros para apoiar projectos de integração urbana de tecnologias de energia em cidades europeias piloto. A conferência de lançamento oficial, que decorreu em Bruxelas, contou com a presença do Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, e de cerca de 500 representantes de cidades, instituições de investigação europeias, empresas e do sector financeiro.

No âmbito do 7º Programa Quadro e da Iniciativa, decorrerá entre 19 de Julho e 1 de Dezembro um concurso, no qual as cidades ou parceiros industriais poderão candidatar-se aos fundos disponíveis, com projectos nas áreas da gestão integrada da energia ao nível urbano, o que inclui transportes, água e soluções de resíduos. Os projectos deverão ser avaliados entre Janeiro e Fevereiro de 2012 e prevê-se que avancem no Verão desse ano. Entretanto, serão lançadas outros avisos integrados na Iniciativa "Smart Cities and Communities" que contemplarão áreas, como a dos edifícios, aquecimento e arrefecimento, redes e tecnologias de aprovisionamento de energia. No final deste ano, a Comissão pretende também lançar uma plataforma que reúna os vários stakeholders nas áreas, de forma a estruturar o diálogo e a sua contribuição para a Iniciativa.

"Esta é a altura certa para as cidades e comunidades inteligentes: cidades e parceiros na indústria estão ansiosos para desenvolver soluções sustentáveis integradas que oferecem energia limpa, segura e a preços acessíveis aos cidadãos, reduzir o consumo e criar novos mercados - na Europa e não só. Com a Iniciativa Smart Cities and Communities, a União Europeias (UE) está a impulsionar estes novos mercados com um fundo inicial de 80 milhões de euros para apoiar projectos modelo inovadores em cidades europeias", explicou Gunther Oëttinger. "As cidades são a chave para os objectivos europeus de alcançar 20% de poupança energética e de desenvolver uma economia de baixo carbono em 2050, isto porque 70% do consumo energético na UE é feito nas cidades. Estas têm um enorme potencial de poupança energética através do uso racional dos recursos e da integração inteligente da tecnologia", acrescentou.

(Foto: European Commission)

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28-06-2011

A Comissão Europeia apresentou, a 22 de Junho, a proposta para a Directiva para a Eficiência Energética, que vem substituir as Directivas relativa à Eficiência na Utilização Final de Energia e aos Serviços Energéticos (2006/32/CE) e para a Cogeração (2004/8/CE). O texto segue para discussão no Conselho e Parlamento Europeus, prevendo-se que se chegue a um acordo político durante o primeiro semestre de 2012 e que o texto final seja adoptado no Outono desse ano. O objectivo da nova Directiva é compensar o fracasso assumido pelas duas directivas anteriores, assim como transpor para a lei as medidas apresentadas com o novo Plano de Acção para a Eficiência Energética (PAEE) europeu, apresentado em Março passado.

Por toda a Europa, as representações locais da Comissão organizaram uma sessão de debate sobre o texto da proposta. Lisboa não foi excepção e Paula Abreu Marques, da DG Energia da Comissão, explicou as várias medidas incluídas. A proposta de Directiva volta a adiar a possibilidade da introdução de metas vinculativas, desta feita para 2014, optando, por agora, pela implementação de medidas obrigatórias. "Parece que essas metas não têm de ser obrigatórias no presente e que medidas obrigatórias podem alcançar os mesmos ou melhores resultados. Essas medidas obrigatórias, juntamente com o actual enquadramento político, devem ser suficientes para alcançar a meta de 20% em 2020 da UE", refere o texto. Apesar disto, destaca-se a necessidade de acompanhar o progresso que é feito e, se este não for adequado, tomar as "medidas correctivas apropriadas com antecedência suficiente".

O Estado é um dos alvos desta proposta de Directiva, em particular pela obrigação de servir de exemplo e pelo forte potencial de poupança. Entre as medidas apresentadas, a Comissão sugere a renovação anual de 3% da área total dos edifícios públicos e a obrigatoriedade de incluir a eficiência energética como critério nas compras públicas.

Na acção do lado da procura e da oferta energética, surgem medidas para as empresas e utilizadores finais, como a introdução de programas de poupança energética obrigatória que visem uma redução anual de consumo de energia final de 1,5%, ou outras direccionadas ao sector público, como a obrigatoriedade de 3% de taxa de renovação do edificado anual a níveis óptimos de rentabilidade e a obrigatoriedade de comprar produtos e edifícios eficientes. A nova Directiva prevê ainda a promoção do mercado de serviços energéticos, a disponibilização frequente de informação aos cidadãos e entidades sobre o seu consumo energético real, nomeadamente com os "smart meters", e a definição de auditorias energéticas obrigatórias para as grandes empresas.

Face à necessidade de rever as exigências da Directiva para a Cogeração, sugere-se a definição de requisitos mínimos de desempenho para a geração de energia, incluindo requisitos obrigatórios da utilização de unidades de cogeração de elevada eficiência, assim como sua ligação obrigatória e acesso prioritário da cogeração à rede eléctrica, e o recurso a infra-estruturas de redes de distribuição de frio e calor em novas instalações de produção eléctrica.

(Foto: European Commission)

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22-06-2011

A Comissão Europeia chamou à atenção da Bélgica para a necessidade de cumprir a transposição da Directiva europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD - 2002/91/EC). Duas das regiões do país, Valónia e Bruxelas, estão em falta na transposição de algumas das condições da lei comunitária. Feito o aviso formal, a Bélgica tem agora dois meses para corrigir a situação. Se  tal não acontecer, a Comissão pode levar o país ao Tribunal de Justiça Europeu.

De acordo com a Directiva, cada Estado-Membro deveria ter transposto a lei comunitária até, no máximo, 4 de Janeiro de 2009. No entanto, até agora, a região belga da Valónia ainda não adoptou regras para a emissão dos certificados de desempenho nos novos edifícios, nem tornou obrigatória a sua afixação pública em local visível para edifícios com áreas superiores a 1000 m2. Também na região da capital Bruxelas, a implementação da EPBD permanece em incumprimento. A Comissão alerta para o facto de que o calendário definido na região para a entrada em vigor de algumas obrigações, tal como a inspecção de caldeiras com mais de 15 anos de vida, ser incompatível com o prazo definido na Directiva. Na actual regulamentação em vigor em Bruxelas, estas caldeiras só terão de ser inspeccionadas depois de Janeiro de 2013, para as mais antigas, alargando-se esse prazo para Janeiro de 2014, para caldeiras com menos de 20 anos. Para além disso, a região deverá ainda tomar medidas com vista a tornar obrigatórias as inspecções regulares a sistemas de ar condicionado cuja potência ultrapasse os 20kW. Estas inspecções deverão garantir que estes equipamentos tenham um desempenho óptimo, no que respeita ao seu impacto ambiental, de segurança e nas facturas energéticas.

A EPBD obriga os Estados-Membros a estabelecerem um método de cálculo para o desempenho energético dos edifícios e definirem requisitos mínimos para o desempenho energético de novos edifícios e para as grandes renovações em edifícios existentes. A lei comunitária introduziu a obrigatoriedade do certificado energético para novos edifícios, e no caso de venda ou arrendamento, e de um sistema de inspecções regulares de caldeiras e sistemas de ar condicionado. Em Maio de 2010, foi aprovada a revisão da Directiva EPBD (2010/31/CE), no sentido de reforçar estas exigências e de caminhar na direcção dos "edifícios com necessidades quase nulas de energia" em 2020. Os Estados-Membros têm até Julho de 2012 para efectivar a transposição da revisão da Directiva, com excepção de alguns artigos, que poderão ser transpostos até 2015.

(Foto: European Commission)

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20-06-2011

O governo britânico pretende instalar, até 2019, cerca de 53 milhões de "smart meters" em 30 milhões de casas e escritórios por toda a Grã-Bretanha. A estratégia para a instalação destes equipamentos vai acontecer em duas fases: o período actual, até 2014, diz respeito a uma fase de fundação, na qual o governo britânico irá trabalhar com a indústria, grupos de consumidores e outros stakeholders para garantir que todo o trabalho de terreno para a segunda fase - de distribuição em massa - é feito. Esta primeira fase de fundação deverá prolongar-se até princípios de 2014 e vai permitir à indústria construir e testar todos os sistemas necessários para começar a distribuição em massa, assegurando um compromisso positivo por parte do consumidor e a realizando os benefícios das poupanças energéticas. Uma parte importante deste processo é aprender de instalações anteriores. Vai também permitir às empresas testarem e aprenderem o que funciona melhor para os consumidores e como ajudar as pessoas a tirar o melhor partido das suas medições. Durante este período, o governo britânico pretende também estabelecer a "Data and Communications Company", que irá fornecer informações e serviços de comunicação para um sistema nacional de "smart meteering".

De acordo com o executivo britânico, este processo resultará num benefício de 7,3 milhões de libras (cerca de 8,2 milhões de euros) para o país nos próximos vinte anos. Através dos "smart meters", os consumidores terão acesso a informação em tempo real sobre o que estão a consumir, de forma a ajudá-los a controlar o uso da energia, poupar dinheiro e reduzir emissões. Graças a este instrumento, espera-se que, em 2020, o consumidor normal (electricidade e gás) poupe cerca de 23 libras por ano (aproximadamente 26 euros) na sua factura energética, prevendo-se também o fim da factura do consumo estimado. Os benefícios não serão só para os clientes, mas também para os fornecedores, que passarão a ter acesso a dados rigorosos para facturação, permitindo-lhes melhorar o seu serviço e reduzir custos associados a processos, como, por exemplo, as visitas para leitura dos contadores.

"Os 'smart meters' são uma parte chave para nos dar a todos um maior controlo sobre como usamos a energia em casa e no trabalho, ajudando-nos a reduzir o desperdício e a poupar dinheiro", referiu o secretário de Estado da Energia e Alterações Climáticas britânico, Chris Hune.

(Foto: Toshiba)

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15-06-2011

O mercado europeu de solar térmico voltou a cair durante o ano de 2010, desta vez, 13%, comparativamente ao ano de 2009. Os dados estatísticos da ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) para os mercados dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE) e Suíça, apresentados na semana passada, mostram que, durante o ano anterior, foram instalados 3.694.940 novos m2 de colectores solares térmicos, o que equivale a 2.586 MWth de nova capacidade instalada, contrapondo-se aos 4 milhões m2 instalados em 2009 e aos 4,75 milhões m2 em 2008. Apesar destes números, o mercado europeu mantém-se ainda acima dos níveis registados em 2007 e a ESTIF espera que a situação se inverta em breve.

Segundo o secretário geral da ESTIF, Xavier Noyon, "um dos factores que contribui para esta queda é a falta ou a natureza imprevisível dos quadros de incentivos. Os ciclos de pára-arranca que daí resultam e o adiar de decisões afectaram adversamente as vendas e minaram a confiança dos investidores e consumidores. Porém, este é o terreno para optimismo: a análise dos Planos Nacionais de Acção para as Renováveis consolidados, apresentados no princípio deste ano por cada um dos 27 Estados-Membros, mostram que durante a próxima década a quota de solar térmico deverá aumentar em 15% por ano. Esperemos que isto se materialize no mercado", explica.

O mercado alemão permanece como o maior na Europa, tendo, no entanto, caído 29% em 2010. Em termos de nova área instalada, foram alcançados 1.150.000 m2 (805MWth), o que coloca o mercado em valores perto dos registados em 2007. Os outros mercados principais, como os italiano, espanhol, austríaco, francês e grego, com valores entre os 200.000 e os 500.000m2 de nova área instalada, comportaram-se de forma diversa em 2010. Por um lado, na Grécia e na Itália, registou-se um crescimento ligeiro, com o mercado italiano a confirmar os seus níveis de 2009, na ordem dos 500.000m2; por outro, Áustria, Espanha e França caíram, sendo esta a segunda vez seguida para o mercado francês.

Mercados que estão em desenvolvimento, ou, por outras palavras, cuja nova área instalada continua abaixo dos 200.000m2 mas acima dos 50.000m2, cresceram num total de 8,8%. Deste grupo fazem parte Portugal, Polónia, Suíça, República Checa, Dinamarca e Reino Unido. Porém, o crescimento combinado destes mercados de 40.000m2 não é suficiente para compensar a queda registada nos mercados maiores.

"Depois do boom do ano de 2008, registámos uma diminuição pelo segundo ano consecutivo", afirmou o presidente da ESTIF, Robin Welling. "A indústria solar térmica sentiu todo o impacto da crise financeira de 2008, já que o sector da construção foi particularmente afectado pela recessão económica que se seguiu. Esperávamos obter algum benefício da implementação combinada das metas obrigatórias para as renováveis e de normas de desempenho energético mais elevadas, mas este é um processo que está apenas a começar", exclamou.

Para além da grave crise e da paragem e instabilidade dos programas de incentivos, nomeadamente na Alemanha, outra das razões apontadas pelos analistas para esta queda consecutiva é o facto de 2008 ter sido um ano de crescimento excepcional, que seria muito difícil de superar ou mesmo igualar nos anos seguintes.

(Foto: Austria Solar/Max Weishaupt)

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08-06-2011

Os números do primeiro trimestre de 2011 para o mercado solar térmico alemão apontam para um crescimento ligeiro na ordem dos 4,3%, comparativamente com o ano anterior. Os dados são da associação da indústria solar, BSW Solar, e da associação da indústria de aquecimento, BDH, alemãs e mostram que, até ao final de Março deste ano, o total de área de colectores vendida no mercado alemão foi de 162.900m2.

De acordo com a notícia do sítio na Internet solarthermalworld.org, há ainda outros sinais que apontam para a recuperação do sector. Um deles é o Índice de Negócios alemão trimestral "Solar Heat", da Carsten Körnig, que revela uma clara tendência crescente para o mercado, depois de este ter atingido o seu nível mais baixo de sempre no último trimestre de 2010. O índice tem como base as respostas de 100 fornecedores e instaladores. Também o portal alemão quotatis.de, que serve de intermediário entre instaladores e clientes, mostra, em Fevereiro e Março, um aumento para o dobro de pedidos para sistemas de aquecimento por solar térmico em relação ao mesmo período do ano passado. "De acordo com os nossos números, a procura mensal por sistemas solares térmicos triplicou em Abril, comparativamente com o mesmo período de 2010", apontou o responsável pelo portal, Jens Oenicke.

Para o solarthermalworld.org, há factores que deverão ter um papel fundamental na recuperação do sector, nomeadamente o aumento dos preços da energia aliado a um aumento dos níveis de subsídios concedidos pelo programa nacional MAP, que deverá fazer crescer o número de edifícios para reabilitação na Alemanha. A recém-criada Aliança para a Eficiência na Construção, fundada pela Agência para a Energia alemã, a DENA, e que junta empresas da indústria da construção e associações comerciais, tem como objectivo aumentar a percentagem de edifícios reabilitados de 1 para 2%. Para além disso, destaca-se ainda a recente alteração na Lei para o Aquecimento Renovável alemã (EEWärmeG), que passa a obrigar todos os edifícios públicos renovados a ter determinada percentagem do seu consumo energético para aquecimento proveniente de fontes de energias renováveis, e, no caso de se tratar de solar térmico, essa percentagem deve ser de pelo menos 15%. Esta obrigação já existe desde 2009, sendo que, até Maio passado, apenas compreendia os novos edifícios (privados, de serviços e públicos). (Foto: Wagner)

 

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01-06-2011

A Alemanha vai encerrar todos os seus reactores nucleares até 2022 e pretende duplicar, para 35%, a sua quota de renováveis na produção de electricidade até 2020. A decisão de encerrar as centrais nucleares foi acordada no passado fim-de-semana pelos partidos que compõem o governo de coligação de Angela Merkel, em resultado do incidente com a central nuclear de Fukushima, no Japão, provocada pelo sismo e tsunami de 11 de Março.

Segundo noticiou a Reuters, aliado a esta estratégia para abandonar o nuclear, a Alemanha definiu ainda os objectivos de duplicar a sua quota de renováveis na produção de electricidade, para 35% e de reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa em 2020.

O governo alemão pretende encerrar permanentemente os oito reactores nucleares mais antigos dos 17 actualmente existentes no país. Segundo o calendário acordado, mais seis centrais sairão de funcionamento em 2021, afirmou o ministro do Ambiente alemão, Noerbert Röttgen, e os restante três (os mais recentes) continuarão em funcionamento por mais um ano, ou seja, até 2022. "É definitivo: o fim das três ultimas centrais nucleares é em 2022. Não haverá nenhuma cláusula para revisão", disse Röttgen, citado pelo Financial Times.

A Alemanha foi um dos primeiros países europeus a tomar decisões contra a energia nuclear. No rescaldo da tragédia em Fukushima, Merkel comprometeu-se, num discurso perante o parlamento alemão, a acelerar a transição para as energias renováveis - "queremos chegar rapidamente à era das energias renováveis. Esse é o nosso objectivo". Nessa altura, a chanceler adiou também por três meses a decisão de prolongar o tempo de vida das sete centrais nucleares mais antigas do país. Até aí, 23% da electricidade consumida no país era de origem nuclear.

(Foto: Deutscher Bundestag/ Joerg F. Mueller)

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31-05-2011

A quarta edição dos Dias Europeus do Sol, que decorreu entre 1 e 15 de Maio, contou com a participação de cerca de 500 mil pessoas que estiveram presentes em iniciativas por toda a Europa. Ao todo, de acordo com os organizadores ao nível europeu, European Solar Thermal Industry Federation (ESTIF) e European Photovoltaic Industry Association (EPIA), foram organizados mais de oito mil eventos, em 18 países, com o objectivo de demonstrar que a energia solar é uma fonte energética alternativa viável.

"Este ano os Dias Europeus do Sol em Portugal alcançaram um enorme sucesso tanto ao nível de parceiros como de organizadores de eventos e sensibilização de maior número de participantes. Foram realizados 35 eventos, os quais envolveram a participação de cerca de 3000 cidadãos", referiu Joana Freitas da APISOLAR, responsável pelo evento em terras lusas. Entre as acções mais emblemáticas, destaca-se o debate no Museu da Electricidade sobre várias questões ligadas ao consumo doméstico da energia solar, numa conferência que reuniu actores dos mercados solar térmico e fotovoltaico com o objectivo de esclarecer e debater a importância das energias solares e renováveis no presente e no futuro ao consumidor final. O evento encerrou com a largada simbólica de cinco mil balões amarelos, símbolo dos Dias Europeus do Sol.

Em Bruxelas, no coração da União Europeia, os Dias Europeus do Sol ficaram marcados por um debate sobre o contributo da energia solar para a independência energética e segurança de fornecimento europeias e pela experiência de um táxi movido a energia solar.

"Aceitar o solar como uma energia alternativa viável continua a ser a chave para construir uma Europa sustentável e alcançar as metas europeias para o clima", referiu o secretário-geral da EPIA, Reinhold Buttgereit. "Hoje, é ainda mais evidente que a UE precisa de aumentar a sua quota de renováveis. Precisamos reavaliar as nossas escolhas energéticas imediatamente ou, se não, podemos pôr em risco a independência energética e segurança de fornecimento futuras europeias", acrescentou o secretário-geral da ESTIF, Xavier Noyon.   Os dois representantes europeus concluíram ainda que "a tecnologia existe e que, tal como os Dias Europeus do Sol demonstram, os consumidores cada vez mais entendem os benefícios", mas que, sem o apoio incondicional dos responsáveis pela tomada de decisões, terão ainda de se enfrentar "desafios no aumento da quota de energia solar no mix energético da UE".

 

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27-05-2011

Uma meta legal obrigatória de 45% de renováveis no consumo de energia final em 2030 é a nova proposta do European Renewable Energy Council (EREC), que teme que a União Europeia (UE) não só não consiga cumprir com o objectivo de reduzir em 80-95% as emissões de gases com efeito de estufa em 2050 (comparativamente a níveis de 1990), como perca a sua posição de liderança nas tecnologias de energias renováveis. O alerta foi lançado no decorrer da conferência bianual da organização europeia, que teve lugar a 24 de Maio em Bruxelas.

O encontro reforçou a necessidade de uma mudança radical no sistema energético europeu, com as actuais políticas a não garantirem o cumprimento do objectivo a longo prazo da UE. Segundo o roteiro para uma economia de baixo carbono da Comissão Europeia, uma continuação das actuais tendências e políticas resultaria numa redução de apenas 40% das emissões de gases com efeitos de estufa em 2050.

Para os especialistas presentes, a imposição de uma meta legal para 2030 serviria como um novo impulso para as renováveis na UE, contribuindo para o cumprimento do objectivo em 2050, para uma maior sustentabilidade e atrairia um maior investimento no sector. "Actualmente, perto de 50% do total de energia consumida na Europa é utilizada para a geração de calor para usos domésticos ou industriais", reforçou o presidente da Renewable Heating and Cooling (RHC) Platform, Gerhard Stryi-Hipp. "Se estamos verdadeiramente decididos a avançar para um sistema energético sustentável na UE, as renováveis precisam de ser alavancadas e uma meta para a próxima década iria ser o suficiente para isso", explicou.

"A política energética da UE precisa de ser preparada para alcançar o compromisso dos chefes de Estado para a redução de 80/95% das emissões de gases com efeito de estufa. E mais: para manter a posição líder em termos de competitividade, precisamos de uma meta legal de renováveis de 45% em 2030, o que daria um sinal claro aos investidores e desbloquearia os investimentos privados cruciais", referiu o presidente da EREC, Arthouros Zervos.

Representantes das regiões europeias chamaram também a atenção de Bruxelas para a necessidade de uma maior aposta nas renováveis, com o ministro da Energia da região da Alta Áustria, Rudi Anschober, a dar o exemplo - "em 2030, as fontes de energias renováveis vão responder a 100% das necessidades de aquecimento de espaços e de electricidade na Alta Áustria". Segundo o político, "as regiões estão a avançar e a levar a cabo medidas no terreno" para uma Europa mais sustentável. "Bruxelas precisa de seguir o nosso exemplo", alertou.

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24-05-2011

Depois de uma contracção de 11% em 2009, com volume de negócio de cerca de 63,2 mil milhões de dólares (aproximadamente 45 mil milhões de euros), o mercado mundial de ar condicionado registou uma recuperação incrível em 2010, crescendo 22% em termos de valor, segundo apontam os números recentes da BSRIA. De acordo com a mesma fonte, esta tendência crescente deverá manter-se também este ano, prevendo-se um crescimento na ordem dos 5%.

A região Ásia-Pacífico continua a ser a zona do globo com maior número de vendas, representando 55% do mercado total em termos de valor, logo seguida pela América e Europa. Uma das razões para isto é o facto de a região integrar os dois maiores mercados mundiais - o chinês, que, em 2010, correspondeu a 27% do mercado mundial, e o japonês, cujo valor atingiu aos 13,5 mil milhões de dólares (acima dos 9,6 mil milhões de euros).

O mercado norte-americano perdeu a segunda posição para o Japão, estabelecendo-se como terceiro maior mercado mundial de ar condicionado. O valor de mercado dos Estados Unidos foi de 11,6 mil milhões de dólares (cerca de 8,2 mil milhões de euros) em 2010, mas, de acordo com a BSRIA, o país deve conseguir retomar a segunda posição em 2012.

A BSRIA não disponibilizou informações sobre o mercado português, mas, segundo uma análise feita pela revista Climatização em meados do ano passado, as previsões apontavam para um ligeiro crescimento, entre os 6 e 7%, no entanto não se sabe ainda de que forma a difícil situação económica nacional e internacional acabou por se reflectir nessa curva.

Estes e outros números do mercado mundial de ar condicionado serão abordados mais aprofundadamente na próxima edição, Julho/Agosto, da revista Climatização.

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19-05-2011

Tecnologias de aquecimento e arrefecimento eficientes e menos poluentes, como o solar térmico, as bombas de calor, o armazenamento da energia térmica ou a cogeração, podem reduzir significativamente os consumos energéticos e a emissão de CO2 do sector dos edifícios, aponta o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) "Energy-efficient Buildings: Heating and Cooling Equipment", apresentado na passada segunda-feira.

De acordo com o documento, o uso destas tecnologias em edifícios tem o potencial para reduzir 2 gigatoneladas (Gt) das emissões de CO2 - cerca de um quarto das emissões actuais dos edifícios - e poupar 710 milhões de tep de energia em 2050.  Para a AIE, este potencial pode ser facilmente alcançado, isto porque as tecnologias necessárias estão já disponíveis actualmente e porque os equipamentos de aquecimento e arrefecimento são normalmente substituídos num intervalo de tempo mais curto do que o das renovações dos próprios edifícios. No entanto, será necessária uma forte acção política, no sentido de ultrapassar as barreiras de mercado ao desenvolvimento de equipamentos de aquecimento e arrefecimento eficientes e com baixas ou nenhumas emissões de CO2. As políticas governamentais deverão de ser simultaneamente abrangentes para cobrirem determinadas barreiras, como o aumento do conhecimento da parte dos profissionais que instalam os equipamentos nos edifícios, e suficientemente profundas para chegar a todos os stakeholders num sector de edifícios fragmentado. O relatório aconselha os países da OCDE a darem um maior ênfase a políticas no âmbito da substituição dos equipamentos de aquecimento e arrefecimento no parque edificado existente. Para os países que não fazem parte da OCDE, onde se regista a construção rápida de novos edifícios, a prioridade deverá passar por desenvolver políticas para a integração destes equipamentos em novos edifícios.

No cenário traçado pela AIE, em 2050, as políticas seguidas podem reduzir a quota de combustíveis fósseis no aquecimento de águas e de espaços entre 5 e 20%, comparativamente à situação actual, enquanto se espera que a eficiência média global dos sistemas de arrefecimento vai mais do que duplicar. O número total de bombas de calor instaladas no sector residencial vai crescer de cerca de 800 milhões actuais para 3,5 mil milhões em 2050. A capacidade de solar térmico vai aumentar 25 vezes e atingir os 3743 GWth, enquanto a capacidade de distribuição de cogeração nos edifícios será 45 vezes superior ao nível actual, chegando aos 747 GWe em 2050. Nessa altura, metade de todo o aquecimento de espaços e sistemas de águas quentes será equipado com armazenamento de energia térmica.

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16-05-2011

Smart Cities  - Novos desafios para as cidades

Mais do que uma iniciativa da União Europeia, as "smart cities" são hoje um conceito de inovação e um desafio energético para as cidades. Os edifícios e a eficiência energética exigem uma visão mais ampla na gestão urbana dos recursos locais. Conheça a ambição das "smart cities" e as já várias iniciativas neste sentido...

Entrevista  - "As mudanças comportamentais não se fazem por decreto"

Uma entrevista ao ainda secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, onde é feito um balanço da política energética com destaque para o papel dos edifícios e da eficiência energética.

Eficiência&Energia Europa - Edifícios são ponto-chave na nova estratégia europeia

A previsão de que a Europa vai falhar a meta de 20% para a eficiência energética exigiu uma resposta de Bruxelas que chegou a 8 de Março com a apresentação do novo Plano de Acção.

Reabilitação Urbana - Pacote de incentivos à reabilitação urbana pode ficar pelo caminho

A demissão do Governo, nos finais de Março, implica que uma série de medidas propostas pelo Executivo possam ficar suspensas, entre elas o pacote de incentivo à reabilitação urbana. Com o adiamento destas medidas, ficam também adiadas as oportunidades de poupança energética inerentes à reabilitação urbana.

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11-05-2011

A Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA) e a Parceria Europeia para a Energia e Ambiente (EPEE) publicaram, em Abril, o Manifesto "Bombas de Calor: um caminho em frente renovável", com o objectivo de promover a utilização desta tecnologia em toda a Europa. O documento reforça que a União Europeia (UE) não pode ignorar as bombas de calor, se realmente pretende alcançar o pacote de objectivos 20-20-20, já que se estima que estas consigam reduzir em 50% as emissões de CO2 dos edifícios, resultantes de aquecimento e arrefecimento, e em 5% as emissões do sector industrial. Tal significa que a emissão de cerca de 1.8 mil milhões de toneladas de CO2 por ano pode ser evitada com as bombas de calor, o que corresponde a aproximadamente 8% do total de emissões global.

Lançada em 2009, a Directiva Europeia para as Energias Renováveis (2009/28/CE) reconhece as bombas de calor como tecnologias de energia renovável independentemente destas usarem ar, água ou geotermia como fontes energéticas, no entanto, o seu potencial não é ainda completamente aproveitado.

O Manifesto identifica quatro principais desafios para o sector: consciência e conhecimento sobre as bombas de calor, políticas, tecnologia e o financiamento.

As estatísticas mais recentes (2010) da EHPA mostram que o mercado das bombas de calor tem vindo a crescer nos últimos cinco anos, mas que a crise económica de 2009/10 afectou fortemente o mercado. Por esta razão, e para prevenir que a tendência positiva que se registou não seja invertida, o Manifesto reforça que o apoio económico e político continua a ter um papel fundamental.

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09-05-2011

A ASHRAE (American Society of Heating Refrigerating and Air-conditioning Engineers) e a Illuminating Engineering Society (IES) estão a rever a norma ANSI/ASHRAE/IESNA 100-2006, para Conservação de Energia em Edifícios Existentes e para esse efeito, está a realizar-se, até 25 de Maio, uma consulta pública. Com esta revisão, a ASHRAE pretende oferecer uma maior orientação e uma abordagem mais compreensiva à reabilitação de edifícios existentes para uma melhoria da eficiência energética.

A garantia de um futuro sustentável passa por saber aproveitar a enorme oportunidade de poupança que existe na modificação dos edifícios existentes. De acordo com a ASHRAE, apenas 2% dos actuais projectos de construção dizem respeito a novas edificações, enquanto 86% do investimento em construção se destina à renovação de edifícios existentes.

A revisão da norma vai fornecer descrições detalhadas e compreensivas dos processos e procedimentos para a melhoria da eficiência energética em edifícios residenciais e comerciais no sentido de alcançar uma maior eficiência energética, refere a ASHRAE. Entre os parâmetros a serem revistos estão os critérios para os questionários, auditorias, implementação e verificação no uso de energia. Os apêndices para os procedimentos de análise dos custos no ciclo de vida estão incluídos, assim como a identificação de medidas de eficiência energética potenciais.

A norma em causa foi originalmente publicada em 1981 e a necessidade dos seus requisitos foi sendo cada vez maior à medida que se foi dando uma maior atenção aos progressos energéticos no parque edificado. O documento dirige-se a alterações maiores e menores tanto em edifícios residenciais e comerciais, individuais e de actividades múltiplas com períodos de ocupação variados e identifica um objectivo energético para 53 tipologias de edifícios em 16 zonas e sub-zonas climáticas. A revisão da norma também identifica requisitos de eficiência energética para edifícios sem metas energéticas, na sua maioria industriais, agrícolas, "data centers" e laboratórios especiais, e oferece múltiplos níveis de concordância.

Para mais informações sobre esta norma, visite www.ashrae.org/publicreviews .

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28-04-2011

Até finais de 2010, Portugal conseguiu poupar cerca de 350 milhões de euros, graças às medidas do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), anunciou o director da ADENE, Alexandre Fernandes, na passada quarta-feira. O responsável pela Agência para a Energia apresentou os resultados durante a cerimónia da entrega dos prémios Energy Efficiency Awards Portugal 2010, que decorreu no Centro Cultural de Belém, no mesmo dia em que José Sócrates incluiu a intenção de avançar com o pacote de incentivo à reabilitação urbana e de prosseguir o apoio às energias renováveis no programa do Partido Socialista para as próximas legislativas.

Segundo a ADENE, no ano passado, o país conseguiu poupar um total acumulado de 657 mil tep (toneladas equivalentes ao petróleo), o que representa uma execução de 37% face à meta para 2015 e de 102% face aos objectivos previstos para 2010. De entre as áreas de intervenção do PNAEE, a relativa ao Residencial e Serviços foi a que apresentou uma melhor execução, nomeadamente com as medidas Renováveis na Hora, que permitiram poupar 10 mil tep, Certificação Energética dos Edifícios (59 mil tep) e Renove Casa e Escritório (55 mil tep).

Alexandre Fernandes destacou a evolução registada para o solar térmico, que ultrapassou em 44% os objectivos definidos para 2010, chegando aos 750 mil m2 acumulados instalados. Durante o ano anterior, a nova área instalada foi de 187.600 m2. A área da Certificação Energética superou também as expectativas da ADENE, com mais de 400 mil certificados emitidos até finais de 2010 e contribuindo para poupanças superiores a 81 mil tep.

Três anos depois do lançamento do PNAEE, o director da ADENE admite que continuam a haver sectores onde é necessária uma maior acção para alavancar a eficiência energética. O caso mais urgente é o do sector do Estado, que contribuiu apenas com pouco mais de 10 mil tep. Uma das medidas recentemente tomadas pelo Executivo para inverter esta situação é o novo programa Eco.ap, cujo objectivo é reduzir em 20% o consumo dos edifícios da Administração Pública durante a próxima década.

Com o PNAEE, o Governo comprometeu-se a reduzir, até 2015, 10% do seu consumo energético, o equivalente à poupança de 1792 mil tep, através de medidas nas áreas do Residencial e Serviços, Transportes, Indústria, Estado e Comportamentos. A implementação do PNAEE resultou de uma obrigação imposta pela Directiva Europeia relativa à Eficiência na Utilização Final de Energia e aos Serviços Energéticos (2006/32/CE), que exige que os Estados-Membros tomem medidas para a promoção da eficiência energética na utilização final de energia e adoptem objectivos nacionais indicativos superiores a 9%.

 

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18-04-2011

As previsões negativas do sector da construção em Espanha para 2011 estão a preocupar a indústria solar térmica do país. A Asociación Solar de la Industria Térmica (ASIT) receia que, à semelhança do que tem vindo a acontecer desde 2009, o baixo número de novas construções previstas arraste consigo uma quebra na quantidade de novas instalações de sistemas solares térmicos. Isto porque uma grande fatia das novas instalações de solar térmico acontece debaixo da obrigação imposta pelo Código Técnico de la Edificación (CTE). Perante esta situação, durante a Assembleia Geral da ASIT, que teve lugar a 25 de Janeiro, a associação voltou a insistir na necessidade de mudanças estruturais nas formas de apoio ao mercado, defendendo, em particular, a introdução de uma retribuição a ser paga a empresas de serviços energéticos (ESCO), "de forma a que, segundo um modelo económico financeiro, torne viável a sua actividade e possibilite determinadas poupanças ao cliente". Segundo explicou o secretário-geral da ASIT, Pascual Polo, à Climatização, "as ESCO teriam o direito de receber o incentivo por fornecer a energia". Esta retribuição basear-se-ia no "estabelecimento de um preço máximo de referência da energia térmica vendida pela ESCO, juntamente com um incentivo de acordo com a energia renovável aplicada, ou seja, aplicar uma retribuição adicional sujeita ao fornecimento de energia através de uma ESCO, facturando segundo o consumo do utilizador". Desta forma, o sector do solar térmico espanhol pretende abrir portas ao sector privado sem ter de recorrer aos fundos públicos, e, "com um quadro retributivo específico através de uma tarifa modulada complementar num prazo de dez anos, o sector poderia ultrapassar os objectivos sem ter de recorrer aos orçamentos públicos".

Os mais recentes números sobre o mercado solar térmico espanhol mostram uma queda de 14% em 2010, com um total de área instalada acumulada de 2.460.000m2, o que representa menos de 50% do objectivo definido no Plan de Energías Renovables 2005-2010 (4,9 milhões de m2 acumulados em 2010). Recorde-se que, entre 2005 e 2008, o mercado espanhol era um dos mais promissores da Europa, registando um crescimento na ordem dos 63%.

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13-04-2011

A alemã Solrico, agência de pesquisa de mercado solar térmico e comunicação internacional, está a realizar, durante o mês de Abril, o estudo Índice ISOL - Primavera 2011 junto das empresas do sector solar térmico dos principais mercados mundiais, entre eles o português, no sentido de perceber qual o nível de satisfação da indústria da energia solar térmica perante a situação actual dos negócios, incluindo uma previsão para os próximos seis meses. Os resultados, incluindo as principais tendências dos mercados mundiais, vão ser apresentados na sessão de abertura da Conferência Intersolar Europe, a ter lugar em Junho, em Munique, Alemanha, no âmbito da feira internacional Intersolar Europe.

O estudo é, actualmente, o único índice de negócios global para o sector do solar térmico (aquecimento e arrefecimento). Ao todo, estão a ser contactados 500 fabricantes de equipamentos solares térmicos (colectores planos, tubo de vácuo, colectores de ar, reservatórios térmicos), bem como importadores de sistemas solares térmicos.

Os inquéritos junto do mercado, no âmbito da elaboração do Índice ISOL, são feitos duas vezes por ano, uma na Primavera (Abril) e outra no Outono (Setembro/Outubro). O Índice ISOL foi levado a cabo pela primeira vez no início de 2010 e, de acordo com a Solrico, a pesquisa realizada nesse ano comprovou que é um barómetro adequado para avaliar o desenvolvimento de determinados mercados nacionais de energia solar térmica.

Ao nível nacional, a revista Climatização está a colaborar com a Solrico na realização do Índice ISOL- Primavera 2011 e vai publicar, na edição de Julho/Agosto, os resultados referentes ao mercado português.

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05-04-2011

A Comissão Europeia tem até 30 de Junho para apresentar um quadro para uma metodologia comparativa de cálculo dos níveis óptimos de rentabilidade dos requisitos mínimos de desempenho energético, prevista na revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios  - EPBD (2010/31/UE). A partir dessa altura, cabe aos Estados-Membros começarem a trabalhar para fornecer a informação particular e específica sobre cada um exigida pela Directiva, sendo que, em Junho de 2012, os países deverão entregar o primeiro relatório de comparação entre os níveis óptimos de rentabilidade dos requisitos mínimos de desempenho energético calculados e aqueles que têm em vigor. Com este processo, pretende-se que os requisitos sejam fixados numa óptica de minimização dos custos durante toda o ciclo de vida do edifício, reduzindo os custos enquanto se obtêm benefícios ambientais e sociais, explica o Buildings Performance Institute Europe.

Para este cálculo, a revisão da EPBD prevê que cada Estado-Membro defina edifícios de referência "caracterizados e representativos pela sua funcionalidade e localização geográfica, atendendo inclusive às condições climáticas interiores e exteriores", devendo incluir edifícios novos, existentes, residenciais e não residenciais. Os países deverão também definir medidas de eficiência energética para que sejam avaliadas relativamente aos edifícios de referências. Estas medidas podem abranger o edifício no seu todo, componentes individuais ou combinação de componentes. Posteriormente, deve ser feita uma avaliação das necessidades de energia final e primária dos edifícios de referência e destes com a aplicação das medidas de eficiência energética definidas, assim como um "cálculo dos custos das medidas de eficiência energética durante o ciclo de vida económico previsto, aplicadas aos edifícios de referência, com base nos princípios do quadro para a metodologia comparativa", refere a Directiva. Encontrados os níveis óptimos de rentabilidade para os requisitos mínimos de desempenho energético, cada um dos 27 deverá compará-los com os requisitos que tem em vigor e reportar as conclusões à Comissão até Junho do próximo ano, acompanhadas de toda a informação incluída e das avaliações que foram feitas. No caso de se verificarem discrepâncias significativas - superiores a 15% - entre os níveis óptimos de rentabilidade calculados e aqueles em vigor, os Estados-Membros deverão justificar essa diferença ou prever medidas adequadas para a sua redução. A partir dessa altura, os países terão de entregar relatórios à Comissão em intervalos regulares de um máximo de cinco anos.

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31-03-2011

O Governo aprovou, a 24 de Março, um decreto-lei que estabelece as medidas de informação a prestar ao utilizador final através de etiquetagem sobre o consumo de energia. O documento corresponde à transposição para a lei portuguesa da Directiva Europeia relativa à indicação do consumo de energia e de outros recursos por parte dos produtos relacionados com a energia, por meio de rotulagem e outras indicações uniformes relativas aos produtos (2010/30/UE) e enquadra-se na Estratégia Nacional para a Energia 2020.

O decreto-lei torna obrigatória a etiquetagem e elaboração de fichas de informação para produtos relacionados com a energia com impacto nos consumos energéticos, permitindo, desta forma, aos utilizadores finais a escolha de produtos mais eficientes. Com este novo regime, passa a incluir-se nos produtos sujeitos a etiquetagem os produtos dos sectores doméstico, comercial e industrial e outros produtos que apesar de não serem consumidores de energia, "têm um considerável potencial de poupança de energia quando utilizados ou instalados".

A Directiva Europeia 2010/30/UE corresponde a um alargamento do âmbito da Directiva 92/75/CE aos produtos relacionados com a energia "que têm um significativo impacto directo ou indirecto no consumo de energia durante a sua utilização". O prazo limite para a transposição da Directiva nos Estados-Membros é até 20 de Junho deste ano. Em 2012, a Comissão Europeia irá apresentar o relatório sobre a aplicação do Plano de Acção para um Consumo e Produção Sustentáveis e uma Política Industrial Sustentável e vai, nessa altura, analisar em particular a necessidade de realizar novas acções para melhorar o desempenho energético e ambiental dos produtos, nomeadamente "a possibilidade de informar os consumidores sobre a pegada de carbono dos produtos ou o seu impacto ambiental durante o respectivo ciclo de vida".

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23-03-2011

A Comissão Europeia lançou, a 18 de Março, uma consulta pública para a Iniciativa 'Smart Cities and Communities' que pretende recolher opiniões no sentido de propor uma visão europeia para a Iniciativa, recolher feedback e outras ideias adicionais para o projecto. O inquérito vai estar disponível no sítio na Internet da Direcção Geral de Energia da Comissão Europeia e os interessados em colaborar poderão fazê-lo até 13 de Maio.

Terminado o período de consulta, a Comissão vai apresentar os resultados num relatório, onde explicará sucintamente como estes vão ser tidos em conta na preparação da Iniciativa 'Smart Cities and Communities'. O público-alvo varia desde as autoridades públicas e dos Estados-Membros, a organizações privadas, de consumo e ambientais, associações industriais, pequenas e médias empresas, sindicatos, cidadãos ou outros stakeholders relevantes.

A Iniciativa 'Smart Cities and Communities' vai ser lançada durante este ano pela Comissão Europeia e vai, inicialmente, ter como base o enquadramento organizacional do Strategic Energy Technology (SET)-Plan. Numa fase seguinte, a Comissão pretende criar um fórum de encontro para os 'stakeholders' do sector, no sentido de estruturar o seu diálogo e contributo para o projecto. Posteriormente, a Iniciativa pode evoluir para uma Parceria Europeia para a Inovação, tal como está previsto na Comunicação para a "União da Inovação", feita pela Comissão a 6 de Outubro de 2010.

As cidades são uma área de acção fundamental no caminho para uma sociedade de baixo carbono. Recorde-se que cerca de três quartos da população da União Europeia vive em cidades ou perto delas e esta é uma tendência que deve continuar não só na Europa, mas em todo o mundo. As áreas urbanas da UE são responsáveis pelo consumo de 70/80% do consumo energético europeu e emitem praticamente a mesma percentagem de gases com efeitos de estufa.

Para aceder ao questionário, visite http://ec.europa.eu/energy/technology/consultations/20110513_smart_cities_en.htm.  (Foto: ©European Union)

 

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21-03-2011

A ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) juntamente com o International Energy Agency Solar Heating and Cooling Programme (IEA-SHC) e outras associações da indústria solar térmica acordaram um método de cálculo comum para que fosse possível estimar a quantidade anual de energia em kWh produzida pelos colectores solares. A necessidade de um processo deste tipo tornava-se cada vez mais evidente, uma vez que as estatísticas para a energia devem também incluir uma estimativa de energia produzida para o solar térmico.

Com esta metodologia, passa a ser mais fácil calcular a quantidade de energia transformada pelos sistemas solares térmicos em todo o mundo e compará-la com outras fontes de energias renováveis. O sistema introduz fórmulas simples, usando informações de acesso fácil, como a radiação solar num plano horizontal em determinada localização e a área instalada num país ou região, para estimar a produção anual dos colectores.

A 31 de Março, o IEA-SHC e a ESTIF vão organizar um "webinar" para discussão do novo método, com o tema "Estimating annual solar collector energy output at national level". O encontro vai ter como público-alvo agências de energia e de estatísticas, divisões de estatísticas para a energia e associações nacionais da indústria solar térmica.

"Em ligação à implementação da Directiva Europeia para Energias Renováveis (2009/28/CE), a informação sobre a energia solar térmica produzida vai ajudar a ESTIF e a Comissão Europeia a monitorizar a execução dos Planos Nacionais de Acção para as Renováveis, e, em particular, a avaliar se as metas específicas, como as estabelecidas por cada um dos 27 Estados-Membros para o aquecimento e arrefecimento renovável, são mesmo cumpridas", afirmou o representante da ESTIF Harald Drück, que considera que o novo método é "um veículo eficaz para que a energia solar térmica mostre o seu desempenho".

Com uma capacidade instalada mundial superior a 190 GWth, a energia solar térmica é uma das fontes de energia renovável mais importantes e que continua a apresentar um imenso potencial. Um dos marcos importantes para o desenvolvimento do sector deu-se em 2004, quando especialistas internacionais acordaram numa metodologia para a conversão da área instalada em m2 para capacidade solar térmica em kWth.

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18-03-2011

A nova regulamentação térmica e os novos diplomas para os edifícios - Onde estamos?

Numa altura em que são publicados vários diplomas para dar resposta a medidas com vista à eficiência energética, importa olhar para os edifícios com rigor. Será que estamos a realizar poupanças significativas? Existe coerência entre as várias acções onde a revisão da regulamentação térmica a decorrer se afigura determinante? Traçamos aqui uma linha transversal à estratégia energética do Governo, medidas, programas e aos poucos resultados existentes.

Entrevista  - "Há escolas em Portugal onde as janelas não se podem abrir!"

Eduardo de Oliveira Fernandes faz uma análise da actual situação energética e ambiental dos nossos edifícios e deixa vários alertas. Destaque para a necessidade de promover e quantificar a eficiência energética através do uso de um conjunto de indicadores (etiquetas energéticas do SCE) nos concursos, nos projectos... e a necessidade urgente de se proceder a auditorias da situação pós-ocupacional das obras da Parque Escolar. Quanto à revisão da regulamentação térmica, destaque ainda para a importância da flexibilização e simplificação do RSECE.

Eficiência&Energia Europa - "A União Europeia não deve conseguir cumprir as metas para a eficiência energética"

A União Europeia não deve conseguir alcançar o seu objectivo de reduzir em 20% o seu consumo energético em 2020, mas o custo decrescente das renováveis significa que uma abordagem pan-europeia ao seu apoio pode ser considerada, afirma Marie Donnelly, que ocupa o cargo de directora para a Eficiência Energética e Energias Renováveis na Comissão Europeia.

Solar Térmico - "Se os planos de acção para as renováveis forem implementados, prevemos um crescimento médio de 10 a 15% por ano entre 2010 e 2020"

As previsões da ESTIF para o mercado europeu em 2011 solar térmico são positivas. Depois de uma contracção de 10% em 2010, o novo presidente da indústria europeia, Robin Welling, prevê que o mercado volte a crescer já em meados deste ano.

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11-03-2011

A Comissão Europeia apresentou, a 8 de Março, uma comunicação para o novo Plano de Acção Europeu para a Eficiência Energética, que pretende colocar a Europa no caminho certo para atingir os 20% de eficiência energética em 2020. A estratégia apresentada tem como base medidas concretas nas áreas dos edifícios, sector público e indústria e prevê uma abordagem faseada para a definição de objectivos, cabendo inicialmente aos Estados-Membros o estabelecimento de metas e programas nacionais, que serão apoiados e avaliados pela Comissão Europeia. Em 2013, será feita uma análise dos resultados conseguidos e, se, com base nestes, a meta de 20% continuar sem se cumprir, entra-se numa segunda fase em que a Comissão irá propor a introdução de metas legais nacionais obrigatórias. Apesar de fazer referência ao sector dos transportes, o documento direcciona as medidas nesse sector para o "Livro Branco para os Transportes" a ser lançado em breve. A partir daqui, a Comissão vai monitorizar a implementação do Plano e as medidas apresentadas serão integradas numa proposta de legislação a ser conhecida nos próximos meses.

A eficiência energética é encarada como uma das formas mais rentáveis de reforçar a segurança do fornecimento energético e de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e de outros poluentes. Com as medidas propostas no novo plano, poderão alcançar-se poupanças anuais de 1000 euros por agregado familiar e a criação de dois milhões de postos de trabalho.

No âmbito dos edifícios, as propostas da Comissão apontam para instrumentos que reforcem o processo de renovação nos edifícios públicos e privados e que melhorem o desempenho energético dos seus componentes. O plano promove o papel exemplar do sector público e propõe uma meta obrigatória para acelerar a taxa de renovação dos edifícios públicos: as autoridades deverão renovar pelo menos 3% dos seus edifícios anualmente. Para além disso, devem passar a ter um critério de eficiência energética para a aquisição de bens e serviços. Previstos estão também requisitos de eficiência energética para equipamentos industriais, melhoria de fornecimento de informação para Pequenas e Médias Empresas, auditorias energéticas e sistemas de gestão energética para grandes empresas. O plano visa ainda o desenvolvimento de redes inteligentes e de "smart meters", que permitam que o consumidor tenha acesso à informação e serviços necessários para optimizarem o seu consumo de energia e calcularem as suas poupanças energéticas, e a melhoria da eficiência na produção de electricidade e de calor.

Recorde-se que, de acordo com as mais recentes previsões da Comissão, a Europa só deverá alcançar perto de metade do objectivo dos 20% de eficiência energética em 2020, tendo em conta as políticas actuais. No Conselho Europeu de 4 de Fevereiro, concluiu-se que "é necessária uma acção determinada para explorar o considerável potencial existente no que respeita a uma maior poupança de energia nos edifícios, nos transportes, nos produtos e nos processos".

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01-03-2011

As empresas de serviços energéticos (ESCO) que queiram participar nos concursos públicos no âmbito do programa para a eficiência energética dos edifícios da Administração Pública, Eco.AP, têm de se registar na Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) no prazo de 90 dias, de acordo com o decreto-lei nº29/2011, publicado no início desta semana e que estabelece o regime jurídico aplicável à formação e execução dos contratos de desempenho energético que revistam a natureza de contratos de gestão de eficiência energética, a celebrar entre as entidades públicas e as empresas de serviços energéticos. O documento, publicado em Diário da República, pretende simplificar a contratação pública destas empresas e entra em vigor a partir da próxima semana.

Prevê-se que os contratos impliquem uma "significativa e efectiva transferência do risco" para a ESCO. Antes de proceder à contratação, o Estado e as entidades públicas adjudicantes devem realizar um "estudo prévio que indique os potenciais níveis de poupança a atingir nos edifícios a concurso". Posteriormente, as ESCO - apenas as que estiverem registadas na DGEG - serão convidadas a visitar as instalações em causa e apresentar uma proposta inicial, na qual devem ser indicadas as medidas de eficiência energética propostas, o tempo necessário à sua implementação, o custo estimado das medidas e da sua manutenção, assim como as poupanças de energia que serão alcançadas. As melhores propostas serão seleccionadas e as ESCO deverão realizar uma auditoria energética que identifique com maior exactidão as oportunidades de poupança de energia mais viáveis e, a partir da qual, será preparada uma proposta final. No caso de existir previamente uma auditoria, poderá passar-se directamente à proposta final. Para além da poupança de energia, o diploma confere às ESCO a possibilidade acessória de produção de energia, através da instalação de sistemas de miniprodução ou cogeração nos edifícios públicos, "a qual não deve ser tida em consideração para efeitos de aferição do cumprimento dos objectivos em matéria de eficiência energética".

O DL define ainda que o "Estado e as demais entidades adjudicantes podem instituir sistemas de qualificação de empresas de serviços de energéticos", cujo âmbito pode ser diferenciado em relação à especificidade dos contratos de gestão de eficiência energética a celebrar, "designadamente em razão do conteúdo das prestações a assumir pela empresa de serviços energéticos ou em função do volume de investimento necessário à respectiva execução" . "Compete exclusivamente ao membro do Governo responsável pela área da economia, através da DGEG, conceber, definir, implementar, gerir e avaliar os sistemas de qualificação de interessados em participar em procedimentos pré-contratuais referentes à celebração de contratos de gestão de eficiência energética com os serviços e organismos da Administração Pública directa, indirecta e autónoma", lê-se.

Com esta simplificação, o Governo pretende criar mais um instrumento para atingir os objectivos previstos na Estratégia Nacional para a Energia 2020, que define "o desenvolvimento de um cluster industrial associado à promoção da eficiência energética",  as metas nacionais para a eficiência energética, que prevêem a redução de 10% do consumo final de energia até 2015 (Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética) e ainda, no contexto das políticas europeias, aumentar em 20% a eficiência energética em 2020.

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24-02-2011

Poupar na factura energética foi um dos argumentos apresentados pelo Governo para a mudança de instalações do Campus de Justiça de Lisboa para a zona da Expo em 2008, no entanto, o último relatório de contas (referente a 2009) do Instituto de Gestão e Infra-Estruturas da Justiça (IGFIJ) mostra que foram gastos mais um milhão de euros em despesas com electricidade.

A polémica foi lançada por uma notícia do Público, no dia 16 de Fevereiro, mas rapidamente esclarecida pelo IGFIJ, que diz que "no que se refere aos custos de electricidade, não é correcto afirmar que tenha havido um aumento de um milhão de euros: houve, sim, uma centralização do pagamento das despesas de energia do Campus da Justiça no IGFIJ". O esclarecimento reforça o argumento dado pelo Governo anteriormente, referindo que "importa, aliás, acentuar que os edifícios do Campus foram concebidos para uma gestão energética eficiente, com grande nível de isolamento, tendo atingido o nível A+ na classificação de eficiência energética. A poupança energética tem sido uma das preocupações do IGFIJ, que tem tomado medidas de redução de consumos no Campus e divulgação de boas práticas nesta matéria, sem prejuízo de continuar a garantir condições adequadas de conforto aos trabalhadores e utentes", conclui.

No entanto, uma das questões mais polémicas em relação ao fornecimento energético do Campus diz respeito ao facto de este não estar ligado à rede de calor e frio (ligada a uma central de cogeração e trigeração) da Climaespaço, conforme estão obrigados todos os edifícios do parque das Nações na legislação de 1999, dispondo, em vez disso, de um sistema próprio. De acordo com o Jornal de Negócios, está a decorrer uma acção em tribunal da Climaespaço contra a Norfin, a sociedade gestora do fundo de investimento imobiliário detentora do investimento. Segundo a mesma fonte, o sistema da Norfin baseia-se na produção de frio através de chillers e de calor através de caldeiras, o que inclui o sistema de climatização na factura de electricidade.

A cogeração é considerada uma tecnologia de elevada eficiência e de baixo carbono. Recorde-se que o Estado português transpôs para a legislação nacional, no ano passado,  a Directiva Europeia para a Cogeração (2004/8/CE), com o DL nº23/2010, que obriga à promoção desta tecnologia, "devido ao seu potencial de poupança de energia primária e, consequentemente, de redução das emissões de CO2, bem como à diminuição significativa das perdas na rede associada à descentralização da produção eléctrica e também da potencial contribuição para a segurança do abastecimento".

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18-02-2011

O futuro "Roteiro para uma Economia de Baixo Carbono em 2050" da União Europeia (UE) deverá apontar para uma redução de 25% das emissões de gases com efeito de estufa em 2020, um cenário possível se a meta de 20% para a eficiência energética for cumprida, de acordo com a versão provisória do documento consultada pelo EurActiv. O pré-Roteiro, datado de 9 de Fevereiro, apresenta uma análise de custos das várias medidas e passos necessários para que a UE consiga atingir reduções de emissões na ordem dos 80-95% em 2050. Segundo a mesma fonte, o documento deverá ser apresentado pela Comissão Europeia em breve, juntamente com o novo Plano para a Eficiência Energética europeu.

"A análise mostra que o caminho mais rentável para a redução necessária em 2050 exige uma redução doméstica de 25% em 2020", avança o EurActiv, citando o documento provisório. "A UE pode alcançar esta redução se conseguir cumprir os seus compromissos existentes para um aumento de 20% da eficiência energética em 2020". Porém, as últimas previsões mostram que a Europa só deverá alcançar metade dos 20% de poupanças energéticas nos próximos dez anos, falhando assim o seu objectivo para a eficiência energética.

No primeiro Conselho Europeu dedicado à Energia e Inovação, que teve lugar a 4 de Fevereiro em Bruxelas, ficou claro que o objectivo não deveria ser cumprido: "conforme acordado pelo Conselho Europeu de Junho de 2010, há que alcançar o objectivo de 20% para a eficiência energética até 2020, o qual neste momento não está em vias de ser alcançado. Para tanto, é necessária uma acção determinada para explorar o considerável potencial existente no que respeita a uma maior poupança de energia nos edifícios, nos transportes, nos produtos e nos processos", concluiu o Conselho. No entanto, apesar de admitir a necessidade de agir neste sector, os chefes de Estado e governo dos 27 optaram por agendar a revisão do objectivo para 2013. Uma das medidas propostas para inverter esta situação é a transformação da meta dos 20% para eficiência energética numa meta obrigatória, à semelhança do que acontece com as metas definidas para as energias renováveis e para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e que, de acordo com representantes da indústria, foi determinante para garantir a sua concretização. (Foto:©EuropeanUnion)

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16-02-2011

Depois de ter lançado o desafio de chegar a 2035 com 80% da electricidade consumida proveniente de fontes de energia renováveis no discurso do "Estado da União" deste ano, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou, a 3 de Fevereiro, um novo programa para tornar os edifícios comerciais e de serviços do país 20% mais eficientes em 2020, o que representará poupanças na ordem dos 40 biliões de dólares (cerca de 29,3 mil milhões de euros) anuais. "Better Buildings" é o nome da iniciativa que pretende impulsionar o investimento privado através de uma série de incentivos para a melhoria energética de escritórios, lojas, escolas e outros edifícios municipais, universidades, hospitais e edifícios comerciais. O programa - que terá de ser aprovado pelo Congresso - vai, desta forma, proporcionar a criação de emprego, poupar dinheiro, reduzir a dependência energética dos Estados Unidos da América (EUA) e tornar o ar mais limpo, refere a Casa Branca.

Recentemente, a 14 de Fevereiro, o presidente norte-americano voltou a reforçar a sua intenção de apostar na energia limpa e na eficiência energética, incluindo investimentos nestas áreas na sua proposta de orçamento para o ano fiscal de 2012, que será votada pelo Congresso. A proposta pretende "posicionar os EUA na liderança de uma economia de energia limpa, atribuindo 6,3 biliões de dólares (aproximadamente 4,6 mil milhões de euros) ao Departamento de Energia para actividades de pesquisa, desenvolvimento e demonstração em energia limpa". Para a eficiência energética, é proposto mais do dobro dos fundos anteriores, "aumentando o apoio a actividades para as energias renováveis em mais de 70% e atribuindo 550 milhões de dólares (cerca de 406 milhões de euros) para a Advanced Research Projects Agency-Energy". A proposta de orçamento beneficia também a energia nuclear. De acordo com mensagem oficial, Obama tenciona "eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e, em vez disso, investir significativamente em tecnologia de energia limpa, porque o país que liderar na energia limpa vai liderar na economia global".

O programa para os edifícios anunciado anteriormente está também previsto na proposta de orçamento, "incluindo um novo programa piloto que aumente as oportunidades de financiamento para universidades, escolas e hospitais; uma nova competição de 100 milhões de dólares "Race to Green" para os governos dos Estados e municípios para a implementação de abordagens inovadoras nos regulamentos de construção; e requisitos de desempenho; um Desafio dos Edifícios para o sector privado; aumento dos fundos de I&D para tecnologias de construção e uma reformulação dos incentivos fiscais". (Foto: ©USGovernment Work)

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10-02-2011

O maior mercado de solar térmico da Europa, o mercado alemão, caiu 26% em 2010, de acordo com dados das associações alemãs da indústria solar, a BSW-Solar, e da indústria do aquecimento, BDH. O país alcançou os 1,15 milhões de m2 de nova área instalada, o equivalente a 100.000 novos sistemas e a uma capacidade instalada de cerca de 800 MW. Com estes números, o mercado alemão em 2010 baixou para valores perto dos registados em 2007 (940.000m2 de nova área instalada). Apesar destes resultados, em relação a 2011, a BSW-Solar está optimista e espera que haja uma retoma de mercado, contando com a influência do "aumento dos custos da energia, já que o preço do petróleo por barril já chegou aos 100 dólares - um máximo em dois anos - e a necessidade de renovação no sector do aquecimento é elevada", prevê o director da associação, Carsten Körnig. Estas expectativas acompanham as da ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation), que, de acordo com o seu presidente, Robin Welling, acredita que o mercado europeu vai recuperar em 2011, depois de constatar que os principais mercados, entre eles o alemão, estão já a apresentar sinais de recuperação.

De acordo com o sítio na Internet Solarthermalworld.org, esta nova descida na venda dos colectores solares na Alemanha foi causada pela paragem no programa de incentivos ao mercado "Marktanreizprogramm" (MAP) entre os meses de Maio e Julho de 2010. Nessa altura, o governo alemão, motivado pela grave crise financeira que assolava toda a Europa, decidiu congelar os fundos que ainda restavam para o programa, cerca de 115 milhões de euros. Graças à persistência do sector, que durante esses três meses se envolveu em intensas negociações com o governo federal, os fundos foram finalmente descongelados e disponibilizados debaixo de condições mais restritas, que deixavam de fora os sistemas solares térmicos que funcionassem apenas para aquecimento de águas e as instalações em novos edifícios.

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03-02-2011

12 de Maio é a data limite para a apresentação de candidaturas deste ano ao Programa Intelligent Energy Europe (IEE). Para 2011, há 67 milhões de euros disponíveis para apoiar projectos nas áreas da eficiência energética e do uso racional de fontes de energia (SAVE), das novas fontes de energia e renováveis (ALTENER), da energia nos transportes (STEER) e de iniciativas integradas.

Seguindo estas temáticas principais, todos os anos são definidas áreas de actuação prioritárias e lançadas candidaturas para novos projectos. Para este ano, no âmbito do programa SAVE, o orçamento é de 12 milhões de euros e serão seleccionados projectos relacionados com a eficiência energética de produtos e a excelência industrial na energia; para o ALTENER, com 16 milhões disponíveis, será dada primazia a projectos que aumentem a quota de electricidade renovável no consumo de energia final da Europa, promovam o uso de fontes de energias renováveis para aquecimento e arrefecimento e o aumento de produção de bioenergia (biomassa, bio-liquídos e biogás) nos mercados energéticos; para o programa STEER, o IEE destina 12 milhões de euros que servirão para apoiar projectos que actuem na promoção da eficiência energética dos transportes e dos veículos eficientes e limpos. Os restantes 27 milhões de euros cabem ao financiamento de projectos de iniciativa integrada, com destaque para as temáticas da liderança energética local, mobilização de investimentos em energia local (projectos de eficiência energética ou energias renováveis), eficiência energética e energias renováveis nos edifícios. Dos projectos de iniciativa integrada faz ainda parte a "Building Workforce Training and Qualification Initiave" na área da eficiência energética e energias renováveis, com um orçamento de 8 milhões de euros, que pretende iniciar plataformas de qualificação e formação neste âmbito, identificar e quantificar a necessidade de força de trabalho qualificada para os sectores em cada Estado-Membro em 2020, elaborar roteiros nacionais de qualificação para atingir os objectivos da política energética para 2020 e desenvolver e facilitar o financiamento de programas de qualificação e formação nos 27.

O IEE tem como missão reforçar os esforços da União Europeia para cumprir com as suas metas energéticas de 2020 e garantir um fornecimento de energia seguro e competitivo ao nível económico enquanto combate as alterações climáticas. O programa IEE decorre desde 2007 e até 2013, dispondo de um orçamento total de 730 milhões de euros e cobrindo até 75% dos projectos escolhidos. De acordo com a Comissão Europeia, até hoje foram apoiados aproximadamente 450 projectos no âmbito do IEE.

Para mais informações sobre a edição deste ano do programa, clique  http://ec.europa.eu/energy/intelligent/call_for_proposals/doc/call_2011_en.pdf

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31-01-2011

A Parque Escolar prepara-se para reabilitar mais 90 escolas portuguesas do ensino secundário, avançando para a quarta fase do Programa de Modernização das Escola e para o qual se prevê um investimento médio de 15 milhões de euros por escola. No último sábado, foram inaugurados 21 estabelecimentos de ensino integrados no Programa, que conta já com um total de 75 escolas reabilitadas das 213 que integram actualmente a iniciativa. Com a fase 4, esse número ascenderá às 303.

Para a fase 4, a Parque Escolar prevê um investimento total de 1.350 milhões de euros. "O custo de cada intervenção pode ser decomposto em três parcelas: 8% para estudos, projectos e fiscalização; 7% para equipamento e mobiliário; 85% para empreitada", indica a Parque Escolar.

Prevê-se que cada intervenção do Programa represente um emprego directo mensal de 150 trabalhadores por obra, o que significa que, para a fase 4, calcula-se a "criação/manutenção de um emprego médio mensal de 13.500 trabalhadores".

Até Setembro deste ano, irá decorrer a elaboração de programas funcionais em conjunto com as escolas, sendo que o lançamento de concursos públicos para projectos decorrerá entre Junho e Dezembro. O início das obras está agendado para aquando da conclusão dos projectos.

De acordo com a Parque Escolar, o investimento global previsto para o Programa é de 2.970 milhões de euros, abrangendo 263.500 alunos. Neste momento, estão em obra 68 escolas, outras 24 encontram-se com obra adjudicada ou a iniciar, 41 estão em concurso com início de obra previsto para o segundo trimestre e cinco estão em fase de projecto ou concurso de projecto. Até aqui, o investimento realizado é de 1.303 milhões de euros, dos quais 829 milhões foram realizados em 2010, refere a mesma fonte. Segundo o Governo, o Programa de Modernização vai requalificar 370 estabelecimentos de ensino até 2015, num investimento total de 2,9 mil milhões de euros, "que estão a dar trabalho a três mil empresas e mais de 10 mil trabalhadores". O programa de modernização representa "um grande esforço financeiro do país, mas que permite verificar os resultados", referiu a ministra da Educação, Isabel Alçada, em Conselho de Ministros, já que "contribui muito para a qualidade da educação, dotando as escolas com os recursos do século XXI".

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19-01-2011

O programa Eco.AP, que visa aumentar em 20% eficiência energética dos edifícios do Estado até 2020, vai finalmente avançar. As primeiras medidas do programa foram já aprovadas em Conselho de Ministros e publicadas em Diário da República e prevêem a criação e implementação de um plano de acção de eficiência energética para cada ministério até ao final de 2011, a criação de um barómetro para a eficiência energética da Administração Pública no prazo de seis meses, a ser desenvolvido pela ADENE, e a implementação de um sistema de comercialização de certificados brancos em 180 dias, aplicável à Administração Pública e a ser desenvolvido pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

No âmbito do programa, os serviços e organismos da Administração Pública são também obrigados a designar, no prazo de 90 dias, um gestor local de energia responsável pela dinamização e verificação das medidas para a melhoria da eficiência energética e cada ministério deve seleccionar, até ao final do primeiro semestre deste ano, entidades na sua dependência que, em conjunto, representem pelo menos 20% do consumo de energia desse ministério e que, individualmente ou agrupadas, tenham consumos superiores equivalentes a 100MWh/ano, com vista ao lançamento de procedimentos concursais tendentes à celebração de contratos de eficiência energética. O Eco.AP define ainda a promoção de um programa de aumento da eficiência energética na iluminação pública em articulação com o sistema de apoio do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e estabelece a concretização de medidas de eficiência energética até 2013 em todas as entidades na dependência de cada ministério "através de contratos gestão de eficiência energética, sempre que este procedimento se mostre adequado às medidas a adoptar". Juntamente com estas medidas, foi ainda aprovado "o quadro legislativo aplicável à formação e execução de contratos de gestão de eficiência energética a celebrar entre o Estado e demais entidades públicas e as empresas de serviços energéticos na acepção do Decreto-Lei nº 319/2009, de 3 de Novembro, com vista à implementação de medidas de melhoria da eficiência energética nos edifícios públicos e equipamentos afectos à prestação de serviços públicos".

O programa Eco.AP vai ser coordenado e monitorizado pela direcção executivo do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), da responsabilidade do ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento. O Eco.AP vai permitir poupanças energéticas no valor de 400 milhões de euros em dez anos e a criação do quadro legal das empresas de serviços energéticos e da contratação pública de gestão de serviços energéticos representará um estímulo para a economia, refere o governo.

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14-01-2011

Com o início deste ano, a revista Climatização está em estreita colaboração com o sítio na Internet "BUILDUP". Uma parceria motivada pelo reconhecimento da qualidade dos conteúdos da nossa revista. Neste sentido, a Climatização passa agora a disponibilizar alguns dos seus artigos e notícias neste portal da União Europeia, alargando o seu contributo para um melhor desempenho energético dos edifícios na Europa.

O "BUILDUP" é uma iniciativa lançada em 2009 pela Comissão Europeia para ajudar a reduzir o consumo energético no sector dos edifícios. A plataforma online conta com o contributo de vários especialistas do sector de toda a Europa para a troca e divulgação de informações, notícias, estudos, publicações, exemplos de boas práticas, entre outros. Para visitar o  "BUILDUP", clique em www.buildup.eu.

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12-01-2011

O Governo aprovou no início desta semana o regulamento para a gestão do Fundo de Eficiência Energética (FEE), cuja criação está prevista na lei desde Maio do ano passado (DL nº50/2010), fazendo parte das medidas do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE). O FEE terá uma dotação inicial de 1,5 milhões de euros, conforme previsto anteriormente, e visa três objectivos fundamentais: incentivar a eficiência energética, apoiar projectos de eficiência energética em áreas onde até agora esses projectos ainda não tinham sido desenvolvidos e promover a alteração de comportamentos nesta matéria.

A Portaria nº26/2011, que entrou em vigor no dia seguinte à sua publicação em Diário da República, ou seja, a 11 de Janeiro, "estabelece o regime de apoio financeiro às medidas e programas elegíveis pelo FEE", com o objectivo de "coordenar os processos de financiamento e apoio a projectos enquadrados nos critérios do artigo 4º que visem a implementação de programas e medidas que conduzam à redução da procura de energia final de uma forma energeticamente eficiente e optimizada, contribuindo para o cumprimento dos objectivos nacionais em matéria de metas de eficiência energética". De acordo com o artigo 4º, o FEE vai apoiar projectos que conduzam à concretização directa das medidas definidas no PNAEE, projectos de eficiência energética adicionais ao PNAEE e que contribuam para os mesmos objectivos, prevendo-se ainda que os regulamentos específicos de cada medida possam vir a estabelecer outras condições de elegibilidade.

O FEE vai contar com três períodos de candidaturas por ano, a realizar a 28 de Fevereiro, 30 de Junho e 30 de Outubro, "caso se justifique". A aceitação, avaliação, selecção e aprovação das candidaturas ficará ao cargo da comissão executiva do PNAEE, definida em Dezembro passado pela Portaria nº 1316/2010. Esta comissão vai ser composta por representantes de várias entidades, entre elas a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o Comité Executivo da Comissão para as Alterações Climáticas (CECAC), a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), a ADENE, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), etc.. A nomeação dos membros para esta comissão deverá acontecer até ao final de Janeiro. No âmbito das atribuições de gestão técnica do Fundo, esta fica também ao cargo da comissão executiva, remetendo-se a gestão de tesouraria e de outros eventuais activos financeiros para a DGTF.

O FEE foi uma das medidas previstas no PNAEE em 2008, lançado no sentido de ajudar Portugal a cumprir as metas comunitárias definidas pela Directiva Europeia relativa à Eficiência na Utilização Final de Energia e aos Serviços Energéticos (2006/32/CE). O PNAEE prevê a poupança energética de pelo menos 1% anualmente até 2016 e "alcançar até 2015 a implementação de medidas de melhoria de eficiência energética equivalentes a 10% do consumo final de energia".

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11-01-2011

O Governo publicou, a 31 de Dezembro, o Decreto-lei (nº141/2010) que transpõe parcialmente a Directiva Europeia para as Renováveis (2009/28/CE) e que fixa as metas nacionais de utilização de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto de energia em 31%. É criada ainda a Entidade Emissora de Garantias de Origem (EEGO), cuja responsabilidade foi atribuída ao Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

De acordo com o decreto-lei, passa a ser possível para os "produtores de electricidade ou energia para A&A solicitar garantias de origem da energia produzida por si" à EEGO, estabelecendo o respectivo enquadramento legal destas garantias e regulando a actividade da EEGO. A EEGO entrou em funcionamento no início deste ano, refere o Decreto-lei.

O consumo final bruto de energia proveniente de fontes renováveis é definido como o resultado da soma do consumo final bruto de electricidade e de energia para fins de aquecimento e arrefecimento (A&A) e de energia para transportes que tenham origem em fontes de energia renováveis. Para além da meta de 31%, foram também definidas metas intercalares de 22,6% para 2011 e 2012, 23,7% em 2013 e 2014, 25,2% em 2015 e 2016 e, finalmente, 27,3% para 2017 e 2018.

Recentemente e no âmbito das metas europeias para as renováveis em 2020, análises feitas pela European Wind Energy Association (EWEA) e pelo European Renewable Energy Council (EREC) aos planos nacionais de acção para as energias renováveis (PNAER) entregues pelos Estados-Membros à Comissão Europeia no ano passado confirmam que a União Europeia deve conseguir ultrapassar ligeiramente os objectivos de 20% (20,7%). Dos 27, 15 países prevêem ultrapassar as suas metas internas, alguns com um excedente considerável: caso da Bulgária (+2,8%), Espanha (+2,7%), Grécia (+2,2%) e Hungria (+1,7%). Dez Estados-Membros vão cumprir as suas metas e apenas o Luxemburgo (-2,1%) e a Itália (-0,9%) informaram a Comissão de que só conseguirão alcançar as suas metas recorrendo aos mecanismos de cooperação (através de outro Estado-Membro). Portugal será um dos países que deverá cumprir os seus objectivos.


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05-01-2011

Numa resolução aprovada a 15 de Dezembro, o Parlamento Europeu (PE) voltou a enumerar quais as áreas prioritárias para o novo Plano de Acção para a Eficiência Energética europeu (PAEE). A aposta nos edifícios eficientes voltou a ser uma das áreas mais sublinhadas, juntamente com a correcta implementação da legislação existente e o reforço do papel de exemplo do sector público. Para além disso, o PE votou também a favor de tornar a meta de mais 20% de eficiência energética em 2020 numa meta obrigatória. Os membros do PE (MPE) afirmaram que uma meta obrigatória ao nível da eficiência energética conduziria a mais poupanças energéticas, tal como foram também conseguidas com as metas obrigatórias para o uso de renováveis e para as emissões de CO2, ambas de 20% em 2020.

No sector dos edifícios, considerando que estes representam cerca de 40% do consumo energético e são responsáveis por 36% das emissões de gases com efeitos de estufa na UE, os MPE defendem vigorosamente a reabilitação energética dos edifícios existentes, embora admitam que existem vários obstáculos, tais como a necessidade de custos de investimento iniciais e a divisão de incentivos nos casos de edifícios multi-familiares. Por essas razões, são precisas formas inovadoras de remover essas barreiras, incluindo através de planos de renovação locais, e tornar os incentivos financeiros disponíveis ao nível regional, nacional e europeu, tal como os mecanismos "pague enquanto poupa".

A resolução apela ainda à correcta implementação das Directivas Europeias para a Rotulagem (2010/30/UE) e Concepção Ecológica (2009/125/CE). Os MPE solicitaram à Comissão que inclua no seu PAEE uma análise sobre como a legislação existente vai ser implementada e, com base nisso, inclua medidas, tais como metas de eficiência energética individuais que correspondam a uma melhoria de pelo menos 20% em 2020 ao nível europeu ou a aprovação prévia da Comissão para cada plano nacional de acção para a eficiência energética.

O papel do sector público como exemplo, levando a eficiência energética aos seus edifícios, é outra prioridade que deve ser reforçada no PAEE. Segundo os MPE, também as instituições e agências da UE devem fazer parte desse exemplo, através da renovação dos seus edifícios de uma forma rentável e com vista a atingir níveis de necessidades energéticas perto do zero em 2019.

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04-01-2011

Terminado o prazo de 30 de Novembro para as candidaturas aos incentivos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) ao solar térmico para as PME's (Pequenas e Médias Empresas), a ADENE- Agência para a Energia aponta para um total de mais de 150 candidaturas entregues, representando um valor total do investimento proposto de 15 milhões de euros. As decisões das candidaturas aceites deverão ser conhecidas até 24 de Fevereiro.  "As candidaturas tiveram maior incidência nas micro e pequenas empresas, tendo sido na zona Centro, onde mais candidaturas foram recepcionadas", refere a ADENE, acrescentando que o turismo foi o sector de actividade com mais representatividade, com 90 candidaturas. Em segundo lugar esteve o sector da indústria, que apresentou 37 candidaturas.

No caso das candidaturas aos incentivos destinados às IPSS/ADUP (Instituições Particulares de Solidariedade Social/Associações Desportivas de Utilidade Pública), cujo prazo terminou também a 30 de Novembro, a ADENE informa que foram recepcionadas cerca de 750 candidaturas, o equivalente a um investimento potencial de quase 91 milhões de euros em medidas que promovem a eficiência energética, entre elas, a instalação de equipamentos solares térmicos.

Estes dois concursos no âmbito do QREN foram lançados em Junho do ano passado e têm como objectivo incentivar a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental, em particular com a instalação de sistemas solares térmicos. O orçamento total disponível para os incentivos é, no caso das IPSS/ADUP, de 21,5 milhões de euros, sendo que o apoio não reembolsável aos projectos é de 70% nas regiões Norte, Centro e Alentejo e de 50% nas regiões de Lisboa e Algarve. Já para as PME's, está destinada uma dotação orçamental de 9,5 milhões de euros.

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15-12-2010

O governo italiano aprovou, no início de Dezembro, a continuação por mais um ano do período em que poderá ser feita a dedução de imposto correspondente a 55% do custo de sistemas solares térmicos. Depois de uma quebra de 5% no mercado italiano em 2009, a continuação deste incentivo é uma medida importante para reanimar um dos seis maiores mercados europeus de solar térmico. Porém, apesar da boa notícia, as condições do incentivo foram alteradas, sendo que agora os 55% dos custos de investimento passam a ser deduzidos em parcelas iguais ao longo de dez anos e não de cinco, como acontecia até aqui. Este incentivo, que estava previsto terminar no final de 2010, pode ser usado não apenas para sistemas de solar térmico, mas também para outras soluções de poupança de energia e de reabilitação energética.

Desde 2007 que o governo italiano incentiva a instalação de colectores solares térmicos através da dedução fiscal de 55% das despesas, o que tem contribuído fortemente para o desenvolvimento do sector. De acordo com o sítio na Internet Solarthermalworld.org, a associação da indústria do aquecimento italiana, Assotermica, e a associação italiana de solar térmico, Assolterm, enviaram em Julho do ano passado uma carta ao governo de Berlusconi a reforçar a importância deste incentivo para o desenvolvimento do mercado solar térmico na Itália. "Este esquema traz benefícios tanto para a indústria italiana, atenuando o forte impacto da crise económica actual, como para o país, com uma relação positiva de custo/benefício e com um investimento estrutural num sector de elevado valor acrescentado e, por essa razão, estratégico para o futuro do país", lê-se na carta. As duas associações enumeraram uma lista de benefícios directos e indirectos que este género de incentivos pode ter, entre eles a criação de emprego, sendo que o sector poderá ser capaz de criar mais de 150.000 postos de trabalho em 2020, a contribuição para alcançar a meta europeia para as energias renováveis, o crescimento das receitas fiscais, graças a impostos como o IVA, IRAP (Imposto Regional sobre a Actividade Produtiva) e IRES (Imposto sobre o Rendimento das Sociedades), a redução da factura energética e da dependência do estrangeiro e das fontes de energia fósseis, e a contribuição para a criação de uma economia verde.

Segundo a análise do EurObserv'ER e da ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) ao mercado de solar térmico europeu, feita em Maio passado, em 2009 assistiu-se a uma queda de 5% do mercado em Itália, registando-se 400.000m2 de nova área instalada, contra os 421.000m2 instalados em 2008. Citando a Assolterm, o EurObserv'ER refere que para 2010 não se espera uma grande contracção, mas há a convicção de que este foi um ano muito duro para o sector, uma vez que a má situação financeira levou a que muitas famílias optassem por não fazer investimentos em solar térmico. Para além da crise financeira, o Solarthermalworld.com atribui também os números fracos de crescimento do mercado solar térmico a um recente "boom" do sector fotovoltaico.

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14-12-2010

A European Solar Thermal Industry Federation (ESTIF) elegeu Robin Welling, director da empresa austríaca TiSUN, como o novo presidente durante a sua Assembleia Geral, que teve lugar a 3 de Dezembro em Bruxelas. O encontro ficou ainda assinalado pela eleição do novo quadro de directores da associação internacional e por um debate sobre o panorama a médio e longo prazo do mercado, numa altura em que parecem estar a ser dados os primeiros sinais de recuperação.

Segundo as previsões, 2010 será o segundo ano consecutivo em que o mercado europeu de solar térmico regista uma descida. No entanto, durante a Assembleia Geral da ESTIF, a indústria concordou que alguns dos grandes mercados estão já a dar sinais de recuperação, à excepção apenas da Espanha, que deverá cair pela terceira vez consecutiva. Alemanha, França, Áustria, Grécia e Itália devem assistir a um crescimento ligeiro ou a uma estagnação. No médio prazo, a ESTIF lembrou que o mercado deverá beneficiar da implementação dos planos de acção nacionais para as renováveis e da transposição da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD).

Após a sua eleição, Robin Welling, que substitui Olivier Drücke nas suas funções, afirmou que nos próximos anos a ESTIF irá intensificar as suas actividades para colocar a energia solar térmica e o calor renovável no topo das agendas políticas. "O solar térmico pode contribuir significativamente para as metas de 2020, providenciar uma solução a longo prazo para questões energéticas, tal como a pobreza energética, mas o nosso potencial não é reconhecido. Eu quero mudar isso", declarou.

O novo quadro de directores terá como prioridade principal exercer pressão para o surgimento de legislação favorável no âmbito da rotulagem energética de sistemas de aquecimento de águas e de espaços, promover normas europeias e a Solar Keymark, de forma a remover barreiras comerciais desnecessárias. Entre os novos nomes da ESTIF estão os de Alexander Eichwalder (GREENoneTEC), Jose-Antonio Pérez (BDR Thermea), Richard Loyen (ENERPLAN), Arthur de Vries (Holland Solar) e Harald Drück (ITW).

 

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30-11-2010

A Comissão Europeia (CE) avisou formalmente a Espanha e a Itália que devem garantir a completa implementação da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), publicada em 2002 e cuja transposição deveria ter sido feita até 2006, com um período adicional de três anos para determinados artigos.

O aviso feito prendeu-se com a obrigatoriedade de os Estados-Membros assegurarem a divulgação da informação sobre o desempenho energético dos edifícios quando estes são vendidos ou arrendados, através de um certificado de desempenho energético, e de levarem a cabo a inspecção regular de equipamentos de ar condicionado e de caldeiras. A Comissão pode decidir levar os dois países a Tribunal de Justiça, caso não seja tomada nenhuma medida nos próximos dois meses para alterar esta situação.

Segundo a CE, a regulamentação italiana relativamente à certificação energética ainda não cumpre com todos os requisitos da Directiva e o país ainda não tomou quaisquer medidas para introduzir a inspecção regular de sistemas de ar condicionado, no sentido de avaliar o seu desempenho. No caso espanhol, a CE alertou para o facto de não ter sido ainda adoptado um método de cálculo do desempenho energético ou um programa de certificação que abrangesse todos os edifícios existentes. Para além disso, o sistema italiano de inspecções de caldeiras não cobre as instalações que existiam antes da legislação entrar em vigor.

De acordo com a EPBD 2002/91/CE, os Estados-Membros devem aplicar requisitos mínimos de desempenho energético quer para os novos edifícios, quer para edifícios existentes, assegurar a sua certificação energética e exigir a inspecção regular de caldeiras e de sistemas de ar condicionado. Em Maio de 2010, foi aprovada a revisão da Directiva EPBD (2010/31/CE), no sentido de reforçar estas exigências e de caminhar na direcção dos "edifícios com necessidades quase nulas de energia" em 2020. Os Estados-Membros têm até Julho de 2012 para efectivar a transposição da revisão da Directiva, com excepção de alguns artigos, que poderão ser transpostos até 2015.

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24-11-2010

À semelhança do que aconteceu com as candidaturas para as PME'S aos incentivos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) à eficiência energética, também o prazo de candidaturas para os incentivos ao solar térmico destinado às instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e às associações desportivas de utilidade pública (ADUP) foi alargado para o dia 30 de Novembro (18 horas).

Estes incentivos pretendem incentivar a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental, em particular com a instalação de sistemas solares térmicos em equipamentos colectivos. O orçamento total disponível para estes incentivos é de 21,5 milhões de euros, sendo que o apoio não reembolsável aos projectos é de 70% nas regiões Norte, Centro e Alentejo e de 50% nas regiões de Lisboa e Algarve.

A 10 de Novembro, foi também lançado o concurso "Eficiência Energética em Edifícios de Habitação Social Existentes" pelo Programa Operacional Regional do Norte, disponibilizando 12 milhões de euros (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional - FEDER) para o apoio à "utilização racional de energia e da eficiência energético-ambiental em habitação social existente, através do isolamento térmico e da utilização de energia solar térmica ou sistemas que utilizem biomassa para a produção de águas quentes sanitárias ou aquecimento". O concurso destina-se a municípios, associações de municípios e empresas municipais, ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), a Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) e a outras entidades gestoras de operações de reabilitação urbana. As candidaturas estão abertas até 25 de Março de 2011 e contemplam apenas a região Norte do país.

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23-11-2010

O Parlamento Europeu (PE) aprovou, a 11 de Novembro, a atribuição de 146,34 milhões de euros de fundos europeus para o apoio a projectos de eficiência energética e de fontes de energias renováveis. Este montante provém de fundos não utilizados do Programa Energético Europeu para o Relançamento (PEER) da economia, que previa a concessão de 3,98 mil milhões de euros para 2009 e 2010. Os 146,34 milhões vão estar disponíveis a partir de 1 de Janeiro de 2011 e deverão ser atribuídos até 31 de Março de 2014.

Entre os projectos que podem vir a ser financiados estão, por exemplo, renovações de edifícios públicos e privados que integrem soluções de fontes de energia renováveis (FER) e/ou de eficiência energética, nomeadamente os que se baseiam na utilização de tecnologias da informação e das comunicações (TIC); investimentos na produção combinada de calor e de electricidade, incluindo a micro-geração, e em redes de aquecimento/arrefecimento urbano de elevada eficiência, em especial a partir de FER; FER descentralizadas e integradas nos ambientes locais e a sua integração nas redes de electricidade; micro-geração a partir de FER; tecnologias em matéria de eficiência energética e de energias renováveis com potencial económico e de inovação que recorram aos melhores processos disponíveis; etc..

De acordo com a proposta aprovada pelo PE, este instrumento deverá "apoiar projectos de investimento que demonstrem ter validade económica e financeira, a fim de reembolsar os investimentos atribuídos pelo instrumento e atrair investimentos públicos e privados", podendo incluir-se a provisão e dotação de capital para empréstimos, garantias, títulos e outros produtos financeiros. Até 15% dos fundos poderão ser utilizados na assistência técnica às autoridades locais, regionais ou nacionais na criação e instalação inicial de tecnologias relacionadas com os projectos.

No início de Outubro, o Comité Parlamentar para a Indústria tinha votado o uso de 115 milhões de euros ou a totalidade dos fundos disponíveis do PEER para financiar este tipo de projectos. No entanto, a 19 de Outubro, a quantia de 146 milhões de euros acabou por ser acordada entre os Membros do PE e a Presidência belga da União Europeia. Apesar de ser um valor mais elevado do que os iniciais 115 milhões, o novo montante exclui a possibilidade de alocar mais dinheiro dos 3,98 mil milhões de euros disponíveis para este fim, segundo o Euroactiv.

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17-11-2010

Sistema de Certificação Energética - Mais qualidade nas instalações?

Numa altura em que se esperam regras mais apertadas para dar cumprimento à nova Directiva para os edifícios, importa fazer um balanço sobre a qualidade das nossa instalações. Contactámos alguns instaladores e projectistas e lançámos o debate. Por resolver, está ainda o impacto do  DL 26/2010, que retira a responsabilidade às Câmaras Municipais da exigência das DCR`s aquando da emissão das licenças de construção e dos CE's para emissão da licença de utilização.

Eficiência&Energia  - Verão quente dispara vendas no mercado do ar condicionado

O Verão de 2010 foi um dos mais quentes dos últimos anos, e a prová-lo estiveram não só as subidas dos termómetros mas também o disparar do volume de vendas de equipamentos de ar condicionado um pouco por todo o mundo.

Europa - Itália, um país dividido

Para a Itália, a Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) de 2002 não foi fácil de acompanhar, continuando a haver actualmente falhas na sua implementação quer ao nível legislativo, quer ao nível dos procedimentos.

Entrevista - "A pressão até agora exercida sobre o PQ a meio do processo passa para a etapa final, aquando da emissão da licença de utilização"

Paulo Santos, director de Certificação Energética Edifícios na ADENE - Agência para a Energia, faz-nos um balanço do Sistema de Certificação Energética (SCE) e sobre a qualidade das instalações.

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10-11-2010

O secretário de Estado de Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, anunciou o lançamento de um novo programa com vista a melhorar a eficiência energética nos edifícios da Administração Pública. A iniciativa terá o nome ECO-AP e vai permitir a poupança de 400 milhões de euros até 2020, "a preços actuais". O anúncio do novo programa aconteceu na sessão de abertura da conferência anual do sector das Empresas de Serviços Energéticos, ESCO Europe, que teve lugar nos dias 3 e 4 de Novembro em Lisboa.

O programa de eficiência energética tem como base três eixos, permitindo uma "solução de financiamento, outra de incentivo e compensação e também uma solução de responsabilização". De acordo com o governante, o primeiro passo deverá passar pela aprovação, até ao final deste ano, de uma legislação que permita às entidades públicas fazer contratos de eficiência energética com empresas privadas, como, por exemplo, as empresas de serviços energéticos. "Vamos permitir, com a legislação que vamos publicar, que as instituições públicas possam seleccionar formas de financiamento diversas - capitais próprios ou ir à banca - mas que possam também fazer contratos de eficiência energética", explicou Zorrinho.

Segundo o secretário de Estado, o Governo pretende "desenvolver um modelo de poupanças partilhadas para os edifícios públicos" e deverá ainda "avançar com legislação para a criação de certificados brancos na Administração Pública", que está, por enquanto, em fase de estudo. Segundo a Directiva Europeia relativa à Eficiência na Utilização Final de Energia e aos Serviços Energéticos (2006/32/CE), os certificados brancos são certificados "que confirmam as declarações dos agentes do mercado relativamente às economias de energia resultantes de medidas de melhoria da eficiência energética" e que podem ser transaccionáveis. "Uma instituição pública que apresente uma redução de 30% recebe um conjunto de certificados de eficiência que poderá depois vender, pois estes têm valor de mercado", exemplificou. Aproveitando a ocasião da conferência, Carlos Zorrinho fez ainda questão de evidenciar o papel preponderante como "parceiras políticas" que as empresas de serviços energéticos podem ter neste programa, nomeadamente como "parceiras".

O consumo energético dos edifícios públicos representa actualmente uma fatia considerável da factura energética do Estado. A criação do contrato de eficiência foi uma das medidas previstas no Plano Nacional para a Eficiência Energética (PNAEE) 2008-2015, no sentido de melhorar a eficiência energética dos edifícios do Estado. Entre os objectivos do Plano, está a redução anual de 1% na factura energética do país até 2015, ou seja, num total de 10%.

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27-10-2010

O prazo de candidaturas para as micro, pequenas e médias empresas (PME'S) aos incentivos do QREN (Quadro de Referência Nacional Estratégico) à eficiência energética, nomeadamente à instalação de sistemas solares térmicos, voltou a ser alargado, desta vez até ao dia 30 de Novembro. Esta é a segunda vez que o prazo de candidatura é alargado, sendo que inicialmente, as candidaturas aos subsídios terminavam a 31 de Agosto, tendo sido posteriormente prolongadas até 15 de Outubro. Os projectos aceites deverão ser conhecidos até 12 de Janeiro do próximo ano.

Os subsídios do QREN às PME's no âmbito da eficiência energética dispõem de um orçamento total de 9,5 milhões de euros e visam apoiar projectos de investimento em instalações solares térmicas para o aquecimento de águas, sistemas de climatização e outros investimentos relacionados com a envolvente passiva (associada à instalação de equipamentos solares térmicos através da optimização do consumo de energia ou de correcção do factor solar nos vãos envidraçados, excluindo despesas com construção e mão-de-obra).

O sector do solar térmico vive actualmente uma situação complexa, com muitas empresas a denunciarem problemas no recebimento dos montantes relativos às instalações realizadas no âmbito da Medida Solar Térmico 2009. No entanto, segundo informação dada pela Yunit e pelo Ministério da Economia ao jornal Correio da Manhã, tudo indica que estejam já a ser tomadas providências para a regularização da situação em breve.

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20-10-2010

O atraso da implementação do novo regime de apoio à microgeração está a retirar a oportunidade a centenas de empresas do sector Solar Fotovoltaico em manterem a sua actuação e a agravar a situação económica, considerada "frágil", de muitas outras empresas. Responsáveis do sector consideram a situação "preocupante" face ao número de empresas que se estão a retirar do mercado e ao despedimento de centenas de recursos humanos qualificados, tendo em conta que antecipavam que o novo decreto-lei já estivesse publicado por esta altura. A rápida operacionalização depois da sua publicação é apontada agora como crucial para o sector que estagnou em 2010, o pior ano dos últimos quatro, que conta com uma meta de 10 MW adicional à potência já licenciada e são muitas as dúvidas se haverá ou não lugar à abertura de novos registos ainda até ao final deste ano.

A nova presidente da Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar), Maria João Rodrigues, critica os atrasos na implementação do novo regime de microgeração, que chegou a estar prevista pelo Governo ocorrer em Junho: "a actividade das empresas não se compadece com estes atrasos. Não foi dada a oportunidade ao mercado de manter a sua actuação. Não é plausível que depois de ter sido suspenso o SRM, só em Outubro é que venha a ser publicada a nova legislação".

A indefinição na revisão do novo decreto-lei - que segundo a Apisolar pode ser explicada por "alguma desconexão com a realidade dos organismos que tratam deste assunto com os seus timings" -  dura há mais de oito meses, desde que, em Fevereiro, foi suspenso o Sistema de Registo de Microgeração (SRM). Um arrastamento que impossibilita milhares de agentes económicos de ver confirmado o seu registo ao longo de mais de metade do ano. Um quadro negro que nem mesmo o regime transitório - introduzido em finais de Fevereiro para desbloquear o processo de registos para 5535 pedidos em fila de espera (equivalentes a uma produção de 19 megawatts (MW)) conseguiu evitar. A solução, assumida como transitória, visou possibilitar a passagem dos pré-registos existentes a registos provisórios, tendente a assegurar uma gestão transitória até à entrada em vigor da nova legislação, que chegou a estar prevista para Junho de 2010, focalizando-se esta fase no tratamento dos pré-registos já contabilizados naquela data.

A situação é preocupante para os responsáveis do sector uma vez que conhece-se diariamente um número crescente de empresas que se vêem obrigadas a retirar-se do mercado, ou a despedimentos de recursos humanos qualificados (que se prevê perto de 300), situação que se prevê vir a ser agravada no curto espaço de tempo na ausência do referido enquadramento". Neste sentido, a presidente da Apisolar avança que, neste momento, "é já residual" o número de instalações ainda em execução resultantes dos períodos de licenciamento extraordinários a 17 e 18 de Fevereiro que antecederam a suspensão do SRM até publicação do novo enquadramento legal, que se aguarda a qualquer momento.

Os receios incidem na perda de dinamismo de um sector, verificado nos últimos quatro anos. Precisamente o mesmo dinamismo que a Apisolar destaca como antecipando que "poderá ser significativa a sua contribuição para o desenvolvimento económico e social de Portugal".

Em causa está um sector com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros e a criação e manutenção de mais de 3000 postos de trabalho, que em muito contribuiu o impulso proporcionado pela implementação das Renováveis na Hora há dois anos.

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19-10-2010

Um trilião de euros é quanto a União Europeia (EU) precisa de gastar durante os próximos dez anos para reestruturar o seu sistema energético de forma a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e a assegurar o abastecimento energético, de acordo com a versão provisória da estratégia da UE "Energia 2020" a que a Agência Reuters teve acesso e que deverá ser proposta a 17 de Novembro pelo Comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger. No âmbito da eficiência energética, o documento revela que, apesar de todos os argumentos financeiros a favor da eficiência energética, a UE prepara-se para conseguir reduzir apenas 10% do seu consumo energético em 2020, ou seja, metade daquilo que estava previamente estabelecido nas metas europeias.

O rascunho refere como a Europa pode vir a conseguir reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa e a prevenir crises de abastecimento energético, como aquela que aconteceu entre a Rússia e a Ucrânia em Janeiro de 2009. Uma das medidas mais importantes previstas para que isto possa acontecer é a reabilitação massiva do parque edificado existente, reconhecendo o sector dos edifícios como aquele que, juntamente com o dos transportes, representa um maior potencial de poupança. De acordo com a European Builders Confederation (EBC), a pressão combinada para a eficiência energética pode criar emprego em pequenas e médias empresas. "Metas obrigatórias para a renovação são o melhor caminho, mas se não for possível, devemos continuar a ter metas indicativas", afirmou ao EuroActiv o secretário-geral da EBC, Riccardo Viaggi.

Segundo a Dow Jones, o documento defende que a UE devia planear as infra-estruturas mais urgentes, dar prioridade a investimentos capazes de criar novas ferramentas que combinem fundos públicos e privados e acabar com barreiras à construção rápida das infra-estruturas. O documento atribui ainda à falta de infra-estruturas a razão pela qual as fontes de energias renováveis, como a eólica ou a solar, não conseguem ainda competir com as fontes convencionais de energia. "O desafio energético é um dos maiores testes que a Europa tem de enfrentar. Vai levar anos e décadas para colocar o nosso sistema energético num caminho mais sustentável e seguro", lê-se.

Após a apresentação da proposta da estratégia ainda este ano, os líderes europeus vão reunir-se em Fevereiro num encontro dedicado à energia e do qual deverá resultar a nova estratégia que substitua o Plano de Acção para a Eficiência Energética Europeu aprovado em Março de 2007, com horizonte até 2012, e que definiu como meta voluntária para 2020 a redução em 20% do consumo energético.

 

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13-10-2010

Mais próximos de um "conjunto de decisões estruturadas que poderão ser acordadas em Cancún" em Novembro foi o balanço da secretária executiva da Conferência para as Alterações Climáticas das Nações Unidas (UNFCC), Christiana Figueres, dos seis dias de negociações, que tiveram lugar entre 4 e 9 de Outubro em Tianjin, na China. O encontro reuniu participantes de mais de 176 países e foi a última ronda de negociações para as alterações climáticas antes da Cimeira das Nações Unidas (ONU), a decorrer entre 29 de Novembro e 10 de Dezembro, no México.

Na conferência de imprensa que assinalou o encerramento dos trabalhos, Figueres considerou que foram feitos "progressos em definir o que pode ser alcançado" na próxima cimeira e o "que pode ter de ser deixado para mais tarde". Segundo a representante da ONU, os governos debateram "cada elemento de um pacote de decisões que incluiu uma visão a longo prazo partilhada, a adaptação aos efeitos inevitáveis das alterações climáticas, a redução das emissões de gases com efeito de estufa, elementos operacionais fundamentais para o financiamento climático e capacidade de construção, juntamente com o futuro do Protocolo de Quioto. Os governos precisam de finalizar estas decisões em Cancún", afirmou.

Ao lado da responsável das Nações Unidas, esteve a ministra mexicano dos Negócios Estrangeiros e presidente da Conferência para as Alterações Climáticas da ONU em Cancún, Patricia Espinosa, que referiu que nenhum país estava a recuar em relação às promessas de redução e limites de emissões que fizeram no seguimento da Cimeira de Copenhaga, no ano passado. "Cada país reconheceu que vai fazer o que puder. Nenhum país negou o seu compromisso", disse. "No México, vamos mostrar ao mundo que estamos empenhados em dar os próximos passos adicionais para as alterações climáticas e comprometidos com o caminho multilateral como sendo a única forma justa e eficaz de resolver os problemas globais", acrescentou.

 

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11-10-2010

Graças a uma exposição solar privilegiada, Lisboa é uma das capitais europeias que melhor pode tirar partido da energia do sol, mas, para que tal aconteça, não basta apenas saber que há potencial, é preciso passar à acção. A agência de energia Lisboa E-Nova sabe disso e está já a levar a cabo o Plano de Acção Solar, com o objectivo de incentivar a integração de sistemas solares térmicos e fotovoltaicos na cidade.

É no âmbito do projecto europeu POLIS - Identificação e Mobilização de Potenciais Solares através de Estratégias Locais que surge um passo importante para fazer de Lisboa uma cidade solar: o Plano de Acção Solar. O documento foi desenvolvido pela representante portuguesa no projecto, a agência de energia Lisboa E-Nova, que terá igualmente um papel preponderante na sua implementação. O Plano de Acção Solar de Lisboa foi validado pela Comissão Europeia em Julho e recebeu recentemente a aprovação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), "estando actualmente a ser desenvolvido um estudo detalhado do potencial solar da cidade ao nível do património edificado", conta Joana Fernandes, da Lisboa E-Nova. No curto prazo, o objectivo passa por comunicar o potencial de aplicação das tecnologias de aproveitamento de energia solar térmica e fotovoltaica no meio urbano, tendo como "principal ferramenta" a análise do potencial da cidade. Mas não só: "pretende-se ainda promover a viabilização de algumas instalações inovadoras que possam ser exemplo de boas práticas na adopção destas tecnologias e também na formação de profissionais e de todos os interessados nas diversas áreas abrangidas, que vão desde o planeamento urbano ao projecto e construção de edifícios e estruturas urbanas que integrem tecnologias solares", acrescenta.

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07-10-2010

A ASHRAE  (American Society of Heating, Refrigerating and Air-conditioning Engineers) traduziu recentemente duas das suas normas para português e espanhol, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado da construção sustentável nos países da América do Sul. As normas traduzidas foram a 189.1-2009, Norma para a Concepção de Elevado Desempenho, Edifícios Verdes à Excepção de Edifícios Residenciais Baixos, cuja tradução para espanhol foi feita pelo gabinete da ASHRAE na Argentina, e a norma 90.1-2007, Norma para a Energia em Edifícios à Excepção de Edifícios Residenciais Baixos, traduzida para português pelo Green Building Council Brasil.

"Vamos usar a Norma 90.1 para orientar práticas de eficiência energética na indústria da construção civil brasileira", afirma Felipe Faria do Green Building Council Brasil. "A norma é usada pelos engenheiros no Brasil, mas a linguagem é ainda uma barreira para a disseminação deste conhecimento. Com esta tradução, acreditamos que a barreira vai desaparecer e que os profissionais poderão projectar edifícios adequados ao cenário actual de preocupação ambiental em termos de eficiência energética, custos de operação baixos, redução de emissões de CO2, qualidade do ar interior, etc.", conclui. Na Argentina, a tradução da Norma 189.1-2009 é igualmente bem recebida, esperando-se que contribua para o trabalho que está a ser desenvolvido pela Divisão Argentina da ASHRAE em conjunto com outros grupos, tais como a Asociación Argentina del Frio (AAF), para promover o mercado dos edifícios sustentáveis no país.

"A América do Sul é muito progressista e agressiva no que diz respeito à construção verde", refere o vice-presidente da ASRHAE, Ross Montgomery, que trabalha de perto com membros da associação naquele continente. "Há muitas empresas de construção sustentável, empreiteiros e vendedores que estão a trabalhar para entregar projectos de edifícios verdes e produtos de tecnologia verde no mercado", acrescentou, "estas traduções, juntamente com a cooperação com a ASHRAE e outros grupos da indústria de construção na região, fornecem novas ferramentas para ajudar a promover as tecnologias de construção verdes".

A ASHRAE é uma das mais conceituadas entidades a nível mundial no sector do aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração, cuja missão passa por promover a sustentabilidade mundial através da pesquisa, elaboração de normas, divulgação e formação contínua, etc..

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04-10-2010

A China é actualmente o país mais atractivo para investir em energias renováveis, segundo um estudo publicado em Setembro pela consultora financeira Ernest&Young. O documento, com o título "Renewable Country Attractiveness Indices" referente a Agosto de 2010, mostra que a China tomou a liderança aos Estados Unidos da América (EUA), tendo apenas começado a fazer parte desta lista de países mais atractivos para investir em energias renováveis em 2004.

De acordo com a Bloomberg New Energy Finance, no segundo trimestre de 2010, a China atraiu mais de 8,5 mil milhões de euros em investimentos para tecnologias limpas, mais do que a Europa e os EUA juntos. "A chegada da China à primeira posição foi sustentada por um apoio forte e consistente à energia renovável", explica o conselheiro para o ambiente e energia da Ernest&Young, Ben Warren.  "A China tem todos os benefícios de capital, vontade política e um mercado massivo", continuou.

Segundo a análise de Warren, uma das razões para os EUA terem visto a sua posição cair tem a ver com o facto de não ter sido promulgada nenhuma Norma para Energia Renovável (Renewable Energy Standard) este Verão, o que revela que o país continuar a mostrar alguma resistência em comprometer-se a longo-prazo no apoio a este  sector.

Depois da China e dos EUA, entre os "TOP 10" dos países mais atractivos para investir em energias renováveis, estão a Alemanha (3º), Índia (4º), Itália (5º), Reino Unido (igualmente em 5º), França (6º), Espanha (8º), Canadá (9º) e Portugal (10º).

 

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30-09-2010

A partir de 1 de Outubro, o Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), vai lançar um novo programa de incentivos ao solar térmico, com o objectivo de substituir cerca de 13.000 sistemas de águas quentes eléctricos até 2015. Esta medida surge no âmbito do Roteiro para o Solar Térmico de Nova Iorque, uma estratégia promovida pelo Consórcio para a Energia Solar (TSEC) e cujo objectivo último é aumentar a capacidade solar térmica instalada no Estado de Nova Iorque dos actuais 8MW (11.400m2) para 2 GW (28.6 milhões m2) em 2020, o que corresponde a uma taxa de  crescimento anual de 57%.

Esta primeira medida financeira contempla 25,8 milhões de dólares (cerca de 19 milhões de euros) que vão financiar instalações solares térmicas em substituição de sistemas de aquecimento de águas eléctricos e de sistemas combinados nos casos em que seja utilizada electricidade para o aquecimento de espaços.

O financiamento vai resultar do Renewable Portfolio Standard (RSP), introduzido no Estado de Nova Iorque em 2005. O RSP é cobrado nas facturas eléctricas dos consumidores (residenciais e comerciais) e administrado pela Autoridade para a Pesquisa e Desenvolvimento na Energia no Estado de Nova Iorque (NYSERDA).

O valor do incentivo a ser concedido vai ser definido com base nas poupanças de electricidade estimadas pela Solar Rating and Certification Corporation (SRCC) para a latitude do Estado de Nova Iorque. A NYSERDA atribui o valor de 0,75 dólares/kilowatt hora de electricidade poupada no primeiro ano.

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28-09-2010

Integração solar na arquitectura, eficiência energética nos edifícios através de equipamentos solares, aplicações solares térmicas de larga-escala, armazenamento térmico ou os mais recentes desenvolvimentos na área dos componentes e das tecnologias  de colectores são apenas alguns dos variados temas que vão estar em debate em Graz, na Áustria, para uma das mais importantes conferências europeias sobre energia solar térmica: o Eurosun 2010. O encontro, que acontece de dois em dois anos, vai decorrer até à próxima Sexta-feira, dia 1 de Outubro.

De acordo com a organização do Eurosun, a cabo da ISES Europe e do programa IEA-SHC, a edição deste ano recebeu um número recorde de trabalhos, com o Comité Científico a aceitar 434 sinopses para apresentação. Desta forma, durante estes quatro dias, vários especialistas e profissionais vão apresentar trabalhos e dar a sua contribuição ao sector. Entre os presentes, vão também estar alguns representantes portugueses, são eles Ana Nives Sol (Laboratório Nacional de Energia e Geologia - LNEG), que apresentará o trabalho "Dynamic System Testing: Development of a parameter identification tool and long term performance prediction validation", Laura Aelenei (LNEG) com "The road towards 'zero energy' in buildings: lessons learning from solar XXI building in Portugal", João Farinha Mendes (LNEG) com "On an integrated DSM package associated to a solar thermal obligation. The ProSTO EU project and the Portuguese experience" e Sandra Monteiro da Silva (Universidade do Minho), cuja apresentação será "Using a multi-criteria analysus to select design alternatives aiming the energy efficiency and IEQ".

Em simultâneo com a conferência, decorre também a feira b2fair, um evento que será dedicado aos sectores Solar Térmico e Arquitectura Solar e que visa não só proporcionar a troca de experiências e ideias no âmbito dos mais recentes resultados ao nível do desenvolvimento e pesquisa, mas também contribuir para a procura de novos negócios, clientes, fornecedores e parcerias.

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23-09-2010

A ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) vai dispor de uma nova ferramenta de informação para a indústria do sector solar térmico: o Solar Thermal NewsCatalyst. O objectivo é oferecer um serviço informativo de elevada qualidade global com boletins diários para profissionais, no sentido de desenvolver  a indústria do solar térmico.

O Solar Thermal NewsCatalyst pretende proporcionar uma visão privilegiada do sector, avança a ESTIF, cobrindo todos os aspectos relevantes, incluindo actualizações financeiras, previsões para a indústria e dados estratégicos sobre fabricantes de colectores, de sistemas completos, de componentes, arquitectura solar, normas/certificações, organizações e associações, políticas e incentivos, pesquisa e desenvolvimentos, entre outros tópicos. O serviço vai também dispor de notícias e de informações sobre eventos importantes para o sector, podendo ser personalizado para cada utilizador conforme as suas necessidades ou interesses de mercado.

"O Solar Thermal NewsCatalyst é uma ferramenta de informação eficaz e pode vir a ser um elemento-chave para a nossa indústria", afirmou Jeppe Falck, vice-presidente da ESTIF. "A ESTIF acredita que para a tecnologia do solar térmico evoluir e ter sucesso no mercado, precisamos que os conhecimentos sobre o solar térmico estejam imediata e prontamente disponíveis. Na nossa opinião, NewsCatalyst é um meio para tornar isto realidade, já que fornece informação a toda a cadeia de valor da indústria do solar térmico", continuou.

Esta ferramenta resulta de um projecto conjunto entre a ESTIF e a MarketScape A/S, uma empresa de fornecimento de informação e que aplicou já o sistema NewsCatalyst a sectores ligados a energias renováveis, tais como o fotovoltaico, eólico e híbrido/veículos eléctricos.

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20-09-2010

Os edifícios vão ser uma das áreas de intervenção principais no próximo Plano de Acção para a Eficiência Energética da União Europeia (UE), que será apresentado no final deste ano, segundo informou o Comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, durante uma reunião informal com os ministros europeus da pasta da Energia a 7 de Setembro. O novo Plano surge como uma actualização do Plano de Acção para a Eficiência Energética 2007/2012 e a sua apresentação estava originalmente prevista para antes da tomada de posse da nova Comissão, em Fevereiro passado.

De acordo com Oettinger, a UE deve concordar sobre qual será a contribuição de cada Estado-Membro e de cada sector para alcançar as metas europeias de reduzir 20% dos consumos energéticos até 2020, e, neste sentido, a opinião dos ministros foi unânime em considerar que os edifícios são os mais importantes contribuidores para cumprir os objectivos.

"No que toca à eficiência energética, ainda temos muitas metas para cumprir e há ainda outras a definir", afirmou Freya Van den Bossche, ministra da Energia do governo da Flandres, que presidiu ao encontro. A representante flamenga defendeu que sem novas medidas, como por exemplo objectivos legais obrigatórios para a eficiência para cada Estado-Membro, a UE nunca conseguirá atingir as metas a que se propôs para 2020. Para além de novas medidas, segundo o Euroactiv, os ministros identificaram a inovação tecnológica e o Strategic Energy Technology (SET) Plan como elementos-chave para alcançar a liderança tecnológica e fizeram referência a uma rede de cidades inteligentes -uma iniciativa de promoção às novas tecnologias que tinha já sido mencionada no Plano anterior.

Um estudo realizado pela Ecofys e Fraunhofer ISI e apresentado recentemente em Bruxelas mostra que a UE pode poupar até 78 biliões de euros por ano em 2020 se adoptar metas para a eficiência energética mais apertadas. O estudo, solicitado pela European Climate Foundation, defende que os 27 devem "triplicar o impacto das suas políticas para a eficiência energética" e considerar tornar os 20% de poupança energética voluntários numa meta obrigatória. O cumprimento das metas para a eficiência energética em 2020 significaria a poupança de 394 milhões de toneladas equivalentes a petróleo (tep).

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16-09-2010

Edifícios

Uma nova e urgente abordagem!

O ar condicionado, as renováveis, as soluções construtivas (eco-design) e a eficiência energética não podem ser encarados de uma forma isolada. Estas soluções estão interligadas e nenhuma funciona eficazmente sem a outra. É esta a nova visão que deve ser implementada e comunicada para contribuirmos para um melhor desempenho energético nos edifícios e atingirmos as novas metas da sustentabilidade.

Solar Térmico

Um mercado essencial numa Europa em crise

Os números da ESTIF e do Barómetro Solar Térmico mostram que este mercado não ficou alheio à crise e acabou por sofrer uma quebra de 10% em 2009, uma descida pouco significativa face ao crescimento de 60% em 2008.

 

Europa

Áustria, o "país prodígio" da UE

A Áustria adoptou um sistema de reforço progressivo dos seus regulamentos que permitirá a poupança de 70% da energia consumida para fins de aquecimento e arrefecimento no sector residencial.

 

Entrevista

"É fundamental associar as diversas dimensões do edificado de forma a tornar o conceito da construção sustentável acessível e comunicável ao utilizador"

Lívia Tirone, arquitecta, em entrevista à nossa revista sublinha a importância da integração para o melhor desempenho dos nossos edifícios.

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13-09-2010

O Governo aprovou, na passada quinta-feira, uma resolução que disponibiliza uma verba de 59,9 milhões de euros para o Programa de Modernização do Parque Escolar ao nível do ensino Secundário. Esta verba surge numa altura em que este programa está prestes a entrar na sua terceira fase e conta já com a requalificação de 21 escolas concluídas. O programa, lançado em 2007, foi reforçado no âmbito da "Iniciativa para o Investimento e Emprego" (Março 2009) como uma das medidas do Governo para a promoção da eficiência energética e da sustentabilidade ambiental, assim como do crescimento económico e do emprego.

"Esta resolução autoriza a realização de despesa com vista à implementação do Programa de Modernização do Parque Escolar destinado ao Ensino Secundário, até ao montante de 59 913 000 de euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor por recurso a verbas inscritas e a inscrever no orçamento das Escolas, no âmbito do Ministério da Educação e a repartição plurianual dos respectivos encargos orçamentais dos anos de 2010 e 2011", refere o comunicado do Conselho de Ministros. De acordo com a mesma fonte, o programa contava, em Agosto, com "21 escolas já concluídas, prevendo-se a conclusão de mais 30 no decorrer do presente mês". Em comunicado após o Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, João Tiago Silveira, afirmou que esta decisão vai permitir "prosseguir o esforço de renovação do Parque Escolar e que tem registado resultados muito visíveis". Ainda para Setembro está também agendado o arranque da terceira fase do programa, que "contempla a modernização de outras 100 escolas do ensino secundário, por ocasião das comemorações do centenário da República".

"Com o arranque da terceira fase, vamos assinar contratos de adjudicação para a requalificação de mais 104 escolas. Queremos requalificar todas as nossas escolas num curto espaço de tempo", afirmou o primeiro-ministro, José Sócrates, na cerimónia de conclusão da requalificação da Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, na última sexta-feira. Sócrates referiu-se ainda ao Programa de Modernização do Parque Escolar como um programa que dinamiza a economia e "dá mais oportunidades às empresas".

Segundo a empresa responsável pelo programa, a Parque Escolar E.P.E., apesar de os números iniciais apontarem para um total de 332 escolas, "os estudos realizados com as Direcções Regionais de Educação e em fase de conclusão apontam para uma rede principal de escolas secundárias de 370 escolas". A empresa acrescenta ainda que "até ao final do ano será apresentado o faseamento e calendarização das fases seguintes".

Desde o seu lançamento em Março de 2007, o Programa de Modernização do Parque Escolar já requalificou 21 escolas das 332 a que se propôs inicialmente, outras 30 estarão concluídas até final de Setembro, 54 estão já em obras e 104 irão começar com os trabalhos até Abril de 2011.

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08-09-2010

O Verão de 2010 tem sido um dos mais quentes dos últimos anos, com os termómetros a atingirem valores recorde em muitas regiões do mundo, o que provocou uma corrida aos equipamentos de ar condicionado. Resultado: as vendas subiram repentinamente em praticamente todo o mundo, esperando-se que o mercado mundial cresça 12,4% comparativamente a 2009, avança o jornal japonês Jarn.

Esta tendência foi registada em diversas zonas do globo, incluindo Portugal, onde as empresas registaram também um aumento nas vendas nos últimos meses. Com base no número actuais, na Europa está previsto um volume de vendas entre os 5,3 milhões e os 5,5 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Mais a Oriente, no Japão, o cenário foi semelhante com o mercado a assistir a um aumento do volume de vendas de 10% entre Janeiro e Junho em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da GfK Japan. O aumento da temperatura em Julho levou ainda a que se assistisse a um aumento de vendas na ordem dos 16,7% nas primeiras três semanas desse mês.

Nos Estados Unidos da América (EUA), as vendas de equipamentos de ar condicionado subiram 3,9% entre 27 de Junho e 3 de Julho em comparação com o ano anterior, refere o Jarn. Os sistemas VFR's viram um crescimento significativo, sendo que se estima que as vendas tenham crescido entre 10 a 15%.

O maior mercado mundial em termos de valor, o chinês, viu o seu ritmo ascendente aumentar ainda mais com a vaga de calor e, em Junho, apresentava um aumento de 75% nas vendas de equipamentos residenciais. No entanto, no caso da China, o crescimento do mercado não se prende apenas com o intenso calor sentido neste ano, mas também com os incentivos dados pelo governo de Pequim para promover os equipamentos de ar condicionado eficientes e os baixos preços actualmente praticados para estes equipamentos, com os preços médios a descerem entre 10 a 15%.

Para além destes mercados principais, outros registaram também um aumento considerável, caso da Coreia do Sul, onde as vendas dispararam 30% entre Maio e Junho e subiram em média 5% no primeiro semestre deste ano, refere o Jarn. Irão, Israel, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita estão também entre os mercados que cresceram, esperando-se que, em 2010, sejam vendidos 4,2 milhões de unidades de ar condicionado naquela região do globo.

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02-09-2010

Ao que tudo indica, não será ainda este ano que o Senado dos Estados Unidos da América (EUA) vai aprovar uma lei para o clima e para a energia que, entre outros objectivos, defina a estratégia norte-americana para a promoção das renováveis, eficiência nos edifícios e a redução de emissões de gases com efeito de estufa : a juntar à forte divisão de opiniões sobre o assunto estão as novas prioridades no âmbito da energia levantadas pelo desastre do derrame de petróleo no Golfo do México e o calendário político, com o aproximar das eleições para o Congresso, em Novembro. Os democratas temem perder a sua maioria quer no Senado, quer na Câmara dos Representantes, o que torna pouco provável que, até ao final do ano, venha a ser debatida a aprovação de uma lei tão polémica quanto esta.

No final de Julho, o democrata Harry Reid, representante do Nevada e líder da maioria no Senado, anunciou que o Senado não iria passar o American Power Act (APA), elaborado pelos senadores Kerry e Lieberman, nesta temporada política por falta de apoios. Nos dias que se seguiram a este anúncio, Reid ainda apresentou como alternativa uma proposta menos exigente que se centrava em reformas para a exploração petrolífera offshore, com especial atenção ao desastre do derrame de petróleo no Golfo do México, mas que também pretendia apostar na eficiência energética. Todavia, isto não foi suficiente para convencer a oposição e Reid apelou a que a proposta fosse votada quando o Senado regressasse da sua pausa em Agosto, depois de os republicanos afirmarem que precisavam de mais tempo para analisar a proposta.

A lei para o clima e para a energia é um tema polémico que divide não só republicanos e democratas, mas que chega mesmo a causar discórdia entre estes últimos. A definição de um limite de emissões e a introdução de um sistema de "cap and trade" - no qual cada empresa tem de comprar créditos de permissão de níveis de emissões de dióxido de carbono e que podem ser comercializados num mercado regulado - têm sido as principais divergências entre democratas e republicanos. As vozes críticas afirmam que esta legislação viria a introduzir uma "taxa energética nacional", o que significaria mais despesas na factura energética dos consumidores e das empresas norte-americanos, colocando postos de trabalho em perigo.

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24-08-2010

Depois de ter anunciado o fim dos subsídios ao solar térmico em Maio, o governo alemão voltou atrás na sua decisão e reabriu, no início de Julho, as candidaturas para o programa de incentivo ao mercado do aquecimento renovável ("Marktanreizprogramm" - MAP). Os 115 milhões de euros que ficaram, na altura, congelados voltam a estar disponíveis mas, desta vez, sujeitos a condições de elegibilidade mais rigorosas que privilegiam os sistemas combinados, a eficiência e a inovação. Para a ESTIF (European Solar Thermal Industry Association), o descongelamento dos subsídios na Alemanha representa uma "importante vitória para a campanha política levada a cabo pelos grupos da indústria do solar térmico europeus e nacionais", que receavam as consequências que os cortes orçamentais poderiam vir a ter para o mercado. Recorde-se que a suspensão dos subsídios concedidos pelo governo alemão para incentivar as instalações de equipamentos de solar térmico, biomassa e bombas de calor foi justificada com a difícil situação económica e financeira que se vive por toda a Europa e a consequente necessidade de fazer cortes orçamentais. A notícia veio abalar a indústria europeia do solar térmico e a ESTIF lançou de imediato um apelo ao governo alemão para reverter a decisão, à semelhança do que tinha sido transmitido a Portugal quando o Governo anunciou, inicialmente, a não continuidade da Medida Solar Térmico 2009.

Com as novas regras, o subsídio deixa de poder ser atribuído a equipamentos solares térmicos que só produzam águas quentes sanitárias (AQS) e a instalações a realizar em edifícios novos. Segundo informação da associação solar alemã, BSW- Solar, e da ESTIF, o financiamento é dividido em três categorias principais - básico, bónus (que implica um pagamento adicional em casos de substituição de caldeiras, integração com outras energias renováveis e eficiência) e de inovação (para instalações em edifícios não residenciais ou multifamiliares), sendo que os dois últimos são concedidos adicionalmente, conforme estejam presentes as condições necessárias. Para além destes subsídios, o MAP integra ainda o Programa Energias Renováveis do KfW Forderbank, destinado à instalação de sistemas solares térmicos de larga escala, que prevê também um subsídio para depósitos de armazenamento.

 

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28-07-2010

Depois dos apoios do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) ao solar térmico nas pequenas e médias empresas (PME's) anunciados no mês passado, é a vez das instituições de solidariedade social (IPSS) e das associações desportivas (ADUP) voltarem a ter a possibilidade de se candidatarem aos incentivos de apoio à eficiência energética, nomeadamente à instalação de solar térmico. Por agora, vão estar disponíveis 20 milhões de euros - uma primeira parte de um programa total de 50 milhões e para a qual as candidaturas terminam a 29 de Outubro. Mas esta não é única boa notícia para o sector e, no sentido de apoiar o acesso destas entidades aos incentivos do QREN, a Agência para Energia (ADENE) assinou, na passada sexta-feira, um protocolo com nove instituições bancárias.

Na última semana, foram lançados concursos para o novo programa de apoio à "Utilização Racional de Energia e Eficiência Energético-ambiental em Equipamentos Colectivos", no âmbito do QREN mas, desta vez, destinados às IPSS e às ADUP. Ao todo, de acordo com a Agência para a Energia, serão mais 20 milhões de euros - que se juntam aos 9,5 milhões de euros disponíveis para as PME's - para apoiar projectos que abranjam "a instalação de sistemas de isolamento e inércia térmicos para redução das necessidades energéticas de aquecimento/arrefecimento e também a iluminação eléctrica para redução do consumo de electricidade e de arrefecimento induzido, (...) a instalação de equipamentos de maior eficiência energética e de sistemas de recuperação ou gestão de energia que visem a melhoria da factura energética" e a "instalação de colectores solares térmicos, de equipamentos de produção de electricidade para consumo próprio com base em fontes de energia renovável que não injectem e não vendam energia à rede e ainda sistemas de produção de energia térmica com base no aproveitamento da biomassa". Os projectos aceites das regiões Norte, Centro e Alentejo vão beneficiar de um financiamento de 70%, enquanto os de Lisboa e Algarve só terão direito a 50%. O período de candidaturas para o programa teve início a 19 de Julho e vai prolongar-se até 29 de Outubro.

Segundo explicou o secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, estes avisos são uma primeira fase de um programa com um orçamento total de 50 milhões de euros, financiados pelo QREN, e que vai promover a instalação de 115 mil m2, tal como tinha sido anunciado pelo ministro da Economia, Vieira da Silva, em Junho. Recorde-se que o QREN foi uma das soluções que o Governo encontrou para continuar a apoiar a eficiência energética, nomeadamente o sector do solar térmico. A primeira iniciativa neste sentido aconteceu no mês passado, com o lançamento do concurso para o sistema de incentivos "Diversificação e Eficiência Energética - Solar Térmico", com um orçamento de 9,5 milhões de euros, dirigido às PME's, e cujo prazo de candidaturas foi recentemente alargado para 15 de Outubro.

De forma a agilizar a concessão destes apoios, a ADENE assinou, no dia 23 de Julho, um protocolo com os bancos BPI, Millennium BCP, BES, Banco Popular, Santander Totta, BANIF, Crédito Agrícola, Montepio Geral e Caixa Geral de Depósitos, que prevê o financiamento dos projectos relacionados com a eficiência energética, nomeadamente no que respeita a instalação de solar térmico, obras relacionadas com a envolvente passiva e iluminação de edifícios, através da criação de linhas de crédito e da "disponibilização de pontos de contacto, a funcionar junto das agências das instituições financeiras em benefício do público-alvo, para a execução, com ou sem financiamento, das operações de candidatura ao QREN", explica a ADENE.

 

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20-07-2010

O prazo de candidaturas de pequenas e médias empresas (PME's) para o concurso de incentivo ao solar térmico foi alargado até dia 15 de Outubro de 2010, segundo informa o portal Incentivos QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Para o vice-presidente da Apisolar, Rafael Ribas, este alargamento "vem ajudar bastante, porque se estava numa corrida contra relógio". O concurso, de nome "Diversificação e Eficiência Energética - Solar Térmico", decorre no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e tinha como prazo inicial 31 de Agosto, o que, segundo a Apisolar, apanhou as empresas do sector "desprevenidas, numa altura em que estavam ainda a dar resposta à Medida Solar Térmico 2009".

Para além do prazo de candidaturas, foi também adiado o prazo para a comunicação da decisão das candidaturas aceites, que acontecerá até ao dia 12 de Janeiro de 2011. De acordo com a Apisolar, esta alteração permite um "prazo razoável", não esquecendo de que esta é "uma situação nova para o mercado, com vários intervenientes", e à qual o sector se tem de adaptar. No entanto e apesar disto, Rafael Ribas não quis deixar de lamentar a falta de incentivos ao solar térmico no sector residencial. "Não nos deixemos iludir, estes 'QRENs' preenchem uma parte do mercado, mas no doméstico é que falta e para esse não há ainda perspectivas", afirmou.

Este concurso pretende apoiar as PME's a concretizarem os seus objectivos de eficiência energética e de utilização de energias renováveis, através da instalação de sistemas solares térmicos, que visem a produção de águas quentes sanitárias e climatização. Fazendo parte do "Sistema de Incentivos PME e Pessoas Colectivas de Direito Privado sem Fins Lucrativos", o programa dispõe de um orçamento total de 9,5 milhões de euros e pode financiar entre 40 a 45% dos investimentos aprovados, com um limite de despesa elegível entre 10 mil a 500 mil euros. Para além do apoio ao solar térmico, este programa contempla também investimentos na envolvente passiva. As empresas interessadas terão de comprovar o seu estatuto de PME, efectuar uma auditoria para levantamento das necessidades energéticas e plano de implementação e deter uma certificação final do edifício que foi objecto de melhorias. Os projectos serão seleccionados de acordo com uma fórmula de cálculo de Mérito do Projecto.

Há pouco mais de um mês, juntamente com o anúncio do concurso "Diversificação e Eficiência Energética - Solar Térmico", o Governo anunciou também o lançamento de um segundo programa de incentivos, também no âmbito do QREN, mas desta vez mais vasto, com um orçamento de 50 milhões de euros destinado a entidades privadas sem fins lucrativos e outras entidades não governamentais do sector social, mas sobre o qual não houve ainda desenvolvimentos. Segundo afirmou na altura o ministro da Economia, Vieira da Silva, este programa terá como objectivo a instalação de cerca de 115 mil m2 de colectores solares térmicos.

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13-07-2010

Tema de capa

Ar condicionado - Mercado cai 10% em todo o mundo em 2009

As estimativas do ano anterior confirmam-se: o mercado mundial do ar condicionado aguentou-se em 2008 mas em 2009 caiu 10%. Na Europa a derrapagem foi bastante pior e o mercado desceu globalmente 25% em termos de valor. Por cá e depois de uma queda de 20% em 2008, a derrapagem em 2009 terá sido menor: 7%. Conheça os estudos, as previsões, o que pensam as principais marcas das tendências para o ano de 2010.

A nossa revista cruzou alguns estudos recentemente apresentados sobre o mercado do ar condicionado. A crise mundial não foi imediatamente visível em 2008, altura em que o mercado ainda conseguiu subir cerca de 2,5% contra as expectativas de 10% anteriores à queda dos mercados financeiros. Mas, em 2009, a factura já foi bem mais pesada. De acordo com os estudos que analisámos, onde os valores são muito próximos, a crise económica mundial teve um impacto enorme nas tendências de crescimento que se perspectivavam para os anos seguintes.

O mercado do ar condicionado não caiu no encarnado em 2008 mas no ano de 2009 confirmou a linha descendente que se estava a traçar. A nível mundial, 2009 teve uma quebra de cerca de 10% em relação ao ano anterior. O volume de negócios de 2008 (71 mil milhões de dólares) recuou para os 63 mil milhões de dólares em termos de valor em 2009, segundo os dados apontados pela BSRIA. Ainda de acordo com estes especialistas, é de esperar que o mercado sofra uma recuperação lenta em 2010 com uma taxa de crescimento prevista de cerca de 5% em termos de valor. Já segundo o estudo da Freedonia Group Inc, a procura poderá crescer perto dos 6% por ano até 2014, altura em que o mercado estará perto dos 94 mil milhões de dólares.

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Solar Térmico

Governo continua a apoiar o Solar Térmico

De uma forma completamente inesperada, o Governo recorre ao QREN e avança com mais apoios ao solar térmico (ST). Com o objectivo de apoiar as PME´s, vão ser disponibilizados 9,5 milhões de euros para a instalação do ST. Com as candidaturas a fecharem em finais de Agosto, "o timing não podia ser pior, mas há que aproveitar", diz a Apisolar. Seguem-se 50 milhões para as entidades privadas sem fins lucrativos. Uma aposta muito positiva num contexto menos favorável onde a Yunit, gestora da MST, não recebe do Estado desde Fevereiro, o que compromete a liquidez das empresas para os investimentos necessários.

Durante o ano de 2009, o mercado solar térmico português foi um dos que mais cresceu a nível europeu, referem dados da ESTIF, registando uma subida de 102,8%. A principal razão para este crescimento foi, claro, a Medida Solar Térmico (MST). Segundo os dados da Apisolar, podemos ter alcançado os 200 mil m2 de colectores solares instalados (ver gráficos), mais do dobro em relação a 2008 (86 mil). A gestão continua na antiga Pmelink e agora Yunit num contexto bastante complicado uma vez que as dívidas do Estado a este gestor do sistema avolumam-se desde Fevereiro, o que significa que as empresas estão com sérios problemas ao nível das cobranças e liquidez para fazer face aos investimentos necessários. É que durante este primeiro semestre de 2010 continuam as instalações referentes a encomendas de 2009 no âmbito da MST (particulares, Instituições Particulares de Solidariedade Social - IPSS e Associações Desportivas de Utilidade Pública). Previa-se a continuação da MST cujo fim abrupto tem trazido várias preocupações e incertezas à indústria. Mas quando já estavam desfeitas as esperanças do regresso da Medida Solar Térmico em 2010 e apesar da conjuntura económica desfavorável, o Governo veio inesperadamente dar um balão de oxigénio ao mercado com o lançamento de um projecto de incentivo à instalação de solar térmico nas PMEs (Pequenas e Médias Empresas) no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). O programa contempla a instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de águas quentes sanitárias (AQS) ou climatização e ainda investimentos relacionados com a envolvente passiva. Com um orçamento total de 9,5 milhões de euros - um valor muito inferior aos 95 milhões da MST2009 -, o programa vai financiar de 40 a 45% dos projectos seleccionados, sendo que só poderão apresentar-se candidaturas cujas despesas se situem entre os 10 mil e os 500 mil euros (não são elegíveis as despesas com construção e mão-de-obra).

Aparentemente a notícia é bastante boa: mais incentivos ao solar embora o contexto seja um problema. Para a APISOLAR, "temos que aproveitar mas este timing não podia ser pior!". Rafael Ribas Vice-Presidente explica que "fomos apanhados desprevenidos num momento em que ainda estamos a dar resposta à MST e vai ser uma corrida para conseguirmos dar resposta em tempo útil".

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Entrevista

"Há uma metodologia de cálculo que é muito complexa"

Carlos Soares fala-nos da actividade de projecto no âmbito dos novos desafios e da actual regulamentação térmica (RT). Para este especialista era importante que na revisão da RT houvesse a consciência de que a complexidade das exigências "traduzem-se muitas vezes em componentes que não têm uma expressão muito significativa em termos de resultado final da certificação energética. As metodologias são baseadas em cálculos demasiado exaustivos e o detalhe que muitas vezes é exigido não reverte a favor do benefício final".

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Europa

França: Edifícios com energia positiva

Se, até aqui, a regulamentação francesa para os edifícios não foi das mais apertadas da Europa, em breve a situação vai mudar: a partir de 2012, os novos edifícios vão ter de apresentar baixos consumos, no máximo 50kWh/m2/ano. Para 2020, a mudança é ainda maior e, para além de edifícios de baixo consumo, terão também de ser BEPOS- Bâtiments à Energie Positive, ou seja, deverão produzir mais do que consomem.

A França tem-se mostrado um país atento às questões energéticas e ambientais e, por isso, rapidamente se apercebeu que o sector dos edifícios é um sector decisivo onde actuar, representando 43% do consumo energético do país e produzindo, por ano, emissões de mais de 120 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa. A forma como a Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) tem sido aplicada em França é difícil de isolar, já que está dispersa por vários documentos legais, e é em certos aspectos surpreendente. Isto porque, até aqui, as suas imposições não são extraordinariamente ambiciosas, mas fazem parte de uma estratégia arrojada e que vai, num futuro muito próximo, superar os objectivos definidos pela própria revisão da Directiva Europeia. Exemplo disso é o facto de a regulamentação francesa, neste momento, não contemplar qualquer obrigatoriedade a nível do uso de renováveis, mas, simplesmente, incentivá-las através de estudos de viabilidade e da atribuição de determinadas etiquetas energéticas.

Durante este ano, está a ser feita uma revisão da regulamentação térmica (Réglementation Thermique 2012 - RT) que vai obrigar a uma redução significativa do consumo médio de energia primária, que passará a ter o valor máximo de 50 kWh/m2/ano para fins de aquecimento, AQS, ventilação, climatização e iluminação, já que na actual RT ainda em vigor, RT2005, esse valor varia entre os 80 e os 250 kWh/m2/ano.

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05-07-2010

O prazo de entrega dos Planos Nacionais de Acção para as Energias Renováveis (PNAER) junto da Comissão Europeia terminou a 30 de Junho e apenas dois Estados-Membros - Dinamarca e Holanda - cumpriram a data estipulada pela Directiva para as Energias Renováveis, aprovada no ano passado. O PNAER português esteve em consulta pública de 2 a 21 de Junho e entre as críticas mais duras esteve a de Eduardo Oliveira Fernandes, que, segundo afirmou ao Jornal de Negócios, considera o documento "tecnicamente inadmissível" e no qual se confundem as noções de energia primária e final. O actual secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, anunciou, na Assembleia da República, que o plano português só será entregue daqui a duas semanas, justificando este adiamento com a necessidade de integrar os vários contributos do sector numa versão final do documento.

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) - que elaborou recentemente o Roteiro Nacional para as Energias Renováveis, cuja finalidade era ajudar o Governo na preparação do PNAER - entregou junto da DGEG (Direcção Geral de Energia e Geologia) um documento com sugestões de alterações e outros comentários, dos quais se destacam a falta de uniformidade dos dados de base, "o cenário de evolução do consumo total de energia final demasiado elevado", com impacto das medidas de eficiência energética inferior àquele previsto pela APREN, a "relutância em ultrapassar as metas definidas, quer a meta global de 31% de renováveis, quer a meta do sector da electricidade de 60%" - isto porque "nalguns casos é clara a capacidade nacional em fazer melhor" -, o que resulta "um plano pouco ambicioso e com resultados menos conseguidos". A APREN alerta ainda que "deverá ser prevista a possibilidade de ultrapassar ambas as metas, que deverão ser adoptadas como valores mínimos e não como limites". Relativamente ao sector do A&A, em particular o solar térmico, a APREN apela à aplicação de colectores solares não só à água quente sanitária, mas também ao aquecimento e arrefecimento e ao calor de processo e considera que existe "uma grande diferença entre o potencial nacional, a partir do qual se construíram os cenários, e o aproveitamento previsto  pelo PNAER", que prevê uma "diminuição da incorporação de fontes de energias renováveis (FER) no sector ao longo da década". No sector dos edifícios, a associação portuguesa defende que as principais medidas deveriam ser ao nível do hardware, ou seja, dos materiais e das técnicas de construção, e que deveriam ser criadas medidas específicas para o retrofit térmico das edifícios existentes. A questão da diminuição do IVA para equipamentos que usem FER no contexto doméstico é outra as sugestões, assim como a continuidade do Programa Solar Térmico e a necessidade de alterar "a legislação actual e substituir a exigência de 1m2 de colector solar por pessoa nos novos edifícios por uma obrigatoriedade de fornecimento de uma determinada quantidade de água quente aquecida por energia renovável por pessoa, em função da zona do país".

O PNAER é uma das exigências definidas pela Directiva Europeia para as Energias Renováveis 2009/28/CE. No sentido de auxiliar os Estados-Membros na elaboração desse Plano, a Comissão Europeia publicou um documento modelo a seguir e lançou o projecto REPAP2020, do qual resultaram os Roteiros Nacionais para as Energias Renováveis.

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05-07-2010

A versão revista da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) já foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia e está disponível em português. Os Estados-Membros têm, a partir daqui, cerca de dois anos para transpor o documento para a legislação nacional.

O novo texto da Directiva foi aprovado pelo Parlamento Europeu a 18 de Maio e vem reforçar as exigências mínimas para os edifícios, no âmbito da eficiência energética. Em relação à versão anterior, aprovada em 2002, a revisão da Directiva traz alterações significativas, como a abolição do limite de 1000m2 na aplicação dos requisitos em casos de grandes reabilitações, a introdução de requisitos a nível dos sistemas de climatização ou a intensificação dos processos de inspecção e da qualidade dos certificados energéticos. Uma das novidades que levantou algumas incertezas é a introdução do conceito "edifícios com necessidades quase nulas de energia", obrigando a que, "o mais tardar em 31 de Dezembro de 2020, todos os novos edifícios tenham desempenhos energéticos muito elevados", sendo que as suas necessidades de energia quase nulas deverão ser cobertas por fontes de energias renováveis. Esse prazo é antecipado em dois anos para os novos edifícios públicos. A revisão da Directiva obriga ainda a que os Estados-Membros estabeleçam requisitos mínimos a um nível óptimo de rentabilidade, de forma a ter em conta as poupanças nos consumos de energia durante toda a vida do edifícios.

O documento oficial aprovado da revisão da Directiva pode ser consultado em http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2010:153:0013:0035:PT:PDF

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22-06-2010

De uma forma completamente inesperada, o Governo recorre ao QREN e avança com mais apoios ao solar térmico (ST). Com o objectivo de apoiar as PME´s, vão ser disponibilizados 9,5 milhões de euros para a instalação do ST. Com as candidaturas a fecharem em finais de Agosto, "o timing não podia ser pior, mas há que aproveitar" diz a Apisolar. Seguem-se 50 milhões para as entidades privadas sem fins lucrativos. Uma aposta muito positiva num contexto menos favorável onde a Yunit, gestora da MST não recebe do Estado desde Fevereiro o que compromete a liquidez das empresas para os investimentos necessários.

Durante o ano de 2009, o mercado solar térmico português foi um dos que mais cresceu a nível europeu, referem dados da ESTIF, registando uma subida de 102,8%. A principal razão para este crescimento foi, claro, a Medida Solar Térmico (MST),  Segundo os dados da Apisolar, podemos ter alcançado os 200 mil m2 de colectores solares instalados (ver gráficos), mais do dobro em relação a 2008 (86 mil). A gestão continua na antiga Pmelink e agora Yunit num contexto bastante complicado uma vez que as dívidas do Estado a este gestor do sistema avolumam-se desde Fevereiro, o que significa que as empresas estão com sérios problemas ao nível das cobranças e liquidez para fazer face aos investimentos necessários. É que  durante este primeiro semestre de 2010 continuam as instalações referentes a encomendas de 2009 no âmbito da MST (particulares, Instituições Particulares de Solidariedade Social - IPSS e Associações Desportivas de Utilidade Pública). Previa-se a continuação da MST cujo fim abrupto tem trazido várias preocupações e incertezas à indústria. Mas quando já estavam desfeitas as esperanças do regresso da Medida Solar Térmico em 2010 e apesar da conjuntura económica desfavorável, o Governo veio inesperadamente dar um balão de oxigénio ao mercado com o lançamento de um projecto de incentivo à instalação de solar térmico nas PMEs (Pequenas e Médias Empresas) no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), que pretende apoiar as PMEs. O programa contempla a instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de águas quentes sanitárias (AQS) ou climatização e ainda investimentos relacionados com a envolvente passiva. Com um orçamento total de 9,5 milhões de euros - um valor muito inferior aos 95 milhões da MST2009 -, o programa vai financiar de 40 a 45% dos projectos seleccionados, sendo que só poderão apresentar-se candidaturas cujas despesas se situem entre os 10 mil e os 500 mil euros (não são elegíveis as despesas com construção e mão-de-obra).

Aparentemente a notícia é bastante boa: mais incentivos ao solar embora o contexto seja um problema. Para a APISOLAR, "temos que aproveitar mas este timing não podia ser pior!". Rafael Ribas Vice-Presidente explica que "fomos apanhados desprevenidos num momento em que ainda estamos a dar resposta à MST e vai ser uma corrida para conseguirmos dar resposta em tempo útil". Para este gestor, a oportunidade está desenquadrada porque o mercado é outro e as equipas não estão preparadas para um processo que termina já em finais de Agosto aquando devem ser submetidas as candidaturas. Por outro lado, Rafael Ribas está confiante: "ficaram de fora cerca de 800 IPSS e há-de chegar outro QREN que dê resposta a estas entidades".

Dias depois destes últimos comentários comentários, a 17 de Junho, surge aquilo que mais se ambicionava embora a notícia, até ao fecho desta edição, ainda não tenha sido desenvolvida. "O Governo decidiu abrir um concurso para aprofundar a medida "Solar Térmico" no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), tendo em vista desenvolver o aquecimento a partir da energia solar junto de entidades privadas sem fins lucrativos e de outras entidades não governamentais do setor social", anunciou Vieira da Silva. Este concurso, que estará ao dispor das entidades interessadas dentro de duas semanas, destina-se a promover a instalação de cerca de 115 mil metros quadrados de painéis de energia solar térmica. Trata-se de um investimento global na ordem dos 70 milhões de euros, com investimento público - com origem no QREN - na ordem dos 50 milhões de euros", referiu o ministro da Economia, Vieira da Silva. Declarações apresentadas em conferência de imprensa onde o Ministro da Economia adianta ainda a majoração suplementar para os centros escolares: "no âmbito dos centros escolares, foram disponibilizados apoios suplementares para a introdução de medidas de eficiência energética, que incluiu igualmente o domínio do solar térmico. Vamos atingir um valor de 36 milhões de euros, com um investimento de fundo de 25 milhões de euros", referiu ainda o ministro da Economia.

Mas as notícias sobre o solar térmico não se esgota aqui, a nova proposta do Governo para a microgeração prevê igualmente uma instalação prévia mínima de dois metros quadrados de colectores solares térmicos caso a unidade de microprodução seja instalada em edifícios sem cogeração. Mas este assunto não colheu consensus e a a Apisolar sublinha que "não faz sentido uma coisa ter outra, até porque há pessoas que não têm condições para ter o solar térmico, apenas o fotovoltaico»,

Mercado europeu cai, mas sem desanimar ESTIF

A ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) já divulgou os seus números para o mercado solar térmico europeu referentes a 2009. Depois de um extraordinário crescimento na ordem dos 60% em 2008, o mercado acabou por ressentir-se em 2009 e caiu 10%: ao todo, no ano passado, instalaram-se 4 milhões de m2, em contraposição aos 4,75 milhões de 2008. A difícil situação financeira europeia e a crise do sector da construção já faziam antever resultados menos positivos, no entanto, segundo a ESTIF, o mercado europeu comportou-se "melhor do que o esperado e, pelo segundo ano consecutivo, foi possível vender mais de 4 milhões de colectores solares na Europa".

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16-06-2010

A ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) já divulgou os seus números para o mercado europeu solar térmico em 2009. Depois de um extraordinário crescimento na ordem dos 60% em 2008, o mercado acabou por ressentir-se em 2009 e caiu 10%: ao todo, no ano passado, instalaram-se 4 milhões de m2, em contraposição aos 4,75 milhões de 2008. A difícil situação financeira europeia e a crise do sector da construção já faziam antever resultados menos positivos, no entanto, segundo a ESTIF, o mercado europeu comportou-se "melhor do que o esperado e, pelo segundo ano consecutivo, foi possível vender mais de 4 milhões de colectores solares na Europa".

O gigante alemão, o maior mercado solar térmico da Europa, cuja quota era de 44% em 2008, representa agora apenas 38% do mercado europeu, com a Áustria, França, Grécia, Itália e Espanha a conseguirem, em conjunto, deter 39%. A Alemanha registou, em 2009, uma diminuição de 23% e, apesar de uma legislação que exige uma quota mínima de renováveis nos novos edifícios, a ESTIF receia que o recente corte nos subsídios ao solar térmico possa agravar ainda mais este número em 2010. Entre os mercados com valores entre os 200.000m2 e os 400.000m2, que incluem a Áustria, França, Espanha e Grécia, o mercado austríaco foi o único que cresceu (3%), enquanto os restantes registaram quedas (15% na França e 10% em Espanha). A mais grave foi a da Grécia, com o mercado a retrair-se 30%, alcançando valores para a nova área instalada semelhantes aos de 2004.

Alguns dos países com mercados mais pequenos, abaixo dos 200.000m2, como é o caso de Portugal, da Holanda ou da Dinamarca, registaram em 2009 um crescimento mais acentuado, na ordem dos dois dígitos e, em alguns casos, duplicaram mesmo o seu valor (Portugal e  Hungria, com crescimentos de 102,8% e 127,3%, respectivamente). De acordo com a ESTIF, há ainda outros mercados que, mesmo sem a existência de incentivos para os consumidores individuais, estão em franca expansão, como a Polónia - uma tendência que deve manter-se devido à implementação dos Planos de Acção Nacionais para as Energias Renováveis (PANERs), com o objectivo de alcançar a meta europeia 20/20/20.

Para 2010, a ESTIF prevê um cenário ainda "incerto", já que a crise económica e financeira continua a influenciar negativamente a despesa pública e as políticas de incentivo. "Estima-se que os mercados principais possam ser afectados desfavoravelmente pela falta de programas de incentivo governamentais e pela estagnação do sector da construção, no entanto tal pode ser contrabalançado pelos efeitos da implementação da Directiva Europeia para as Renováveis (2009/28/CE) nas políticas nacionais e pelo facto de os incentivos para o aquecimento via fontes de energia renováveis estarem já previstos nas agendas de vários países europeus". Para além disto, ainda como facto positivo, a ESTIF constata que as grandes instalações solares parecem não ser afectadas pela recessão do mercado e estão "a consolidar gradualmente a sua quota de mercado".

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08-06-2010

Já imaginou como seria uma Europa abastecida a 100% por energias renováveis para fins de electricidade, aquecimento e arrefecimento (A&A) e transportes? O European Renewable Energy Council (EREC) pensou nisso e publicou, em Abril, um roteiro para uma Europa totalmente renovável em 2050, altura em que o sector do A&A vai representar a maior fatia do consumo energético.

"RE-Thinking 2050" é o nome do relatório apresentado pelo EREC junto do Parlamento Europeu, com o apoio da eurodeputada Maria da Graça Carvalho, que descreve uma estratégia para que a União Europeia (UE) consiga, em 2050, atingir um sistema energético 100% renovável, explicando o papel que cada uma das diferentes tecnologias para energias renováveis pode ter para contribuir para este cenário, analisando os efeitos no sistema de abastecimento de energia e no nível de emissões de CO2 e os benefícios sociais, económicos e ambientais.

O sector que mais vai contribuir para o consumo final de energia em 2050 é, segundo o relatório, o do aquecimento/arrefecimento. "Prevê-se que o mercado do A&A renovável,  compreendendo a utilização de biomassa industrial e residencial, assim como as aplicações solares térmicas e geotérmicas, aumente rapidamente", refere o estudo, "juntos terão uma quota de 21% e 45% do total de energia consumida em 2030 e em 2050, respectivamente".

Para atingir a meta actualmente definida pela Europa - 20% em 2020 -, a quota de renováveis para A&A terá de quase triplicar dos actuais seus 10%, sendo que o principal crescimento seria conseguido com a biomassa. Em 2030, o solar térmico vai representar 20% da contribuição de calor, enquanto a geotermia vai registar um crescimento de 10%. A taxa de crescimento anual a nível das renováveis para A&A vai continuar a crescer até 2020, sendo que entre 2030 e 2050 vai assistir-se a uma descida de 23% para a geotermia, 8% para o solar térmico e 1% para a biomassa.

Em conclusão, o A&A renovável deve representar cerca de 30% do consumo total de calor em 2020 e cobrir mais de metade da sua procura em 2030. Em 2050 e de acordo com o cenário deste relatório, o A&A renovável deve contemplar 100% do consumo. A biomassa vai ser a principal fonte de energia utilizada no sector, sendo que, em 2030, o solar térmico deve ocupar a segunda posição com uma contribuição de 48 Mtep (milhões toneladas equivalente ao petróleo) e a geotermia com 24Mtep. Já em 2050, prevê-se que esta última fonte de energia supere o solar térmico, com contribuições de 140Mtep e 120 Mtep, respectivamente.

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02-06-2010

O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) publicou no passado dia 1 de Junho, um aviso para apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) a concretizarem objectivos de eficiência energética. Em iniciativa anterior, levada a cabo em 2009, o Governo já incentivara a utilização de energia solar para fins térmicos, nomeadamente no sector doméstico, Instituições Particulares de Solidariedade Social e Associações Desportivas de Utilidade Pública. Agora, os apoios, via QREN, destinam-se às PME, que podem apresentar as suas candidaturas até 31 de Agosto.

Este aviso, no âmbito do "Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME - Diversificação e Eficiência Energética", enquadra-se na Estratégia Nacional para a Energia 2020 que, sob a denominação Novas Energias e a marca Re.New.Able, prevê um conjunto de eixos estratégicos nos quais se inclui a eficiência energética. Podem ser apoiados projectos que incluam investimentos na instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de águas sanitárias ou climatização, bem como investimentos relacionados com a envolvente passiva, como sejam a instalação de isolamentos térmicos ou a correcção de factores solares em vãos envidraçados.

Para concorrer ao apoio financeiro, as empresas devem comprovar o seu estatuto de PME, efectuar uma auditoria para levantamento de necessidades energéticas, um plano de implementação detalhado e uma certificação final aos edifícios objecto das medidas de melhoria, que ateste o nível de eficiência atingido com o investimento.

Com um limite de despesa elegível entre 10 mil e 500 mil euros, os projectos candidatos devem ter em vista a promoção da competitividade da empresa, através do aumento da produtividade, da flexibilidade e da capacidade de resposta e presença activa no mercado global, por via da utilização do factor de competitividade - eficiência energética.

Fonte: Adene

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26-05-2010

Depois de dois anos em vigor, o PNAEE (Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética), com horizonte em 2015, apresenta uma taxa de execução de 18%, correspondente à poupança de 325 mil tep (tonelada equivalente ao petróleo), segundo anunciou o ministro da Economia e Inovação, Vieira da Silva, a 24 de Maio, numa conferência destinada à apresentação dos resultados do plano na Universidade de Aveiro.

Apesar das críticas que têm sido feitas à pouca execução do PNAEE, que estabelece a redução anual de 1% na factura energética do país até 2015, o Governo mostrou-se confiante e  defende que, "mantendo esta tendência de crescimento, será superada a meta a 2015". Em reacção a estes resultados, a Quercus apressou-se a afirmar que "muitos dos valores absolutos de consumo de energia decorrem da situação económica do país e não do real impacto das medidas definidas" pelo plano.

Segundo os dados do Governo, durante 2009, o PNAEE permitiu a poupança de 205.804 tep, dos quais 73.145 correspondem ao sector Residencial e Serviços. Para este valor, contribuíram três medidas: Renováveis na Hora (14 ktep), a Medida Solar Térmico que atingiu os 539.000m2 acumulados; Certificação Energética de Edifícios (18 ktep), que regista mais de 175.000 certificados emitidos anualmente, colocando Portugal "num lote de cinco países de referência"; e Renove Casa Escritório (41 ktep), cujas soluções implementadas passaram pela substituição de equipamentos ineficientes, a introdução de lâmpadas eficientes, etc.

O sector do Estado é também um dos eixos centrais de aplicação do PNAEE e, até agora, as medidas de eficiência implementadas permitiram uma poupança de 3.947 tep. Entre estas, estão a instalação de solar térmico  (136 tep), a escola microprodutora (25 tep) e a certificação energética (1462 tep).

Na área da fiscalidade verde, a nível de IRS, a eficiência energética de edifícios ou fracções teve um impacto de 13.800 milhões de euros em 2009, atingindo um acumulado de 21.200 milhões. Segundo os dados do Governo, foram concedidos ao financiamento da eficiência energética 200 milhões de euros, distribuídos pelos Orçamento de Estado (82.300M euros), QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional (118.500M euros) e Fundo de Apoio à Inovação (7.960M euros). Destes, a maior fatia foi aplicada em Projectos Inovação e Indústria (118.500M euros). Para a Medida Solar Térmico e a Eficiência Energética em Edifícios Públicos foram destinados 42.300M e 40.000M euros respectivamente. Outras medidas, como aquelas relacionadas com a reabilitação urbana, auditorias energéticas do Estado ou empresas de serviços de energia (ESCO), não receberam qualquer financiamento.

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21-05-2010

O governo alemão anunciou que vai banir todos os subsídios relativos ao esquema de incentivo a instalações de solar térmico e de outras fontes renováveis para aquecimento, como a biomassa e as bombas de calor. Esta medida prende-se com um congelamento do orçamento decretado pelo parlamento alemão. A ESTIF (European Solar Thermal Industry Federation) já criticou severamente esta decisão, temendo que possa prejudicar todo o sector do aquecimento renovável e apresentou um pedido ao parlamento alemão para que anule a decisão, uma vez que esta vai bloquear quaisquer investimentos em instalações de solar térmico. O mesmo argumento, aliás, transmitido ao nosso país quando o Governo decidiu pela não continuidade da Medida Solar Térmico 2009.

De acordo com a associação europeia, a suspensão deste tipo de incentivos vai colocar em perigo muitos actores da indústria e investimentos de vários biliões de euros feitos nos últimos anos. Em resultado, alguns fabricantes receberam já o cancelamento de encomendas e têm agora de reorganizar as suas estruturas, diminuir a produção e considerar uma redução da força de trabalho. Para além disso, há ainda muitas pequenas empresas que dependem desta área de negócio e que podem, com isto, ser obrigadas a declarar falência.

A ESTIF apelou aos decisores políticos que mantenham as condições de apoio ao sector que foram até agora bem implementadas, de forma a garantir um clima de  investimento positivo e um panorama sustentável para a indústria em toda a Europa. "Esta medida vai também levar a uma fraqueza estrutural no mercado do solar térmico", afirmou o presidente da ESTIF, Oliver Drücke. "A procura pode diminuir num curto período de tempo mas precisa, tal como a experiência demonstra, de anos para ser reconstruída. A Alemanha representa 38% do mercado europeu, as ramificações desta decisão vão estender-se muito para lá da Alemanha", acrescentou.

 

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11-05-2010

Gestão técnica centralizadaUm enorme potencial de poupança!

O potencial de poupança num edifício vai para além da excelência do projecto, instalações e recurso às renováveis.  A gestão técnica centralizada pode acrescentar uma poupança no consumo até 24% e tem que ser encarada hoje como um elemento essencial na estratégia de eficiência energética de um edifício. A falta de informação e formação são o principal obstáculo...

Europa

Uma análise à regulamentação espanhola que visa o bom desempenho energético dos edifícios mostra que o país vizinho está a sentir inúmeras dificuldades em cumprir com as normas europeias: a Directiva Europeia obrigou à criação de novos regulamentos, mas que estão ainda longe das exigências que se aproximam e dos objectivos que se impõem. O exemplo mais flagrante é o da lenta implementação da certificação energética, que, para além de ainda não contemplar o parque edificado existente e se basear em "edifícios de referência", não é encarada como uma prática corrente e utiliza métodos, cuja eficácia não é consensual.

Directiva para a Eficiência Energética

Martin Elsberger é o responsável na Comissão Europeia pelas políticas e legislação referentes à eficiência energética, nomeadamente, a nível dos edifícios. Por isso, tem a seu cargo a introdução da Energy Performance Building Directive (EPBD) a nível europeu. Numa recente entrevista a Olli Seppänen, editor do REHVA Journal, Elsberger fez um ponto de situação e esclareceu algumas dúvidas que ainda permanecem em relação à revisão da Directiva.

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04-05-2010

A APREN já apresentou o Roteiro para o sector das Energias Renováveis, que servirá de base para o nosso Plano de Acção a apresentar em Bruxelas em Junho. Até lá terá que haver uma estratégia clara que apresente as medidas necessárias para atingir os objectivos de Bruxelas. Do lado do contributo das renováveis, António Sá da Costa, presidente da APREN não tem dúvidas: a intervenção nos edifícios é fundamental para ultrapassarmos as metas estabelecidas.

Para este especialista, "estamos a assistir a uma mudança na sociedade. Temos vindo a notar que é inevitável darmos um passo importante nesta década no sentido ter uma sociedade mais eléctrica. 60% da energia consumida nos edifícios é desperdício e este desperdício refere-se ao aquecimento, arrefecimento e à parte eléctrica. Para se alcançarem os números pretendidos neste mix energético, é nos edifícios que podemos ter uma maior intervenção".

Quanto ao Plano Novas Energias para 2020, "o que foi apresentado foram linhas gerais e falta concretizar. As intenções estão lá mas falta apontar o caminho para as concretizar. Este trabalho que está a ser feito,  o roteiro, o REPAP foi um primeiro passo, para ser apresentado em Junho em Bruxelas das medidas e trajectória a seguir. E esse documento foi feito com as 3 vertentes da energia: a electricidade, o aquecimento e arrefecimento e os transportes". Neste Roteiro é dada uma grande importância ao aquecimento e arrefecimento no mix energético. E para Sá da Costa, "temos razões para ser ambiciosos. Temos uma meta para cumprir em 31% de incorporação das fontes de energia renovável no consumo total de energia final, nomeadamente na electricidade, aquecimento e arrefecimento e transportes. Conseguindo ter uma maior componente no lado dos edifícios e se os edifícios ajudarem a chegar, ou a ultrapassar as metas, ganha-se em 2 frentes. Poupa-se energia e a introduz-se as ER nos edifícios. Por outro lado pode-se dispor de excessos de electricidade renovável para cumprir as metas, que pode ser exportado. Na Europa há falta de "electricidade verde".

 

Não perca a entrevista completa, para muito breve nesta edição de Maio!


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04-05-2010

O projecto europeu POLIS vem apostar no planeamento urbano como forma de promover a energia solar nas cidades. Durante três anos, cinco cidades europeias, incluindo Lisboa, vão desenvolver planos locais para a adopção de tecnologias solares, de forma a que, a longo prazo, estas passem a ter influência nas opções dos responsáveis pela concepção dos meios urbanos.

O objectivo é que, em cada um destes pólos urbanos, o potencial solar passe a fazer parte da agenda e das preocupações dos responsáveis pelo planeamento urbano e pela tomada de decisões. Para a responsável, é no processo administrativo da tomada de decisões que pode ser encontrado o maior obstáculo, no entanto, a relevância do projecto a longo prazo pode servir para atenuar esse factor.

Não perca o artigo completo, para muito breve nesta edição de Maio!

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27-04-2010

Um estudo encomendado pela Deco denuncia erros no processo de certificação energética ao nível do sector residencial. O problema estará na forma como os certificados estão a ser emitidos e a nossa revista foi conhecer a reacção da ADENE.

Neste recente estudo da revista Proteste e a pedido da Deco, é dado o alerta de que os "peritos não seguem os mesmos critérios na avaliação e apartamentos iguais receberam classes energéticas diferentes". Para a Associação de Defesa dos Consumidores foram detectadas falhas graves no trabalho dos peritos: "Os certificados nem sempre são emitidos correctamente". Mais: um não incluía as obrigatórias medidas de melhoria e algumas casas não foram visitadas por peritos qualificados.

Dada a importância deste processo para conhecer os consumos das famílias e melhorar o conforto das habitações, a DECO comunicou os resultados desta investigação à ADENE, entidade supervisora. A agência já reconheceu a necessidade de intervenção e garantiu que os certificados vão ser corrigidos. A revista Climatização foi procurar perceber como tinha sido feito o estudo e qual a reacção da ADENE a estes resultados.

O recente estudo realizado pela DECO e publicado na revista Proteste, sobre a certificação energética de imóveis, identificou situações em que para o mesmo imóvel, quando analisado por diferentes peritos, se obtiveram  certificados com diferentes classificações. Paulo Santos da ADENE explica que "as situações detectadas foram analisadas em detalhe pela ADENE e pela DECO, tendo-se concluído que as mesmas resultaram, na sua essência, do facto dos peritos terem considerado valores divergentes para a eficiência nos equipamentos de produção de AQS e climatização. Mais concretamente, dois dos três peritos optaram por usar os valores previstos por defeito nas normas técnicas, cuja utilização está reservada apenas para os casos particulares em que não exista outra e melhor informação disponível. Um dos peritos seguiu o procedimento definido para este efeito e utilizou os valores ensaiados para a eficiência dos equipamentos pelos fabricantes e representantes do equipamentos. A estratégia de abordagem definida pelo SCE para estes casos, que privilegia a melhor e mais rigorosa informação disponível (muito provavelmente mais adequada ao caso em estudo do que os valores por defeito), tem naturalmente associado o risco de ocorrerem situações como a verificada. É, por isso mesmo, de enorme importância que os peritos despendam o necessário esforço no sentido de obter essa informação e que as marcas e seus representantes colaborem facultando essa informação ao mercado. Só dessa forma os resultados irão convergir entre peritos e, mais importante, se irão aproximar da realidade construída, credibilizando a actuação de SCE e seus agentes", conclui este responsável.

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21-04-2010

O Banco Europeu de Investimento (BEI) está a avaliar um pedido de financiamento de 600 milhões de euros feito pela Parque Escolar para a continuação do projecto "Modernização do Parque Escolar II", em Março. A empresa portuguesa é a responsável pelo Programa de Modernização das Escolas Secundárias, que tem como objectivo a intervenção em 330 escolas até 2015.

De acordo com o sítio online do BEI, o projecto "compreende a modernização, remodelação, reabilitação e ampliação, mobiliário e equipamentos das escolas em Portugal continental" e o seu custo total é de 2,7 mil milhões de euros.

A execução do programa é feita em três fases, sendo que a primeira implicou um investimento de 330 milhões de euros e englobou intervenções em 26 escolas. Para a segunda fase, agora em curso, está prevista a acção em mais 75 escolas, representando um volume de investimento de 841,1 milhões de euros. Em Fevereiro de 2009, a empresa Parque Escolar tinha já assinado um primeiro contrato de financiamento a longo prazo com o BEI no valor de 300 milhões de euros para o mesmo programa.

O Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário insere-se na "Iniciativa para o Investimento e Emprego", lançada em Março de 2009 e que se refere ao programa como "uma das medidas para promover o crescimento económico e o emprego, contribuindo para o reforço da modernização e competitividade das qualificações dos portugueses, da independência e da eficiência energética, bem como para a sustentabilidade ambiental e promoção da coesão social".

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21-04-2010

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Comissão Europeia esperam que o programa de Assistência Energética Local Europeia (ELENA), lançado em Dezembro do ano passado, resulte num apoio de mais de um bilião de euros para projectos relacionados com a eficiência energética e com as energias renováveis durante 2010 em cidades e regiões europeias. O primeiro acordo foi assinado em Abril com Barcelona e o BEI está actualmente em negociações com mais 16 cidades ou regiões sobre os seus planos de investimentos para melhorar a eficiência energética e desenvolver as energias renováveis.

O projecto ELENA foi pensado para ajudar as cidades e regiões a desbloquear os seus potenciais através de assistência técnica para estruturar  e implementar projectos de modo mais eficiente, de forma a que possam atrair financiamento de bancos locais e de outras fontes, tais como o BEI. A assistência, financiada pelo ELENA, poderá ser atribuída a autoridades locais ou regionais ou a qualquer outra entidade pública de países que integram o IEE.

"Este é um exemplo de como uma ideia apresentada o ano passado, durante a cerimónia do Pacto dos Autarcas, é agora uma realidade e tem um impacto no terreno. O ELENA é uma oportunidade para as cidades e regiões se ajudarem a elas próprias a implementar planos de acção de energia sustentável que criam empregos e que, simultaneamente, ajudam a Europa como um todo a atingir os seus objectivos ambientais. Depois da forte resposta das cidades e das regiões, tencionamos duplicar os fundos disponíveis do projecto para 30 milhões euros", afirmou o Comissário Europeu para a Energia, Günther Oettinger.

Mais de 200 cidades e regiões já pediram informações concretas sobre o programa. O projecto de Barcelona vai implicar um orçamento de 500 mil euros e espera-se que resulte na poupança de 280GW de energia anuais e na redução de 170/200 mil toneladas de emissões de CO2.

 

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14-04-2010

Uma análise à regulamentação espanhola que visa o bom desempenho energético dos edifícios mostra que o país vizinho está a sentir inúmeras dificuldades em cumprir com as normas europeias: a Directiva Europeia obrigou à criação de novos regulamentos, mas que estão ainda longe das exigências que se aproximam e dos objectivos que se impõem. O exemplo mais flagrante é o da lenta implementação da certificação energética, que, para além de ainda não contemplar o parque edificado existente e se basear em "edifícios de referência", não é encarada como uma prática corrente e utiliza métodos, cuja eficácia não é consensual.

A obrigatoriedade de certificação de edifícios em Espanha foi aplicada através da publicação do Procedimento Básico para la Certificacion de Eficiencia Energética de Nueva Construcion (PBCE), em 2007. Desde aí, o processo tem sido extremamente lento e pouco coordenado, havendo apenas, segundo a Asociación Técnica Española de Climatización y Refrigeración (ATECYR), pouco mais de uma centena de projectos com certificação final.

O sistema disponibiliza dois métodos para obter a certificação energética, sendo um de carácter comportamental e outro de carácter prescritivo. O primeiro permite obter as classes superiores, A, B ou C, e recorre à utilização de dois programas informáticos: o LIDER, que calcula os consumos de energia, e o CALENER, que calcula a classificação energética do edifício com base na comparação de um outro semelhante e cuja performance energética foi anteriormente determinada. O segundo está relacionado com o cumprimento dos requisitos mínimos do regulamento para a construção - Código Técnico de La Edificación. Este método dá apenas acesso às classificações D e E e, apesar de mais simples, apresenta a desvantagem de poder atribuir uma classificação inferior a um edifício que, seguindo a opção geral, obteria uma melhor classificação.

Por enquanto, a certificação energética em Espanha é apenas obrigatória para novos edifícios, estando prevista a inclusão do parque edificado ainda em 2010. No entanto, esta condicionante reflecte-se também numa fraca consciência da população face à certificação energética.

Consulte o artigo completo na nossa próxima revista de Maio!

 

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26-03-2010

Em linha com a descida de 14% do mercado do solar térmico (ST) em 2009, as previsões indicam que, em 2010, a queda poderá ser mais acentuada, na ordem dos 20%, segundo dados da Asociación Solar de la Industria Térmica (ASIT). A quebra no número de novas construções e reabilitações pode um dos factores que justifica esta descida. Mas a redução dos programas de incentivo por parte do Estado terão sido decisivos. Para 2010 espera-se apenas a instalação de 320 mil m2, em comparação com os 402 mil e os 465 mil instalados em 2009 e 2008, respectivamente.

A ASIT apela a uma revitalização da confiança do sector alinhado com o apoio expresso da administração espanhola, através da exigência, acompanhamento e controlo do cumprimento das normativas vigentes, da eficácia dos programas de ajudas e da estabilidade de um "Marco Regulatorio" que contribuirá para a abertura de novos mercados.

"Torna-se mais evidente a necessidade de evoluir, o mais rapidamente possível, nos nossos planeamentos, estratégias e actuações como sector, porque estamos conscientes da excepcional conjuntura que representa este ano de 2010 em termos de oportunidade única para conseguir consolidar o futuro, como sector, da tecnologia renovável do solar térmico de baixa temperatura", declarou o presidente da ASIT, Juan Fernandez.

Em de Maio de 2009, a ASIT entregou à Secretaría de Energía do Ministerio de Industria, Turismo y Comercio uma proposta de medidas e regulamentações a curto, médio e longo prazos, com o objectivo de contrariar esta situação e que sugeria a intervenção em três áreas - nova construção/reabilitação, edifícios existentes e grandes consumos. De acordo com a Associação, até agora, as suas propostas resultaram, junto da administração espanhola, no lançamento de uma linha de financiamento para projectos ST e na inclusão no draft da nova Ley de Eficiencia Energética y Energías Renovables - a ser aprovada no segundo trimestre de 2010 - do artº71, apartado 4, estabelecendo "um regime especial de produção térmica a partir de fontes de energias renováveis, com um registo administrativo para este tipo de instalações. O dito regime vai dispor de uma estrutura jurídica e económica que incentive a obtenção de energia para usos térmicos a partir de fontes de energias".

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26-03-2010

Drake Landing Solar Community é o nome de uma comunidade em Okotoks, Alberta, no Canadá, que em 2012 deverá conseguir que 90% das suas necessidades de aquecimento sejam alcançadas por via da energia solar térmica. O projecto existe desde 2007 e é composto por 52 casas 30% mais eficientes do que as convencionais e que recorrem à tecnologia de armazenamento da energia solar térmica. Por outras palavras, esta fonte energética é recolhida no Verão, armazenada no sub-solo e distribuída para aquecer as casas no Inverno. Cerca de 800 colectores solar térmico estão instalados nos telhados das garagens das casas, sendo que cada dispõe ainda de mais dois para o aquecimento de águas domésticas.

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19-03-2010

O  Governo aprovou na passada 5ª feira, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional para a Energia até 2020, cujas principais metas são a redução para 74% da factura energética nacional e o cumprimento das políticas europeias. A poupança de cerca de 2 mil milhões de euros anuais na importação de recursos energéticos portugueses está na base do Plano Novas Energias, cuja estratégia terá como eixos fundamentais a eficiência energética, o desenvolvimento das energia renováveis e a aposta no carro eléctrico. Trata-se de um Plano ambicioso, que claramente contrasta com o clima de restrições que marcam o recente Programa de Estabilidade e Crescimento. Mais uma vez, Sócrates vira-se para a energia "como factor de promoção da economia e do emprego".

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, esta Estratégia Nacional para a Energia com o horizonte em 2020 (ENE2020) "é apoiada em 10 medidas que visam relançar a economia e promover o emprego, apostar na investigação e desenvolvimento tecnológicos e aumentar a nossa eficiência energética". Destas medidas destaca-se a criação do Fundo de Eficiência Energética, que terá um capital de 1,5 milhões de euros com vista a "incentivar a eficiência energética por parte dos cidadãos e das empresas, apoiar projectos de eficiência energética em áreas onde até agora esses projectos ainda não tinham sido desenvolvidos e promover a alteração de comportamentos nesta materia". Destaca-se aqui e na área dos edifícios, a melhoria da eficiência energética através de, "por exemplo, incentivos destinados aquisição de equipamentos com melhor desempenho energético ou equipamentos que promovam uma utilização mais racional da energia, como recuperadores de calor a biomassa, colectores solares térmicos, janelas eficientes ou isolamentos térmicos, entre outras".

Com esta medida, o Executivo de Sócrates vem novamente apresentar mais metas para a energia, embora ainda não sejam conhecidos e oficiais os resultados do PNAEE (Plano Nacional de Eficiência Energética) e dos respectivos programas. Segundo este comunicado, "esta Resolução aprova a Estratégia Nacional para a Energia com um horizonte de 2020 (ENE 2020), tendo em consideração os novos objectivos para a política energética definidos no Programa do XVIII Governo e dando continuidade às políticas de energia desenvolvidas pelo anterior Governo". Recorde-se que o PNAEE,  lançado em 2008, vinha "trazer uma maior ambição e coerência às políticas de eficiência energética, abrangendo todos os sectores e agregando as várias medidas entretanto aprovadas e um conjunto alargado de novas medidas em 12 programas específicos", com destaque para as medidas no âmbito do Sistema de Eficiência Energética nos Edifícios e Renováveis na Hora. Em 2009 e enquadrado no Plano Anti-Crise, surge o Programa Solar Térmico 2009, recentemente descontinuado pelo Executivo de Sócrates. Em qualquer um deste programas, estima-se que os objectivos estejam longe do pretendido e no caso da MST, as metas ficaram a pouco mais de metade.

 

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15-03-2010

A União Europeia (UE) vai conseguir cumprir - e até exceder ligeiramente - a sua meta de 20% de energias renováveis até 2020, de acordo com os documentos de previsão dos Planos de Acção para as Energias Renováveis dos 27 Estados-Membros, entregues junto da Comissão Europeia. A análise das previsões mostrou que os membros da UE estão no caminho certo para obter mais do que 20% de energia via fontes renováveis em 2020, sendo que, em 21 países, é bastante provável que se consiga cumprir as metas nacionais e, desses, em oito, estas podem mesmo ser ultrapassadas.

No relatório português, está confirmado o "compromisso da meta de 31% de energia produzida a partir de fontes renováveis no consumo final bruto de energia, meta que lhe foi atribuída na negociação da adopção da Directiva 2009/28/CE" sobre as renováveis. O documento refere ainda que o país "considera ainda que tem condições e recursos renováveis para poder ir mais além desta meta e, deste modo, contribuir para eventuais défices de outros Estados-Membros", no entanto, "essa possibilidade está dependente da capacidade de se exportar fisicamente essa produção renovável excedentária, nomeadamente para a Europa Central".

Entre aqueles que não devem cumprir este objectivo estão Bélgica, Itália, Luxemburgo, Malta, Bulgária e Dinamarca. Os dois últimos podem ainda conseguir inverter esta posição, desde que os seus governos lancem novas iniciativas a nível nacional. Já a Itália, que ocupa o final da lista, só conseguirá cumprir a sua proposta se importar energia via renováveis dos países vizinhos que não fazem parte da UE, como a Albânia, Croácia, Sérvia e Tunísia.

Espanha é o país com melhores previsões, esperando-se que atinja, em 2020, uma percentagem de 22,7% de renováveis. Em seguida, destaque para a Alemanha, que deverá conseguir mais 0,7% do que o seu objectivo inicial de 18%. Estónia, Grécia, Irlanda, Polónia , Eslováquia e Suécia são os restantes países, cuja previsão aponta para uma superação das metas nacionais.

Günther Oettinger, o novo Comissário Europeu para a Energia, afirmou que "estas previsões mostram que os Estados-Membros levam as energias renováveis muito a sério e que estão realmente empenhados em incentivar a sua produção a nível nacional". Oettinger disse ainda que este era um factor importante para o alcançar das metas estabelecidas para a Estratégia Europeia 2020. "É um sinal muito positivo para o ambiente, uma vez que nos vai ajudar a reduzir as emissões de CO2 e, ao mesmo tempo, a aumentar a nossa independência energética" - explicou - "a nossa tarefa é ajudar todos os Estados-Membros não só a atingir os 20% mas a ir mais além".

 

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09-03-2010

Aquecimento: Um novo mercado!

Com uma queda de 15% em 2008, o mercado do aquecimento está a mudar! Os equipamentos tradicionais já não têm espaço num mercado europeu que incentiva o uso de soluções eficientes de energia e de origem renovável. Em contrapartida as bombas de calor (ar/água) e as caldeiras de condensação no mercado da reabilitação começaram a ganhar expressão e marcaram o ano de 2009. Conheça as tendências e os números na Europa e no mundo!

Solar Térmico: O mercado do solar térmico mais que duplicou em 2009 atingindo os 170 mil m2 instalados não chegando no entanto os 300 mil m2 apontados como meta pelo Executivo de Sócrates, que afinal recuou e não vai estender a MST em 2010.

Europa: A Alemanha continua a estar entre as nações pioneiras da Europa no âmbito da eficiência energética dos edifícios. Com o EnEV  que já entrou em vigor, o  país decidiu aumentar em 30 % o nível de exigência dos requisitos energéticos para os edifícios, mas não se fica por aí e já está tudo a ser preparado para que o mesmo volte a acontecer em 2012.

Entrevista: Para vasco Freitas, parte activa na revisão da nossa Regulamentação Térmica, "o grande problema da certificação energética actual dos edifícios, sem sistemas de climatização, está no desequilíbrio entre o peso da envolvente dos edifícios (paredes, coberturas, pavimentos, envidraçados, etc.) e o peso da produção de águas quentes sanitárias.

Estudos: "Bomba de calor - uma via para a Europa dos 20-20-20" (Por: Ernesto Peixeiro Ramos) e "A modelação integrada de sistemas de Transportes e de Energia no programa MIT Portugal" (Por: Samuel Niza e Francisco Câmara Pereira)

Eficiência&Energia: A importância da fiscalização como um dos pilares estratégicos do SCE. Depois do desafio de montar a estrutura e de dotar o Sistema de Certificação Energética (SCE) de capacidade de execução e de resposta ao mercado, estamos agora, segundo a ADENE (entidade gestora do SCE), "na fase de afirmação pela qualidade. Começámos em 2008 e vamos agora prosseguir em 2010 com um conjunto de acções que visam criar uma maior exigência no trabalho dos peritos qualificados (PQ). A fiscalização é um dos pilares dessa estratégia que, juntamente com a elaboração de guias e publicação de esclarecimentos para os técnicos, já está a conduzir a melhorias na qualidade dos certificados produzidos".

Autarquias&Energia: RNAE, uma nova etapa para as agências de energia - O novo ano trouxe às Agências de Energia e Ambiente uma razão forte para celebrar: a criação da RNAE - Associação das Agências de Energia e Ambiente - Rede Nacional. Isto porque, com a passagem da antiga RENAE a associação, as agências de energia municipais não só dispõem agora de uma entidade institucional e legítima que as representa, como vêem reforçada a sua acção na eficiência energética dos municípios.

 

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02-03-2010

Carlos Matias Ramos foi eleito novo Bastonário da Ordem dos Engenheiros para o triénio 2010-2013, cujas eleições decorreram no passado dia 26 de Fevereiro. O candidato vencedor pertencia à Lista A, é engenheiro civil e ocupa o cargo de presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

A votação contou com a participação de apenas 6500 dos 38 mil membros da Ordem. Carlos Matias Ramos foi eleito com 54,8% dos votos, Fernando Silveira Ramos (Lista B) arrecadou 35,04% e Luís Malheiro da Silva (Lista C) conseguiu pouco mais de 10% dos votos. O novo Bastonário, que se propõe a "prestigiar a engenharia e enfrentar os novos desafios", conta com o apoio de José Manuel Pereira Vieira, engenheiro civil e catedrático na Universidade do Minho, e Victor Gonçalves de Brito, engenheiro naval e contra-almirante da Marinha de Guerra, para os cargos de vice-presidentes nacionais.

Nas eleições de 26 de Fevereiro, foram ainda escolhidos os presidentes de cada região, sendo que, para a Norte, a maioria dos votos foram para Fernando de Almeida Santos, candidato pela Lista B. No Centro do país, foi eleito Octávio Borges Alexandrino, pela Lista A, e no Sul, os engenheiros escolheram Carlos Mineiro Aires, candidato pela Lista A. Também pertencentes à Lista A são os presidentes eleitos nas regiões dos Açores e da Madeira, Paulo Botelho Moniz e Armando Simões Ribeiro, respectivamente.

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02-03-2010

Já está em vigor uma nova taxa intermédia de IVA a 12% para as bombas de calor e respectiva instalação. Segundo Direcção Geral dos Impostos, nomeadamente a Direcção dos Serviços de IVA, "em harmonia com o disposto na alínea b) da verba 2.4 da Lista II anexa ao CIVA, são tributadas à taxa de 12%, as transmissões de "aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados à captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia. É entendimento destes Serviços que, sendo as bombas de calor um sistema de climatização caracterizada pela produção de aquecimento ou arrefecimento do ambiente aproveitando a sua energia térmica, em conjunto com a electricidade, as respectivas transmissões aproveitam o enquadramento na citada verba 2.4 da Lista II anexa ao CIVA, sendo passíveis da taxa de 12%".

Segundo este parecer vinculativo solicitado pela APIRAC e de acordo com uma circular informativa por parte desta Associação Portuguesa da Indústria da Refrigeração e Ar Condicionado, "a partir de agora, não podem subsistir quaisquer dúvidas de que as Bombas de Calor e a respectiva montagem passam a ser taxados com IVA a 12%. Exceptuam-se as transmissões de componentes, peças e acessórios, transaccionados à parte, bem como as reparações que continuam a ser taxadas com IVA a 20%".

Na prática, os equipamentos propriamente ditos passam a ser facturados pelo distribuidor a 12% e o instalador irá cobrar simultaneamente ao cliente final também a 12% os equipamentos e os outros materiais necessários à respectiva instalação. No entanto, todos os componentes complementares da instalação, como por exemplo condutas e ventiladores para administração de ar novo nos locais, poderão ser facturados ao cliente final conjuntamente na mesma factura mas com a taxa normal de 20%. Excluem-se ainda desta taxa intermédia os aparelhos de ar condicionado que só fazem frio.

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23-02-2010

Afinal e em rigor, o Governo não vai estender a MST ao contrário do compromisso informal que assumiu junto do mercado. Uma surpresa que poderá por em risco um sector que finalmente caminhava a bom ritmo. O mercado mais que duplicou em 2009 atingindo os 170 mil m2 instalados não chegando no entanto os 300 mil m2 apontados como meta pelo Executivo de Sócrates.

Segundo o Ministério da Economia, o Governo dedicou para este ano 50 milhões de euros à MST (Medida Solar Térmico 2009), uma verba que sobra dos 95 milhões comprometidos e não totalmente executados no ano passado. Estas declarações apanharam de surpresa os agentes do sector. É que no inicio deste ano, as mesmas fontes do Ministério da Economia tinham-se mostrado receptivas à importância da continuidade da MST. Ao contrário do que é dado a entender nestas declarações, a MST não continua em 2010 porque já não há verbas para 2010! Em rigor, as encomendas feitas em 2009 esgotam este montante. Ou seja, as encomendas cujas obras não foram realizadas em 2009 transitaram para este ano mas não há lugar para novas encomendas. De acordo com a Apisolar, a Associação dos distribuidores, fabricantes e instaladores desta área de negócios, "estamos a agir no sentido de consciencializar o Governo de que depois de uma tal aceleração do mercado é muito prematuro fazer uma suspensão brutal do subsidio para 2010. Dentro de uns meses - depois de terminar as instalações de 2009 -  tanto as empresas fornecedoras como os instaladores vão sentir a paragem deste sector do mercado e não terão condições de continuar a assumir a estrutura ampliada em que tiveram de investir para responder à MST..."

Conheça os números, o impacto da MST e impulso do mercado em 2009 na nossa próxima revista de Março

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23-02-2010

Portugal é um dos países da União Europeia onde se registam mais mortes por falta de condições de isolamento e de aquecimento nas casas, segundo aponta um estudo realizado por especialistas da Universidade de Dublin, Irlanda. O trabalho, que comparou 14 países europeus, analisou as potenciais causas da mortalidade no Inverno em 14 países europeus, revelando que "Portugal tem a maior taxa (28%) de excesso de mortalidade no Inverno", seguido de Espanha e Irlanda, ambos com 21%.

"Os países com climas mais temperados tendem a ter baixa eficiência térmica nas habitações e por isso é mais difícil manter estas casas quentes quando chega o Inverno" - refere a investigação - "Este é em particular o caso de Portugal, Espanha e Irlanda, onde as temperaturas no Inverno são comparativamente mais temperadas e as taxas de excesso de mortalidade nesta estação muito elevadas". O documento concluiu ainda que esta taxa poderia ser reduzida, "melhorando a protecção/isolamento das casas ao frio, aumentando o investimento público em cuidados de saúde e melhorando as condições socioeconómicas da população para conseguir uma maior distribuição da riqueza". Países com Invernos mais rigorosos, como a Finlândia e a Suécia, registaram "níveis exemplares" de eficiência térmica no interior das casas, dispondo a maior parte das habitações de vidros duplos e isolamento térmico nas coberturas, paredes e pisos.

O estudo da Universidade de Dublin foi publicado em 2003 e refere-se a uma análise feita durante dez anos aos índices de mortalidade de 14 países da UE. Os dados obtidos foram depois cruzados com informações sobre os factores ambientais, estilos de vida, prestação de cuidados de saúde e gastos nesta área, desigualdades sociais e eficiência energética/isolamento das habitações.

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12-02-2010

Em 2008, em Portugal, 35% da população não dispunha de condições para manter o aquecimento adequado da sua habitação, relevam dados do Eurostat. Estes números aparecem num estudo sobre o nível de risco de pobreza dentro dos 27 Estados-Membros, através da análise da taxa de privação material, cuja divulgação decorreu antes da conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, marcada para o dia 21 de Janeiro, em Madrid.

De acordo com o relatório, a capacidade de aquecer a casa é um dos indicadores da taxa de privação material e, em 2008, 10% da população dos 27 não a possuía. Os números são mais assustadores quando se trata de Portugal em particular, já que o nosso país lidera o ranking neste campo (35%), seguido pela Bulgária (34%),  Chipre (29%) e Roménia (25%). Entre as posições com taxas mais baixas, encontram-se países habituados ao frio, como a Noruega, a Suécia, o Luxemburgo ou a Estónia, onde essa percentagem é de apenas 1%. As explicações para a posição líder portuguesa podem ser várias, desde a pouca tradição em lidar com baixas temperaturas, que se reflecte em, por exemplo, construções pouco eficazes a nível térmico, à incapacidade financeira para adquirir equipamentos de aquecimento ou para suportar gastos com electricidade e gás.

Para além da capacidade de manter a habitação aquecida, o estudo destaca ainda como indicadores a capacidade de pagar uma semana de férias por ano fora de casa, de ter uma refeição de carne, peixe ou vegetariana em cada dois dias e de ter carro próprio. Perante a análise destes factores, Portugal apresentou uma taxa de risco de pobreza de 18%, ligeiramente superior à média dos 27 (17%), dentro da qual as crianças e os idosos representam os maiores grupos de risco.

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12-02-2010

Com cerca de 15 mil certificados energéticos a serem emitidos todos os meses pela Adene, Portugal é visto pela Europa como um exemplo de sucesso e a seguir no que respeita à implementação do Sistema de Certificação Energética nos edifícios (SCE). No entanto, o mesmo não acontece ainda para a construção sustentável e são muito poucos os imóveis que ostentam essa classificação.

 

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13-01-2010

Energia e edifícios - O futuro já chegou!

A nova Directiva para os edifícios já esta fechada e deverá entrar em vigor em Fevereiro de 2012. Reduzir em 70% a emissão de CO2 de toda a Europa e passarmos a ter "nearly zero energy buildings" para 2020 são os 2 principais objectivos. Para os alcançarmos, a eficiência energética deverá ser reforçada, o peso das renováveis "in house" deverá estar perto dos 100% e terão que ser introduzidos novos requisitos que reforcem o conceito de custo/benefício, onde o edifício o longo do seu ciclo de vida seja um investimento rentável do ponto de vista energético...

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23-12-2009

Os 2 últimos meses do ano apontaram para o inesperado: o ritmo acelerado de vendas e a extensão da Medida Solar Térmico às IPSS veio dar um impulso ao programa. No sector doméstico prevê-se chegar aos 40.000 sistemas o que absorve uns 65 milhões de euros. As cerca de 1.000 candidaturas de instituições (IPSS e ADUP) poderão atingir 30 milhões de euros de subsídio. Ainda segundo a Apisolar e numa reunião com o Executivo à porta fechada, o Estado comprometeu-se a estender o subsídio até 2015 a que corresponde um objectivo de 250 mil m2 / ano de colectores instalados.

Não perca na nossa próxima revista uma conversa com os responsáveis da Apisolar, a associação que representa as marcas e os instaladores de solar térmico e fotovoltaico.

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09-12-2009

Já terminaram as negociações quanto ao conteúdo da nova Directiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD). Com este acordo, a UE fica mais próximo de alcançar os objectivos de 2020 (reduzir as emissões em 20% e assegurar em 20% o consumo final de energia via fontes renováveis). O maior destaque vai para os edifícios com necessidades energéticas próximas do "0" já para 2020. O Conselho aderiu às alterações propostas pelo Parlamento e que exigiam que os Estados-membros elaborassem planos nacionais visando o aumento do número de edifícios com necessidades energéticas próximas do zero.  Até meados de 2011, os Estados Membros deverão elaborar uma lista com a estratégia, incentivos financeiros e não só para a transição. No âmbito desta revisão, serão fixados requisitos mínimos de viabilidade económica, o que obrigará Portugal, por exemplo, a rever significativamente o grau de exigência do RCCTE e do RSECE, que está longe do que seria ainda desejável do ponto de vista económico estrito. Destaque ainda para os mecanismos de maior credibilização dos Certificados e das Inspecções, obrigando os EM a sistemas mais apertados de controle de qualidade. Em breve esta Directiva será transposta para os vários países e na prática, vamos ter regras ainda mais apertadas quanto à climatização, eficiência energética e às fontes renováveis de energia nos edifícios. Conheça o alcance desta nova medida e o que poderá mudar na nossa regulamentação interna na nossa próxima revista.

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27-10-2009

Saiu em Novembro com o jornal Expresso,  uma edição especial da revista Climatização sobre o solar térmico

A 3 meses de terminar o ano, a Medida Solar Térmico, que nasceu com muitos problemas vê-se agora a progredir a um ritmo importante para o crescimento do solar. Estamos apenas a 1/3 dos objectivos traçados pelo Governo e tudo indica que programa irá entrar em 2010 até esgotar o montante de 95 milhões de euros de subsídio. Depois disso, é fundamental que o Executivo de Sócrates dê continuidade a este incentivo para cumprir as metas traçadas e alavancar as estatísticas da UE, onde esta área de negócio que vale 3 mil milhões de euros, registou um crescimento de 60% no ano passado e é responsável por 40.000 postos de trabalho directos. Um investimento obrigatório na redução da dependência energética e promoção da sustentabilidade...

 

 

 

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15-10-2009

Até dia 13 de Outubro e segundo dados da Adene, cerca de 94% dos novos edifícios certificados têm sistema de colectores solares térmicos instalados para produção de águas quentes sanitárias, representando em termos numéricos cerca de 37,8 mil edifícios repartidos por 36,1mil edifícios de habitação e 1,6 mil de edifícios de serviços. No que respeita a edifícios existentes a percentagem é menor em cerca de 5% dos edifícios com certificação, ou seja, 6,5 mil edifícios é que têm instalados sistemas solares térmicos, dos quais 6459 são de habitação e os restantes 91 são serviços.

Neste momento os objectivos da UE são bastante ambiciosos e a Directiva da eficiência energética em edifícios está em reformulação. A União Europeia importa 51% do gás que consome e, ao longo dos últimos dois anos, o preço da energia para consumo doméstico aumentou substancialmente: 15% na electricidade, 21% na gasolina e 28% no gás natural. Por outro lado, os 160 milhões de edifícios da UE são responsáveis por 40% do consumo energético primário da Europa.

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30-09-2009

Estamos a 3 meses de terminar o subsídio do Estado e a perto de 1/3 dos objectivos anunciados em Fevereiro: 95 milhões de euros no apoio à instalação de 300 mil m2 de colectores solares em 65 mil habitações uni-familiares. É previsível que a medida entre por 2010 mas e depois?

Numa altura (2008) em que o mercado do solar térmico na UE e na Suíça registou um crescimento de 60%, atingindo 3,3 GWth e 4,75 mil  m2 de área de colectores instalados, as estratégias com vista à massificação e crescimento do solar não podem ser pensadas a curto prazo. De acordo com a ESTIF - European Solar Thermal Industry Federation, a experiência indica que as políticas de apoio desempenham um papel muito importante no crescimento dos mercados nacionais e podem constituir um factor decisivo para o crescimento, particularmente se tiverem uma orientação a longo prazo, forem bem concebidas e bem implementadas. Segundo esta Federação europeia, "uma estratégia para o solar térmico deve definir e procurar satisfazer objectivos de desenvolvimento claros. Só assim é possível ultrapassar uma das deficiências mais vulgares das políticas de apoio do estado: a falta de continuidade. As políticas orientadas para um objectivo a mais longo prazo correm menos riscos de ser frequentemente interrompidas". De acordo com estes especialistas, "o apoio do tipo pára/arranca não cria a confiança necessária aos intervenientes do mercado. Tanto da parte da oferta como da procura, os responsáveis pela tomada de decisões têm tendência para adiar as decisões relativas ao investimento, adoptando uma atitude de esperar para ver. Este tipo de atitude até pode prejudicar o mercado, se, por exemplo, os instaladores sentirem que o investimento que fizeram em formação solar não valeu a pena, ao constatarem que o plano de incentivos financeiros foi cortado repentinamente. Têm de ser criadas condições estáveis e positivas ao longo de vários anos de modo a abrir caminho para investimentos na capacidade de produção, na formação, no marketing e distribuição e para mobilizar recursos na área da investigação e desenvolvimento".

Por cá e neste momento, as empresas continuam a entrar num sistema que gerou polémica e que condicionou e criou sérios danos ao mercado durante muitos meses. Segundo a associação portuguesa do sector - Apisolar - era desejável que o funcionamento e o sistema que enquadra a atribuição dos incentivos fosse ajustado a bem do mercado e dos consumidores.

De acordo com o executivo de José Sócrates, o Programa Solar Térmico 2009, até finais de Setembro, já foi utilizado por 20 mil habitações onde foram instalados mais de 65 mil m2 de colectores a que corresponde um investimento global de 65 milhões de euros comparticipado em cerca de 50% pelo Estado. Ainda segundo os dados apresentados pelo Governo, existem 6262 instaladores certificados contra  os 2.362 do final de 2008.

Estas e outras questões sobre o mercado do solar térmico em Portugal e na Europa serão aprofundadas na nossa próxima edição - não perca!

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09-09-2009

As cidades energéticas do futuro - Os novos edifícios

Falava-se em cidades auto-sustentáveis e o conceito fazia-nos viajar para um mundo à parte, uma realidade algo futurista e utópica. Só que esta já é uma realidade em construção e daqui a 50 anos os edifícios vão deixar de ser um problema para passarem a reguladores dos consumos energéticos ao nível local. Até lá, há que assegurar a transição de uma forma responsável. Um desafio urgente para as Autarquias...

 

Em breve, mais conteúdos online desta edição - conheça neste site as outras edições

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04-09-2009
Municípios e EDP assinaram protocolo para aumento da eficiência energética. Os resultados ainda são aguardados. Espera-se que depois de concluídas as auditorias energéticas, os municípios possam reduzir a factura energética em 10% face aos custos anuais de 200 milhões. Um objectivo a atingir com a aplicação de medidas de eficiência energética e a instalação de sistemas de micro e cogeração. Além de outras medidas como aplicar a certificação energética a todos os edifícios municipais; obrigatoriedade de instalação do solar térmico em todos os edifícios municipais, dando prioridade a equipamentos desportivos e escolas, e de outros sistemas como o fotovoltaico.Para gerir eficientemente um edifício do ponto de vista energético é fundamental começar por conhecer tão bem quanto possível a quantidade de energia consumida e de que forma é consumida. O levantamento energético é a primeira fase de um processo conducente à tomada de consciência da situação energética do edifício e consequente decisão sobre as alterações a efectuar para uma melhor e mais racional utilização da energia. Este é o trabalho que está a ser efectuado há um ano pela EDP e pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), com o objectivo de reduzir a factura energética dos edifícios municipais que ascende, anualmente, a 200 milhões de euros. ...
04-09-2009

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem linhas de crédito específicas para empresas que queiram financiar projectos de sustentabilidade energética e de energias renováveis. Para isso, as empresas precisam apenas de procurar a sua solução Caixa QREN Empresas para garantir os recursos de que precisam para concretizar os sues planos.

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